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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A Escola Pública e o Racismo Institucional.


Nelson Soares dos Santos[1]
Goiás com a nota 3.8, tem a melhor Educação do Brasil, e, por esta razão comemora alegremente o Governador Marconi Perillo. O que muitos não percebem é que esta melhor Educação do Brasil está 0,1 ponto abaixo da média minimamente aceitável e portanto é uma educação reprovada. Outras curiosidades é ainda menos percebidas, por exemplo: A média nacional da escola privada ficou em 6,9, e esta mesma média da educação privada em Goiás, ficou em 5.7.  Pior é saber que os pais dos filhos que estudam nas escolas privadas não estão satisfeitos com desempenho destas escolas e que muitos como o próprio Governador mandam seus filhos para outros estados ou mesmo para a Suíca.
A pergunta que tem que ser feita é: Quem estuda na escola pública? Quem estuda na escola privada? Quem estuda na escola pública em Goiás? E quem estuda na escola privada em Goiás? A resposta a estas perguntas pode nos dizer o que realmente pensa o Governador sobre o desempenho da escola pública em Goiás, e, mesmo da escola privada. Vamos as estatísticas por aproximação. Mais de 80% são negros, e 100% dos que estudando nas escolas públicas são pobres. Explicando: quem estuda na escola pública é negro e pobre, ou qualquer outra coisa desde que seja pobre. Simplificando: ninguém que tem a mínima condição financeira de colocar um filho na escola privada deixa-o na escola pública.
Daí surge minha tese: a existência da escola pública da qual um governador tem coragem de comemorar uma nota abaixo da média minimamente aceitável é uma prova inequívoca da existência de um racismo institucional, uma vez que a maioria dos pobres é negra não existe interesse destes mesmos governos de transformar a escola pública em escola de qualidade, ou na pior das hipóteses há um descaso destes governantes com a luta contra a pobreza ou a emancipação social no sentido de construção de uma verdadeira cidadania. E assim, eu posso afirmar: Marconi e Dilma Roussef são racistas, pois nada fez em 12 anos, para mudar a realidade de uma massa de negros que se tivessem tido acesso a uma escola de qualidade teriam construído uma verdadeira cidadania.
Nenhuma luta contra o racismo, nenhuma luta contra o machismo, nenhuma luta contra a homofobia ou qualquer outra forma de preconceito, terá sentido se não se fizer uma revolução na educação brasileira. A escola pública no Brasil tem se transforma em um gueto que impede a emancipação social das minorias. E no caso da minoria negra ( que na verdade é uma maioria), a escola pública tem se transformado em um grande obstáculo a emancipação social. E não quero aqui negar nenhum dos males da escola privada no Brasil, que carente de um currículo humanizado não consegue combater as formas de preconceito, expondo os jovens negros, mulheres, e LGBTs, a formas de discriminação tão cruéis que muitas vezes compromete o futuro e o desempenho dos mesmos. Entretanto, urge que olhemos para escola pública, pois esta se transformou em uma máquina de assassinato em massa de jovens e do próprio futuro país.
Quando vejo Marconi comemorando os números da educação em Goiás, é como ouvi-lo dizer: “uma educação ruim é o máximo que esta negrada merece. Negros e pobres não precisam de educação de qualidade. Está bom demais assim. Devemos ficar felizes e comemorar, isso é muito mais do que eles merecem”. Isso é racismo, é preconceito, é desprezo para com os seres humanos que estudam na escola pública. É não reconhecer que todos os indivíduos nascem com  talentos e potencialidades que não depende de sua classe social, raça ou opção sexual. A educação pública em  Goiás e no Brasil é desumana, cruel e excludente. E por isso que precisamos de um novo modelo de educação, de um novo modelo de governo, democratizar a democracia e tratar todos os cidadãos como seres humanos dando a cada um da possibilidade de desenvolver suas potencialidades latentes.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário e membro da Direção Nacional do Partido Popular Socialista.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Marina!! Educação, Pelo Amor de Deus.


Nelson Soares dos Santos[1]

Quando no congresso nacional do PPS no ano de 2011, apresentamos a proposta de que o partido deveria assumir como prioridade a luta pela educação, não imaginávamos que a situação da educação brasileira fosse tão desigual. Existe no Brasil uma desigualdade educacional gritante. A escola privada que recebe os filhos dos ricos é tão diferente das escolas públicas quanto a Zona Sul do Rio de Janeiro é diferente de um lixão. O PPS veio então assumindo um protagonismo na luta por educação igualitária e de qualidade. Nossos deputados federais fizeram bonito na luta por destinar a receita do pré-sal para a Educação, na luta pela destinação dos 10% do PIB para a educação, e na construção do Plano Nacional de Educação. Stepam Nercessiam, Goiano que se tornou deputado federal pelo Rio de Janeiro, representou brilhantemente o Partido na Comissão de Educação na Câmara. E os melhores Cabeças do Congresso – Roberto Freire, Rubens Bueno, E Arnaldo Jordy – emprestaram todo o brilho a defesa da Educação no Congresso Nacional.
No Congresso nacional de 2103, no qual foi aprovado o apoio do partido a candidatura de Eduardo Campos o partido foi mais longe. Aprovou moção pública e resolução interna para aumentar o protagonismo do partido na luta pela educação em todas as esferas de ação, quais sejam, nas câmaras municipais, nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. Eduardo Campos mostrava pelas suas palavras que ficaram gravadas no inconsciente coletivo na da nação que tinha entendido a proposta do Nosso Partido quando disse: “ No dia em que o filho do pobre e do rico estudar na mesma escola, neste dia, teremos o pais que queremos”. Com exceção de Eduardo Campos que se mostrava sensível a proposta de fazer uma revolução na Educação Brasileira, todos os demais candidatos a presidência da República tem tratado a educação como fator de menos importância. A atual presidente e candidata a reeleição tem o disparate de dizer que o modelo que ai está é bom, que precisa apenas melhorar. Outros, alardeiam que fizeram muito pela educação, mas nos estados onde governaram os professores não ganham nem o piso determinado por lei.
Nesta quarta-Feira, quando a Executiva Estadual do PPS, se reúne para ratificar o nome de Marina como substituta do Eduardo Campos, não podemos esquecer de reforçar a luta por uma revolução da Educação Brasileira. Não se trata de melhorar a educação, não se trata de uma breve reforma. É preciso coragem para aceitar que a educação pública brasileira está um caos. A diferença entre as escolas públicas e privadas é tão gritante que é crime aos olhos de um humanista convicto. Não podemos deixar passar despercebido o sofrimento dos professores brasileiros, que mesmo nas escolas privadas ganham salários muito distantes da importância do trabalho que realizam pelo país
Precisamos enviar a Marina o nosso Grito, a nossa reivindicação enquanto partido. Marina deve assumir o mesmo compromisso de Eduardo, - o de lutar dia e noite incansavelmente e com coragem para que todos os brasileiros tenham as mesmas oportunidades educacionais desde a educação Infantil. Ter a coragem de discutir os grandes conglomerados que transformaram a educação em um negócio lucrativo e quem nem sempre propicia a formação adequada para que o nosso povo evolua nos campos do intelecto, da cultura e do espírito. Mudar o modelo de gestão dos recursos educacionais, combater os desvios de recursos, colocar a União para assumir as responsabilidade por ensino de qualidade nos municípios e estados que não possuem arrecadação suficiente para um salário digno aos educadores, escola integral para todos os estudantes da Educação Básica; eis alguns dos pontos que precisam ser discutidos e implementados com coragem.
Tenhamos consciência: Não existe nenhum país que se tornou desenvolvido sem que antes tenha investido de forma séria na educação do seu povo. Somente onde existe oportunidades iguais de educação é possível retirar do meio do povo as melhores mentes, os melhores recursos humanos e espirituais que tornam um país, uma grande nação. É por isso, que o nosso grito tem de ser alto, tem de ser forte, insistente. E como afirmei no Congresso do Partido, eu o repito agora: Educação, senhores!!! Educação, pelo Amor de Deus. É de Oportunidades educacionais iguais para todos de que este país precisa.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, é membro da Direção Nacional do Partido Popular Socialista e Candidato a Deputado Estadual em Goiás. Blog. www.profnelson23345.blogspot.com

