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terça-feira, 30 de abril de 2013

O Baixo Rendimento dos alunos cotistas e mais uma vez a questão de Classe


 
Pouco se comentou sobre o baixo rendimento dos alunos cotistas nas Universidades. O Senador Cyro  Miranda do PSDB de Goiás fez o seguinte comentário: “Leio hoje na imprensa que o desempenho de alunos de graduação beneficiados pelas políticas de cotas e bônus deixa muito a desejar.Segundo pesquisa envolvendo mais de 100 mil alunos,eles tiveram um aproveitamento pífio se comparado aos demais estudantes nas universidades públicas do país.A diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas.” Cyro Miranda no Facebook.

Incontinenti eu fu lá e comentei: Pois é Senador, Cyro Miranda, espero que isso não seja motivo para deixarmos de lutar pela igualdade de acesso. Aliás, mais um motivo pra lutarmos por uma educação de qualidade. O problema não é questão de falta de inteligência, e falta de condições mesmo. O problema é econômico, é de classe, não de raça...

Nesta manha, retornei ao post para ver quantas pessoas teriam comentado. Então havia os comentários transcritos abaixo:

o    Adriano Santos Ah dificuldade não está nos estudantes em aprender, porque temos muita facilidade de aprendizado. Agora diferencia quando temos que trabalhar e estudar , e conciliar esses dois com o tanto de trabalhos e pesquisas que temos que fazer, é que nosso rendimento se difere dos demais. Demais que na sua grande maioria são financiados pelos pais.


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Felipe Yamin Poderiamos esperar outra coisa? Não provaram que tem capacidade ou vontade de aprender no ensino fundamental como provaram agora? Veja o exemplo do Ministro Joaquim Barbosa, toda vida trabalhou e estudou e nem por isso precisou de cotas para entrar na universidade.


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Adriano Santos Sr. Felipe . Quer prova maior de ter capacidade e vontade de aprender, do que por mais cota que tenhamos. Ter conseguido passar por um ensino fundamental/médio, que todos sabemos de sua precariedade. E conseguir uma nota que possa concorrer com os demais. E ainda sim, o senhor dizer que não vale como avaliação própria??? Bem sabemos como anda nosso ensino médio.


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Felipe Yamin Adriano Santos, A materia ministrada na escola sem o esforço do aluno em estudar em casa e a vontade de aprender e de vencer, nem com cota ele alcança sucesso e ainda pode se tornar um mau profissional, Diploma não quer dizer competencia. Ja vi nos meus 67 anos, engenheiro civil sair da universidade e levar um banho do pedreiro e do mestre de obras. A teoria na pratica é outra como diz o ditado popular.


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Luiz Augusto Chein Sem querer entrar na (saudável) discussão, mas já entrando, concordo com o Felipe. Nos meus quase 70 anos de idade e nos 45 como médico, digo que tem muito coleguinha que não sabe responder qual é a fórmula do Buscopan Composto. E aí eu concordo com Meu Senador Predileto, Cyro Miranda, que é a favor do Exame de Proficiência para médicos, nos moldes do Exame de Ordem da OAB. Os que são contra é porque não são proficientes.


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Adriano Santos Quem mais sabe do quanto é importante correr atrás do aprendizado, esse alguém sou eu. E se hj faço minha universidade com a bolsa que consegui, foi por mérito meu, e não que o governo tenha me ajudado em nada. Eu tb não sou contra a realização de prova de proficiências para determinadas áreas, mas a questão aqui discutida foi em relação quanto ao desempenho dos alunos de cotas, dei minha explicação. Mas vejo onde eu estudo que a vontade de aprendizado dos cotistas é enorme. Mas as dificuldades e esforços que fazem fora são muito maiores. E não quer isso seja motivo pro rendimento ser menor, mas é um dos fatores.

Eu ainda não estudei por cotas. Entretanto, os argumentos que tenho visto, inclusive estes, deixam implícitos mais do que uma questão de raça, uma questão de classe. O Racismo no Brasil é um racismo que quer manter os negros na pobreza. Justificar o baixo redimento na Unviersidade dos negros que estudaram em escola pública a vida inteira usando como argumento que os mesmos não possuem vontade de estudar é no mínimo canalhice. Não sei como conseguem negar a grande injustiça que é existência da escola pública no Brasil de hoje. Estudar em escola pública e entrar na Universidade Pública por cotas, e ainda assim, conseguirem terminar o curso já é uma demonstração de uma extrema vontade de estudar.

