Faltam
agora pouco mais de trinta dias para terminar o período de campanha eleitoral.
Então, acho oportuno fazer um balanço para que aqueles que acreditam que nossa
candidatura cumpre um papel no processo de construção de uma nova política
possam estar a par de como se dá o processo de campanha eleitoral.
Os
Objetivos da Candidatura.
Primeiro,
vou relembrar o que me levou a ser candidato a deputado estadual, uma vez que
inicialmente me coloquei como pré-candidato a governador, e em seguida, com a
entrada do Marcos Abrão no PPS de Goiás, pretendi ser candidato a deputado
Federal. Então, basicamente foram dois
motivos: O primeiro, manter acesa a chama da luta em defesa da educação,
buscando fazer um debate propositivo ( o que parece quase impossível em período
eleitoral), e tentar fazer da Educação uma pauta política para outros
candidatos, seja a governador, a senador, ou deputados estaduais e federais; o
segundo objetivo, era para fortalecer o meu partido, O PPS, aumentando a
votação do mesmo e a divulgação da legenda.
A
parceria em defesa da Educação.
Com
os objetivos definidos, coloquei como “regras” para minha candidatura que faria
dobradinha apenas com o candidato a deputado federal pelo PPS, após uma
conversa reservada com o mesmo, onde ficou acertado que eu teria um apoio
mínimo, como carro, combustível, um motorista, material gráfico, alguns cabos
eleitorais, o tempo de rádio e televisão e apoio no processo burocrático como
registro da candidatura, prestação de contas e aspectos jurídicos.
Com
isso comecei o processo e assumi a candidatura a deputado estadual. Dez dias
após o registro da candidatura, pediram que eu devolvesse o carro. Então fiquei
sem carro e não recebi pelos 20 dias
seguintes nenhuma ajuda financeira. Então, já no final de Julho, descobri que
minha candidatura estava em diligência, pois meu nome não constava na lista de
filiados do Partido. Foi então, que mediante participação direta da Direção
Nacional, consegui auxilio de 3.000 mil reais para custear o processo de
registro ( pagar advogado, juntar documentos, etc), e tive então a candidatura registrada
mediante provas documentais solicitadas pelo T.R.E.
Continuei
cobrando o combinado inicial pelo qual me tornei candidato. E, comecei a
campanha com material impresso e xerocopiado, ganhei dez mil panfletos de
doação de amigos, e recentemente, há poucos dias, o candidato que seria a
dobradinha oficial mandou rodar 100 mil panfletos, entre citrus, adesivos e
botons. Entretanto, sem motorista, carro, combustível o material vem fazendo
pouco efeito, por que mesmo tendo diversas pessoas dispostas a distribuir o
material de forma voluntária torna difícil leva-lo até estas pessoas, principalmente
quando em cidades do interior. Hoje temos vinte cidades do interior onde há
pessoas dispostas a tirar um pouco do tempo para divulgar a candidatura.
A
candidatura e a campanha do Governador.
Nesta
sexta feira, recebi telefonemas dizendo que o carro estaria sendo
providenciado. Entretanto, confesso que minha fé está se esvaindo. Também
recebi telefonemas do Comitê do Governador e do Comitê do Senado Vilmar Rocha,
para os quais enviei a arte da minha campanha. Entretanto, já os avisei que sem
estrutura para distribuir o material não tem nenhum sentido a produção do
mesmo. Outrossim, há um complicador que minha posição clara em defesa do
retorno da titularidade perdida pelos professores no pacto em 2010. Apoiar
financeiramente minha campanha deve significar também um ato político, qual
seja, o de que o Governo errou na execução do chamado Pacto Pela Educação em
2010, por que não pretendo arredar pé de que minha candidatura tem como
objetivo central chamar a atenção da sociedade para o fato de que precisamos
fazer uma revolução na educação do país, e neste, sentido, corrigir o tremendo
erro cometido contra os professores de Goiás é essencial.
Devo
dizer que nunca tive nenhum contato com o candidato a Governador Marconi
Perillo e, portanto, não tive a oportunidade de entregar a ele a “Carta em
Defesa da Educação” publicada em nosso blog e de amplo conhecimento. Entretanto,
tive oportunidade de conversar diversas vezes com o candidato a Senador Vilmar
Rocha sobre o Assunto e com o Secretário de Articulação Institucional Joaquim
de Castro, e perceber, nos mesmos, uma sensibilidade no sentido de acompanhar a
evolução do desejo da sociedade em realmente apoiar uma mudança na política
educacional. A percepção que tenho é de que a maioria dos políticos, eles
incluídos, não acreditam que educadores e a própria sociedade se importa com a
questão educacional na hora de decidir o voto. E que portanto, tudo que tem
sido feito pela Educação, sobretudo a pública, já está por demais satisfatório.
A
atualidade da Candidatura.
Nesta
semana recebi propostas de dobradinhas de dois outros candidatos a deputados federais.
A um deles eu sequer atendi o chamado. Outro, fui ouvir e estudar os objetivos
da propostas. Entretanto, percebo que aceitar a ajuda financeira de ambos os deputados
feriria as “regras” iniciais que impus a candidatura, primeiro, por que neste
sentido não estaria fortalecendo o PPS, partido que luta para transformá-lo em
um trincheira em defesa de oportunidades iguais para educação; segundo, que não
percebi real interesse político nos mesmos de defender a causa da educação com
firmeza.
Foi
ai que percebi, na verdade, estive diante de uma questão interessante: onde e
quando nasce a corrupção na política? Não é quando, de fato, os novos políticos
se corrompem, mas quando no afã de alcançar bons resultados eleitorais “esquece”
os objetivos iniciais que os fizeram entrar na batalha. O pragmatismo absoluto
não guiará minha consciência. Isso significa que estou aberto a todas as ajudas
lícitas de financiamento de campanha desde que tenham como premissas: 1.
Fortalecer o PPS; 2. Fortalecer a defesa de oportunidades iguais para educação.
A ajuda vinda tanto do Governador Marconi, tanto quanto, do Senador Vilmar
Rocha será bem vinda, desde que aliada ao compromisso que faz existir minha
luta e faz estar na batalha.
Epílogo.
Infelizmente,
tenho de dizer aqueles que estão aguardando o material que ainda continuo
impossibilitado. Falta dinheiro, carro, combustível para levar o material até
vocês. Alguns já vieram buscar aqui em casa, e todos aqueles que quiserem fazer
o mesmo serão bem vindos. De outra forma, estou feliz e fico ainda mais
radiante, com cada mensagem que recebo de pessoas que dizem: Olha, eu não ia
votar em ninguém mas vou votar em você.
Continuando sem carro, sem combustível, sem dinheiro, talvez terei poucos
votos, mas considerando que por meio das redes sociais já levamos nossa
mensagem a mais de 100 mil pessoas, pode-se dizer que se houver um real
interesse posso ter até a chance de ser eleito. Então, todos aqueles que têm
compartilhado nossos posts, o blog, e nossas mensagens continuem fazendo. O caminho da mudança é assim, difícil, íngreme
e exige envolvimento de todos que acreditam que a justiça deve ser para todos.

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