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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O “novo” partido de Marina e as lições que o PPS precisa aprender


Nelson Soares dos Santos

Marina Silva anunciou a criação de um novo partido. Com o Movimento “Nova política” o que se diz é que buscam reinventar a forma de se fazer política. Eu sou Tomé neste assunto, e espero ver para crer. Simplesmente pelo fato que que Marina Silva não soube se reinventar como liderança dentro do PT, como está fazendo Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque, que embora estejam na base do Lulismo mantém diferenças importantes na forma de se relacionar com a sociedade. O PPS, deu muita atenção a Marina Silva, perdeu tempo, energias, como agora está fazendo com o José Serra. Possivelmente o PPS perderá quadros para o Partido de Marina Silva, e isso ocorrerá por que se aproximou demais de algo, que tinha pouco significado para o modo de pensar o país, do PPS.

Não é a primeira vez que o PPS faz este tipo de movimento em direção a uma grande liderança que se encontra perdida e procura uma sigla para suas ideias. No passado, tivemos o exemplo de Ciro Gomes. Candidato a presidente, foi derrotado; e derrotado, deixou o PPS. São movimentos equivocados dos quais é preciso tirar lições. O processo de busca de quadros já formados não construirá a identidade partidária que queremos. O que vais nos proporcionar refundar o PPS é o investimento na formação das nossas próprias lideranças e, investir mais ainda, no fortalecimento das lideranças que já temos.

O que precisamos é construir uma ideário a ser defendido. Realizar seminários com a própria militância, discutir políticas públicas, sobretudo o esgotamento do modelo de políticas públicas aplicado pelo Lulo-petismo. Saúde, segurança, educação, meio ambiente são áreas que não podem esperar. Precisamos discutir propostas exequíveis em todas estas áreas, e, praticá-las nos munícipios onde somos governo. É necessário agregar um grupo de intelectuais comprometidos em discutir diuturnamente os rumos do país e possam assim, dar subsídios para os líderes partidários defender os nossos princípios.

Se a Marina Silva não soube se reinventar, O PPS já se reinventou. Ao se declarar como um partido humanista, democrata, defensor da sustentabilidade e da ética o partido vem se reinventando. Não deixou de ser socialista, não deixou de defender a igualdade social, mas procura se reinventar, no sentido de que não basta políticas sociais é preciso que as mesmas ajude os indivíduos a modificar a forma de viver, cuidar melhor deles mesmos e da sociedade na qual vivem. É uma tarefa árdua e difícil, mas assumi-la é uma tarefa dos líderes do nosso tempo. A tentativa de Marina de criar um novo partido mostra que a mesma não compreendeu os desafios da liderança moderna. Criar um novo partido não vai mudar as pessoas. Criar um novo partido não vai mudar os velhos problemas, pelo contrário, será mais um partido no jogo cruel da velha política brasileira.

Finalmente, não é só quanto a Marina que precisamos aprender a lição. Não tem sentido buscar filiações de quadros “rodados” por outros partidos, com ideias já formadas e que chegam ao PPS tentando mudar quase tudo no partido. Em goiás, a filiação do deputado Joaquim de Castro só como aluguel de legenda para o mesmo se eleger. Quando saiu do partido o deputado não ajudou em nada a cosntrução do partido, simplesmente usou o partido para se eleger.  Precisamos formar nossas lideranças, buscar líderes na sociedade, nos munícipios e permitir que estas lideranças cresçam e ocupem espaços nos Governos locais, na sociedade e na vida. Estamos agora em um processo de busca de formação de chapas para 2014, que estas lições sejam aprendidas e que possamos construir um partido com núcleos dirigentes fortes nos estados, pois assim teremos condições de ter um projeto nacional com viabilidade.

 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PPS realizará primeiro Encontro Regional na cidade de Caldas Nova