Ontem fui matricular minha filha em uma escola de goiânia. Não é uma escola top de linha mais aprova alunos para Universidade Federais e para cursos como medicina. Há duas turmas da séria em que ela está, cada uma com 35 alunos. Nenhum aluno negro. Ou seja, o negro no Brasil é pobre e toda injustiça feita a um pobre é uma injustiça feita a um negro. O racismo brasileiro é um racismo de classe. A nossa luta tem de ser contra todo tipo de desigualdade, e neste quesito, capitalistas costumazes não estão  aptos a opinar. São eles que agem em busca dos lucros desmedidos, que transformam tudo em mercadoria. Outrora, o negro era mercadoria, libertou –se os negros, evitou que os mesmos tivessem oportunidade e os manteve como mercadorias. A verdadeira emancipação dos negros no Brasil ainda não aconteceu.

Ademais, a política de Cotas foi desvirtuada pelo PSDB, e depois pelo PT.O que se tem no momento não é uma política de emancipação, é uma política enganosa de assistencialismo barato que mantém a todos que dela necessitam presos nas armadilhas de ideologias estapafúrdias. O conforto é que não é apenas a política de cotas que foi desvirtuada. Tudo neste Governo do PT tem sido desvirtuado. O que se tem é uma luta maluca para manter-se no Poder não importa qual o preço a pagar.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O "Adevogado" que não consegue resolver um problema de IPTU.




Eu estava no ônibus hoje, do transporte Coletivo de Goiânia, que aliás, está pra lá de ruim; quando um homem começou a conversar com outro sobre a Educação dos Filhos. Um relatava que dois filhos formaram para serem "ADEVOGADOS". Um até estudou na federal e outro na Católica e, nenhum dos dois passou na prova da OAB, e o pior, um deles não conseguiu resolver um problema de IPTU. Ele, o pai, teve de tomar o problema nas mãos e ir resolver. Então ele questionava o outro, - o que estão fazendo com a educação deste país, gastei todo meu dinheiro pra estes meninos estudarem, agora eles terminam a faculdade e não conseguem resolver nada, não sabem viver, deve ser este troço desta lei que impede professor de reprovar aluno. O outro, relatava que o filho fez contabilidade e não dá conta nem de fazer o próprio imposto de renda. Eu ouvi tudo triste, triste por saber que aqueles dois pais tem uma certa razão. A escola e a Universidade está devolvendo para a sociedade sujeitos analfabetos que não sabem como viver, conviver, sobreviver. É por isso que temos de mudar. Mudar as políticas, os políticos e as formas de se fazer política e administrar este país.

sábado, 27 de abril de 2013

MD 33 – Mobilização Democrática e a Política Goiana



Nelson Soares dos Santos[1]

O MD 33 – Mobilização Democrática surge no cenário nacional com objetivos claros, dentre eles, reunir opositores ao projeto político do PT, possibilitando criar condições para quebrar a velha polarização PT/PSDB; entretanto, sutilmente a sigla carrega em si inúmeras esperanças que tal atitude significa. Para entender o que significa a criação do MD 33 para os estados, e especificamente para o Estado de Goiás é preciso pensá-la a partir da sua gênese e as ideias que a anima.
1.          O MD 33 surge em oposição ao Governo Federal. Por bom senso, nos estados o MD 33 deverá caminhar em oposição aos partidos da base de apoio ao Governo do PT. No caso de Goiás, significa dizer que aqueles que vierem a compor o MD 33, ou aproveitar a janela que vai se abrir estarão fazendo a escolha de ser oposição ao PMDB e ao PT.
2.          O MD 33 surge para quebrar a polarização entre PMDB  e PT, criando as condições para uma terceira via com Eduardo Campos ou Marina Silva. Isso significa que em Goiás, aqueles que estiverem dispostos a seguir o caminho da Mobilização Democrática devem considerar a possibilidade de, pelo menos no primeiro turno, seguir uma candidatura ao Governo de Goiás que não seja do PSDB ou da base de apoio do Candidato Aécio Neves, ou outro candidato do PSDB e seus aliados.
3.          O MD 33 é um partido/movimento cujo principal fundamento é a defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. Sendo assim, onde quer que houver um militante MD, ali estará um guerreiro contra os absurdos como a PEC 37, A PEC 33, e a mais recente tentativa dos mensaleiros de colocar o STF sobre Controle do Congresso, onde, há poucos anos o próprio Lula dizia haver ali mais de 300 picaretas. Quem melhor define o MD, sobre a questão democrática é Arnaldo Jardim, vice-líder da Bancada na Câmara dos Deputados:

Qualquer espaço orgânico que acolha democraticamente os brasileiros para o exercício da política é também uma oportunidade de fortalecer as oposições e os debates para a construção de um projeto plural para o País. E isso precisa ser feito agora, uma vez que o governo, com o comando da máquina do Estado, já iniciou o processo eleitoral para se manter no poder a partir de 2015, tentando neutralizar de qualquer forma as resistências que começam a surgir por causa do avanço da inflação, da insegurança pública com o crescimento da criminalidade e do tráfico de drogas e da falta de compromissos com os valores republicanos. 

A Mobilização Democrática surge, assim, para ser mais um instrumento da sociedade e de suas lideranças, e para mostrar que há outros caminhos de um desenvolvimento sustentável e inclusivo para os brasileiros de hoje e para os que virão depois de nós.

A democracia é a base sobre a qual se assenta todo nosso projeto. A construção da sociedade que se quer rechaça qualquer tipo de atalho ou de saídas salvacionistas. A democracia tem valor intrínseco e universal, embora se saiba que demanda avanços, ampliações e aperfeiçoamentos.

Para construir essa nova sociedade solidária impõe-se, de forma decisiva, a elaboração de um projeto de país expresso em um Plano Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico, que enfrente antigos e novos preconceitos e dogmas e, corajosamente, delineie alternativas que garantam, a um só tempo, a retomada do crescimento sustentado com melhor distribuição de renda, a eliminação das desigualdades, o fim da exclusão social, como a vivenciada pelas populações indígenas, a inserção cada vez maior do país, com soberania e competitividade, no processo de globalização.”


Desta forma, pode se concluir que em Goiás, há a necessidade de se construir uma esquerda democrática, um grupo de homens que defenda a sustentabilidade, o desenvolvimento econômico com desenvolvimento humano, alto investimento na Educação, mudanças profundas nas relações Estado/munícipios e, sobretudo, mudanças nas práticas políticas. O MD 33 poderá ser uma nova experiência de como fazer política, um espaço para gente honesta e preocupada com o bem estar coletivo.



[1] Nelson Soares dos Santos é Diretor Geral da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, Secretário Geral do PPS Metropolitano e membro da Executiva Estadual do PPS Goiano.

Arnaldo Jardim: O espaço para a Mobilização Democrática



A fusão do Partido da Mobilização Nacional (PMN) com o Partido Popular Progressista (PPS) oficializada em ato político conjunto, na quarta-feira 17/04/2013, em Brasília, abre opções para escaparmos da armadilha eleitoral em que o País se encontra, polarizado na hegemonia do partido majoritário do governo e no de seus aliados.

A Mobilização Democrática (MD) nasce na oposição ao governo federal e já se empenha na construção de um projeto alternativo para o Brasil em 2014. Juntas, as duas forças políticas somam 13 deputados federais, 58 estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores e 683.420 filiados em todo o país.

A criação da MD se dá após a Conferência Política Nacional do PPS, “A Esquerda Democrática pensa o Brasil”, realizada entre os dias 11 e 13 de abril. A Conferência reuniu políticos de prestígio da oposição, com comprovado poder de voto, como o Senador Aécio Neves, o ex-governador de São Paulo, José Serra – ambos do PSDB -, o jornalista e ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ) e representantes da ex-senadora Marina Silva (Rede) e do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB).

A conferência comprovou a pobreza do debate político hoje existente, a fragilidade dos atuais partidos e a danosa consequência de um Executivo prepotente e de um Legislativo submisso. Evidenciou por outro a vontade do novo, a disposição da sociedade para a discussão de alternativas.

As tratativas da fusão, para a qual muito me empenhei, se desenvolviam há anos com o respeito e o cuidado político que a decisão exige, mas foram agora aceleradas em decorrência de manobra formulada pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT) em jogada de bastidor destinada a inibir o surgimento da Rede Sustentabilidade liderada por Marina Silva, a criação do Partido Solidariedade liderado por Paulo Pereira da Silva (PDT) e nossa iniciativa de criação de um novo Partido, a MD!

