Pesquisar este blog

domingo, 26 de maio de 2013

O Mal do Personalismo e a necessidade de um projeto.


 

Nelson Soares dos Santos

Não são poucos os exemplos da história que comprovam ser difícil a arte de Governar. Compêndios foram escritos, descrições efetivas de momentos cruciais da história da humanidade mostra o governo uma das atividades mais difíceis de realizar. Por isso, aquele que consegue conquistar o poder, manter e perpetuar-se no poder é digno de honras e glórias. Para nós, goianos, três referências imagéticas permeiam nossa mente quando falamos do poder: Lula, Iris e Marconi. O primeiro por sua proeza de ter sido o primeiro operário a se tornar presidente da república; o segundo pela inconteste contribuição já dada ao desenvolvimento do nosso estado; e o terceiro por ser o presente daquilo que se pode considerar a honra de ser um vencedor.  Com todas as críticas que podem ser feitas ( e existem críticas justas que devem ser feitas), na política Goiana Marconi é o nome que representa o poder e a honra da difícil arte de Governar.

Governar para o Povo.

Marconi representa tal fato por diversas razões, a maior delas por ter sido aquele que derrotou o Irismo depois de 16 anos de poder, e outras não menores, como por exemplo, ter contribuído para um arejamento democrático nos seus dois primeiros governos. Quiçá, seja um vencendor, Marconi vive diversos dilemas da difícil arte de governar depois de perpetuar-se no poder e tornar-se vítima das armadilhas impostas pelo poder. Há um livro, que li e não gostei, que mostra de uma forma clara tais armadilhas. O titulo é “48 Leis do Poder”. Segundo tal livro toda vez que se constrói um império ou um governo com o tempo o governante vê se cercado de pessoas que estão mais preocupadas em acercar-se das vantagens do poder do que se preocupar com os destinos do Governo ou o bem estar coletivo, e que, portanto, as intrigas, as disputas,  tornam-se constantes, por vezes colocando em risco os destinos do governo.

As recentes manchetes de jornais mostram um alerta ao governador. As disputas internas entre os grupos estão chegando ao paroxismo. Dos bastidores extravasaram-se para os jornais e muitos resolveram até dialogar por notas oficiais publicadas em jornais e na internet. Quando um dos nomes mais fortes do Governo resolve desabafar na imprensa afirmando que existe bandidos no Governo alguma coisa já passou do limite. É como se já se soubesse mais quem de fato manda no Governo, segundo o Greene, aquele das “48 Leis do Poder”. A receita seria então uns choques de autoridade, demitindo aqueles que se acham intocáveis, valorizando novos quadros, vindo do meio do povo e quebrando o isolamento entre o povo e o Governo.  O desabafo do secretário mostra que existem sinais dos tempos que precisam ser lidos sobre os rumos do poder em goiás, ou do contrário seremos vítimas de aventureiros.

Oposição e Situação  - vítimas  do Mesmo mal.

Para uma leitura dos sinais dos tempos é preciso, antes, compreender o tempo que vivemos, e para se compreender o tempo no qual vivemos é preciso aceitar sua complexidade. Na política em Goiás, não é diferente. Se base de Marconi Perillo peca-se pelo personalismo exagerado fazendo tudo girar em torno de nomes e deixando os projetos, as ideias e os partidos em segundo plano; na oposição não é diferente.

Na verdade, sequer existe oposição em Goiás. O que existe são nomes que se digladiam dentro dos partidos ditos de oposição, sempre em busca de holofotes, de forma personalista e longe de estabelecer um diálogo com o povo com os votos dos quais querem se eleger. Os chamados “novos nomes” estão longe de ter um diálogo frutífero com o povo, e por isso, as pesquisas mostram Iris e Marconi como aqueles melhores posicionados nas pesquisas, fruto do diálogo que estes mantiveram com o povo em eleições anteriores. Friboi, não é político, é um empresário que ser político e o povo já há muito desconfia das razões pelas quais o mesmo é motivado. Afinal, ninguém em Goiás conhece alguma atitude ou ação do mega empresário que demonstrasse preocupação com o Bem estar coletivo.

