Nelson Soares dos Santos
Marina
Silva anunciou a criação de um novo partido. Com o Movimento “Nova política” o
que se diz é que buscam reinventar a forma de se fazer política. Eu sou Tomé
neste assunto, e espero ver para crer. Simplesmente pelo fato que que Marina
Silva não soube se reinventar como liderança dentro do PT, como está fazendo
Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque, que embora estejam na base do Lulismo
mantém diferenças importantes na forma de se relacionar com a sociedade. O PPS,
deu muita atenção a Marina Silva, perdeu tempo, energias, como agora está
fazendo com o José Serra. Possivelmente o PPS perderá quadros para o Partido de
Marina Silva, e isso ocorrerá por que se aproximou demais de algo, que tinha
pouco significado para o modo de pensar o país, do PPS.
Não
é a primeira vez que o PPS faz este tipo de movimento em direção a uma grande
liderança que se encontra perdida e procura uma sigla para suas ideias. No passado,
tivemos o exemplo de Ciro Gomes. Candidato a presidente, foi derrotado; e
derrotado, deixou o PPS. São movimentos equivocados dos quais é preciso tirar
lições. O processo de busca de quadros já formados não construirá a identidade
partidária que queremos. O que vais nos proporcionar refundar o PPS é o
investimento na formação das nossas próprias lideranças e, investir mais ainda,
no fortalecimento das lideranças que já temos.
O
que precisamos é construir uma ideário a ser defendido. Realizar seminários com
a própria militância, discutir políticas públicas, sobretudo o esgotamento do
modelo de políticas públicas aplicado pelo Lulo-petismo. Saúde, segurança,
educação, meio ambiente são áreas que não podem esperar. Precisamos discutir
propostas exequíveis em todas estas áreas, e, praticá-las nos munícipios onde
somos governo. É necessário agregar um grupo de intelectuais comprometidos em
discutir diuturnamente os rumos do país e possam assim, dar subsídios para os
líderes partidários defender os nossos princípios.
Se
a Marina Silva não soube se reinventar, O PPS já se reinventou. Ao se declarar
como um partido humanista, democrata, defensor da sustentabilidade e da ética o
partido vem se reinventando. Não deixou de ser socialista, não deixou de
defender a igualdade social, mas procura se reinventar, no sentido de que não
basta políticas sociais é preciso que as mesmas ajude os indivíduos a modificar
a forma de viver, cuidar melhor deles mesmos e da sociedade na qual vivem. É uma
tarefa árdua e difícil, mas assumi-la é uma tarefa dos líderes do nosso tempo.
A tentativa de Marina de criar um novo partido mostra que a mesma não
compreendeu os desafios da liderança moderna. Criar um novo partido não vai
mudar as pessoas. Criar um novo partido não vai mudar os velhos problemas, pelo
contrário, será mais um partido no jogo cruel da velha política brasileira.
Finalmente,
não é só quanto a Marina que precisamos aprender a lição. Não tem sentido
buscar filiações de quadros “rodados” por outros partidos, com ideias já
formadas e que chegam ao PPS tentando mudar quase tudo no partido. Em goiás, a filiação do deputado Joaquim de Castro só como aluguel de legenda para o mesmo se eleger. Quando saiu do partido o deputado não ajudou em nada a cosntrução do partido, simplesmente usou o partido para se eleger. Precisamos
formar nossas lideranças, buscar líderes na sociedade, nos munícipios e
permitir que estas lideranças cresçam e ocupem espaços nos Governos locais, na
sociedade e na vida. Estamos agora em um processo de busca de formação de
chapas para 2014, que estas lições sejam aprendidas e que possamos construir um
partido com núcleos dirigentes fortes nos estados, pois assim teremos condições
de ter um projeto nacional com viabilidade.