terça-feira, 22 de julho de 2014

3 ªCarta Política ao povo: Os três princípios Fundamentais


Prezados amigos.

Os três princípios que fundamentará nossa ação política como parlamentar serão: 1. A busca de elaboração de leis claras, 2. a defesa do patrimônio público incentivando a construção de uma infra-estrutura de qualidade; e 3.  A efetivação da igualdade de oportunidades

Principio primeiro: Leis Claras.

Hoje, um dos maiores problemas no nosso país é a falta de leis claras. A Confusão das leis contribui para o aumento das injustiças, a lentidão do judiciário, e, até mesmo contribui para o aumento da corrupção e inépcia do serviço público. Um dos papéis mais importantes do parlamentar na atualidade é contribuir para tornar as leis mais claras, enxutas, e com condições efetivas de serem aplicadas.
Exemplos de leis que precisam da atenção dos parlamentares podem ser citadas: O Estatuto da Criança e do Adolescente, O Estatuto do Idoso, A Lei Maria da Penha, As Leis ambientais, as leis que se propõe a regulamentar o setor urbano dentre outras. Em Goiás, muitas destas leis sequer estão regulamentadas no nível estadual. Embora tenha sido criado conselhos estaduais nas mais referidas áreas citadas, muitos deles funcionam precariamente e são, muitas vezes, instrumentos políticos e não de uso efetivo para servir a população.
Um exemplo típico é o Conselho Estadual dos Direitos Humanos. Embora em pleno funcionamento pouco é feito no estado na luta contra o trabalho escravo, o tráfico humano, e tantos outros males que assolam o nosso estado e faz aumentar a violência e a degradação do ser humano. Outro exemplo, é o Conselho Estadual de Educação, que viu sua autonomia ser dilapidada, e praticamente, chegou a ter dificuldade de se posicionar durante o processo do malfadado “Pacto da Educação”. Carece de um parlamentar que atue com serenidade e firmeza na defesa destas instituições do Estado; carece da existência de uma atuação sólida, trazendo propostas e caminhos que conduza a sociedade a novos rumos.

É por esta razão mais que sou candidato. Nós podemos mudar o que está ai. Então venha comigo. Vote por leis claras que governem a sociedade com justiça. Vote Prof. Nelson. 23.345.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Comentários sobre as ações propositivas do candidato a deputado estadual Nelson Soares/PPS.


Fabrício Queiroz[1]
1.   Ações imediatas:
a)    Aplicação do Piso Nacional dos professores, aliado a um plano meritocrático que inclua a  gratificação por titularidade. A Titularidade e o desempenho serão os principais elementos da definição da meritocracia.
Uma grande maioria dos professores, e alguns pesquisadores, discordam de que o método meritocrático de gestão seja adequado, ou pelo menos o mais indicado, para resolver os problemas da educação, sejam de valorização profissional, sejam pedagógicos. Indicar como caminho a meritocracia, pelo menos para os professores da rede estadual, implica em continuidade com o que aí está neste governo, se não, soa negativamente para os professores. Entendo que é necessário pensar na formação continuada dos professores para atacar as demandas latentes do cenário educacional, especialmente as de resultados em programas de avaliação externa. Entretanto, ainda que ideologicamente, a escola enquanto instituição social não deve, em hipótese alguma, se limitar aos parâmetros de gestão meritocrática que são insensíveis à uma formação humanizada, especialmente em sua campanha, que assume contornos humanistas. Sugiro pensar a valorização profissional docente paralelamente à reforma educacional. Assim, valorizar a profissão docente implica em:
1) Respeitar a Lei do Piso e um Plano de Carreira digno:
- O Piso Salarial deve ser pago em Janeiro;
- O Plano de Carreira precisa ser reformado com ampla participação dos professores;
- Deve-se respeitar os níveis de graduação, para valorização profissional. Sugiro o retorno do escalonamento percentual de vencimentos, como no plano anterior às mudanças realizadas por Thiago Peixoto (candidato a deputado federal);
- A valorização mais sólida que os servidores podem ter é com aumento do vencimento base, e não com gratificações, que podem ser revogadas ao gosto do governo. Para pagar o Piso Nacional o Governo de Goiás operou uma incorporação que representou uma perda de pelo menos 30% dos vencimentos, neste caso, devolver a titularidade significa recuperar o compromisso de pagamento do Piso Nacional, contudo, o ponto de partida desta reparação viria com o pagamento de um piso salarial acrescido destes 30% e não em forma de gratificação, respeitado os níveis de graduação, o que significa recuperar o achatamento do Plano de Carreira.
Sugiro um plano de incorporação de gratificações ao vencimento tendo como horizonte um vencimento base equiparado a outros profissionais do Estado com nível de graduação semelhante, onde os professores venham a receber de R$5.000,00 a R$8.000,00 em seu vencimento base; É importante perceber que se há dinheiro para pagar gratificação e bônus, não há dificuldades financeiras plausíveis que justifiquem a dificuldade em pagar um vencimento base digno ao somar um piso salarial defasado aos valores previstos para pagamento de gratificações. Sugiro incorporar o valor do bônus do programa Reconhecer, e extingui-lo, ou pagá-lo mensalmente como na gratificação por regência do município de Goiânia.
- Em outros Estado são pagos aos professores alguns auxílios, tais como transporte e alimentação; Assim como aqui em Goiás há outras categorias contempladas com esses tipos de auxílios. Sugiro que sejam criados esses auxílios para atender as necessidades básicas dos trabalhadores;
2) Melhorias nas condições de trabalho:
É interessante notar que algumas das mudanças ansiadas pelos professores não demandam investimento financeiro, contam apenas com a sensibilidade da gestão que se materializada quando há respeito à autonomia dos professores e das unidades escolares, ou ao princípio de gestão democrática. Isto indica a criação de espaços e momentos de ampla participação, aproximação dos profissionais dos mais diversos setores da secretaria da educação ao “chão da sala de aula”, com a construção coletiva de projetos, programas e ações pedagógicos, respeitadas as particularidades das UEs, o tempo e à organização escolar.
- É comum a delegação de tarefas da secretaria da educação aos gestores das UEs de forma anacrônica, assíncrona, controversa, e principalmente desorganizadas, que se realizam na contramão do bom desenvolvimento do trabalho pedagógico escolar. Sugiro a otimização e o respeito ao calendário escolar;
- O Trabalho Coletivo deve voltar a ser um espaço pedagógico e não administrativo. A pauta não pode ser tomada pelas demandas da SEE. Tendo em vista o acúmulo de serviço dos professores, e principalmente respeito aos direitos trabalhistas, ou não se realizam TC aos sábados ou que se remunere por esse serviço extra;
- Todo trabalho realizado fora do contexto de sala de aula deve ser remunerado à parte, ou contratados e/ou designados profissionais para tal. Avaliações externa, e quaisquer outras atividades não são obrigações dos professores;
- Excesso de carga horária, serviço e burocracia. Professores com jornada em três turnos não se encontram em condições de trabalho dignas e qualitativas. Respeito ao horário de descanso e alimentação, com o novo horário de aulas de 50 minutos os professores estão contando com apenas 45 minutos de horário de almoço.
- Licença aos professores para participar de eventos acadêmicos e formações.
- Resolver a fragmentação da carga horária do professores em diversas unidades escolares. (No município de Goiânia há um sistema de carga horária que é elogiado pelos professores).
- Respeitar quantidade mínima de dias letivos do ano escolar, segundo a LDB são de 200 dias ou 800 horas;
b)   Defesa de plano de reforma das unidades escolares;