Vanderlan Cardoso, no máximo repetirá 2010. O povo já teve oportunidade de conhecê-lo e a história política goiana mostra que dificilmente emplacará como candidato a ser levado a sério. Considerado um empresário Sério ( com bem mais credibilidade eleitoral do que o Friboi), não acredito que o povo daria a ele a oportunidade de Governar o Estado. Os exemplos históricos, aos quais ele deveria observar vêm das candidaturas de Paulo Roberto Cunha, Ronaldo Caiado e Otávio Lage. Tanto na situação quando na oposição, o personalismo só contribui para prejudicar as possibilidades de avanço dos processos democráticos no Estado, pois todos os nomes colocados tentam chegar até ao povo por meio das chamadas lideranças consolidadas ( deputados, vereadores e prefeitos), muitas delas tão velhas e desacreditadas que faz o povo ficar descrente de participar no sufrágio Eleitoral. 

O Cavalo de Tróia.

A contradição do Governo Marconi é não ter oposição forte e ao mesmo tempo sentir-se sitiado. O que parece é que na verdade os adversários estão espalhados. Isso me faz lembrar-se de umas leituras feitas sobre Confúcio. Diz-se que certa vez Confúcio chegou a um Reino e logo foi chamado para aconselhar o Rei. Pediu ao Rei um prazo para que tivesse um conselho que refletisse a realidade.  Chegando lá, ficou o tempo todo em silêncio, ouviu o Rei, ouviu os conselheiros do Rei, e a esposa do Rei. Depois de a todos ouvir, e antes que terminasse o prazo dado pelo Rei, Confúcio reuniu os seus discípulos que o seguiam e disse que aqueles que quisessem continuar com ele deveriam partir na madrugada e em segredo. Inquirido sobre a razão de tal atitude Confúcio respondeu mais ou menos assim: Em um Reino onde quem manda não tem a segurança de que manda, e quem pensa que manda, na verdade não tem poder de mando o destino é o sangue e carnificina. Pouco tempo depois, aquele reino caiu em meio a traições, mortes, assassinatos e cruel carnificina.

Em artigo anterior, neste blog já havia escrito que é difícil analisar quem realmente tem influência política majoritária em Goiás. Na linguagem Confuciana, quem tem o TAO. E, dentro do governo, os últimos acontecimentos parecem mostrar o mesmo. A direita em Goiás tornou-se pluripartidária e a esquerda democrática apequenou-se. A realidade é que neste vazio surgiram diversos aventureiros servindo-se de ideias frágeis e já  superadas para ocupar um espaço da carência dos sentimentos humanos e transformá-los em objetos do fazer política, poder e de governar. No futebol, tais jogadores são chamados de “Pernas de Pau”, que entram em campo por falta de bons jogadores ou por que os bons jogadores se recusaram a jogar por falta de um bom juiz. O resultado da falta dos bons jogadores é a bola sendo jogada de qualquer jeito e os times sem aquele jogador meio campista que organiza o jogo e o torna um espetáculo belo de ser assistido.  A pancadaria que se vê na imprensa, tanto de oposição contra oposição, situação contra situação e oposição contra situação reflete a fata que faz bons jogadores em campo. Neste sentido, muito das adesões recebidas pelo Governador nos últimos anos revelou-se jogadores “pernas de pau”, quando pior, verdadeiros cavalos de troia.

Governar com Projetos e Ideias

Continuando com a metáfora futebolística o Governador Marconi está condenado a renovar o seu time e colocar maior atenção nas capacidades dos jogadores de produzirem boas jogadas, passar e movimentar bem a bola do que na história de fama dos jogadores. Neste sentido, o Governador precisa começar a repensar o projeto de desenvolvimento do Estado colocando o desenvolvimento humano a frente do desenvolvimento econômico; reforçando o aspecto progressista do Governo e a preocupação com o futuro das novas gerações. As ideias de sustentabilidade, poder local, combate a corrupção, defesa dos direitos humanos, combate a violência, ao tráfico humano, dentre outros deve tomar o lugar dos discursos centrado em pessoas e nas suas pretensas habilidades de bem governar. Não serão pessoas que irão fazer de Goiás um estado melhor para se viver, serão ideias progressistas transformadas em ações por pessoas que tem a capacidade de fazê-lo coletivamente.

