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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sou Prof. Nelson Soares dos Santos - Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás.

Quero ser Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás para Fazer Avançar o Desenvolvimento Humano e a Democracia.

Senhores Dirigentes Estaduais e Nacionais do Partido Popular Socialistas.

É uma prerrogativa de todo militante legalmente filiado a um partido politico, em dias com suas obrigações postular-se como pré-candidatos aos cargos eletivos. E é servindo-me deste direito que neste momento coloco o meu nome como pré-candidato a Governador do Estado de Goiás. Com mais de 15 anos de militância política radicado na capital do Estado sinto que não posso fugir da responsabilidade neste momento histórico em que minha alma ouve a voz do povo que grita por mudança na política em todos os cantos do país.
Sou um cidadão, nascido homem simples do povo no povoado de Ouro Minas, cidade de Nova Roma, no chamado Nordeste Goiano, conhecido como Corredor da Miséria do Estado de Goiás. Como tal, vivi e sofri todas as agruras que meus irmãos ainda vivem naqueles rincões espalhados por mais de vinte munícipios onde a fome é visita constante e a necessidade uma companheira inoportuna. Fui brindado pelos deuses por uma alma indomável e singrei os sertões em busca de esperança logo cedo na vida. Aos 12 anos fui presidente do Grêmio Escolar do Colégio Estadual Germana Gomes e como tal, tive a oportunidade de conviver com a luta pelo retorno da democracia no nosso país. No nosso estado, aliei as lutas do Centro dos professores de Goiás, comandado por homens que tinha colocado suas vidas em risco na luta por democracia e liberdade.
Foi neste clima que minha se expressou no mundo político e recebeu as impressões que marcam meu ser até os dias de hoje, e que certamente não vacilaram na luta pela consolidação de uma conquista nunca totalmente iniciada e levada a cabo em nosso Estado: A luta por desenvolvimento humano e democracia. Sim, a luta por desenvolvimento humano, liberdade e democracia foram esquecidas no Estado de Goiás. Nos anos seguintes, o Estado Governado pelo PMDB, e capitaneado por Iris Rezende Machado esqueceu-se do povo. Aliou-se as camadas mas retrogradas da sociedade, tornou-se perseguidor dos fracos e oprimidos, dando azo ao aumento da violência e do caos. Como se não bastasse tornaram-se corruptos e corruptores, quebraram o estado e fragilizaram as Instituições da Sociedade Civil Organizada.
No ano de 1998, chegou ao poder um Jovem que se apresentou a sociedade como o moço de Camisa Azul. Era herdeiro dos dissidentes do PMDB, considerados os maiores defensores da democracia. Entretanto, aquele jovem logo se aliou ao que de mais atrasado tinha na politica de nosso estado e esqueceu mais uma vez o ideal da liberdade, e igualdade para todos e entre todos, esqueceu de que era preciso investir no ser humano para se ter desenvolvimento e democracia. No início, houve sinais de que a esperança retornaria, mas logo a perseguição recomeçou, a mesma velha forma de fazer política do aliciamento, da corrupção, do mau uso da verba pública e do desvirtuamento dos ideais. Foi assim que até  as boas ideias que pautaram o inicio do Governo como a Bolsa Universitária e a criação da UEG, transformaram-se em problemas quase insolúveis.