Esta tentativa de golpe patrocinada pelo Palácio do Planalto, viabilizou a aprovação de um projeto de lei cujo intuito mais evidente é inviabilizar a criação de novos partidos, alterando as regras vigentes.

Mas há alguns meses, segundo as regras que agora se alteram, a criação de um novo partido foi recebida com entusiasmo pelo governismo porque serviu para fragilizar as legendas oposicionistas. Agora a postura é outra!

Defendemos que as normas não podem ser mudadas ao longo do jogo. As regras eleitorais não podem ser mudadas de forma casuísta para inibir a criação de novas legendas. A interferência do governo no Legislativo, que estimula sua base neste sentido, submetendo o Congresso Nacional às vontades da Presidência da República, é um acinte contra a pluralidade democrática e a independência entre os Três Poderes. Além de violar a Constituição, que garante a todos os cidadãos brasileiros o direito de livre associação partidária, a tentativa de limitar o acesso de novas legendas tanto aos recursos do Fundo Partidário quanto ao tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão representa um golpe inaceitável na democracia.

Definitivamente, não é assim, de maneira autoritária (como infelizmente já experimentamos no passado) que se empreendem transformações. Nem é assim que se democratizam as instituições. Porisso impôs-se a iniciativa urgente pela fusão. Empreendida após mais um frustrada reforma política, reafirmamos nosso compromisso de chegarmos a uma profunda reforma do sistema eleitoral e partidário brasileiro.

Qualquer espaço orgânico que acolha democraticamente os brasileiros para o exercício da política é também uma oportunidade de fortalecer as oposições e os debates para a construção de um projeto plural para o País. E isso precisa ser feito agora, uma vez que o governo, com o comando da máquina do Estado, já iniciou o processo eleitoral para se manter no poder a partir de 2015, tentando neutralizar de qualquer forma as resistências que começam a surgir por causa do avanço da inflação, da insegurança pública com o crescimento da criminalidade e do tráfico de drogas e da falta de compromissos com os valores republicanos. 

A Mobilização Democrática surge, assim, para ser mais um instrumento da sociedade e de suas lideranças, e para mostrar que há outros caminhos de um desenvolvimento sustentável e inclusivo para os brasileiros de hoje e para os que virão depois de nós.

A democracia é a base sobre a qual se assenta todo nosso projeto. A construção da sociedade que se quer rechaça qualquer tipo de atalho ou de saídas salvacionistas. A democracia tem valor intrínseco e universal, embora se saiba que demanda avanços, ampliações e aperfeiçoamentos.

Para construir essa nova sociedade solidária impõe-se, de forma decisiva, a elaboração de um projeto de país expresso em um Plano Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico, que enfrente antigos e novos preconceitos e dogmas e, corajosamente, delineie alternativas que garantam, a um só tempo, a retomada do crescimento sustentado com melhor distribuição de renda, a eliminação das desigualdades, o fim da exclusão social, como a vivenciada pelas populações indígenas, a inserção cada vez maior do país, com soberania e competitividade, no processo de globalização.

Arnaldo Jardim é deputado federal e vice-líder da bancada do PPS-SP, agora na Mobilização Democrática (MD33)

Um guia rápido e prático para entender a Mobilização Democrática (MD33)




Todo mundo já ouviu falar na fusão do PPS com o PMN para a criação da Mobilização Democrática (MD33), mas pouca gente percebeu a importância desse ato político - e muitas perguntas ficaram sem resposta. Vamos ressaltar alguns pontos, para reflexão:

- A MD33 surge para quebrar a polarização estabelecida entre PT e PSDB, permitindo a consolidação de uma via alternativa e transformadora para o país.

- A MD33 nasce na oposição ao governo do PT, abrindo uma "janela" para recepcionar lideranças, parlamentares e membros da sociedade objetivando atuar de maneira vigorosa nas próximas eleições presidencias. Nesse sentido, a MD33visa articular um bloco das forças políticas fundamentado no diálogo com todas as potenciais candidaturas presidenciais de oposição, notadamente Marina Silva(#REDE) e Eduardo Campos (PSB). 