Ampliar a autonomia da UE na gestão dos recursos.
c)    Esforço concentrado para manter todos os alunos em sala de aula.
Este é outro ponto polêmico entre os professores. A ideia de que aluno em sala de aula implica em qualidade e resultados positivos na educação é equivocada. Sugiro repensar a rotina escolar com atividades mescladas, em sala e extra-classe; Muitos professores reclamam do fim dos Praec’s, neste caso, dar aos professores a oportunidades de realizarem projetos pedagógicos remunerados no contraturno me parece uma boa sugestão; é preciso desconstruir a ideia de escola como depósito de filhos, escola é espaço de educação, para tanto precisa de estrutura e organização.
2.   Ações mediatas;
a)    Criação de uma comissão  Estado/Município e sociedade civil para propor e implantar mudanças no modelo de educação rumo a uma Educação Humanista com bases na igualdade de oportunidades.

Para ser mais claro e propositivo, creio ser importante propor um calendário fixo, dentro do próprio calendário escolar para os encontros dessa comissão. Poderiam ser semestrais e contar como dias letivos.
b)   Definição em lei de um vencimento básico para o professor no valor de ..... para garantir uma qualidade de vida mínima para o professor.
c)    Incentivo a formação e qualificação profissional continuada.

A parceria com universidades e centro de pesquisa é imprescindível, muitos professores criticam a precariedade do NTE.
d)   Criação de um Programa “Saúde do Professor”;

Importantíssimo. É interessante ir em busca de dados estatísticos a respeito desta demanda. Me parece que há uma quantidade considerável de professores que se afastam por questões de saúde, principalmente de ordem psicológica.
Sugestões de acréscimo nos pontos apresentados:
e)     Estimular a participação discente, familiar e comunitária; Criação e fomento aos grêmios estudantis e associação de pais e mestres;
f) Atualizar currículo escolar com temáticas latentes: Relações de gênero, orientação sexual, raça e etnia, religiosidade.
g) Criar ambiente virtual de aprendizagem disponível para todos os alunos no Estado (AVA);
- Na atualidade o espaço escolar representa apenas uma parcela do espaço de aprendizagem dos alunos, e necessário avançar e ocupar o espaço virtual para oferecer aos alunos uma formação ampla, presente e contínua; Sugiro criar um Núcleo Escolar Virtual;
h) Criar um fundo de emergência a ser usado pelas escolas para situações em que não há como esperar os processos regulares de aplicação de recursos; Sugiro um departamento plantonista na seduc e um plano de utilização destes recursos;
i) Criar um Núcleo de Excelência Esportiva;
Há uma demanda latente a respeito da formação de atletas, especialmente após a Copa do Mundo, há muito abandonada pelo Estado. É necessário retomar este trabalho.
j) Incluir serviços não pagáveis por recurso escolar nos itens financiáveis, tais como: internet, telefonia fixa e móvel, mão-de-obra (eletricistas, pintos, pedreiro, etc.). Sugiro criar departamento de manutenção por regionais (subsecretarias).
k) CONCURSO
- Faz 4 anos que não há concurso para a pasta da educação; É necessário conter a política de contratos temporários que contradiz a valorização profissional e a qualidade de ensino.
l) Valorização dos contratos;
- Equiparação salarial de efetivos e contratos conforme nível de formação; (Em outros estados, como no Tocantins não diferencial de tabela salarial)
- Garantias trabalhistas iguais a de efetivos, como férias e recessos;
m) Agilidade no pagamento de erros salariais; Sugiro um dispositivo legal para pagamento em folha complementar sempre que houver erro;
Há muitos outros assuntos que precisamos pensar e discutir a respeito, como: Lanche escolar (os alunos reclamam muito da qualidade), promoção automática (a reprovação não pode ser impedida); assinatura de progressão horizontal (o governador sempre demorar para assinar); violência na escola e ao redor; Etc.


Argumentos que justificam a mudança dos rumos na Política Educacional



Nelson Soares dos Santos[1]