Goiás carece de um projeto de Governo, mas, sobretudo, padece também de um projeto de reestruturação do estado que estabeleça novas relações entre o Estado e a Sociedade Goiana. Os velhos coronéis precisam entender que os tempos são outros, que a globalização exige a evolução do local, e que o desenvolvimento humano precisa acompanhar o desenvolvimento econômico. Preservação do meio ambiente não pode ser mais uma preocupação de um grupo de idealistas isolados, mas de todo homem público que queira bem governar. A reestruturação do estado deve ser pensada a partir da complexidade existente entre os aspectos globais e locais da existência humana para que se possa pensar um projeto que de fato faça avançar as conquistas por uma sociedade mais e justa e democrática.  Não se trata de negar os avanços, mas de compreender a necessidade de se continuar avançando.

Contra a onda conservadora e Reacionária

21/05/13
Aborto
Professor Nelson critica declarações de Francisco Jr. e diz que MD lutará pelo direito das mulheres
Francisco Júnior apresentou projeto de lei para eliminar inciso da Constituição Estadual que garante à mulher vítima de estupro ou em risco de vida interromper a gravidez. Para Nelson, o pessedista faz parte de um grupo que provoca atrasos sociais
Marcello Dantas/Jornal Opção
Thiago Burigato

Em entrevista ao Opção Online, o professor universitário Nelson Soares dos Santos, do PPS, criticou as declarações do deputado Francisco Júnior (PSD) a respeito do direito das mulheres ao aborto. Para Nelson, Francisco faz parte de um grupo que provoca atrasos sociais em Goiás e no Brasil, e diz que o partido que está ajudando a fundar, o Mobilização Democrática (MD), resultado da fusão entre o PPS e o PMN, lutará por avanços e pela igualdade da mulher na sociedade.
Francisco Júnior apresentou um projeto de lei (PL) que visa eliminar o inciso XIV, do artigo 153, da Constituição Estadual de Goiás, que garante à mulher vítima de estupro ou em risco de vida por gravidez a devida assistência médica, psicológica e o direito de interromper a gestação. Segundo ele, a permissão da interrupção é um ato contrário à vida e à saúde, sendo também contrário à Declaração Universal dos Direitos do Homem e à Constituição Federal.
Para o deputado, sejam quais forem os motivos, a interrupção da gravidez é uma agressão para a saúde física, mental e emocional da mulher.  “Os filhos são uma parte integrante e significativa de cada família. A ênfase dada à autonomia da mulher sobre sua gravidez prejudica o relacionamento conjugal e familiar”, destacou. Ele ignora, no entanto, que a Constituição Estadual apenas reproduz o artigo 128 do Código Penal, que trata do mesmo tema.
O Professor Nelson diz que as atitudes de Francisco Júnior são apenas “oportunismo” para agradar um setor da sociedade que vai de encontro aos avanços sociais. “Nos causa muita preocupação esse posicionamento do deputado, pois ele prega o retrocesso. Figuras como João Campos, e agora o pessedistas, são prejudiciais para a democracia”, afirma.
Nelson ressalta que o Estado é laico, e diz que noções religiosas não deveriam ser usadas como base para um projeto de lei. “O Estado é laico e tem que se manter assim. É muito preocupante que lideranças transformem um debate não religioso em uma questão religiosa. Quando falamos de aborto ou dos direitos dos homossexuais, por exemplo, não estamos tratando de um assunto pertinente à igreja, mas sim de questões relacionadas à liberdade e ao respeito.”
O professor ressalta que a maioria dos futuros integrantes do MD é favorável à ampliação dos casos em que a interrupção da gravidez deve ser permitida, mas ressalta que, como a fundação do partido ainda não foi oficializada, não existe um posicionamento oficial por parte da legenda. “Nós levantamos a bandeira pela democracia, que é veementemente atacada pelos conservadores”, afirma. “Lutamos em defesa da autonomia da mulher e pela igualdade de gêneros na sociedade.”
Segundo Nelson, Francisco Júnior deveria atuar em “causas mais importantes”, como a dos direitos da crianças e dos adolescentes, a do tráfico humano “e também a da própria violência contra a mulher”.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Desabafo da Ex-Vereadora Gina Tronconi do MD 33 sobre a Saúde em Anápolis.