Aprofundando o desgoverno da situação o sucessor fez o estado ficar estagnado por quatro anos, perdeu-se nas filigranas do poder, e sem nenhuma grandeza permitiu que a violência aumentasse na sociedade, a saúde se transformasse em um caos, a educação relegada a segundo plano e a  ordem social foi abandonada. Quatro anos depois, O PPS, e eu estávamos lá, defendeu a retorno do moço da camisa Azul, que agora já não era mais um moço, se sim um homem maduro já com mais de 50 anos. Todos acreditavam que seria o melhor governo da vida dos goianos, mas, logo que tomou posse os velhos métodos da disputa política se apresentaram o aliciamento, a traição, o conchavo e nenhuma preocupação com o bem estar da população. Eu dei o meu grito e não fui ouvido, pelo contrário, fui prosseguido e vilipendiado por aqueles que não tinham nenhuma outra preocupação do que conseguir um cargo na estrutura do estado para servir a satisfação dos interesses pessoais.
Foi com tristeza em meu coração que vi direitos dos trabalhadores sendo retirados, professores sendo perseguidos, servidores públicos de todos os tipos sendo tratado como bandidos. Lutei com todas as minhas forças para que o debate fosse mediado, para que houvesse democracia, a voz do povo fosse ouvida. E mesmo internamente em nosso partido, a democracia só pode ser garantida pela intervenção direta desta direção nacional, tamanha se tornou nos maus costumes em nosso estado.
Nós nunca desistimos do diálogo e nem tão pouco da defesa dos trabalhadores. Fomos humilhados, ultrajados pelo governo como se não tivéssemos o legítimo direito de lutar e defender os direitos daqueles que não conhecem o exercício e a prática da cidadania. Não nos calamos, não nos calamos jamais. Como se não bastasse nos últimos 04 anos houve um recorde de escândalos políticos no nosso estado. Da operação Monte Carlo do Senhor Carlos Cachoeira, as mais diversas atrocidades, assistimos de mãos atadas sem nada poder fazer. E eis que se aproxima o tempo de dar ao povo a oportunidade da mudança.
Agora os lacaios do pode todos querem se apresentar como a novidade que vai mudar a situação. Não vão, senhores dirigentes. Não irão. O novo neste momento somos nós que passamos o tempo todo ao lado do povo, sofrendo com o povo e ouvindo a voz do povo. O PPS é o único partido livre em Goiás, os demais estão todos vendidos as estruturas arcaicas de poder, cuja lógica é retirar lucro financeiro do setor público para enriquecer as expensas privadas.
É por acreditar, Senhores Dirigentes, que o PPS é um Partido Livre, de homens e mulheres que não se vendem e que lutam por uns pais com desenvolvimento humano, com democracia e justiça social que lhes peço a oportunidade de me colocar como pré Candidato a Governador do Estado de Goiás. Vamos dar ao povo uma chance de votar realmente no novo. Vamos dar ao povo uma chance de mudar os rumos deste estado e acreditar que é possível colocar o ser humano em primeiro lugar. 
Sincera e Fraternalmente,