- A "janela" aberta com a criação da MD33 deve ser a última oportunidade legal, devido à emenda constitucional que dificulta a criação de novos partidos, para a movimentação de deputados, senadores, prefeitos e vereadores descontentes nos seus atuais partidos, que podem trocar de legenda sem risco de perderem seus mandatos, e ainda levando consigo parcela do tempo de TV e do fundo partidário.

- Aos apoiadores da ex-senadora Marina Silva, a MD33 é uma segurança no caso da Rede Sustentabilidade não ser formalizada ou reconhecida pelo TSE a tempo de disputar a eleição de 2014. Nesse caso, tanto os parlamentares apoiadores deMarina quanto ela própria podem recorrer à MD33 para disputar a eleição em 2014, sem a urgência de oficializar o seu novo partido, a #REDE, até outubro de 2013 (um ano antes do pleito, como a legislação determina).

- Aos apoiadores do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é também um pólo atrativo de parlamentares e detentores de mandato, principalmente dissidentes de partidos da base governista, que podem recorrer à janela aberta pela criação daMD33, num caminho idêntico (mas em sentido inverso), por exemplo, ao trilhado pelo PSD de Gilberto Kassab, fundado para enfraquecer as siglas de oposição. 

- Ao contrário de um novo partido iniciado do "zero", que necessita de mais de 500 mil assinaturas em pelo menos nove estados diferentes, entre outras exigências burocráticas para a sua formalização, um partido originado da fusão de dois outros reúne os filiados de ambos - e da mesma forma abre a "janela" para novas filiações.

- Na direção da MD33, além dos fundadores do PPS e do PMN, está garantido estatutariamente um espaço para as novas lideranças e detentores de mandato que se filiarem ao partido, em todas as instâncias (nacional, estadual e municipal), assegurando a participação integrada e democrática de todos.

- A "janela" que se abrirá para detentores de mandato oriundos de qualquer partido se filiarem à MD33 terá a duração de 30 dias a partir do reconhecimento oficial, pelo TSE, da fusão do PPS com o PMN, o que deve acontecer nos próximos dias.

- Aos demais interessados em disputar a eleição de 2014 e que não tenham mandato atualmente, vale o prazo de um ano antes da eleição: ou seja, podem se filiar à MD33 até outubro de 2013.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fusão PPS /PMN = Mobilização Democrática ou MD 33


Em nota divulgada nesta quinta-feira (18), o presidente nacional da Mobilização Democrática (MD), deputado federal Roberto Freire (SP), e a vice-presidente executiva do partido, Telma Ribeiro, conclamam todos os diretórios da legenda espalhados pelo país a iniciarem um trabalho de diálogo para o fortalecimento do partido, formação de direções e atração de novos filiados. "Vamos reproduzir nos estados e nos municípios a mesma relação fraterna e paritária das duas forças fundantes da MD 33 que fizemos no Diretório Nacional, paridade essa consolidada nos estatutos que irão reger a vida partidária", diz trecho da nota. Confira íntegra abaixo.


MD – Mobilização Democrática - 33

NOTA OFICIAL

A FUSÃO DO PARTIDO POPULAR SOCIALISTA – PPS COM O PARTIDO DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL – PMN, CRIANDO A MOBILIZAÇÃO DEMOCRÁTICA MD 33, - REPRESENTA UM PASSO DECISIVO, NO SENTIDO DE ROMPER A INÉRCIA DE UM SISTEMA POLÍTICO-PARTIDÁRIO, PRESA DOS INTERESSES CLIENTELISTAS E PATRIMONIALISTAS DO PT E SUA BASE ALIADA.

O SURGIMENTO DA MD 33 NO CENÁRIO POLÍTICO DO PAÍS, AO MESMO TEMPO EM QUE É UM DESAFIO PARA ENFRENTARMOS AS PRETENSÕES HEGEMÔNICAS DO GOVERNO FEDERAL, É UM INSTRUMENTO DE ARTICULAÇÃO DAS FORÇAS COMPROMETIDAS COM A DEMOCRACIA E OS IDEAIS REPUBLICANOS, ABERTO ÀS LIDERANÇAS QUE QUEIRAM INTEGRAR UM NOVO BLOCO POLÍTICO QUE APONTA PARA A SUPERAÇÃO DAS MAZELAS QUE ATORMENTAM NOSSO POVO.