Desde 2010 venho insistindo que o PPS, ( Partido Popular Socialista), do qual sou militante e dirigente assuma um protagonismo na luta por uma educação de qualidade. Em 2010, aprovamos uma resolução pela qual os parlamentares do partido passariam a luta e apoiar as causas da educação. Desde então, o partido participou ativamente das lutas para aprovar o Plano Nacional de Educação e toda as medidas, as quais acreditamos contribui para avançar a valorização da educação como política pública. Em 2013, aprovamos uma moção na qual a luta pela educação de qualidade se tornou um dos eixos de luta prioritários do partido.
Embrenhamo-nos nesta luta não apenas por ser educador e sensível ao sofrimento que vive os profissionais da Educação do país, e ao processo de desvalorização que vem se dando ao campo educacional; mas, sobretudo, por acreditar que pensando um modelo de educação é na essência pensar um modelo de sociedade. E se nós queremos um modelo de sociedade fundada no humanismo, na democracia e na busca da igualdade como eixos fundamentais, é pela valorização da Educação e definição de rumos da mesma que devemos começar. Entendemos que o Partido dos Trabalhadores fez uma leitura equivocada do conceito de Educação Democrática e Socialista a partir das leituras de Marx e Gramsci, e mesmo  das propostas de gestão democrática da Educação presentes nos estudos e pesquisas dos estudiosos brasileiros.
O respeito a liberdade e a diversidade vem sendo confundindo com a imposição de uma concepção de minorias sobre a maioria, na tentativa de impor uma “moral das minorias” por meio da imposição de didáticas e conteúdos nos processos educativos e de desenvolvimento das novas gerações. O respeito à gestão democrática e a participação popular vem sendo confundido com algum tipo de libertinagem, e, sobretudo de um nivelamento por baixo, onde nenhum aluno é reprovado, todo mundo se forma em alguma coisa e o mérito vai sendo abandonado como um cachorro sarnento em algum canto da sala, sujo e sem cuidados. Os conselhos e sindicatos vão se transformando em instrumentos de luta pelo poder, em vez de cumprirem o  papel de espaços de discussão de descobertas de novos caminhos que valorizem o mérito e a evolução da sociedade.
A expansão do acesso ao Ensino Superior e a Pós-Graduação vem sendo acompanhado de uma queda vertiginosa da qualidade do ensino. E é natural hoje, no Ensino Superior encontrar estudantes que não sabem ler, interpretar, ou realizar as quatro operações. E  o que é pior, a burocracia do MEC, ( Ministério da Educação) impede as Universidades de realizar experiências inovadoras no campo da formação de novos educadores, e ou mesmo, experiências formativas nas mais diversas áreas. Há uma confusão entre o papel dos Institutos Federais de Ensino Superior e das próprias Universidades, e no final, nem um e nem outro consegue realizar a contento o papel do qual a sociedade precisa que é formação de qualidade, pesquisa básica e aplicada de forma suficiente para o avanço do desenvolvimento do país.
Há  um crescente déficit de  profissionais na área, contribuindo ainda mais para a queda da qualidade. E isso, provocado pelos baixos salários e a desvalorização do educador do nível básico ao superior. Na Educação Básica e Ensino Médio, acrescenta-se o equívoco de concentrar as verbas financeiras no poder central, quando o mais correto seria valorizar o poder local e o investimento em cidadania de qualidade. Entretanto, o mais grave é a utilização da educação e dos livros didáticos como instrumentos de propagação ideológica, quase sempre desrespeitando direitos de minorias, ou, de maiorias, o que gera a intolerância, o ódio, e a divisão no seio da sociedade.
Junte-se a tudo isso, a dificuldade que tem o governo de regulamentação do Ensino Privado. De um lado um ensino público de péssima qualidade, do outro temos um ensino privado com um preço esdrúxulo, considerando que todos nós já pagamos impostos para sustentar a educação de nossos filhos. O ensino privado se transformou em um mercado rentável e instrumento de lobby poderoso, tendo assentos dos mais diversos, nos conselhos, e, com a presença de grandes empresários que estão preocupados apenas com o lucro que advém da atividade educacional.
É hora de se debruçar sobre a questão da Educação Nacional. Não podemos mais adiar. A discussão sobre as políticas públicas educacionais é, neste momento, a definição de que tipos de sociedade e de país querem ter nos anos vindouros. Aceitar que tudo continue como está é sutilmente admitir que não queira mudar. E, por mais que muitos queiram comemorar a aprovação recente do PNE – Plano Nacional de Educação, mesmo que todas as metas nele presentes venham a ser alcançadas ( o que é quase  impossível); existem pontos que precisam ser mudados pois não representam os verdadeiros anseios da sociedade Brasileira. Em uma educação humanista o que está em jogo é a formação e elevação da consciência do cidadão, e isso, se faz valorizando o mérito e o desenvolvimento pessoal, e não por decreto.




[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário, membro da Executiva do Diretório Metropolitano do PPS, - Goiânia, membro do Diretório Regional e membro suplente do Diretório Nacional do PPS.

Três princípios básicos para uma Política Educacional


Nelson Soares dos Santos[1]

No ano de 2010, coloquei-me o desafio de trabalhar na discussão de uma nova política educacional para o nosso país. Naquela época entendia que, o primeiro passo, para que pudéssemos ter uma discussão verdadeira sobre Educação era ter um partido político onde seus dirigentes se comprometessem a discutir a questão com seriedade. Sendo assim, propus como delegado, no Congresso Nacional do Partido Popular Socialista que fosse aprovado uma moção na qual todos os dirigentes, militantes, parlamentares e gestores do Partido deveriam encarar a educação como elemento prioritário da política do partido.
Os resultados foram bons. No nível federal, os parlamentares passaram a participar efetivamente da discussão da política educacional, o partido assumiu uma cadeira na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e participamos ativamente da aprovação do Novo Plano Nacional de Educação. Internamente, a questão educacional foi discutida em Conferência Nacional do Partido com militantes, dirigentes e simpatizantes, com a presença do Senador Cristovam Buarque, um ícone na luta por uma educação de qualidade para o país.
No congresso de 2103, propusemos que a questão educacional passasse a ser alvo de discussão nos processos internos do partido, buscando envolver as bases municipais e estaduais. Desde então, como membro do Diretório Nacional do Partido estamos buscando travar esta discussão dentro e fora do partido, por entender que a sociedade não pode esperar mais. No artigo anterior, analisamos alguns argumentos que nos levam a crer que a sociedade está exausta deste modelo de educação que está vigente: um modelo que tem contribui para aprofundar as desigualdades e destruir o que resta de qualidade na educação que o estado coloca a disposição para a maioria do nosso povo.
Três Princípios.
Neste sentido, que revelamos agora os três princípios que nos levam a crer ser possível um novo modelo de política educacional capaz de contribuir para elevar a consciência do nosso povo, uma educação fundada no humanismo e no que tem de melhor nas conquistas da humanidade.
Primeiro: Leis claras e eficientes. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional sempre foi considerada pelos educadores uma lei ambígua mas a situação que se encontra atualmente é ainda pior. A tentativa de regulamentar a lei por decretos, emendas, etc., tornou-a um  monstro  de muitas cabeças que mais  prejudica do o que contribui para o surgimento de iniciativas criativas que promovam um ensino de qualidade. Precisa-se reformular completamente a  Lei Nacional de Educação, desta vez, construindo-a sob o marco da participação efetiva da sociedade por meio das instituições organizadas já existentes.
Segundo: Infraestrutura de qualidade. A educação pública carece, mais do que nunca na história deste país, de uma infraestrutura de qualidade. Por onde se anda o que se vê são colégios públicos caindo aos pedaços. Os munícipios não tem conseguido cumprir o papel a eles destinados na consecução dos objetivos educacionais e tão pouco os estados. É claro que há muita corrupção, mas há também uma desorganização na gestão do processo de organização do Sistema Educacional que precisa ser corrigido com urgência.
Terceiro – Investimento em Pesquisa e formação de professores que crie uma superestrutura de qualidade. Na atualidade quando se fala em discutir educação corre-se o risco de cair em uma rinha onde de um lado estão os petistas, e de outro os anti-petistas. Ambos os lados esquecem que a construção de uma proposta educacional não se dá pela paixão ideológica exacerbada e sim com investimento pesado em pesquisas na área das ciências humanas, na antropologia e sociologia da sociedade Brasileira. Enquanto os contendedores se matam na rinha, o déficit de professores aumenta na rede básica e, já atinge até mesmo a Universidade, o número de pesquisas de qualidade caem, e, qualidade da educação cai a olhos vistos. Precisamos de uma discussão que parta do que se tem melhor dos resultados de pesquisas na área, esquecendo as paixões ideológicas e com o único objetivo de reformular o sistema Educacional Brasileiro para dar as novas gerações capacidade de participação no sistema mundo ao qual estão expostos.
Destes três princípios podemos retirar todos os fundamentos de uma proposta humanista de Educação, uma proposta avançada que nos leve a um modelo de educação que de  fato possa elevar o desenvolvimento moral e intelectual da sociedade, dando assim uma grande parcela de contribuição para que o país alcance a  condição de  desenvolvido nas próximas décadas. Muitos dirão que é uma utopia. Nós acreditamos que poderá ser apenas uma utopia se não estivermos dispostos a construir, mas não o será, na medida em cada cidadão se dispuser a compreender que não existe desenvolvimento humano ou democracia sem que o país ofereça ao seu povo uma educação de qualidade que a todos, no mínimo, oportunidades iguais no ponto de partida.





