Nelson Soares dos Santos[1]
Quando
no congresso nacional do PPS no ano de 2011, apresentamos a proposta de que o
partido deveria assumir como prioridade a luta pela educação, não imaginávamos
que a situação da educação brasileira fosse tão desigual. Existe no Brasil uma
desigualdade educacional gritante. A escola privada que recebe os filhos dos
ricos é tão diferente das escolas públicas quanto a Zona Sul do Rio de Janeiro
é diferente de um lixão. O PPS veio então assumindo um protagonismo na luta por
educação igualitária e de qualidade. Nossos deputados federais fizeram bonito
na luta por destinar a receita do pré-sal para a Educação, na luta pela destinação
dos 10% do PIB para a educação, e na construção do Plano Nacional de Educação.
Stepam Nercessiam, Goiano que se tornou deputado federal pelo Rio de Janeiro,
representou brilhantemente o Partido na Comissão de Educação na Câmara. E os
melhores Cabeças do Congresso – Roberto Freire, Rubens Bueno, E Arnaldo Jordy –
emprestaram todo o brilho a defesa da Educação no Congresso Nacional.
No
Congresso nacional de 2103, no qual foi aprovado o apoio do partido a candidatura
de Eduardo Campos o partido foi mais longe. Aprovou moção pública e resolução
interna para aumentar o protagonismo do partido na luta pela educação em todas
as esferas de ação, quais sejam, nas câmaras municipais, nas Assembleias
Legislativas e no Congresso Nacional. Eduardo Campos mostrava pelas suas
palavras que ficaram gravadas no inconsciente coletivo na da nação que tinha
entendido a proposta do Nosso Partido quando disse: “ No dia em que o filho do
pobre e do rico estudar na mesma escola, neste dia, teremos o pais que queremos”.
Com exceção de Eduardo Campos que se mostrava sensível a proposta de fazer uma
revolução na Educação Brasileira, todos os demais candidatos a presidência da
República tem tratado a educação como fator de menos importância. A atual presidente
e candidata a reeleição tem o disparate de dizer que o modelo que ai está é
bom, que precisa apenas melhorar. Outros, alardeiam que fizeram muito pela
educação, mas nos estados onde governaram os professores não ganham nem o piso
determinado por lei.
Nesta
quarta-Feira, quando a Executiva Estadual do PPS, se reúne para ratificar o
nome de Marina como substituta do Eduardo Campos, não podemos esquecer de
reforçar a luta por uma revolução da Educação Brasileira. Não se trata de
melhorar a educação, não se trata de uma breve reforma. É preciso coragem para
aceitar que a educação pública brasileira está um caos. A diferença entre as
escolas públicas e privadas é tão gritante que é crime aos olhos de um
humanista convicto. Não podemos deixar passar despercebido o sofrimento dos
professores brasileiros, que mesmo nas escolas privadas ganham salários muito
distantes da importância do trabalho que realizam pelo país
Precisamos
enviar a Marina o nosso Grito, a nossa reivindicação enquanto partido. Marina
deve assumir o mesmo compromisso de Eduardo, - o de lutar dia e noite incansavelmente
e com coragem para que todos os brasileiros tenham as mesmas oportunidades
educacionais desde a educação Infantil. Ter a coragem de discutir os grandes
conglomerados que transformaram a educação em um negócio lucrativo e quem nem
sempre propicia a formação adequada para que o nosso povo evolua nos campos do
intelecto, da cultura e do espírito. Mudar o modelo de gestão dos recursos
educacionais, combater os desvios de recursos, colocar a União para assumir as
responsabilidade por ensino de qualidade nos municípios e estados que não
possuem arrecadação suficiente para um salário digno aos educadores, escola
integral para todos os estudantes da Educação Básica; eis alguns dos pontos que
precisam ser discutidos e implementados com coragem.
Tenhamos
consciência: Não existe nenhum país que se tornou desenvolvido sem que antes
tenha investido de forma séria na educação do seu povo. Somente onde existe
oportunidades iguais de educação é possível retirar do meio do povo as melhores
mentes, os melhores recursos humanos e espirituais que tornam um país, uma
grande nação. É por isso, que o nosso grito tem de ser alto, tem de ser forte,
insistente. E como afirmei no Congresso do Partido, eu o repito agora:
Educação, senhores!!! Educação, pelo Amor de Deus. É de Oportunidades
educacionais iguais para todos de que este país precisa.
[1]
Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, é membro da Direção
Nacional do Partido Popular Socialista e Candidato a Deputado Estadual em
Goiás. Blog. www.profnelson23345.blogspot.com
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