Nelson Soares dos Santos

 O desafio de fazer política de um jeito novo. Creio que este é o desafio colocado ao PPS em Goiás. Como fazer política de um jeito novo no meio  de tantas velhas práticas e velhos costumes? Este blog está aberto a receber sugestões e ouvir filiados e simpatizantes do Partido. O compromisso da representação da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás é buscar compreender melhor o nosso estado, a história do partido, e sobretudo, pensar novos caminhos e  novas formas de fazer política. O desafio é encontrar caminhos de promover melhorias na vida do povo.
O primeiro grande desafio é ir até o povo. E para vencer este desafio o PPS goiano realizará encontros regionais com o objetivo de estar mais perto das lideranças municipais, conhecendo as demandas de cada região e ouvirndo a população. O primeiro encontro de 2013, será realizado na cidade de Caldas Novas, no dia 23 de Fevereiro, (sábado), a partir das 10 horas no Paço Legislativo Martinho Palmerston (Câmara dos Vereadores).
É possível,  que por ser um encontro festivo não teremos nenhuma profundidade na questão da formação política; porém, se pensarmos que o processo organizativo do partido é parte integrante da Formação Política, então,  poderemos dizer que haverá sim formação política. E, mais ainda, a Fundação Astrogildo Pereira estará presente e discutindo com todos os munícipios, as possibilidades de realizarmos os cursos de Formação Política de 2013.
É preciso que todas as lideranças políticas do partido compreenda que o desafio da organização partidária e da formação Política não é um problema dos diretores da Fundação e do Secretário de Formação Política, e sim, de todos. Não existe partido sem programa, sem discurso, sem rumo definido. O nosso desafio é pensar o estado de uma maneira nova, inédita, sincera e verdadeira. Todos nós estamos convocados a pensar o partido no Estado, e pensando, construir as alternativas necessárias  para a construção de um partido forte e voltado para anteder os anseios da nossa sociedade.
Além do Encontro Regional de Caldas Nova, deverá ser realizado diversos outros encontros. Penso que em todos, a questão da organização partidária e da formação política deve estar como pauta na mente de todos. Afinal, precisamos ter claro que tipo de programa e de política pública desejamos oferecer a sociedade? Que rumos vamos propor para o meio ambiente, educação, saúde, segurança e tantoso outros temas dos quais a sociedade está em busca de resposta?  Tais encontros serão salutares para que as lideranças discutam, conversem e sobretudo se lembrem que a verdadeira razão da existência do nosso partido é servir a sociedade.

 

domingo, 20 de janeiro de 2013

A dengue, a internação involuntária e os Políticos


Esta semana, dois assuntos chamaram minha atenção: o primeiro, a epidemia de dengue a vista se espalhando pelo país; a segunda, a questão da internação involuntária de usuários de drogas. Tais questões tem sido tratadas como problema dos políticos quando na verdade é um problema de toda a sociedade.

É bem verdade que um sistema de saúde eficaz diminuiria ambos os  males, no entanto, é preciso ponderar que o cuidado das pessoas com os seus,  e os espaços nos quais vivem é também, se não a melhor, uma boa forma de exercício da cidadania.

No caso da dengue é preciso reconhecer que se cada cidadão cuidasse dos seus espaços ( casas, lotes, etc), ficaria mais fácil o controle das pragas. A dengue para ser vencida precisa de ampla conscientização da sociedade. O trabalho dos político é importante; o trabalho dos servidores públicos da área da saúde é importante, mas a participação cidadã é imprescindível.

Na questão da internação involuntária o mesmo se repete. Se cada família conseguisse cuidar dos seus sobraria bem pouco serviço para o Estado. Em um país onde se tem bolsa para quase tudo é hora de cobrar de cada cidadão a responsabilidade pela própria vida. Acostumamos muito a falar de liberdade e pouco de responsabilidade. Falamos muito de direitos e falamos pouco de deveres.  Tudo isso tem levado a uma busca desenfreada por justiça que na verdade não passa de desejo de torcer a lei para justificas interesses que contradizem a vida em sociedade.

Ainda é tempo de cada um fazer uma boa reflexão sobre o que estamos vivendo. No caso da dengue, basta comprar um bom repelente para usar na sua casa ou em seu lote baldio, destruir tudo que possa juntar água parada e se tornar criadouro do mosquito, se, conscientizar o teu vizinho de fazer o mesmo. No caso das drogas, o começo é uma boa reflexão sobre o sentido da vida. Depois, dedicar a observar e cuidar daqueles que amamos para não deixa-los ter motivos para afundar no mundo sem volta das drogas.

Um país melhor, uma sociedade justa tem de ser construída, tijolo por tijolo. E é juntos que podemos construir, todos juntos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Executiva define calendário 2013

 








Foto:
Executiva define calendário 2013


Por: Assessoria PPS

A Executiva Nacional do PPS aprovou resolução que estabelece o calendário de Congressos e Conferências do partido para 2013. Os encontros permitirão a construção do planejamento estratégico do partido para as eleições de 2014 e um amplo debate entre os seus Núcleos e Órgãos de Cooperação. Confira abaixo a íntegra do documento e o calendário de 2013.



Resolução Orgânica nº 002/2013

Considerando a reunião da Executiva Nacional do PPS nos próximos dias 09, 10 e 11 de janeiro, em São Paulo;
Considerando definir o planejamento estratégico do partido para 2013 visando 2014, quando acontece a eleição presidencial;
Considerando a importância dos Núcleos Temáticos, Setoriais e Órgãos de Cooperação no desempenho orgânico do partido;
Considerando a definição do tema e calendário do XVIII Congresso Nacional do partido.
A Comissão Executiva Nacional, em reunião, RESOLVE:

I. ENCONTRO NACIONAL COM OS PREFEITOS, VICE-PREFEITOS E VEREADORES DO PPS, ELEITOS NO PLEITO DE 2012.
i. Data: 01 de março de 2013 (sexta-feira);
ii. Local: Brasília;
iii. Palestra: Planejamento, gestão e fiscalização pública;
iv. Objetivo: promover uma maior integração entre os membros do partido eleitos como legítimos representantes dos executivos e legislativos municipais.

