Nelson Soares dos Santos
Era
pra ser apenas uma prestação de contas. No caso, assumir a existência de um
déficit financeiro, e claro, confessar para a sociedade de que, no mínimo, está
tendo dificuldade para ser um bom gestor. Não foi isso que fez Paulo Garcia que
em vez de aproveitar a oportunidade para dialogar com a sociedade resolveu
manter a velha ideia do maniqueísmo político de atacar e culpar o outro lado,
no caso, Marconi Perillo. Não é de hoje que a política goiana assumiu esta
característica absurda. Os aliados de Perillo tem como esporte favorito buscar
culpado nos aliados de Iris, e estes, fazem o mesmo. Tal maniqueísmo não faz
bem ao povo goiano.
Enquanto
isso, a existência de Iris sustenta a existência de um Marconi que não sente
necessidade de se reciclar, se renovar, ir até o povo e iniciar uma nova base de diálogo. E o pior,
fecha toda a classe política em um casulo dificultando que o estado (
referindo-se a estrutura de estado, o que inclui prefeituras, estado, etc),
cumpra o seu papel como instrumento gestor da sociedade que não é apenas a
construção de obras, prestação de assistência social, mas muito mais que isso,
construir por meio da figura pública os elementos necessários ao
desenvolvimento e a evolução do ser humano por meio da cidadania.
Não
é só Paulo Garcia que presta este desserviço a sociedade Goiana, é também o PT
de forma integrada, os partidos de esquerda como PDT, PSB e PC do B, que deixam
de fazer qualquer debate programático para não se excluir da ocupação de cargos
e benesses do poder. E assim, causas que demandam lutam para que se avance como
as questões de combate a violência, o preconceito, o racismo, etc, são deixadas
em segundo plano, e na melhor das hipóteses, são utilizadas como instrumentos
para, mantendo maniqueísmo absurdo, ver
no mesmo ato praticado por um lado, um presente, e se praticado por outro, uma
coisa demoníaca.
A
política goiana precisa avançar e compreender que existe algo de específico no
processo de gestão do Estado e da Coisa pública e que o maniqueísmo hoje
presente não colabora para o avanço do
desenvolvimento humano e da democracia em Goiás. O comportamento do prefeito
Paulo Garcia na câmara municipal dos vereadores, tomando o tempo de todos com
ironias sobre o Governador Marconi Perillo, em vez de cumprir o seu dever de
estadista, que deveria ser, prestando contas do seu mandato, não ajuda na
qualificação da política e da cidadania goianiense.
Nenhum comentário:
Postar um comentário