[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira,  membro do Diretório Nacional do PPS.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O Mal do Personalismo e a necessidade de um projeto.


Nelson Soares dos Santos
Não são poucos os exemplos da história que comprovam ser difícil a arte de Governar. Compêndios foram escritos, descrições efetivas de momentos cruciais da história da humanidade mostra o governo uma das atividades mais difíceis de realizar. Por isso, aquele que consegue conquistar o poder, manter e perpetuar-se no poder é digno de honras e glórias. Para nós, goianos, três referências imagéticas permeiam nossa mente quando falamos do poder: Lula, Iris e Marconi. O primeiro por sua proeza de ter sido o primeiro operário a se tornar presidente da república; o segundo pela inconteste contribuição já dada ao desenvolvimento do nosso estado; e o terceiro por ser o presente daquilo que se pode considerar a honra de ser um vencedor.  Com todas as críticas que podem ser feitas ( e existem críticas justas que devem ser feitas), na política Goiana Marconi é o nome que representa o poder e a honra da difícil arte de Governar.
Governar para o Povo.
Marconi representa tal fato por diversas razões, a maior delas por ter sido aquele que derrotou o Irismo depois de 16 anos de poder, e outras não menores, como por exemplo, ter contribuído para um arejamento democrático nos seus dois primeiros governos. Quiçá, seja um vencendor, Marconi vive diversos dilemas da difícil arte de governar depois de perpetuar-se no poder e tornar-se vítima das armadilhas impostas pelo poder. Há um livro, que li e não gostei, que mostra de uma forma clara tais armadilhas. O titulo é “48 Leis do Poder”. Segundo tal livro toda vez que se constrói um império ou um governo com o tempo o governante vê se cercado de pessoas que estão mais preocupadas em acercar-se das vantagens do poder do que se preocupar com os destinos do Governo ou o bem estar coletivo, e que, portanto, as intrigas, as disputas,  tornam-se constantes, por vezes colocando em risco os destinos do governo.
As recentes manchetes de jornais mostram um alerta ao governador. As disputas internas entre os grupos estão chegando ao paroxismo. Dos bastidores extravasaram-se para os jornais e muitos resolveram até dialogar por notas oficiais publicadas em jornais e na internet. Quando um dos nomes mais fortes do Governo resolve desabafar na imprensa afirmando que existe bandidos no Governo alguma coisa já passou do limite. É como se já se soubesse mais quem de fato manda no Governo, segundo o Greene, aquele das “48 Leis do Poder”. A receita seria então uns choques de autoridade, demitindo aqueles que se acham intocáveis, valorizando novos quadros, vindo do meio do povo e quebrando o isolamento entre o povo e o Governo.  O desabafo do secretário mostra que existem sinais dos tempos que precisam ser lidos sobre os rumos do poder em goiás, ou do contrário seremos vítimas de aventureiros.

Oposição e Situação  - vítimas  do Mesmo mal.

Para uma leitura dos sinais dos tempos é preciso, antes, compreender o tempo que vivemos, e para se compreender o tempo no qual vivemos é preciso aceitar sua complexidade. Na política em Goiás, não é diferente. Se base de Marconi Perillo peca-se pelo personalismo exagerado fazendo tudo girar em torno de nomes e deixando os projetos, as ideias e os partidos em segundo plano; na oposição não é diferente.
Na verdade, sequer existe oposição em Goiás. O que existe são nomes que se digladiam dentro dos partidos ditos de oposição, sempre em busca de holofotes, de forma personalista e longe de estabelecer um diálogo com o povo com os votos dos quais querem se eleger. Os chamados “novos nomes” estão longe de ter um diálogo frutífero com o povo, e por isso, as pesquisas mostram Iris e Marconi como aqueles melhores posicionados nas pesquisas, fruto do diálogo que estes mantiveram com o povo em eleições anteriores. Friboi, não é político, é um empresário que ser político e o povo já há muito desconfia das razões pelas quais o mesmo é motivado. Afinal, ninguém em Goiás conhece alguma atitude ou ação do mega empresário que demonstrasse preocupação com o Bem estar coletivo.
Vanderlan Cardoso, no máximo repetirá 2010. O povo já teve oportunidade de conhecê-lo e a história política goiana mostra que dificilmente emplacará como candidato a ser levado a sério. Considerado um empresário Sério ( com bem mais credibilidade eleitoral do que o Friboi), não acredito que o povo daria a ele a oportunidade de Governar o Estado. Os exemplos históricos, aos quais ele deveria observar vêm das candidaturas de Paulo Roberto Cunha, Ronaldo Caiado e Otávio Lage. Tanto na situação quando na oposição, o personalismo só contribui para prejudicar as possibilidades de avanço dos processos democráticos no Estado, pois todos os nomes colocados tentam chegar até ao povo por meio das chamadas lideranças consolidadas ( deputados, vereadores e prefeitos), muitas delas tão velhas e desacreditadas que faz o povo ficar descrente de participar no sufrágio Eleitoral.


O Cavalo de Tróia.