Hoje estou naquele dia em que me pergunto.Será porque que o mundo é assim tão injusto?Lutamos tanto pela nossa UTI,mas os homens que deveriam valorizar assim não entenderam .Antes precisávamos de incrementos para que contínuássemos prestando serviços aos pacientes do SUS.Inúmeras conversas existiram e lendo a matéria em que o tiítulo diz assim :Governo Marconi libera verba de 20 milhões para melhoria das UTIS pediátricas em Anápolis ,Aparecida de Goiânia e Goiânia.Pronto encontramos a solução para o impasse das UTIs pediátricas em Anápolis.Bom era para ser assim achávamos que tivesse sido resolvido o impasse da desativação dos leitos já escassos,que já não atendiam a demanda de uma cidade de quase quatrocentos mil habitantes.O que mais me espanta que conversando com o secretário de saúde de nosso município em nossas conversas dizia sempre a mesma coisa não tem dinheiro,para saúde.Não tem verba .Fico por entender,milhões se gastam com p...raças,propagandas em toda mídia ,informativos espalhados por toda cidade em papéis caríssimos,falando dos feitos da administração.Como não ter dinheiro para cuidar de nossos pequeninos,e ainda vai a mídia faltar com a verdade .Disse ele em sua entrevista que a Santa Casa,tinha disponibilizado mais leitos !!! Como??As UTIs já estão trabalhando no seu limite,falta espaço físico ,faltam leitos.Nossas crianças agora tem que serem encaminhadas para outras cidades se conseguirem vaga...Pois temos apenas sete leitos recentemente reabertos na Santa Casa.Gostaria de ser mais uma na multidão alheia a tudo e a todos mas não me conformo com a maneira absurda que nossas crianças estão sendo tratadas,relegadas ao descaso,estão tirando lhes a chance de tentar viver,quando acometidas de doenças graves.Como entender esta política absurda.que trás insegurança para nossos filhos,netos???Vou continuar inconformada ,e não consigo entender as inúmeras vezes que escutei ...CTI pediátrico não dá lucro!!É difícil mas vamos ter que continuar vendo pais desesperados pedindo implorando que salvemos seu filhos ,vamos ter que continuar escutando os gemidos de nossos bebês pedindo socorro e nós cada vez mais inquietos sem entender a cabeça de gestores .Acho que devemos começar a pensar em tentar mudar nossa lei eleitoral e obrigar nossas crianças a votarem ,pois só assim talvez terão voz e vez.Termino meu desabafo pedindo para que nossa Pequena Sara Mariano que por tantas vezes cuidamos em nossa UTI no HEG que virou um anjinho ontem que zele por tantas outras criancinhas que com certeza vão precisar.Que DEUS derrame suas benções no coração dos homens

domingo, 5 de maio de 2013

Jornal Opção publica matéria esclarecendo dúvidas sofre Fusão PPS-PMN

04/05/13
Nova Legenda
Professor Nelson esclarece dúvidas sobre o partido Mobilização Democrática
Soares destaca intenções da nova sigla e comenta como será a formação do diretório estadual do MD em Goiás
Marcello Dantas / Jornal Opção
Professor acredita que em Goiás a Mobilização Democrática vá nascer mais forte que o PMN e o PPS
Marcello Dantas

O professor universitário Nelson Soares dos Santos esteve no Jornal Opção para esclarecer algumas dúvidas sobre a fusão entre o Partido Popular Socialista (PPS, de número 23) e o Partido da Mobilização Nacional (PMN, de número 33), que resultou na criação de uma nova legenda: Mobilização Democrática (MD, ainda sem número). Ele também falou sobre a confusão que paira sobre a formação do diretório estadual do novo partido em Goiás.

Ele lembra que há uma nota oficial no site do PPS e do PMN definindo os critérios de como serão organizados os diretórios estaduais da Mobilização Democrática – ditados pela executiva nacional da nova sigla durante conferência de três dias realizada em Brasília antes do lançamento da nova legenda – e que pode ser aplicado em todos os Estados. O critério é que a presidência do diretório estadual da MD fique com o deputado federal do PMN que tenha sido mais votado nas eleições de 2010 e o restante do diretório e da executiva ficaria com o PPS.

Porém, Goiás não tem representante nem pelo PMN nem pelo PPS na Câmara dos Deputados. Assim, o cargo fica ao partido que tenha cadeira na Assembleia Legislativa – seguindo os mesmos critérios de votação. Neste caso, o PMN conta com o parlamentar Elias Junior, que passaria a comandar então o diretório estadual da Mobilização Democrática. De acordo com Darlan Braz, presidente do PPS Municipal de Goiânia, na formação das agremiações será considerado também outro aspecto. Onde um membro oriúndo do PPS ocupar a direção, por exemplo, um partidário do PMN poderá contar com um cadeira a mais na executiva e no diretório, proporcionando maior dinamização nas deliberações.
Seguindo a hierarquia nacional, Nelson Soares justifica que o diretório em Goiás seria formado por um quantitativo de 40% de membros do PPS, 40% de autoridades do PMN e os outros 20% seriam ocupados por deputados, vereadores, prefeitos e outros políticos interessados em realizar a filiação na MD durante a chamada janela. Esse período tem o prazo de um mês e começa a valer a partir do momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizar o registro do partido.

“Está retardado o registro da MD no TSE. Foi um golpe desesperado e tiraram proveito da situação”, comenta o professor. Para ele, a manobra feita pela bancada do PMDB e PT na Câmara dos Deputados, onde foi aprovado rapidamente o projeto de lei que proíbe que novas legendas transfiram o tempo de televisão e de rádio, além dos recursos financeiros, dos outros partidos para o novo partido.

A tendência é que nos próximos meses o partido da Mobilização Democrática se fortaleça. Nelson Soares acredita que em Goiás o MD vá nascer mais forte que o PMN e o PPS. Ele adianta que coordenações que o PMN não têm atualmente, como o PPS Mulher, serão aperfeiçoadas com a formação da executiva estadual, como é o caso da Juventude Democrática.

A princípio, a intenção da MD é ouvir a sociedade antes de chegar às eleições de 2014. Para isso, o professor Nelson Soares afirma que a Fundação Astrogildo Pereira – que atua em âmbito nacional – em Goiás vai realizar seminários para saber das demandas apontadas pelos goianos, fazendo com que a nova sigla surja de maneira representativa e democrática.

Um seminário já foi realizado e teve como tema a reforma tributária. O palestrante foi o deputado federal por São Paulo, Arnaldo Jardim. Outra maneira de fortalecer uma possível alternativa política no Estado seria o maior diálogo entre MD, a Rede Sustentabilidade – partido criado pela ex-senadora Marina Silva –, e o PSB, que tem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como o maior líder. O objetivo é quebrar a hegemonia nacional entre o PT e o PMDB. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Educação no Estado de Goiás


Nota do autor do blog : Pode-se até discordar de alguns aspectos, mas leia. Vale a pena ler.