II. CONFERÊNCIA NACIONAL DAS MULHERES.
i. Data: mês de setembro
ii. Local: Brasília
iii. Objetivo: Apoiar a consolidação das organizações de mulheres no PPS; Estimular, promover, acompanhar e divulgar a participação das mulheres nas instancias partidárias; Promover as articulações entre filiadas, dirigentes e representantes do PPS; Fortalecer e incentivar as filiadas para a disputa eleitoral no pleito de 2014;
iv. Proposta de participação: cada Estado poderá enviar uma participante a expensas do cofre partidário nacional, caso um Estado deseje enviar mais participantes, poderá, contudo arcando com as despesas dessa decisão.

III. CONFERÊNCIA NACIONAL DA JUVENTUDE.
i. Data: 25 de março de 2013 (Aniversário do Partido)
ii. Local: Brasília
iii. Objetivo: Estimular, promover, acompanhar e divulgar a participação da Juventude nas instancias partidárias; Promover as articulações entre a Juventude Popular Socialista, dirigentes e representantes do PPS; Avaliação e consolidação da Campanha Nacional: Onde tem PPS, tem JPS;
iv. Proposta de participação: cada Estado poderá enviar um participante a expensas do cofre partidário nacional, caso um Estado deseje enviar mais participantes, poderá, contudo arcando com as despesas dessa decisão.

IV. CONGRESSOS MUNICIPAIS E ZONAIS
i. Período: de 01 de julho a 31 de agosto de 2013;
ii. Local: Municípios organizados com Diretórios ou Comissões Provisórias Municipais;

V. CONGRESSOS ESTADUAIS
i. Período: de 20 de setembro a 31 de outubro;
ii. Local: Unidades Federativas;

VI. XVIII CONGRESSO NACIONAL DO PPS
i. Data: 29 e 30 de novembro a 01 de dezembro 2013;
ii. Local: São Paulo/SP ou Curitiba/PR;

São Paulo, 09 de janeiro de 2013.



Roberto Freire
Presidente Nacional

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A democracia e a Esfera da Sociedade Civil. – Sobre o Paciente Morrendo no Hospital.


 
Estive na cidade de Alto Paraiso de Goiás e ouvi atentamente as palavras de um candidato derrotado a Prefeitura. Na opinião dele, perdeu a eleição por que houve o que denominou “fraude de urna”. No caminho, ao retornar, encontramos uma família que sofreu acidente na rodovia. A primeira coisa que ousei conferir foi a razão do acidente. E para minha surpresa não foi por causa de buraco na pista, e sim, por que o motorista dormiu ao volante. Enquanto parte da família esperava chorando pela ambulância o motorista dorminhoco procurava partes do carro na beira da estrada. Ajudamos nos primeiros socorros, e ao seguir viagem fui pensando no ocorrido.

Chegando a Goiânia fiquei sabendo que o paciente que eu visitara no Hospital das Clínicas, tinha recebido tratamento adequado, estava bem instalado e estava sendo preparado para uma cirurgia que pode prolongar a vida dele. A esposa do paciente, havia me dito que em 11 dias que o mesmo estava no hospital nunca tinha recebido a visita de um médico. Quando lá chegamos, meia hora depois chegaram dois médicos plantonistas. Fiquei sabendo que tem médico plantonista o tempo todo no hospital e por especialidades, mas que, muitas vezes os médicos olham os pacientes apenas uma vez ao dia.

Escrevo tudo isso para mostrar que não podemos discutir a questão democrática no Brasil, sem também discutir a cultura e os costumes na Esfera da Sociedade Civil. Não se pode apenas culpar o Governo Estadual, Federal, ou municipal e ignorar que não é o Governador ou prefeito que atende ao paciente, e sim, o diretor do hospital, o médico, o enfermeiro, o técnico em Enfermagem. Os próprios servidores afirmaram que a saúde tem melhorado, mas, ninguém tem coragem de discutir as relações micros no seio da sociedade civil. Quando perguntei se tinha médico, o técnico em Enfermagem se recusou a responder; o enfermeiro, que estava em início de Estágio Probatório pediu que eu perguntasse a  Enfermeira chefe, e ao falar com a Enfermeira Chefe, depois de ser informado que não tinha médico plantonista que pudesse conversar e dar uma olhada no paciente, apareceram dois médicos, isso mesmo, dois médicos para tratar do problema.

Eis a questão. O avô motorista que vendo sua família machucada continua preocupado com a possibilidade de achar peças do carro, o candidato que acha que as urnas foram fraudadas, e os médicos plantonista que hão existiam e que por milagre apareceram. O que os ligam é a mesma questão – a lógica vivida pelos seres humanos na atualidade. Estamos perdendo  o contato com o nosso lado humano, a capacidade de compaixão, de perceber o sofrimento das pessoas como nosso  próprio sofrimento. Quando transformamos tudo em mercadoria, quando começamos a achar que a felicidade está na capacidade de consumir, quando os nossos semelhantes se tornam objetos com os quais podemos alcançar nossos objetivos, perdemos o nosso senso de humanidade. Nestas condições não é possível a democracia.

