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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os Psicopatas e o Poder: O caso do Legislador presidiário.


Nelson Soares dos Santos[1]

Estava pesquisando no Google o significado da palavra respeito, e, deparei-me com um tópico sobre a psicopatia e o poder. Chequei a tal tópico por que queria ter clareza do que leva um individuo a não respeitar as pessoas que estão a sua volta, não respeitar espaço e limites. Então, do nada estava lendo textos e mais textos sobre pessoas com transtorno de personalidade antissocial. Sim, a psicopatia é um transtorno de personalidade, segundo os estudiosos, mais presentes nas mulheres que nos homens. Entre aqueles que vivem em sociedade varia entre 0,3 a 0,6%, entre os presidiários a variação do transtorno vai de 40% a 66% aproximadamente.
O Psicopata não faz planos para o futuro, é, paradoxalmente calmo e ordeiro, sendo na verdade agressivo, não se conforma as normas, possui conduta sexual desregrada, mente o tempo todo, usa de agressividade contra animais domésticos, não apresenta remorso, despreza as normas de respeito ao outro no ambiente familiar ou social,  e, possui um ânsia de viver situações onde se sente poderoso. Há dois tipos de Psicopatas: os leves a moderados, ou de moderados a graves. Os primeiros vivem normalmente em sociedade e possui uma extrema facilidade na disputa pelo poder. Sua maioria são mulheres e podem ser encontrados nos esportes, na política e em situações nas quais podem exercer o poder sobre os outros.
O curioso é que, de acordo com as leituras, entre aqueles que chegam ao poder, ou as pessoas que conseguem rapidamente ter sucesso em suas carreiras o índice entre elas, é praticamente o mesmo encontrado nos presídios. Desta feita, não pode se dizer que foi surpresa a votação no Congresso Nacional que impediu a cassação do mandato do deputado presidiário. Em um congresso de Psicopatas, a lógica do presídio foi mais forte que a lógica das sociedades humanizadas.
Temos que tirar lições profundas do que aconteceu. Afinal, ano que vem estaremos novamente elegendo novos congressistas, e teremos oportunidade de eleger cidadãos ou novamente colocar ali Psicopatas que não são capazes de diferenciar o normal do ridículo. Outra reflexão que deve ser feita é: por que votamos em psicopatas? Por que votamos em pessoas que já sabemos que vai roubar o dinheiro que, também é nosso? Por que entramos neste jogo de loucura se estamos vendo as consequências destas formas de gerir a sociedade todos os dias, e sofremos junto com todas as consequências das mesmas?
O caso Legislador presidiário deve servir para a nossa reflexão, mas não apenas isso. Como explicar a falta de sensibilidade do Congresso para com as manifestações de ruas? Como explicar a aprovação de uma enxurrada de leis dúbias em vez de se ater as reivindicações do povo? Há algo de profundamente errado no Congresso Nacional. Antes os humoristas brincavam que se colocasse uma cerca de arame o Congresso viraria um presídio. Agora é fato. Ali existe  um mandato, um legislador que é um presidiário. Como disse um Ministro do STF: A papuda está homenageada.




[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário.

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