A Educação no Estado de Goiás

Lucas Pedro do Nascimento

Parabenizo imensamente o secretário da Educação do Estado de Goiás, Thiago Peixoto, por seu empenho, se assim posso dizer, em prol do processo de ensino aprendizagem nas escolas goianas. Mas acompanhando suas atitudes e decisões, principalmente como representante de sala e participante ativo da vida escolar do Colégio Estadual Salim Afiune, pergunto-me: estará ele tomando o rumo certo? O principal agente da reforma seria o professor? E os alunos desmotivados, desinteressados, sempre preocupados com futilidades, absortos em seu mundo irreal de tecnologia e descaso? Os professores figurarão como herois e heroínas, salvando a pátria brasileira da ignorância? Claro, eles possuem sim esta capacidade, mas interligados a família, a sociedade como um todo. Em momento algum vi menção a esta realidade no Pacto Todos pela Educação. Parece que ninguém ainda pensou no que fazer com os alunos indisciplinados, que depois da ruptura com o tradicionalismo, podem tudo.
Falo com propriedade como aluno do 3º ano do Ensino Médio, que sempre estudou em escola pública. A questão é bem mais grave do que se pensa. Tenho colegas que não sabem diferenciar um verbo e um substantivo, mas lembro-me de ter estudado junto a eles estas classes gramaticais, de maneira bem ilustrada pela professora de Língua Portuguesa. Seria neste caso culpa do professor? A aprendizagem foi ineficiente por que ele em si foi ineficiente em seu papel? Como eu aprendi e meus colegas não? A culpa seria do aluno que simplesmente “esqueceu-se” deste conteúdo ou não teve um melhor acompanhamento pedagógico? Ou eu que sou um gênio (que cá entre nós é mentira)? Como um professor pode auxiliar trinta alunos ou mais em aulas de cinquenta ou quarenta e cinco minutos? Já contabilizou quanto gastaria com cada aluno direcionando a ele apenas um minuto? São entraves como este que me incita o pensamento e faz-me crer que a culpa não é do professor, como muitos acreditam e dizem. Não negarei que o Estado possui professores com metodologias e didáticas ultrapassadas que precisam ser reformuladas ou que simplesmente, como se diz na linguagem popular, “empurram com a barriga.”
Se hoje escrevo estas palavras, devo aos meus professores de escola pública que são obrigados a fazerem paralisações por melhores salários, por valorização do plano de carreira e, sobretudo reconhecimento. Nada me tira da cabeça que estes críticos da Educação deveriam fazer o teste de dar aula em uma sala com trinta alunos, de diferentes temperamentos, que falam ao mesmo tempo e não possuem nenhuma perspectiva de vida. Repito o que disse aos meus queridos professores no Trabalho Coletivo do último dia 12 de outubro: “Não se pode enfiar o conteúdo goela abaixo do aluno. É preciso que ele queira aprender.” E acrescento agora: eles não são mágicos, mas seres humanos. Como ensinar algo a quem não quer aprender? Haveria maior frustração para um professor do que ouvir de seu aluno: “Isso aqui não me importa. Quero só o meu diploma.”
Senhor secretário, peço-vos em nome dos alunos que represento: vá devagar com o andor que o santo é de barro. Estude primeiro o terreno, constate que não se trata de areia movediça, para que não se afunde. Valorizar os professores não significa simplesmente compensá-los financeiramente, mas dar-lhes a devida atenção, não os culpando unicamente pelo desastre da Educação. Dividamos o bolo entre nós. Isto aí: eu, o senhor, os pais, meus colegas de sala que não entendem o quanto estão perdendo, o sistema educacional, os planos educacionais infundados e utópicos, a sociedade em si.
Outra coisa que precisamos é cassar (destruir, para os que não sabem) a ideia de que leitura, interpretação de texto, lógica e raciocínio são competências cognitivas exclusivas de Língua Portuguesa e Matemática. A primeira solução seria estendê-las a todas as outras disciplinas, pois da maneira que se dá a entender os professores de Língua Portuguesa e Matemática são os “bodes expiatórios” da Educação. A propósito a imagem que a Avaliação Diagnóstica nos passa é que estas duas disciplinas são as duas únicas importantes no Currículo, como se a Química, a História, a Geografia e ademais, não tivessem a mesma significância.
Não pensem que meus professores me pediram para escrever este texto, pelo contrário, nem imaginam. Eu mesmo quis escrevê-lo para retribuir o muito que me deram nestes doze anos de Educação e para mostrar que alunos do Estado também saber dissertar, escrever, desde que queiram e se empenhem. Agradeço a minhas professoras de Língua Portuguesa que me incitaram na alma o gosto pela leitura e me deram toda a noção de sintaxe, morfologia e produção de texto.
Que o ano que vem, no próximo dia dos professores, eu possa estar escrevendo para parabenizar realmente o senhor secretário pelo sucesso de seu, ou melhor, nosso pacto pela educação.
Quanto a mim, já estou em clima de despedida do colégio que tanto amo. É como brinco com meus professores “é como se estivesse me preparando para uma amputação.” Sei que sou uma exceção a regra em todos os termos. Mesmo vendo o quanto meus queridos educadores sofrem, deixando de lado suas vidas, em razão da vida de outrem, tornando-se frustrados, depressivos, quero enveredar-me pelo mesmo caminho que anos antes eles enveredaram, acreditando que estariam fazendo um bem para a humanidade e a juventude em si.
Obrigado queridos professores goianos por ainda acreditarem no poder da Educação, mesmo com todos os percalços e dissabores que enfrentam!!!

