Nelson Soares dos Santos[1]
Estava
pesquisando no Google o significado da palavra respeito, e, deparei-me com um
tópico sobre a psicopatia e o poder. Chequei a tal tópico por que queria ter
clareza do que leva um individuo a não respeitar as pessoas que estão a sua
volta, não respeitar espaço e limites. Então, do nada estava lendo textos e
mais textos sobre pessoas com transtorno de personalidade antissocial. Sim, a
psicopatia é um transtorno de personalidade, segundo os estudiosos, mais
presentes nas mulheres que nos homens. Entre aqueles que vivem em sociedade
varia entre 0,3 a 0,6%, entre os presidiários a variação do transtorno vai de
40% a 66% aproximadamente.
O
Psicopata não faz planos para o futuro, é, paradoxalmente calmo e ordeiro,
sendo na verdade agressivo, não se conforma as normas, possui conduta sexual
desregrada, mente o tempo todo, usa de agressividade contra animais domésticos,
não apresenta remorso, despreza as normas de respeito ao outro no ambiente
familiar ou social, e, possui um ânsia
de viver situações onde se sente poderoso. Há dois tipos de Psicopatas: os
leves a moderados, ou de moderados a graves. Os primeiros vivem normalmente em
sociedade e possui uma extrema facilidade na disputa pelo poder. Sua maioria
são mulheres e podem ser encontrados nos esportes, na política e em situações
nas quais podem exercer o poder sobre os outros.
O
curioso é que, de acordo com as leituras, entre aqueles que chegam ao poder, ou
as pessoas que conseguem rapidamente ter sucesso em suas carreiras o índice
entre elas, é praticamente o mesmo encontrado nos presídios. Desta feita, não
pode se dizer que foi surpresa a votação no Congresso Nacional que impediu a
cassação do mandato do deputado presidiário. Em um congresso de Psicopatas, a
lógica do presídio foi mais forte que a lógica das sociedades humanizadas.
Temos
que tirar lições profundas do que aconteceu. Afinal, ano que vem estaremos
novamente elegendo novos congressistas, e teremos oportunidade de eleger
cidadãos ou novamente colocar ali Psicopatas que não são capazes de diferenciar
o normal do ridículo. Outra reflexão que deve ser feita é: por que votamos em
psicopatas? Por que votamos em pessoas que já sabemos que vai roubar o dinheiro
que, também é nosso? Por que entramos neste jogo de loucura se estamos vendo as
consequências destas formas de gerir a sociedade todos os dias, e sofremos
junto com todas as consequências das mesmas?
O
caso Legislador presidiário deve servir para a nossa reflexão, mas não apenas isso. Como explicar
a falta de sensibilidade do Congresso para com as manifestações de ruas? Como
explicar a aprovação de uma enxurrada de leis dúbias em vez de se ater as
reivindicações do povo? Há algo de profundamente errado no Congresso Nacional.
Antes os humoristas brincavam que se colocasse uma cerca de arame o Congresso
viraria um presídio. Agora é fato. Ali existe
um mandato, um legislador que é um presidiário. Como disse um Ministro
do STF: A papuda está homenageada.
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