A contradição do Governo Marconi é não ter oposição forte e ao mesmo tempo sentir-se sitiado. O que parece é que na verdade os adversários estão espalhados. Isso me faz lembrar-se de umas leituras feitas sobre Confúcio. Diz-se que certa vez Confúcio chegou a um Reino e logo foi chamado para aconselhar o Rei. Pediu ao Rei um prazo para que tivesse um conselho que refletisse a realidade.  Chegando lá, ficou o tempo todo em silêncio, ouviu o Rei, ouviu os conselheiros do Rei, e a esposa do Rei. Depois de a todos ouvir, e antes que terminasse o prazo dado pelo Rei, Confúcio reuniu os seus discípulos que o seguiam e disse que aqueles que quisessem continuar com ele deveriam partir na madrugada e em segredo. Inquirido sobre a razão de tal atitude Confúcio respondeu mais ou menos assim: Em um Reino onde quem manda não tem a segurança de que manda, e quem pensa que manda, na verdade não tem poder de mando o destino é o sangue e carnificina. Pouco tempo depois, aquele reino caiu em meio a traições, mortes, assassinatos e cruel carnificina.
Em artigo anterior, neste blog já havia escrito que é difícil analisar quem realmente tem influência política majoritária em Goiás. Na linguagem Confuciana, quem tem o TAO. E, dentro do governo, os últimos acontecimentos parecem mostrar o mesmo. A direita em Goiás tornou-se pluripartidária e a esquerda democrática apequenou-se. A realidade é que neste vazio surgiram diversos aventureiros servindo-se de ideias frágeis e já  superadas para ocupar um espaço da carência dos sentimentos humanos e transformá-los em objetos do fazer política, poder e de governar. No futebol, tais jogadores são chamados de “Pernas de Pau”, que entram em campo por falta de bons jogadores ou por que os bons jogadores se recusaram a jogar por falta de um bom juiz. O resultado da falta dos bons jogadores é a bola sendo jogada de qualquer jeito e os times sem aquele jogador meio campista que organiza o jogo e o torna um espetáculo belo de ser assistido.  A pancadaria que se vê na imprensa, tanto de oposição contra oposição, situação contra situação e oposição contra situação reflete a fata que faz bons jogadores em campo. Neste sentido, muito das adesões recebidas pelo Governador nos últimos anos revelou-se jogadores “pernas de pau”, quando pior, verdadeiros cavalos de troia.

Governar com Projetos e Ideias

Continuando com a metáfora futebolística o Governador Marconi está condenado a renovar o seu time e colocar maior atenção nas capacidades dos jogadores de produzirem boas jogadas, passar e movimentar bem a bola do que na história de fama dos jogadores. Neste sentido, o Governador precisa começar a repensar o projeto de desenvolvimento do Estado colocando o desenvolvimento humano a frente do desenvolvimento econômico; reforçando o aspecto progressista do Governo e a preocupação com o futuro das novas gerações. As ideias de sustentabilidade, poder local, combate a corrupção, defesa dos direitos humanos, combate a violência, ao tráfico humano, dentre outros deve tomar o lugar dos discursos centrado em pessoas e nas suas pretensas habilidades de bem governar. Não serão pessoas que irão fazer de Goiás um estado melhor para se viver, serão ideias progressistas transformadas em ações por pessoas que tem a capacidade de fazê-lo coletivamente.

Goiás carece de um projeto de Governo, mas, sobretudo, padece também de um projeto de reestruturação do estado que estabeleça novas relações entre o Estado e a Sociedade Goiana. Os velhos coronéis precisam entender que os tempos são outros, que a globalização exige a evolução do local, e que o desenvolvimento humano precisa acompanhar o desenvolvimento econômico. Preservação do meio ambiente não pode ser mais uma preocupação de um grupo de idealistas isolados, mas de todo homem público que queira bem governar. A reestruturação do estado deve ser pensada a partir da complexidade existente entre os aspectos globais e locais da existência humana para que se possa pensar um projeto que de fato faça avançar as conquistas por uma sociedade mais e justa e democrática.  Não se trata de negar os avanços, mas de compreender a necessidade de se continuar avançando.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As mulheres e a Política – A sutileza e sensibilidade da vida.


Nelson Soares dos Santos[1]

Aproximando o fim da data de filiação aos partidos políticos para a disputa de mandatos eletivos no ano de 2014, o PPS, enfrenta as mesmas dificuldades dos demais partidos políticos do Estado em cumprir a lei que exige uma cota de 20% de mulheres  nas chapas proporcionais.
 No nosso caso, além de preenchermos a cota nas chapas proporcionais também somos obrigados pelo estatuto do partido a preencher nas direções municipais, e no diretório Estadual a mesma cota de no mínimo 20% de mulheres em cargos dirigentes.
 Para além do cumprimento de uma exigência legal, o PPS busca a participação da mulher na política por que acreditar que a presença do sexo feminino aumenta a riqueza e a diversidade de idéias, ajudando a captar a sutileza e a sensibilidade da vida e a dando ao poder de governar a capacidade de  se aproximar da vida cotidiana das pessoas. Não se trata de um feminismo radical, mas de valorização da democracia, do respeito ás diferenças e da busca de uma tolerância para o enriquecimento dos valores morais da sociedade brasileira.
Garantir a participação da mulher na política é contribuir para o aumento da perspicácia, da sensibilidade para a lide com as questões sociais e no manejo das relações de classe no interior da estrutura do estado. O PPS luta pelo aumento da participação política da mulher por que acredita na existência das múltiplas vozes, da conjunção das diferenças, no aprofundamento da democracia e que estes elementos são os ingredientes para a construção de uma nova agenda para o país onde o desenvolvimento humano por meio do investimento na Educação, Saúde, Segurança e Sustentabilidade serão  os fundamentos da estrutura que permitirá ao país avançar ainda mais.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Secretário Geral do PPS Metropolitano e Membro do Diretório Regional do PPS em Goiás.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O Empresário e a Gestão Pública: É possível ser bom para o povo?


Nelson Soares dos Santos

Ultimamente a presença de empresários na política é vista como um aspecto totalmente positivo para sociedade. O discurso corrente é de que se a pessoa se deu bem na iniciativa privada, se fez sucesso e construiu uma grande empresa está capacitada para ser um bom prefeito, bom governador ou até presidente da República. Tenho algumas divergências com este discurso e vou tentar expor nas linhas que se segue.

Quem é Empresário?