A democracia é um modelo de governo que só pode existir de fato se houver humanismo na esfera da política e na Esfera da Sociedade Civil. Um humanismo  que façam a todos perceber a que a liberdade própria não existe sem a liberdade do outro, que o cumprimento do dever é tão importante quanto a cobrança dos direitos e que a consciência da cidadania, ou em um trocadilho, a cidadania consciente é mais que um privilégio, deve ser um dever de todos. Há que se cobrar que o médico plantonista cumpra o seu dever, faça o seu trabalho com a mesma ênfase que se cobra dos políticos uma melhor gestão. Há que se buscar a compreensão de que o ser humano é belo e terrível, de que a traição, a inveja, etc, faz parte da natureza humana.

Buscar uma nova democracia, um novo modelo de organização e gestão da sociedade, um novo modelo de política torna-se hipócrita se não se discute os costumes e virtudes da sociedade civil. Precisamos voltar a discutir com seriedade o papel da família, da escola, dos espaço de lazer para compreendermos as possibilidades existentes de se construir um novo modo de viver e melhorar a qualidade de vida. A solução não está mais só na política, o problema como a solução está também espalhado por toda sociedade civil e em todos os homens. É tempo de transição.

 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Boa sorte Paulo Garcia – Estaremos atentos e vigilantes.


Nelson Soares dos Santos

 

As notícias nos jornais goianos, hoje, apontam como fato politico importante do fim de semana a apresentação do Secretariado do Prefeito reeleito Paulo de Siqueira Garcia. O jornal Opção apresenta como sendo um secretariado com a cara do PT, e feito de Estrelas. O DM pouco fala, mas exalta a popularidade de Paulo Garcia. O que me chamou atenção e merece ser lido é um artigo escrito e assinado pelo Presidente do PSDB, Paulo de Jesus. Gostei por que, com lucidez o autor mostra os problemas diversos que precisam serem enfrentados na capital, portanto, recomendo leitura.

De minha parte quero relembrar algumas promessas de Paulo Garcia para o mandato de 04 anos. A mais emblemática e que considero mais importante é a Universalização da Educação Infantil pela construção de 81 Centros Municipais de Educação Infantil. Quatro anos tem 1460 dias, então este é o prazo que o Prefeito tem para Universalizar a Educação Infantil. Considerando que hoje é 04 de janeiro, ele tem agora 1456 dias. Universalizar a Educação Infantil não é apenas construir prédios, é também formar professores, realizar concurso público, melhorar o plano de carreira dos professores, e, pensando que o mote da administração será a sustentabilidade, o desafio maior é pensar um modelo de Educação Sustentável.

Outras promessas emblemáticas são:  Conclusão do Projeto Macambiras-Anicuns, melhoria do sistema de saúde sobretudo do atendimento a mulher, Construção de leitos hospitalares, (dois hospitais específicos para atendimento as  mulheres), 18 unidades de saúde e dez novas bases para o SAMU. Outra promessa interessante é a implantação de 14 corredores de ônibus e o trânsito do transporte coletivo 24 horas.

Por fim, a depender das consultas as notícias dos jornais na época do fim da campanha eleitoral a primeira promessa já foi quebrada. Segundo os jornais, o Prefeito garantiu que não interviria na eleição da Mesa Diretora da Câmara. Promessa quebrada, e inevitável palavra não cumprida. E para finalizar, coloco abaixo, de acordo com fontes do TSE, os financiadores da campanha do Prefeito, assim, teremos um indicador, dos rumos que tais promessas ao serem cumpridas ou não, de quem e ou como eles serão – os rumos – delineados.

Paulo Garcia (PT) – Goiânia
Doador
Valor R$
DIREÇÃO NACIONAL
R$ 3.562.500,00
DIREÇÃO ESTADUAL
R$ 290.000,00
PORTO BELO ENGENHARIA E COMERCIO LTDA
R$ 200.000,00
ITAU UNIBANCO S.A.
R$ 150.000,00
GOIANIA AGROCOMERCIAL LTDA
R$ 135.000,00
MB ENGENHARIA SPE 022 S/A
R$ 100.000,00
DAMPP PERFUMES E COSMETICOS EIRELI
R$ 100.000,00
NOVO MUNDO MOVEIS LTDA
R$ 100.000,00
SANDRO ANTONIO SCODRO
R$ 100.000,00
UNIMED GOIANIA CORRETORA DE SEGUROS LTDA
R$ 100.000,00
GOVESA LOCADORA LTDA
R$ 78.300,00
AGOSTINHO SEBASTIAO PEDROSA
R$ 60.000,00
BEIRA MATA MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO LTDA
R$ 60.000,00
EBM INCORPORACOES S/A
R$ 50.000,00
KABANAS COML ALIMENTAÇÃO LTDA
R$ 50.000,00
HIPER MOREIRA AUTO POSTO LTDA
R$ 49.200,00
CRBS CEBRASA
R$ 40.000,00
VALPOSTO COMBUSTIVEIS LTDA
R$ 38.985,00
PAULO DIAS DE ARAUJO
R$ 34.000,00
EVARISTO NARDELLI
R$ 30.000,00
ENTERPRISE AUTO POSTO LTDA
R$ 25.227,08
GOIACO INDUSTRIA E COMERCIO DE FERRAGENS LTDA – ME
R$ 24.600,00
CECILIO BROERS ADMINISTRADORA DE BENS LTDA
R$ 20.000,00
ENISA DE MAGALHAES NARDELLI
R$ 20.000,00
POSTO 13 LTDA
R$ 19.523,37
LUIS ONOFRE REZENDE CARVALHO
R$ 18.720,00
SAMUEL PACHECO DE MOURA BELCHIOR
R$ 18.000,00
LUCINANO HENRIQUE DE CASTRO
R$ 16.000,00
LYVIO LUCIANO CARNEIRO DE QUEIROZ
R$ 15.000,00
MONTE VERDE EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS
R$ 15.000,00
LAURO SERGIO BELCHIOR
R$ 12.000,00
HOSPITAL SAO FRANCISCO DE ASSIS LTDA
R$ 10.000,00
JOSE NELTO LAGARES DAS MERCEZ
R$ 7.000,00
VALDEIR PIMENTA DE PADUA
R$ 6.120,00
AEROPREST COMBUSTIVEIS AUTOMOTIVOS LTDA
R$ 5.306,25
UBIRAJARA ALVES ABBUD
R$ 5.100,00
CENTRO CARDIOVASCULAR SAMARITANO
R$ 5.000,00
HAMILTON MACHADO BORGES
R$ 5.000,00
PEDRO RICARDO HUMBELINO
R$ 5.000,00
VALDI CAMARCIO BEZERRA
R$ 5.000,00
VALFRAN DE SOUSA RIBEIRO
R$ 5.000,00
ADMILSON VALVERDE IMOVEIS LTDA – ME
R$ 2.940,00
FRADIQUE MACHADO DE MIRANDA DIAS
R$ 2.500,00
CENTRO DE CARDIOLOGIA E RADIOLOGIA INTERVENCIONISTA LTDA
R$ 2.000,00
NELCIVONE SOARES DE MELO
R$ 2.000,00
NAVESA NACIONAL DE VEICULOS LTDA
R$ 1.200,00
Total geral
R$ 5.601.221,70

Fonte: TSE /Congresso em Foco

Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira -Goiás, Membro da Direção Estadual do PPS  e Secretário Geral do PPS Metropolitano.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Está tudo podre! E tu ainda sonhas?



Nelson Soares dos Santos

 

Faltava poucas semanas para o natal quando conversava com uma distinta senhora na rede social do Twitter, falávamos sobre o julgamento do mensalão, e, eu tentava adotar uma postura sóbria, serena, sem pré-julgamentos e sobretudo tentando pautar pela ideia de justiça. Afinal, muitos pensadores tem afirmado que o que houve no caso do mensalão foi uma aberração e não uma ideia de justiça. Só pra ficar em apenas um, cito Bresser Pereira, que outrora foi pensador da nossa elite, e que agora, afirma serenamente, que a mesma elite que ele defendeu está perdida e sem rumo.

Do meu ponto de vista, creio que o maior problema do Mensalão foi ter sido julgado sob o clamor popular. Quando há clamor popular dificilmente pode existir justiça, quase sempre e em vez desta, o que vemos é o espírito da Vingança. O emblemático foi, para os pensadores que analisam, os juízes, não terem encontrado amparo legal para condenar os acusados, e então, para justificar as decisões de condenar, buscaram  o fundamento em uma doutrina conhecida entre os especialistas com Teoria do Domínio do Fato. Sem entrar nos meandros da tal teoria, o que resta é que de fato não houveram provas suficientes e cabais, para, de acordo com a Nossa Constituição condenar os acusados. Condenados, não havia por que quebrar o rito de esperar o trânsito em julgado para o cumprimento da sentença. O resultado do imbróglio acabou por fazer com que o Respeitável Ministro Joaquim Barbosa justificasse a não aceitação do pedido imediato de prisão utilizando jurisprudência anterior ao caso. E é aqui que muitos fatos interessantes podem ser analisados.

A primeira questão é que, se levado a sério, o julgamento do mensalão, terá que logo em seguida condenar também o chamado “mensalão mineiro” que pega de cheio metade da oposição; a segunda questão, é que se criaria uma jurisprudência na qual toda vez que um funcionário se corrompe ou é corrompido, o chefe hierárquico ou dono da empresa seria condenado. No país que vivemos, seria o mesmo que decidir colocar na prisão mais de 70% da população brasileira, e pior, todos os governadores e prefeitos seriam presos, pois desafio o politico atual que não transige com a corrupção. As campanhas caras, personalizadas, alimentam e retroalimentam o sistema corrupto e, as leis frouxas, e até mesmo, o sistema judiciário e policial infestado de corruptos não se sustentam.

Diante de tal realidade procurava mostrar a missivista que a corrupção não é privilégio do PT e seus Asseclas, e sim, um mal que está presente em toda a sociedade brasileira, e que a forma como está sendo tratado o julgamento do mensalão pode nos empurrar para um moralismo abstrato, e em seguida para perda da liberdade de expressão. Tentava mostrar que existe gente honesta e corrupta em todos os lugares, e que tais situações devem ser vistas com serenidade, acuidade e cuidado. Foi então que ela saiu com a bendita frase que dá titulo a este texto: Está tudo poder!! E tua ainda Sonhas?

Ao ler a frase fiquei parado e atônito. Passei a me questionar: Será eu um ingênuo a sonhar em uma sociedade que se aceita corrupta? Devo aceitar que está tudo podre? Ora, aceitar que está tudo podre é aceitar que eu mesmo estou podre e já não há mais nenhuma esperança. Os dias se passaram e o natal, ano novo, e as responsabilidades que se misturaram as festas não foram suficientes para esquecer a tal frase que martelava na minha cabeça: “Está tudo podre! E Tu ainda sonhas? As traições dos amigos, dos amores, das ex-mulheres, a traição dos companheiros políticos fisiológicos, tudo, mas tudo parecia comprovar que tudo estava podre.

Voltando a reler sobre as razões que fez com o respeitável Ministro Joaquim Barbosa não aceitasse a ideia da prisão imediata dos réus algo chamou minha atenção: ele se baseou em uma jurisprudência na qual mantinha em liberdade um réu condenado por crimes hediondos. Ficou a sensação de que a sociedade por mais podre que pareça não está perdida, e, pelo simples fato de que ninguém reclamou do ministro por comparar os figurões da república com um criminoso. Finalmente, a sociedade começa a aceitar que corrupção, desonestidade é crime.  Por mais que pareça que vivamos em um anomia a sociedade reage e busca a cura dentro da própria doença. O organicismo social não estava de todo errado, e se a sociedade evolui lentamente a própria expressão da missivista revela um desespero de quem sabe que não se pode mais continuar como sempre foi, e que sabe, que a condenação dos réus do mensalão é a condenação das práticas de uma elite que governou este país por mais de 500 anos.

Então sim, eu tenho esperança. Por que se está tudo podre é justamente agora a hora de sonhar. É hora de construir algo novo das cinzas que sobra. É a dialética que se manifesta mostrando que o novo tem de repelir o velho e que se o PT se juntou ao extremamente velho existe espaço para um novo que pode nascer. Nós que somos povo e que nunca governamos este país, e que não concordamos com atos cometidos pelo Partido dos Trabalhadores e seus figurões podemos ocupar o espaço deste novo, desta nova política, por que, não será a velha elite a ocupar este lugar, afinal, a velha elite sequer consegue ver que é da podridão que surge o adubo e alimenta as mais tenras plantas transformando-as em árvores frondosas.

 

 

Para ver o nascer do Sol


 
Nelson Soares dos Santos

Quando era criança, tinha por volta de uns dez anos, costumava sair de madrugada nesta época do ano para ir a Olaria fabricar tijolos com o meu pai. O caminho, trilhas de cavalos e pedestres por entre pastos e matas costumavam estar infestados de cobras e todos os tipos de bichos. No caminho, tinha um rio chamado de Galheiros. Tínhamos de atravessá-lo, e por vezes, as águas chegavam a cintura. Meu pai, sempre repetia o mesmo conselho: “Caminhe com atenção, pise com cuidado, sinta sempre os pés no chão. Nesta hora da noite quando ainda está escuro todos os bichos saem de suas tocas e é hora preferida das cobras estarem nas barrancas dos rios. Ande com cuidado se quiseres ver o sol nascer”. Assim caminhávamos em silêncio ao lado um do outro, por vezes, meu pai na frente e eu atrás. Andávamos rápido, pois tínhamos pressa de chegar a Olaria, pegar a foice, descer nos buracos encharcados e amassar o barro. O barro frio sob nossos pés, o suor já em nossos corpos. Ali ficávamos por vezes cantando enquanto a labuta seguia, por vezes, o silêncio era quebrado apenas pelo corte da foice no barro. Todo esforço era feito com o objetivo de que, pelo menos 300 tijolos já estivessem lançados quando o sol nascer. E quando o sol começava a lançar os seus raios, parávamos, e enquanto tomávamos café, eu sonhava com o dia em que pudesse viver a história dos livros que lia nas horas vagas. Não consigo esquecer de um amigo, o Zé de Corcino que dizia sempre na hora do café : Este rapaz ainda vai ser doutor, é muita vontade de aprender pegar um livro pra ler depois de ficar três horas dentro deste barro frio.