QUANTO MAIS ABERTO À PARTICIPAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS QUE QUEIRAM CONSTRUIR UMA NOVA ALTERNATIVA POLÍTICA AO QUE AÍ ESTÁ, E ÀS FORÇAS SOCIAIS, EM SUA LUTA COTIDIANA POR MAIS DEMOCRACIA E MAIS JUSTIÇA NA REPARTIÇÃO DA RIQUEZA SOCIALMENTE PRODUZIDA, MAIS FORTE A MD 33 SERÁ.

NESSE SENTIDO, NOS DIRIGIMOS ÀS LIDERANÇAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DOS PPS E PMN QUE CONSTRUÍRAM A MD 33, QUE A HORA É DE CONSTRUÇÃO E DIÁLOGO. VAMOS REPRODUZIR NOS ESTADOS E NOS MUNICÍPIOS A MESMA RELAÇÃO FRATERNA E PARITÁRIA DAS DUAS FORÇAS FUNDANTES DA MD 33 QUE FIZEMOS NO DIRETÓRIO NACIONAL, PARIDADE ESSA CONSOLIDADA NOS ESTATUTOS QUE IRÃO REGER A VIDA PARTIDÁRIA: ESTADOS ENCABEÇADOS POR QUADROS POLITICOS ORIUNDOS DO PMN OU DO PPS, DIVISÃO ESSA ACORDADA NO PROCESSO QUE ANTECEDEU A FUSÃO.

É FUNDAMENTAL QUE NOSSA CAPACIDADE DE DIÁLOGO E ARTICULAÇÃO SEJA A BASE DA RECONSTRUÇÃO PARTIDÁRIA. A HORA, PORTANTO, É DE ARTICULAÇÃO, CONVERSA E, SOBRETUDO, MATURIDADE PARA ENTENDER QUE O MOMENTO É PROPÍCIO PARA UMA MD 33 FORTE, COM ENORMES POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO E INFLUENCIA NO PROCESSO POLÍTICO EM CURSO, SOBRETUDO PARA AS ELEIÇÕES GERAIS DE 2014, QUANDO PODEREMOS SER UM IMPORTANTE PROTAGONISTA NA DEFINIÇÃO DOS RUMOS DO PAÍS.

ESTÁ EM NOSSAS MÃOS A POSSIBILIDADE DE SERMOS CONSTRUTORES DE UMA NOVA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA, FORTE E VIGOROSA, COM REPRESENTAÇÃO EM TODO PAÍS E CAPAZ DE SUPERAR OS DESAFIOS QUE A CONJUNTURA NOS COLOCA.

FRATERNALMENTE,

BRASÍLIA, 18 DE ABRIL DE 2013

ROBERTO FREIRE
PRESIDENTE NACIONAL

TELMA RIBEIRO
VICE-PRESIDENTE EXECUTIVA

Diretório Nacional da Mobilização Democrática – MD 33
SCS – Quadra 7 – bloco A – Ed. Executive Tower – Salas 826 e 828 – Pátio Brasil Shopping - CEP: 70307-901 – Brasília-DF
Fone: (61) 3218-4123 Fax: (61) 3218-4112

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Pastor Feliciano e a democracia vilipendiada: De novo , “No caminho com Maikóvski”



Nelson Soares dos Santos[1]
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada
.

