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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O “novo” partido de Marina e as lições que o PPS precisa aprender


Nelson Soares dos Santos

Marina Silva anunciou a criação de um novo partido. Com o Movimento “Nova política” o que se diz é que buscam reinventar a forma de se fazer política. Eu sou Tomé neste assunto, e espero ver para crer. Simplesmente pelo fato que que Marina Silva não soube se reinventar como liderança dentro do PT, como está fazendo Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque, que embora estejam na base do Lulismo mantém diferenças importantes na forma de se relacionar com a sociedade. O PPS, deu muita atenção a Marina Silva, perdeu tempo, energias, como agora está fazendo com o José Serra. Possivelmente o PPS perderá quadros para o Partido de Marina Silva, e isso ocorrerá por que se aproximou demais de algo, que tinha pouco significado para o modo de pensar o país, do PPS.

Não é a primeira vez que o PPS faz este tipo de movimento em direção a uma grande liderança que se encontra perdida e procura uma sigla para suas ideias. No passado, tivemos o exemplo de Ciro Gomes. Candidato a presidente, foi derrotado; e derrotado, deixou o PPS. São movimentos equivocados dos quais é preciso tirar lições. O processo de busca de quadros já formados não construirá a identidade partidária que queremos. O que vais nos proporcionar refundar o PPS é o investimento na formação das nossas próprias lideranças e, investir mais ainda, no fortalecimento das lideranças que já temos.

O que precisamos é construir uma ideário a ser defendido. Realizar seminários com a própria militância, discutir políticas públicas, sobretudo o esgotamento do modelo de políticas públicas aplicado pelo Lulo-petismo. Saúde, segurança, educação, meio ambiente são áreas que não podem esperar. Precisamos discutir propostas exequíveis em todas estas áreas, e, praticá-las nos munícipios onde somos governo. É necessário agregar um grupo de intelectuais comprometidos em discutir diuturnamente os rumos do país e possam assim, dar subsídios para os líderes partidários defender os nossos princípios.

Se a Marina Silva não soube se reinventar, O PPS já se reinventou. Ao se declarar como um partido humanista, democrata, defensor da sustentabilidade e da ética o partido vem se reinventando. Não deixou de ser socialista, não deixou de defender a igualdade social, mas procura se reinventar, no sentido de que não basta políticas sociais é preciso que as mesmas ajude os indivíduos a modificar a forma de viver, cuidar melhor deles mesmos e da sociedade na qual vivem. É uma tarefa árdua e difícil, mas assumi-la é uma tarefa dos líderes do nosso tempo. A tentativa de Marina de criar um novo partido mostra que a mesma não compreendeu os desafios da liderança moderna. Criar um novo partido não vai mudar as pessoas. Criar um novo partido não vai mudar os velhos problemas, pelo contrário, será mais um partido no jogo cruel da velha política brasileira.

Finalmente, não é só quanto a Marina que precisamos aprender a lição. Não tem sentido buscar filiações de quadros “rodados” por outros partidos, com ideias já formadas e que chegam ao PPS tentando mudar quase tudo no partido. Em goiás, a filiação do deputado Joaquim de Castro só como aluguel de legenda para o mesmo se eleger. Quando saiu do partido o deputado não ajudou em nada a cosntrução do partido, simplesmente usou o partido para se eleger.  Precisamos formar nossas lideranças, buscar líderes na sociedade, nos munícipios e permitir que estas lideranças cresçam e ocupem espaços nos Governos locais, na sociedade e na vida. Estamos agora em um processo de busca de formação de chapas para 2014, que estas lições sejam aprendidas e que possamos construir um partido com núcleos dirigentes fortes nos estados, pois assim teremos condições de ter um projeto nacional com viabilidade.

 

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