Prezados amigos e leitores deste Blog. e todos aqueles que estão acompanhando a nossa luta em prol de uma Educação de qualidade;
Quando
tentei ser candidato a Governador pelo meu partido, colocando-me como pré-candidato
a governador foi por muitos incompreendido. E quando vejo os discursos falaciosos
que se estabelece na questão da Segurança Pública vejo que cumprir um dever
indeclinável de todo cidadão que decide servir a sociedade por meio da
política. Os planos de governo apresentados até agora, parece um atentado a
inteligência do cidadão eleitor, pois nenhum deles coloca o caos na educação
como sendo uma das principais razões da existência de tamanha violência na
nossa sociedade. Nenhum dos planos apresentados coloca uma perspectiva de
sociedade, e o que se tem são propostas mirabolantes em torno de palavras
vazias e discursos imediatistas. A questão da segurança pública só será
resolvida a partir de três princípios básicos: 1. Reformulação da formação dos
policias e da ação policial; 2. Investimento em Educação para prevenir a
violência; 3. Reformulação do código penal ou da ação punitiva e reintegradora
a sociedade.
1.
A democratização da Ação Policial.
Já faz mais de
vinte anos que começamos a transição da ditadura civil-militar para a
democracia ou para o Estado Democrático de Direito, e, no entanto, não
conseguimos desmilitarizar as nossas polícias. Este é um tema difícil de ser
tratado, por que sempre que se toca no assunto o desespero por simplificar a
questão leva a um reducionismo absurdo. Desmilitarizar a polícia não é tirar a
arma das mãos do policial, como pensam alguns apressados. É muito mais que
isso, é uma forma de ação e vida tanto envolvendo a formação dos policiais como
a criação de instrumentos de relacionamento entre a polícia e a sociedade.
Para que isso
possa acontecer é preciso de um plano de longo prazo de segurança pública
envolvendo uma reformulação do Próprio Pacto Federativo. Colocar armas nas mãos
de guardas metropolitanos é quase que uma decisão estúpida tomada por alguns
prefeitos no desespero por coibir a violência. Não é o município ou o Estado agindo
de forma isolada que vai se conseguir diminuir a violência. Isso só será
possível por meio de uma ação articulada, um projeto que envolva todos os entes
governantes do Pacto Federativo e a própria sociedade civil.
Embora se diga
que vivemos em uma democracia, muita gente, mas muita gente mesmo ainda vive
uma cultura militarizada dentro do próprio seio familiar. Temos um ranço
autoritário, aquilo que faz as pessoas repetirem com garbo no peito: “Você sabe
com quem você está falando”? Este ranço autoritário impede o avanço da
democratização da ação policial, corrompe os costumes e degrada a formação do
caráter das novas gerações. Democratizar a ação policial significa enfrentar
todas estas questões para criar as próprias condições de se mudar a ação
policial.
2.
Investimento em Educação Pública de
qualidade.
Hoje as
escolas públicas em nosso país, e em nosso estado, transformaram-se em
depósitos de formação de bandidos. Escolas caindo aos pedaços, professores doentes
por que não são valorizados e são obrigados a enfrentar uma sobrecarga desumana
de trabalho, pais ausentes; recursos didáticos ultrapassados e ausência de uma
relação didático-pedagógica do estado com as famílias. Nos Estados Unidos,
quando uma criança nasce poucos dias depois a família recebe uma carta do
Governo, esclarecendo a família os direitos que a criança possui como cidadã e
a forma como o estado vai cumprir. Aqui, se os pais não forem registrar a
criança, e muitos tem dificuldade de registrar, o estado corre o risco de não
ficar sabendo que a criança nasceu.
Então é um
absurdo que os candidatos falem de mudar a segurança pública sem falar de
educação. É uma mentira, uma falácia, um engodo. Prevenir a violência só é possível
transformando a educação em prioridade de investimento. Enquanto não se mudar a
Educação deste país nada vai mudar. Até mesmo a economia sofre os efeitos de
uma educação que parece ter como objetivo perpetuar a pobreza e a ignorância. Recomendo
aos candidatos a Governador ler nossa
carta sobre educação.
3.
Reforma do Código Penal e da ação
reintegradora do criminoso a sociedade.
Um dos
problemas mais graves do nosso país é a forma como as pessoas lidam com as
leis. Já ouvi mais de uma vez, pessoas que já foram presas afirmarem que
estavam doidos pra fazer qualquer coisa, matar alguém para poder voltar pra
cadeia, pois nela, a comida é boa e ainda tem o auxilio reclusão. É um absurdo
que os presídios no Brasil se transformaram em um incentivo a vida de criminoso. Absurdo que um auxilio
reclusão seja superior ao salário base do professor de Educação Básica de
alguns estados.
O que se
precisa então, é que a sociedade eleja parlamentares comprometidos a servir a
sociedade, a compreender meios de tornar melhor a convivência social. Enquanto
os parlamentares, seja no nível municipal, estadual ou federal estiverem
atrelados a grupos cujo intuito único é o lucro fácil, e o enriquecimento ganancioso
e inescrupuloso não existe possibilidade de diminuição da violência, pois são
os parlamentares, os responsáveis pela elaboração de leis claras que venham a
resolver as questões relativas a convivência social.
Acrescente-se
a isso a áurea de impunidade que vem tomando conta do imaginário popular. Um bandido
é preso e solto trinta vezes ou mais e não se dá conta de que cometeu um erro
contra a sociedade na qual vive. Aliado a este fato, o processo de reintegração
a sociedade não tem funcionado no Brasil. O nível de reincidência é altíssimo e
não se vê medidas concretas para mudar esta situação nem a curto, médio ou
longo prazo.
Epílogo – OU Educação
Pelo amor de Deus.
Educação, pelo
Amor de Deus, é preciso gritar aos quatro cantos deste país. Ou investimento em
educação ou veremos uma degeneração da sociedade a tal ponto que os níveis de
violência se tornarão insuportável e o medo se alastrará por todos os lados. É
preciso que todas as famílias se ocupem e compreendam a importância da
Educação, todas as instituições, enfim, toda a sociedade. Ou compreendemos a
importância de transformar a Educação em investimento prioritário, ou seremos
uma nação em forma de caos.
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