A geração da qual faço parte conhece bem esta parte da poesia que cito acima. Ela animou muitos corações a luta pela liberdade e contra o regime de exceção que se instalou no Brasil para durar 04 anos e acabou durando mais de vinte anos, ceifando milhares de vidas e exilando outras centenas. Para ironia do destino muitos dos corruptos de hoje estavam no meio dos torturados, vilipendiados e exilados. Sempre achei uma grande ironia o fato de Zé Dirceu ter sido condenado pelo Regime Militar e agora condenado pela democracia. Este é um fato sobre o qual muito tenho refletido e buscado bater nas portas que tal chave pode fazer abrir. A verdade, é que fora as ironias e as peças do destino, este poema volta a ser atual, mas agora não apenas esta parte, mas o poema inteiro. Os últimos acontecimentos tem nos desafiado a compreender a dimensão do momento em que estamos vivendo, não de forma  apaixonada e piegas, mas com a responsabilidade de nos perguntar: o que se dirá de hoje, daqui a vinte anos? Como seremos julgados pela história por termos falado ou termos nos calado, e sobretudo como falamos e como nos calamos.
Ah  sim. Todos conhecem e sabem melhor do que eu  quando a velha história se repete. No primeiro dia o PT  afagou-nos com o discurso de que acabaria com a miséria, e nós como crianças os transformamos em heróis. Então eles nos roubaram uma flor do nosso jardim. Há algo mais belo do que a moral e as virtudes? Eles nos fizeram acreditar que todos são iguais, de que todo partido faz caixa dois e nos roubaram a esperança de que podíamos ser melhores do que somos. Ele nos roubaram a Rosa e colocaram em nossos ombros apenas a cruz e uma coroa de espinhos. O mensalão tirou-nos a fé de que pode existir homens públicos comprometidos com o bem estar coletivo e nos fez acreditar que todos chafurdam na mesma lama. E tudo isso foi feito, e nós – uns por que tinha bolsa alguma coisa, outros por que eram aliados, - nós não dizemos nada.
Desde então, eles não se esconderam mais. Na segunda noite pisaram em nossas flores. Pisotearam todos os nossos valores, compraram a mídia, chantagearam adversários, compraram dossiês, criaram programas eleitoreiros, desvirtuaram nossas políticas públicas mais caras, como o financiamento da Educação, a estabilidade econômica; e, mataram o nosso cão. Tiraram o que nos restava de coragem nos incentivando ao consumo desenfreado, peitaram o Supremo Tribunal Federal para proteger homens condenados pela Justiça, colocaram nas casas que governam o país homens corruptos – E nós? Nós não dissemos nada.
Eis que agora nos aparece o Feliciano , o mais frágil deles, tornou-se presidente da Comissão de Constituição e Justiça, chamou os negros de raça amaldiçoada, afirmou que Deus matou Jonh Lenon e os Mamonas Assassinas, Caetano Veloso tem pacto com o Diabo, e tudo que o caracterizou como racista, homofóbico, preconceituoso e reacionário. Ao quebrar a tradição brasileira do Estado Laico, Feliciano arranca-nos a voz da garganta, faz-nos sentir medo,  por que prega o ódio, a intolerância e o medo. E o faz, afirmando defender os valores da família, da religião. Não é simbólico que ele tem a defesa entusiasmada de Jair Bolsonaro, uma vez que o que o move são as mesmas razões pelas quais se instalou o regime militar no Brasil. E por fim, ele chantageia aqueles que outrora lutaram pela liberdade, por que estes agora estão coma cerviz abaixada, envergonhados de terem-se misturados na lama da corrupção, das falcatruas, da roubalheira e da pura falta de respeito a vida e ao ser humano.
A pergunta que fica é: E nós? E nós que não temos pacto nenhum com os senhores deste mundo diabólico e servil? Podemos escolher entre ficar no silêncio do nosso quarto, deixar esta paixão tomar conta de nós, calar os nossos lábios diante e tudo que acontece. Ou podemos parar, pensar, refletir e conhecer as verdadeiras razões que movem estas ratazanas do dinheiro público. Os cristãos devem se perguntar seriamente se querem um homem que faz chantagem, se iguala a ladrões para representá-los. Deve pensar se o respeito a família é superior ao respeito a vida e se é divino a irresponsabilidade do escândalo premeditado.  E nós? Quando tomaremos consciência que esta mídia manipulada que se transformou em uma indústria de lucro e ganho fácil da vida para alguns, de que esta mesma mídia, rouba-nos o direito de pensar, de tomar consciência e encontrar nossas próprias conclusões. Ficamos calados por que temos medo de perder o emprego, a bolsa não sei do que, e vamos nos tornando falsos democratas. Por que embora passemos a repetir a briga maniqueísta entre o bem e o mal nas redes sociais, nossos dedos digitam, nossos lábios repetem, mas o nosso coração estão gritando, milhões de corações estão gritando: É TUDO MENTIRA. É mentira que o Feliciano está defendendo a família e os valores morais da religião. É mentira que o PT ainda tem algum traço de preocupação com o bem comum. Tem muita mentira.


[1] Nelson Soares dos Santos é Educador, Licenciado em Pedagogia pela Universidade Federal do Tocantins, Mestre em Educação ( UFG), membro da Executiva Estadual do PPS, Secretário Geral do PPS Metropolitano e Diretor Geral da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás.