Pouco se comentou sobre o
baixo rendimento dos alunos cotistas nas Universidades. O Senador Cyro Miranda do PSDB de Goiás fez o seguinte
comentário: “Leio hoje na
imprensa que o desempenho de alunos de graduação beneficiados pelas políticas
de cotas e bônus deixa muito a desejar.Segundo pesquisa envolvendo mais de 100
mil alunos,eles tiveram um aproveitamento pífio se comparado aos demais
estudantes nas universidades públicas do país.A diferença de notas perdura até
o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas.”
Cyro Miranda no Facebook.
Incontinenti eu fu lá e comentei: Pois é Senador, Cyro
Miranda,
espero que isso não seja motivo para deixarmos de lutar pela igualdade de
acesso. Aliás, mais um motivo pra lutarmos por uma educação de qualidade. O
problema não é questão de falta de inteligência, e falta de condições mesmo. O
problema é econômico, é de classe, não de raça...
Nesta manha, retornei ao post para ver quantas pessoas
teriam comentado. Então havia os comentários transcritos abaixo:
o Adriano Santos
Ah dificuldade não está nos estudantes em aprender, porque temos muita
facilidade de aprendizado. Agora diferencia quando temos que trabalhar e
estudar , e conciliar esses dois com o tanto de trabalhos e pesquisas que temos
que fazer, é que nosso rendimento se difere dos demais. Demais que na sua
grande maioria são financiados pelos pais.
há 18 horas via celular
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Felipe Yamin Poderiamos
esperar outra coisa? Não provaram que tem capacidade ou vontade de aprender no
ensino fundamental como provaram agora? Veja o exemplo do Ministro Joaquim
Barbosa, toda vida trabalhou e estudou e nem por isso precisou de cotas para
entrar na universidade.
há 18 horas · Curtir · 2
Adriano Santos
Sr. Felipe . Quer prova maior de ter capacidade e vontade de aprender, do que
por mais cota que tenhamos. Ter conseguido passar por um ensino
fundamental/médio, que todos sabemos de sua precariedade. E conseguir uma nota
que possa concorrer com os demais. E ainda sim, o senhor dizer que não vale
como avaliação própria??? Bem sabemos como anda nosso ensino médio.
há 18 horas via celular
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Felipe Yamin Adriano
Santos, A materia ministrada na escola sem o esforço do aluno em estudar em
casa e a vontade de aprender e de vencer, nem com cota ele alcança sucesso e
ainda pode se tornar um mau profissional, Diploma não quer dizer competencia.
Ja vi nos meus 67 anos, engenheiro civil sair da universidade e levar um banho
do pedreiro e do mestre de obras. A teoria na pratica é outra como diz o ditado
popular.
há 18 horas · Curtir · 1
Luiz Augusto Chein
Sem querer entrar na (saudável) discussão, mas já entrando, concordo com o
Felipe. Nos meus quase 70 anos de idade e nos 45 como médico, digo que tem
muito coleguinha que não sabe responder qual é a fórmula do Buscopan Composto.
E aí eu concordo com Meu Senador Predileto, Cyro Miranda, que é a favor do
Exame de Proficiência para médicos, nos moldes do Exame de Ordem da OAB. Os que
são contra é porque não são proficientes.
Adriano Santos
Quem mais sabe do quanto é importante correr atrás do aprendizado, esse alguém
sou eu. E se hj faço minha universidade com a bolsa que consegui, foi por
mérito meu, e não que o governo tenha me ajudado em nada. Eu tb não sou contra
a realização de prova de proficiências para determinadas áreas, mas a questão
aqui discutida foi em relação quanto ao desempenho dos alunos de cotas, dei
minha explicação. Mas vejo onde eu estudo que a vontade de aprendizado dos
cotistas é enorme. Mas as dificuldades e esforços que fazem fora são muito
maiores. E não quer isso seja motivo pro rendimento ser menor, mas é um dos
fatores.
Eu ainda não
estudei por cotas. Entretanto, os argumentos que tenho visto, inclusive estes,
deixam implícitos mais do que uma questão de raça, uma questão de classe. O
Racismo no Brasil é um racismo que quer manter os negros na pobreza. Justificar
o baixo redimento na Unviersidade dos negros que estudaram em escola pública a
vida inteira usando como argumento que os mesmos não possuem vontade de estudar
é no mínimo canalhice. Não sei como conseguem negar a grande injustiça que é
existência da escola pública no Brasil de hoje. Estudar em escola pública e
entrar na Universidade Pública por cotas, e ainda assim, conseguirem terminar o
curso já é uma demonstração de uma extrema vontade de estudar.
Ontem fui
matricular minha filha em uma escola de goiânia. Não é uma escola top de linha
mais aprova alunos para Universidade Federais e para cursos como medicina. Há
duas turmas da séria em que ela está, cada uma com 35 alunos. Nenhum aluno
negro. Ou seja, o negro no Brasil é pobre e toda injustiça feita a um pobre é
uma injustiça feita a um negro. O racismo brasileiro é um racismo de classe. A
nossa luta tem de ser contra todo tipo de desigualdade, e neste quesito,
capitalistas costumazes não estão aptos
a opinar. São eles que agem em busca dos lucros desmedidos, que transformam
tudo em mercadoria. Outrora, o negro era mercadoria, libertou –se os negros,
evitou que os mesmos tivessem oportunidade e os manteve como mercadorias. A
verdadeira emancipação dos negros no Brasil ainda não aconteceu.
Ademais, a
política de Cotas foi desvirtuada pelo PSDB, e depois pelo PT.O que se tem no
momento não é uma política de emancipação, é uma política enganosa de
assistencialismo barato que mantém a todos que dela necessitam presos nas
armadilhas de ideologias estapafúrdias. O conforto é que não é apenas a
política de cotas que foi desvirtuada. Tudo neste Governo do PT tem sido
desvirtuado. O que se tem é uma luta maluca para manter-se no Poder não importa
qual o preço a pagar.