Para tal, basta que se consulte uma enciclopédia livre, um dicionário técnico para que saibamos que “o empresário é o sujeito que exerce a empresa, ou seja, aquele que exerce profissionalmente ( com habitualidade) uma atividade econômica ( que busca e gerar lucro) organizada ( que articula os fatores de produção) para a produção ou circulação de bens ou de serviços” ( Wikipédia – negritos nosso).
Há que se colocar aqui o aspecto principal da atividade empresarial posto em negrito na citação acima – atividade econômica que busca gerar lucro de forma organizada e articula os fatores da produção. Esta é ,  portanto, a grande limitação do empresário. Quanto mais competente e com sucesso é um empresário, mais difícil de se tornar capaz de pensar algo diferente de desejar produzir o lucro. O Estado, que sabemos não ter como objetivo centrar a produção do lucro não pode ser pois, um lugar fácil para adaptação de um empresário.
Criou-se, apesar dos argumentos acima de que o sucesso na gestão empresarial levaria o gestor empresário a melhorar a qualidade dos serviços públicos prestados a sociedade pelo Estado, como por exemplo as áreas mais sensíveis que são a Saúde, a Segurança, a Educação e a sustentabilidade. Nada mais contrassenso. Nestas áreas a produção de resultados vem da capacidade de gestão  política das pessoas, ou seja, da gestão de pessoas, ou no melhor sentido grego da palavra – da política como capacidade de liderar a pólis. Não é pois, assustador, ver estados geridos por empresários viver problemas graves na saúde, na segurança e na educação, ou melhor ainda, não é espanto que a Dilma, considerada uma grande gestora no campo empresarial esteja sendo um fracasso como política.
Pior ainda se considerados o que nos diz Fábio Ulhoa Coelho:
 “Deve-se desde logo acentuar que os sócios da sociedade empresária não são empresários. Quando pessoas (naturais) unem seus esforços para, em sociedade, ganhar dinheiro com a exploração empresarial de uma atividade econômica, elas não se tornam empresárias. A sociedade por elas constituída, uma pessoa jurídica com personalidade autônoma, sujeito de direito independente, é que será empresária, para todos os efeitos legais. Os sócios da sociedade empresária são empreendedores ou investidores, de acordo com a colaboração dada à sociedade (os empreendedores, além de capital, costumam devotar também trabalho à pessoa jurídica, na condição de seus administradores, ou as controlam; os investidores limitam-se a aportar capital). As regras que são aplicáveis ao empresário individual não se aplicam aos sócios da sociedade empresária – é muito importante apreender isto. 3 ( Wikipédia)
Considerado neste sentido, não podemos afirmar que muitos que se alardeiam empresários na verdade sequer são empresários ou empreendedores no sentido strictu sensu do termo, uma vez que o sucesso não depende jamais de apenas um individuo, e sim, de uma ideia visando o lucros gerida por diversos indivíduos.
Ademais, temos de lembrar que a característica do lucro ou da busca do lucro se assenta em algumas premissas básicas quais sejam: 1. Negociar o menor preço na compra e o maior preço na venda; 2. Considerar todo e qualquer objeto ou coisa como mercadoria; 3. Retirar mais valia na produção de serviços ( no caso do estado dos servidores públicos) com o objetivo de aumentar o lucro. É claro que poderíamos citar diversas outras premissas básicas,  mas bastam estas para percebermos, sem necessidade de argumentar razões pelas quais a político se transformou em um balcão de negócios, os servidores públicos com salários ruins e a política sendo tratada como um mercado onde o respeito pela vida e o ser humano parece estar em último lugar. É o capitalismo se manifestando na sua forma mais perversa e destruidora de vidas humanas.
Não é difícil concluir que as relações de produção de serviços é a contraparte menor do papel do estado, e que, os governantes e políticos tem a responsabilidade da governança de aspectos do todo do tecido social que vai muito além da chamada competência técnica  e eficiência administrativa.  A gestão do estado torna-se, na contemporaneidade, uma gestão de recursos humanos visando atender as demandas dos cidadãos ( seres humanos com suas subjetividades mais profundas), que buscam qualidade, sentido e significado para as suas vidas. É, pois, fácil de concluir que a gestão de um ente assim qualificado não se coaduna com o perfil definido de empresário que busca o lucro ( muitas vezes a qualquer custo).
( continua no próximo post desenvolvendo o conceito de ser político e o conceito de estado).


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Paulo Garcia e o maniqueísmo desnecessário.


Nelson Soares dos Santos

Era pra ser apenas uma prestação de contas. No caso, assumir a existência de um déficit financeiro, e claro, confessar para a sociedade de que, no mínimo, está tendo dificuldade para ser um bom gestor. Não foi isso que fez Paulo Garcia que em vez de aproveitar a oportunidade para dialogar com a sociedade resolveu manter a velha ideia do maniqueísmo político de atacar e culpar o outro lado, no caso, Marconi Perillo. Não é de hoje que a política goiana assumiu esta característica absurda. Os aliados de Perillo tem como esporte favorito buscar culpado nos aliados de Iris, e estes, fazem o mesmo. Tal maniqueísmo não faz bem ao povo goiano.
Enquanto isso, a existência de Iris sustenta a existência de um Marconi que não sente necessidade de se reciclar, se renovar, ir até o povo  e iniciar uma nova base de diálogo. E o pior, fecha toda a classe política em um casulo dificultando que o estado ( referindo-se a estrutura de estado, o que inclui prefeituras, estado, etc), cumpra o seu papel como instrumento gestor da sociedade que não é apenas a construção de obras, prestação de assistência social, mas muito mais que isso, construir por meio da figura pública os elementos necessários ao desenvolvimento e a evolução do ser humano por meio da cidadania.
Não é só Paulo Garcia que presta este desserviço a sociedade Goiana, é também o PT de forma integrada, os partidos de esquerda como PDT, PSB e PC do B, que deixam de fazer qualquer debate programático para não se excluir da ocupação de cargos e benesses do poder. E assim, causas que demandam lutam para que se avance como as questões de combate a violência, o preconceito, o racismo, etc, são deixadas em segundo plano, e na melhor das hipóteses, são utilizadas como instrumentos para, mantendo maniqueísmo absurdo,  ver no mesmo ato praticado por um lado, um presente, e se praticado por outro, uma coisa demoníaca.
A política goiana precisa avançar e compreender que existe algo de específico no processo de gestão do Estado e da Coisa pública e que o maniqueísmo hoje presente não  colabora para o avanço do desenvolvimento humano e da democracia em Goiás. O comportamento do prefeito Paulo Garcia na câmara municipal dos vereadores, tomando o tempo de todos com ironias sobre o Governador Marconi Perillo, em vez de cumprir o seu dever de estadista, que deveria ser, prestando contas do seu mandato, não ajuda na qualificação da política e da cidadania goianiense.


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Secretaria de Justiça e Primeira Empresa – Caminhos para um Desenvolvimento Humano.



Nelson Soares dos Santos

 Uma das formas de se promover um desenvolvimento humano e com democracia é propiciando maiores oportunidades aos cidadãos de utilizarem os talentos que possuem de um lado, e de outro, aperfeiçoamento os mecanismos de promoção da justiça. Por acreditar que o desenvolvimento humano é o único caminho possível ao aprofundamento da democracia e da construção da justiça social, acompanho por algum tempo as atividades do Governo Marconi, dentre elas,  o trato com a classe trabalhadora e produtiva e a forma como se lida com os excluídos e marginalizados da sociedade.

Tendo isso em mente fui conferir pessoalmente duas atividades do Governador cujo lançamento já acompanhava por informações na mídia e conversas com as pessoas envolvidas. A primeira, a posse de Edmundo Dias como Secretário de Administração Penitenciária e Justiça ( Sapejus), e, em seguida o lançamento do programa “Minha Primeira Empresa”.

A Secretaria de Justiça com a forma como foi pensada e organizada ( Junção dos órgãos de proteção aos direitos do Cidadão como Procon e Conselho Estadual de Direitos Humanos e a administração penitenciária), reforçará o aspecto humanista do Governo e o aproximará do primeiro Governo que se iniciou em 1998, quando a aproximação e o respeito para com os trabalhadores e a preocupação com os excluídos foi uma grande marca.