Lucas Pedro do Nascimento
Representante de sala
Aluno do 3º ano do Ensino Médio
Colégio Estadual Salim Afiune
Subsecretaria de Educação de Silvânia
Secretaria de Estado da Educação de Goiás

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Baixo Rendimento dos alunos cotistas e mais uma vez a questão de Classe


 
Pouco se comentou sobre o baixo rendimento dos alunos cotistas nas Universidades. O Senador Cyro  Miranda do PSDB de Goiás fez o seguinte comentário: “Leio hoje na imprensa que o desempenho de alunos de graduação beneficiados pelas políticas de cotas e bônus deixa muito a desejar.Segundo pesquisa envolvendo mais de 100 mil alunos,eles tiveram um aproveitamento pífio se comparado aos demais estudantes nas universidades públicas do país.A diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas.” Cyro Miranda no Facebook.

Incontinenti eu fu lá e comentei: Pois é Senador, Cyro Miranda, espero que isso não seja motivo para deixarmos de lutar pela igualdade de acesso. Aliás, mais um motivo pra lutarmos por uma educação de qualidade. O problema não é questão de falta de inteligência, e falta de condições mesmo. O problema é econômico, é de classe, não de raça...

Nesta manha, retornei ao post para ver quantas pessoas teriam comentado. Então havia os comentários transcritos abaixo:

o    Adriano Santos Ah dificuldade não está nos estudantes em aprender, porque temos muita facilidade de aprendizado. Agora diferencia quando temos que trabalhar e estudar , e conciliar esses dois com o tanto de trabalhos e pesquisas que temos que fazer, é que nosso rendimento se difere dos demais. Demais que na sua grande maioria são financiados pelos pais.


o    https://fbcdn-profile-a.akamaihd.net/hprofile-ak-snc6/s32x32/211841_100000681916397_1530457603_q.jpg

Felipe Yamin Poderiamos esperar outra coisa? Não provaram que tem capacidade ou vontade de aprender no ensino fundamental como provaram agora? Veja o exemplo do Ministro Joaquim Barbosa, toda vida trabalhou e estudou e nem por isso precisou de cotas para entrar na universidade.


o    https://fbcdn-profile-a.akamaihd.net/hprofile-ak-ash4/s32x32/368923_1835468955_1268214291_q.jpg

Adriano Santos Sr. Felipe . Quer prova maior de ter capacidade e vontade de aprender, do que por mais cota que tenhamos. Ter conseguido passar por um ensino fundamental/médio, que todos sabemos de sua precariedade. E conseguir uma nota que possa concorrer com os demais. E ainda sim, o senhor dizer que não vale como avaliação própria??? Bem sabemos como anda nosso ensino médio.


o    https://fbcdn-profile-a.akamaihd.net/hprofile-ak-snc6/s32x32/211841_100000681916397_1530457603_q.jpg

Felipe Yamin Adriano Santos, A materia ministrada na escola sem o esforço do aluno em estudar em casa e a vontade de aprender e de vencer, nem com cota ele alcança sucesso e ainda pode se tornar um mau profissional, Diploma não quer dizer competencia. Ja vi nos meus 67 anos, engenheiro civil sair da universidade e levar um banho do pedreiro e do mestre de obras. A teoria na pratica é outra como diz o ditado popular.


o    https://fbcdn-profile-a.akamaihd.net/hprofile-ak-snc6/s32x32/203056_100000975543882_1476466258_q.jpg

Luiz Augusto Chein Sem querer entrar na (saudável) discussão, mas já entrando, concordo com o Felipe. Nos meus quase 70 anos de idade e nos 45 como médico, digo que tem muito coleguinha que não sabe responder qual é a fórmula do Buscopan Composto. E aí eu concordo com Meu Senador Predileto, Cyro Miranda, que é a favor do Exame de Proficiência para médicos, nos moldes do Exame de Ordem da OAB. Os que são contra é porque não são proficientes.