O tempo passou e hoje não faço mais tijolos. Nesta madrugada a lua caminha para o quarto minguante, tempo bom, diria meu pai, para queimar os tijolos. Na direção do Partido Popular Socialista, educador, que tenta ser político, sente-se como quem ainda anda no meio do mato, no escuro da madrugada prestes a atravessar o rio na espera de quando o sol nascer todo o barro tenha se transformado em tijolos e possa sentar, contemplar o nascer do sol, olhando para a  obra, que agora quer que seja melhorar a vida do  povo. O que vejo e sinto porém, é que as cobras estão a soltas. Os bichos saem e vagueiam no meio do mato a procura de uma vítima descuidada que não olha onde pisa.

Outro conselho meu pai me dava quando estava a cavar o barro: “ Preste atenção menino, aprenda a discernir o barro bom da areia fofa, senão pode até se enganar enquanto amassa, mas quando cortar o tijolo na forma e for lancear, ele vai se desmanchar e todo o trabalho estará perdido”. Quando cá estou a garimpar ideias de como melhorar a vida do povo sinto-me o mesmo menino a procura do barro bom. Não adianta amassar o barro ruim, semear em areia fofa não produzirá senão tijolos que vão se tornar areia, senão quando lanceados, quando colocados na fogueira para queimar, sim, por que o tijolo bom quando se queima fica vermelho, forte como pedra e água não o desmancha. Há muito barro ruim na política. É preciso cavar em profundidade para encontrar barro bom. E pior, parece que existe areia misturada a todo tipo de barro.

Meu pai também costuma dizer que havia dois males que uma vez, os tendo o oleiro, os tijolos eram ruins. A fraqueza, pois esta impedia que o barro fosse bem amassado, e barro mal amassado era sinal de tijolos cheios de furos; e, a preguiça; se houvesse demora para cortar o barro e lancear os tijolos, o barro endurecia e teria que jogar nova água, e barro duas vezes amassado enfraquecia os tijolos. Temo que também existam dois males que estão atacando a nossa sociedade e impedindo a construção de tijolos bons, que uma vez passados pelo fogo não se desmanchem: a fraqueza moral que se traduz em corrupção e a preguiça que se traveste de falso moralismo.

Temos que, de um lado combater incessantemente a corrupção. Esta é hoje alimentada pelo pragmatismo utilitarista, que transforma o levar vantagem em utilidade e individualismo em individualidade. A corrupção está em todos os lugares e combate-la torna-se mais que um discurso, torna-se princípio para os políticos que fazem a política de forma amorosa e solidária. Ser honesto é desafio cotidiano, nas práticas, nos discursos e nas relações. Do outro lado está o falso moralismo das elites. Ora, as elites devem deixar os seus lugares de amos preguiçosos e decidir viver de produtividade. A preguiça é tão grande que torna o moralismo tão falso que ninguém acredita mais no que fala. Nem a elite acredita no que a elite diz. O povo, até para  contrapor, mergulha ainda mais no pragmatismo utilitarista que destrói todos os valores da vida em sociedade, transformando tudo em mercadoria e degradando assim o aspecto mais nobre da humanidade que é a capacidade de amar.

É preciso de novo coragem para sair de madrugada, andar no meio do mato, atravessar o rio no meio da escuridão, separar o barro, pegar a foice, sentir a frieza do barro sobre a pele, deixar o suor correr pelo corpo no esforço de transformar o barro em tijolo. Cortar o barro, caminhar, lancear. É preciso coragem para não desanimar. E por fim, esperar o sol nascer. Por que o Sol haverá de nascer. E quando o sol nasce podemos já deitar sobre a relva por que o sol espanta os bichos, as cobras voltam para as tocas, o orvalho alimenta as plantas e uma alegria toma conta do ambiente enquanto os pássaros cantam em uma orquestra divina que mais parece à voz dos anjos cantando a grandeza de sermos humanos. Sim, amigos, como naquela época o sol nascia e secava o barro dos tijolos já lanceados, o sol haverá de nascer. Então tenhamos coragem. Tenhamos coragem apenas um pouco mais.

PPS 2013 – A RESPONSABILIDADE DOS ELEITOS


 
Nelson Soares dos Santos

O ano está começando. No dia primeiro de janeiro começa não apenas um novo ano, mas também, uma nova possibilidade de gestão para diversos municípios goianos e brasileiros. Em goiás, o PPS elegeu mais de 60 vereadores, dois prefeitos e cinco vice-prefeitos. Temos portanto, uma responsabilidade perante estes municípios de apresentar aos eleitores o modo de governar do PPS.

Nacionalmente, temos no que espelhar. Nas prefeituras, estaremos representados com gestores nas cidades de Vitória e Cariacica no Espirito Santo, e Ponta Grossa no Paraná. Nas câmaras dos vereadores, estaremos representados pelo ex-ministro Raul Jugman, o qual com certeza deverá ser uma referência de exercício do mandato para os nossos vereadores de todo país.