De outro lado, o programa “Primeira Empresa” revela uma proposta criativa que atende ao novo momento vivido pela sociedade que exige uma forma de cooperação entre Governo, sociedade e iniciativa privada para dar consecução aos desejos e sonhos da coletividade. Ambos as atividades mostram-me que é possível ao Governo Marconi assumir um aspecto progressista, humanista e democrático que nenhum outro governante tem possibilidade de fazer em Goiás na atual conjuntura.

Isto me faz crer que projetos semelhantes podem ser desenvolvidos em outras áreas, bastando para isso que seja possível dialogar, criar, desenvolver. Mudanças deste quilate podem ser implementadas em diversas outras áreas o que certamente fará do Governo Marconi um governo renovado e que atenda a necessidade de evolução que a sociedade cobra dos governantes e dirigentes políticos na atualidade.

Lutar por “Desenvolvimento Humano e Democracia”: Pautar o futuro e seguir adiante

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Nelson Soares dos Santos

O fim da possibilidade de concretizar a fusão do PPS com o PMN coloca desafios para todos nós, filiados e dirigentes do PPS, e mais ainda para nós goianos. Sem entrar no mérito do quanto seria bom ou não a fusão, precisamos agora refletir com rapidez os passos a serem dados para que possamos cumprir com o nosso dever de Partido cuja luta tem sido  por aproximar o povo do poder, fortalecer o poder local, combater a corrupção, apresentar propostas viáveis e factíveis  de melhoria da qualidade das políticas públicas, lutar pelas reformas urgentes das quais o país precisa e sobretudo, qualificar o espaço da luta política.
O primeiro grande passo é buscar compreender a voz das ruas. Se por um lado as demandas apresentadas já eram objeto de debate interno nas reuniões  e fóruns do partido a forma como as ruas foram tomadas trouxe surpresa a muitos. Compreender o sentido e o significado de tais manifestações torna-se um desafio a ser vencido, até por que, vai ficando claro que a onda conservadora e reacionária sobre a qual já escrevi neste blog mostrou sua face nas ruas, e parece se organizar cada vez mais. Além do fato de seus líderes se apresentarem de forma varonil o número dos que defendem ideias claramente reacionárias aumenta com o tempo. Tais forças estão espalhadas por diversos partidos, e ocupa espaço nas mais diversas instituições sociais, inclusive naquelas conhecidas tradicionalmente como progressistas.
O segundo passo é termos um plano de ação claro que venha a mostrar a população que temos um plano de existência e de escape para o futuro. Um plano estratégico que mostre a população que estamos dispostos a bem representa-los,  fortalecendo-nos a cada eleição, defendendo e colocando em práticas ideias que aprofunde a justiça social, a democracia e o desenvolvimento humano.
Urge que discutamos internamente a situação da economia nacional, soluções para as políticas públicas e propostas para as quais a população reflita e veja como factível e praticabilidade. Neste sentido, creio que a criação de Grupos de Discussão por áreas nas filiais da Fundação Astrogildo Pereira em Todos os Estados, e, a convergência para uma discussão nacional pode dar a todos nós uma dimensão do que pensa o nosso povo sobres o rumos que queremos para o nosso país. O resultado destas discussões dará subsídios para uma discussão no Congresso Nacional do Partido, sobre aquilo que queremos implementar como solução para o Brasil e os Brasileiros nas mais diversas áreas, sobretudo as mais prementes, como Saúde, Segurança, Educação, Economia, Mobilidade Urbana, Habitação, Meio Ambiente etc.

Por fim, se tem uma mensagem que ficou clara, vindo das ruas é que o povo não deseja mais políticos que vivem de discursos ou de elucubrações intelectuais. O Povo deseja solução para suas vidas, e isso só será alcançado seguindo adiante, conversando com a população, implementando respostas onde temos condição de implementar novas práticas e, tendo a sensatez de reconhecer os acertos e erros com a coragem para corrigir os erros ou desvios de rota.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Depois das ruas – À razão.



Nelson Soares dos Santos

Eu confesso que fiquei surpreso com a forma como  a população ocupou as ruas de todo país, em diversas cidades, inclusive em cidades do interior onde não há tradição de protestos. Mesmo questionado diversas vezes, pouco opinei, a não ser admitir que as pautas que ocuparam as ruas já eram velhas conhecidas do meu partido – O PPS, bem antes de  nas ruas estar, inclusive a necessidade dos partidos se reinventarem. Neste sentido, nosso partido, O PPS vem de há  muito tempo tecendo teorias sobre como fazer a reinvenção, seja a discussão do fortalecimento do poder local, seja  a discussão que envolve a construção de redes.
Agora que a população parece se acalmar, ou pelo menos, passado o primeiro susto e já acostumando com a nova realidade política e politizada da população, penso que é hora de colocar algumas pontuações. A primeira questão  e mais óbvia: é preciso admitir que há uma dificuldade geral de entender e compreender o que a parcela da população que foi as ruas deseja dizer ou reivindicar. A postura dos dirigentes, governantes e mesmo as análises de cientista políticos, antropólogos e sociólogos vai mostrando que não é fácil compreender a voz plural das ruas.
A segunda questão está implícita na primeira: Não há  uma voz nas ruas, há vozes. E estas vozes em sua maioria demonstram um desconhecimento do funcionamento do Estado Democrático. É possível que alguns que na rua estão, tem consciência do que expressam vai contra a existência do Estado democrático de direito, e talvez, até desejam mesmo confundir a população procurando abrir brechas para uma futura ditadura. Entretanto, parece claro que existe uma grande ignorância quanto ao papel dos políticos, dos partidos políticos e das relações entre os poderes bem como das responsabilidades de cada um deles.
A terceira questão e que me alegrou foi ver a população pedindo melhores serviços de saúde, educação e segurança pública. Agora, voltando a razão espero que a população que foi às ruas deve lembrar que tais serviços só vai melhorar com intensa participação dos próprios cidadãos que já possuem diversos canais de participação e controle dos serviços públicos no cotidiano. No caso da Educação, acompanhar o desempenho do filho na escola é uma boa forma de auxiliar o estado a construir uma educação de qualidade. No caso da Saúde e Segurança, a participação nos conselhos municipais das respectivas áreas, bem como, melhorar a consciência dos prestadores de serviços pode melhorar em no mínimo 50% a qualidade dos serviços  hoje já oferecidos.
Por fim, não posso deixar de falar da questão da Mobilidade Urbana. A pergunta que faço é : O passe livre resolverá o problema da Mobilidade Urbana? E quem vai pagar a conta final do passe livre para todos os estudantes? Pode parecer contraditório para quem conhece meu pensamento, mas não posso deixar de ressaltar que o auxílio do Estado é danoso quando oferecido a quem pode pagar, não ser quando comprovado extremo mérito. A questão da  Mobilidade Urbana deve ser pensado de forma mais ampla, o que leva a uma necessidade de discussão e conhecimento dos problemas enfrentados, sob o risco de cairmos em uma demagogia, levados pela pressa ou pelas más intenções.
No próximo post, falo da Reforma Política e do Plesbicito da Dilma.