o    https://fbcdn-profile-a.akamaihd.net/hprofile-ak-ash4/s32x32/368923_1835468955_1268214291_q.jpg

Adriano Santos Quem mais sabe do quanto é importante correr atrás do aprendizado, esse alguém sou eu. E se hj faço minha universidade com a bolsa que consegui, foi por mérito meu, e não que o governo tenha me ajudado em nada. Eu tb não sou contra a realização de prova de proficiências para determinadas áreas, mas a questão aqui discutida foi em relação quanto ao desempenho dos alunos de cotas, dei minha explicação. Mas vejo onde eu estudo que a vontade de aprendizado dos cotistas é enorme. Mas as dificuldades e esforços que fazem fora são muito maiores. E não quer isso seja motivo pro rendimento ser menor, mas é um dos fatores.

Eu ainda não estudei por cotas. Entretanto, os argumentos que tenho visto, inclusive estes, deixam implícitos mais do que uma questão de raça, uma questão de classe. O Racismo no Brasil é um racismo que quer manter os negros na pobreza. Justificar o baixo redimento na Unviersidade dos negros que estudaram em escola pública a vida inteira usando como argumento que os mesmos não possuem vontade de estudar é no mínimo canalhice. Não sei como conseguem negar a grande injustiça que é existência da escola pública no Brasil de hoje. Estudar em escola pública e entrar na Universidade Pública por cotas, e ainda assim, conseguirem terminar o curso já é uma demonstração de uma extrema vontade de estudar.

Ontem fui matricular minha filha em uma escola de goiânia. Não é uma escola top de linha mais aprova alunos para Universidade Federais e para cursos como medicina. Há duas turmas da séria em que ela está, cada uma com 35 alunos. Nenhum aluno negro. Ou seja, o negro no Brasil é pobre e toda injustiça feita a um pobre é uma injustiça feita a um negro. O racismo brasileiro é um racismo de classe. A nossa luta tem de ser contra todo tipo de desigualdade, e neste quesito, capitalistas costumazes não estão  aptos a opinar. São eles que agem em busca dos lucros desmedidos, que transformam tudo em mercadoria. Outrora, o negro era mercadoria, libertou –se os negros, evitou que os mesmos tivessem oportunidade e os manteve como mercadorias. A verdadeira emancipação dos negros no Brasil ainda não aconteceu.

Ademais, a política de Cotas foi desvirtuada pelo PSDB, e depois pelo PT.O que se tem no momento não é uma política de emancipação, é uma política enganosa de assistencialismo barato que mantém a todos que dela necessitam presos nas armadilhas de ideologias estapafúrdias. O conforto é que não é apenas a política de cotas que foi desvirtuada. Tudo neste Governo do PT tem sido desvirtuado. O que se tem é uma luta maluca para manter-se no Poder não importa qual o preço a pagar.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O "Adevogado" que não consegue resolver um problema de IPTU.




Eu estava no ônibus hoje, do transporte Coletivo de Goiânia, que aliás, está pra lá de ruim; quando um homem começou a conversar com outro sobre a Educação dos Filhos. Um relatava que dois filhos formaram para serem "ADEVOGADOS". Um até estudou na federal e outro na Católica e, nenhum dos dois passou na prova da OAB, e o pior, um deles não conseguiu resolver um problema de IPTU. Ele, o pai, teve de tomar o problema nas mãos e ir resolver. Então ele questionava o outro, - o que estão fazendo com a educação deste país, gastei todo meu dinheiro pra estes meninos estudarem, agora eles terminam a faculdade e não conseguem resolver nada, não sabem viver, deve ser este troço desta lei que impede professor de reprovar aluno. O outro, relatava que o filho fez contabilidade e não dá conta nem de fazer o próprio imposto de renda. Eu ouvi tudo triste, triste por saber que aqueles dois pais tem uma certa razão. A escola e a Universidade está devolvendo para a sociedade sujeitos analfabetos que não sabem como viver, conviver, sobreviver. É por isso que temos de mudar. Mudar as políticas, os políticos e as formas de se fazer política e administrar este país.