Segue abaixo algumas tarefas que consideramos necessárias para os quadros do partido no Estado.

1.      A defesa de um desenvolvimento humano e sustentável.

O humanismo e a sustentabilidade são princípios basilares do nosso partido e caminho necessário na construção da sociedade pela qual lutamos. A forma de nossos vereadores observarem tais princípios no exercício do mandato pode se dar de duas formas: no primeiro caso, sendo aliados do prefeito, auxiliando e tentando influenciar o executiva a colocar em prática ideias progressistas como investimento na saúde, educação, segurança, transporte, enfim, naquelas áreas sensíveis ao desenvolvimento humano; no segundo, caso, sendo oposição ao prefeito, fiscalizando as ações do executivo, organizando e participando da organização da sociedade civil e auxiliando na construção de um partido forte e organizado.

O Estado Goiás, segundo pesquisa do IBGE, tem o seu índice de desenvolvimento humano estagnado desde o ano 2000, e, diversos municípios tem um IDH extremamente baixo, o que coloca o estado com uma das mais altas concentração de renda do país. Diversas áreas precisam de intensa fiscalização sendo a questão do trabalho escravo, o tráfico humano e a proteção da infância e da juventude, as mais importantes para agenda atual. Nossos mandatários devem estar a frente da defesa de tais questões buscando saídas, e agindo preventivamente.

 

2.      A proteção ao meio-ambiente.

A sustentabilidade encontra sua forma mais clara e específica na questão do meio ambiente. Ideias como a universalização do saneamento básico, reciclagem do lixo, proteção aos mananciais são alguns dos temas que devem ocupar o cotidiano de nossas lideranças. A educação ambiental deve ser uma defesa intransigente feita dia e noite e de forma incansável.

Não se trata de uma defesa do meio ambiente com já conhecida, mas uma forma na qual o meio-ambiente torna-se parte do que chamamos de sustentabilidade. O conceito de sustentabilidade vai além das florestas, rios, etc, e inclui a própria forma da preservação da ecologia humana.

3.      Educação de qualidade.

Os municípios são responsáveis pelo período mais  importante da educação, o período conhecido como Educação Básica. O atendimento a educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental é um aspecto importantíssimo se queremos mudar os índices de desenvolvimento humano em nosso estado. Cabe aos nossos vereadores conhecer o funcionamento das escolas públicas, verificando estrutura, formação de professores, condição do transporte dos alunos, merenda escolar, relacionamento da escola com os pais de alunos, material didático utilizado nas escolas. Por fim, anualmente, os vereadores podem propor sessões públicas de debate sobre a qualidade do ensino na Câmara Municipal, oferecendo oportunidade pra ouvir a comunidade e o que pensa a mesma sobre a Educação no Município.

4.      Segurança.

 O ano de 2012 foi um dos anos mais violentos da história do Estado. Convivemos com grupos de extermínio, assassinatos de moradores de rua, assaltos e diversos outros tipos de violência. O PPS tem a responsabilidade de trabalhar pela diminuição da violência em todo estado e, onde temos representação nos parlamentos municipais, temos a obrigação de fiscalizar, acompanhar, denunciar e propor soluções para o tema da violência, sobretudo da violência urbana.

Algumas cidades goianas já possuem guarda municipal, e nestas devemos defender o fortalecimento das guardas municipais, aliados ao fortalecimento dos conselhos de segurança locais, e a estratégia de conscientização da comunidade como meio de prevenção a violência.

Um novo modelo de fazer política.

Para além de todas as responsabilidades esperadas dos  homens públicos, o que se espera dos eleitos do PPS é que inaugure uma nova forma de fazer política, não transigindo do cargo para interesses particulares, não fazendo conchavos, e, sobretudo atendendo os anseios da população por melhorias da qualidade de vida. Não basta fazer oposição por oposição. O que temos é de propor. É preciso entender que a política está cada vez mais complexa. O regime de colaboração entre União, Estados e Municípios, torna hipócritas certas formas e posições diante do povo.

Governar para todos significa sobretudo, entender que vivemos em um mundo interdependente. É neste mundo e para este mundo que devemos pensar ações que possam tornar melhor a vida do nosso povo. A responsabilidade para com a educação em todos os seus sentidos, na família, na escola, na comunidade, no lazer, torna-se de especial importância nesta conjuntura que vivemos. É só compreendendo o real papel que a educação tem na vida das pessoas é que poderemos pensar ações e ter atitudes para transformar a vida de nosso povo.

É assim que vamos construir uma nova forma de fazer política. Uma forma criativa de manter e aprofundar valores antigos como as virtudes da coragem, da tolerância, da bondade, do amor ao próximo, da honestidade, enfim, formas de viver em paz, e com paz no coração. Todos somos responsáveis por isso. E todo militante do PPS, poderá participar deste processo. Sucesso aos eleitos e sucesso a todos nós na construção deste novo momento histórico de nosso país.