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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Gratidão e Perdão.


Quarenta e uma voltas em torno do sol. Nesta caminhada encontrei muita gente, outros, reencontrei. Alguns, como eu estavam perdidos quando nos encontramos, outros foram meus mestres. Tive mestres que não pareciam mestres, pareciam inimigos e tive mestres que não eram mestres, eram inimigos. Errei e acertei. 
Peço perdão a todos aqueles a quem eu não pude doar tudo que esperavam ; peço perdão aqueles a quem magoei. Uma coisa é certa, fui sincero e lutei com todas as minhas forças pelo que acreditava estar correto.
Aqueles e ou aquelas a quem eu disse "Eu te amo", acredite - meu coração era quem falava. Nunca me sobrou tempo para falar o que não sentia profundamente. Junto com alguns derramei lágrimas, com outros sorrisos, com alguns poucos lágrimas e sorrisos, e por vezes gargalhadas. Junto com alguns sofri derrotas, com outros comemorei vitórias. A intenção maior era sempre buscar ser melhor, fazer o mundo melhor. 
Aqueles que foram ingratos, não se preocupem: não há mais dor em meu coração, não mais rancor, não mais ressentimentos. Aprendi que o único tempo existente é o presente eterno e que ele é curto demais para guardar sentimentos ruins. Perdoei aqueles que deliberadamente tentaram manchar minha reputação, e não foi difícil, por que na verdade, nenhum deles, conseguiram atingir o meu caráter.
Descobri que não importa o que os outros fazem comigo, se o bem e o mal, no final, o que importa mesmo é que eu fiz ou deixei de fazer com os outros e pelos outros. No final das contas tudo se resume no confronto final entre eu e DEus, e não entre eu e os outros. Na verdade, os outros são todos irmãos, todos humanos, todos como eu. 
É verdade que esperei muito amor de quem não tinha condições de me dar amor, exigi amor quando só deveria doar. E é verdade que por vezes, fui ingrato, na maioria das vezes, sinceramente ingrato, por que não percebia a necessidade de gratidão.
Aprendi que servir não significa querer mudar o mundo, é apenas colocar água disponível para que tem sede, comida disponível para quem tem fome, ainda assim, preciso respeitar a liberdade de cada um de querer comer, ou beber. E se escolherem morrer de fome, ainda que doa em meu coração, não cabe a ninguém amarrar e obrigá-los a se alimentar.
Tenho profunda gratidão por todas as lindas mulheres que fizeram parte da minha vida e minha história. É incrível como olhando para trás vejo que fui demasiadamente sincero em cada palavra que disse, e, mesmo em cada renúncia. As mulheres são deusas que nos levam sempre para mais perto da divindade. Aprendi que mulher é a porta do Paraíso, ou do inferno.
Aprendi que todas as religiões são importantes e que devem ser respeitadas, e que não cabe a ninguém julgar o caminho que os outros escolheram para caminhar. A paz é o resultado da tolerância e da busca da convivência pacífica com aqueles que são diferentes de nós.
Aprendi que posso ser feliz sempre com o que tenho, e que pobreza e ou riqueza não mede e nunca medirá a paz do coração.
Aprendi que não pode existir sucesso sem constância, e que a vaidade destrói em segundos a luz que leva anos para ser conquistada. Aprendi que o orgulho nos afasta de pessoas que amamos, e quando nos damos conta, elas estão tão distante que se torna impossível tocá-las.
Aprendi que coragem não significa travar todas as batalhas que se colocam diante de nós, e que ás vezes, recuar é sinal de sabedoria.
Aprendi que a bondade, e generosidade é como dinheiro. Não se deve doar a quem não sabe administrar.
Aprendi, finalmente que aquilo que sonhamos e queremos, deve ser construído por nossos pensamentos, palavras e ações, dia a dia, tijolo por tijolo.
Então, que venham mais voltas, que venham novos companheiros, novas aventuras, novos aprendizados e que a força e a capacidade de amar permaneça sempre em nós. Obrigado a todos vocês que por alguns passos, por algumas voltas, ou muitas voltas caminharam junto comigo de mãos dadas ou não

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