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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Balanço de campanha.



Faltam agora pouco mais de trinta dias para terminar o período de campanha eleitoral. Então, acho oportuno fazer um balanço para que aqueles que acreditam que nossa candidatura cumpre um papel no processo de construção de uma nova política possam estar a par de como se dá o processo de campanha eleitoral.

Os Objetivos da Candidatura.

Primeiro, vou relembrar o que me levou a ser candidato a deputado estadual, uma vez que inicialmente me coloquei como pré-candidato a governador, e em seguida, com a entrada do Marcos Abrão no PPS de Goiás, pretendi ser candidato a deputado Federal.  Então, basicamente foram dois motivos: O primeiro, manter acesa a chama da luta em defesa da educação, buscando fazer um debate propositivo ( o que parece quase impossível em período eleitoral), e tentar fazer da Educação uma pauta política para outros candidatos, seja a governador, a senador, ou deputados estaduais e federais; o segundo objetivo, era para fortalecer o meu partido, O PPS, aumentando a votação do mesmo e a divulgação da legenda.


A parceria em defesa da Educação.

Com os objetivos definidos, coloquei como “regras” para minha candidatura que faria dobradinha apenas com o candidato a deputado federal pelo PPS, após uma conversa reservada com o mesmo, onde ficou acertado que eu teria um apoio mínimo, como carro, combustível, um motorista, material gráfico, alguns cabos eleitorais, o tempo de rádio e televisão e apoio no processo burocrático como registro da candidatura, prestação de contas e aspectos jurídicos.
Com isso comecei o processo e assumi a candidatura a deputado estadual. Dez dias após o registro da candidatura, pediram que eu devolvesse o carro. Então fiquei sem carro e  não recebi pelos 20 dias seguintes nenhuma ajuda financeira. Então, já no final de Julho, descobri que minha candidatura estava em diligência, pois meu nome não constava na lista de filiados do Partido. Foi então, que mediante participação direta da Direção Nacional, consegui auxilio de 3.000 mil reais para custear o processo de registro ( pagar advogado, juntar documentos, etc), e tive então a candidatura registrada mediante provas documentais solicitadas pelo T.R.E.
Continuei cobrando o combinado inicial pelo qual me tornei candidato. E, comecei a campanha com material impresso e xerocopiado, ganhei dez mil panfletos de doação de amigos, e recentemente, há poucos dias, o candidato que seria a dobradinha oficial mandou rodar 100 mil panfletos, entre citrus, adesivos e botons. Entretanto, sem motorista, carro, combustível o material vem fazendo pouco efeito, por que mesmo tendo diversas pessoas dispostas a distribuir o material de forma voluntária torna difícil leva-lo até estas pessoas, principalmente quando em cidades do interior. Hoje temos vinte cidades do interior onde há pessoas dispostas a tirar um pouco do tempo para divulgar a candidatura.

A candidatura e a campanha do Governador.

Nesta sexta feira, recebi telefonemas dizendo que o carro estaria sendo providenciado. Entretanto, confesso que minha fé está se esvaindo. Também recebi telefonemas do Comitê do Governador e do Comitê do Senado Vilmar Rocha, para os quais enviei a arte da minha campanha. Entretanto, já os avisei que sem estrutura para distribuir o material não tem nenhum sentido a produção do mesmo. Outrossim, há um complicador que minha posição clara em defesa do retorno da titularidade perdida pelos professores no pacto em 2010. Apoiar financeiramente minha campanha deve significar também um ato político, qual seja, o de que o Governo errou na execução do chamado Pacto Pela Educação em 2010, por que não pretendo arredar pé de que minha candidatura tem como objetivo central chamar a atenção da sociedade para o fato de que precisamos fazer uma revolução na educação do país, e neste, sentido, corrigir o tremendo erro cometido contra os professores de Goiás é essencial.
Devo dizer que nunca tive nenhum contato com o candidato a Governador Marconi Perillo e, portanto, não tive a oportunidade de entregar a ele a “Carta em Defesa da Educação” publicada em nosso blog e de amplo conhecimento. Entretanto, tive oportunidade de conversar diversas vezes com o candidato a Senador Vilmar Rocha sobre o Assunto e com o Secretário de Articulação Institucional Joaquim de Castro, e perceber, nos mesmos, uma sensibilidade no sentido de acompanhar a evolução do desejo da sociedade em realmente apoiar uma mudança na política educacional. A percepção que tenho é de que a maioria dos políticos, eles incluídos, não acreditam que educadores e a própria sociedade se importa com a questão educacional na hora de decidir o voto. E que portanto, tudo que tem sido feito pela Educação, sobretudo a pública, já está por demais satisfatório.

A atualidade da Candidatura.

Nesta semana recebi propostas de dobradinhas de dois outros candidatos a deputados federais. A um deles eu sequer atendi o chamado. Outro, fui ouvir e estudar os objetivos da propostas. Entretanto, percebo que aceitar a ajuda financeira de ambos os deputados feriria as “regras” iniciais que impus a candidatura, primeiro, por que neste sentido não estaria fortalecendo o PPS, partido que luta para transformá-lo em um trincheira em defesa de oportunidades iguais para educação; segundo, que não percebi real interesse político nos mesmos de defender a causa da educação com firmeza.
Foi ai que percebi, na verdade, estive diante de uma questão interessante: onde e quando nasce a corrupção na política? Não é quando, de fato, os novos políticos se corrompem, mas quando no afã de alcançar bons resultados eleitorais “esquece” os objetivos iniciais que os fizeram entrar na batalha. O pragmatismo absoluto não guiará minha consciência. Isso significa que estou aberto a todas as ajudas lícitas de financiamento de campanha desde que tenham como premissas: 1. Fortalecer o PPS; 2. Fortalecer a defesa de oportunidades iguais para educação. A ajuda vinda tanto do Governador Marconi, tanto quanto, do Senador Vilmar Rocha será bem vinda, desde que aliada ao compromisso que faz existir minha luta e faz estar na batalha.

Epílogo.

Infelizmente, tenho de dizer aqueles que estão aguardando o material que ainda continuo impossibilitado. Falta dinheiro, carro, combustível para levar o material até vocês. Alguns já vieram buscar aqui em casa, e todos aqueles que quiserem fazer o mesmo serão bem vindos. De outra forma, estou feliz e fico ainda mais radiante, com cada mensagem que recebo de pessoas que dizem: Olha, eu não ia votar em ninguém  mas vou votar em você. Continuando sem carro, sem combustível, sem dinheiro, talvez terei poucos votos, mas considerando que por meio das redes sociais já levamos nossa mensagem a mais de 100 mil pessoas, pode-se dizer que se houver um real interesse posso ter até a chance de ser eleito. Então, todos aqueles que têm compartilhado nossos posts, o blog, e nossas mensagens continuem fazendo.  O caminho da mudança é assim, difícil, íngreme e exige envolvimento de todos que acreditam que a justiça deve ser para todos.




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