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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Paulo Garcia e o maniqueísmo desnecessário.


Nelson Soares dos Santos

Era pra ser apenas uma prestação de contas. No caso, assumir a existência de um déficit financeiro, e claro, confessar para a sociedade de que, no mínimo, está tendo dificuldade para ser um bom gestor. Não foi isso que fez Paulo Garcia que em vez de aproveitar a oportunidade para dialogar com a sociedade resolveu manter a velha ideia do maniqueísmo político de atacar e culpar o outro lado, no caso, Marconi Perillo. Não é de hoje que a política goiana assumiu esta característica absurda. Os aliados de Perillo tem como esporte favorito buscar culpado nos aliados de Iris, e estes, fazem o mesmo. Tal maniqueísmo não faz bem ao povo goiano.
Enquanto isso, a existência de Iris sustenta a existência de um Marconi que não sente necessidade de se reciclar, se renovar, ir até o povo  e iniciar uma nova base de diálogo. E o pior, fecha toda a classe política em um casulo dificultando que o estado ( referindo-se a estrutura de estado, o que inclui prefeituras, estado, etc), cumpra o seu papel como instrumento gestor da sociedade que não é apenas a construção de obras, prestação de assistência social, mas muito mais que isso, construir por meio da figura pública os elementos necessários ao desenvolvimento e a evolução do ser humano por meio da cidadania.
Não é só Paulo Garcia que presta este desserviço a sociedade Goiana, é também o PT de forma integrada, os partidos de esquerda como PDT, PSB e PC do B, que deixam de fazer qualquer debate programático para não se excluir da ocupação de cargos e benesses do poder. E assim, causas que demandam lutam para que se avance como as questões de combate a violência, o preconceito, o racismo, etc, são deixadas em segundo plano, e na melhor das hipóteses, são utilizadas como instrumentos para, mantendo maniqueísmo absurdo,  ver no mesmo ato praticado por um lado, um presente, e se praticado por outro, uma coisa demoníaca.
A política goiana precisa avançar e compreender que existe algo de específico no processo de gestão do Estado e da Coisa pública e que o maniqueísmo hoje presente não  colabora para o avanço do desenvolvimento humano e da democracia em Goiás. O comportamento do prefeito Paulo Garcia na câmara municipal dos vereadores, tomando o tempo de todos com ironias sobre o Governador Marconi Perillo, em vez de cumprir o seu dever de estadista, que deveria ser, prestando contas do seu mandato, não ajuda na qualificação da política e da cidadania goianiense.


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