Sou Nelson Soares dos Santos, Secretário Geral do PPS Metropolitano, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, e membro da Direção Estadual do PPS do Estado de Goiás.

Sou Prof. Nelson Soares dos Santos - Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás.

Quero ser Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás para Fazer Avançar o Desenvolvimento Humano e a Democracia.

Senhores Dirigentes Estaduais e Nacionais do Partido Popular Socialistas.

É uma prerrogativa de todo militante legalmente filiado a um partido politico, em dias com suas obrigações postular-se como pré-candidatos aos cargos eletivos. E é servindo-me deste direito que neste momento coloco o meu nome como pré-candidato a Governador do Estado de Goiás. Com mais de 15 anos de militância política radicado na capital do Estado sinto que não posso fugir da responsabilidade neste momento histórico em que minha alma ouve a voz do povo que grita por mudança na política em todos os cantos do país.
Sou um cidadão, nascido homem simples do povo no povoado de Ouro Minas, cidade de Nova Roma, no chamado Nordeste Goiano, conhecido como Corredor da Miséria do Estado de Goiás. Como tal, vivi e sofri todas as agruras que meus irmãos ainda vivem naqueles rincões espalhados por mais de vinte munícipios onde a fome é visita constante e a necessidade uma companheira inoportuna. Fui brindado pelos deuses por uma alma indomável e singrei os sertões em busca de esperança logo cedo na vida. Aos 12 anos fui presidente do Grêmio Escolar do Colégio Estadual Germana Gomes e como tal, tive a oportunidade de conviver com a luta pelo retorno da democracia no nosso país. No nosso estado, aliei as lutas do Centro dos professores de Goiás, comandado por homens que tinha colocado suas vidas em risco na luta por democracia e liberdade.
Foi neste clima que minha se expressou no mundo político e recebeu as impressões que marcam meu ser até os dias de hoje, e que certamente não vacilaram na luta pela consolidação de uma conquista nunca totalmente iniciada e levada a cabo em nosso Estado: A luta por desenvolvimento humano e democracia. Sim, a luta por desenvolvimento humano, liberdade e democracia foram esquecidas no Estado de Goiás. Nos anos seguintes, o Estado Governado pelo PMDB, e capitaneado por Iris Rezende Machado esqueceu-se do povo. Aliou-se as camadas mas retrogradas da sociedade, tornou-se perseguidor dos fracos e oprimidos, dando azo ao aumento da violência e do caos. Como se não bastasse tornaram-se corruptos e corruptores, quebraram o estado e fragilizaram as Instituições da Sociedade Civil Organizada.
No ano de 1998, chegou ao poder um Jovem que se apresentou a sociedade como o moço de Camisa Azul. Era herdeiro dos dissidentes do PMDB, considerados os maiores defensores da democracia. Entretanto, aquele jovem logo se aliou ao que de mais atrasado tinha na politica de nosso estado e esqueceu mais uma vez o ideal da liberdade, e igualdade para todos e entre todos, esqueceu de que era preciso investir no ser humano para se ter desenvolvimento e democracia. No início, houve sinais de que a esperança retornaria, mas logo a perseguição recomeçou, a mesma velha forma de fazer política do aliciamento, da corrupção, do mau uso da verba pública e do desvirtuamento dos ideais. Foi assim que até  as boas ideias que pautaram o inicio do Governo como a Bolsa Universitária e a criação da UEG, transformaram-se em problemas quase insolúveis.
Aprofundando o desgoverno da situação o sucessor fez o estado ficar estagnado por quatro anos, perdeu-se nas filigranas do poder, e sem nenhuma grandeza permitiu que a violência aumentasse na sociedade, a saúde se transformasse em um caos, a educação relegada a segundo plano e a  ordem social foi abandonada. Quatro anos depois, O PPS, e eu estávamos lá, defendeu a retorno do moço da camisa Azul, que agora já não era mais um moço, se sim um homem maduro já com mais de 50 anos. Todos acreditavam que seria o melhor governo da vida dos goianos, mas, logo que tomou posse os velhos métodos da disputa política se apresentaram o aliciamento, a traição, o conchavo e nenhuma preocupação com o bem estar da população. Eu dei o meu grito e não fui ouvido, pelo contrário, fui prosseguido e vilipendiado por aqueles que não tinham nenhuma outra preocupação do que conseguir um cargo na estrutura do estado para servir a satisfação dos interesses pessoais.
Foi com tristeza em meu coração que vi direitos dos trabalhadores sendo retirados, professores sendo perseguidos, servidores públicos de todos os tipos sendo tratado como bandidos. Lutei com todas as minhas forças para que o debate fosse mediado, para que houvesse democracia, a voz do povo fosse ouvida. E mesmo internamente em nosso partido, a democracia só pode ser garantida pela intervenção direta desta direção nacional, tamanha se tornou nos maus costumes em nosso estado.
Nós nunca desistimos do diálogo e nem tão pouco da defesa dos trabalhadores. Fomos humilhados, ultrajados pelo governo como se não tivéssemos o legítimo direito de lutar e defender os direitos daqueles que não conhecem o exercício e a prática da cidadania. Não nos calamos, não nos calamos jamais. Como se não bastasse nos últimos 04 anos houve um recorde de escândalos políticos no nosso estado. Da operação Monte Carlo do Senhor Carlos Cachoeira, as mais diversas atrocidades, assistimos de mãos atadas sem nada poder fazer. E eis que se aproxima o tempo de dar ao povo a oportunidade da mudança.
Agora os lacaios do pode todos querem se apresentar como a novidade que vai mudar a situação. Não vão, senhores dirigentes. Não irão. O novo neste momento somos nós que passamos o tempo todo ao lado do povo, sofrendo com o povo e ouvindo a voz do povo. O PPS é o único partido livre em Goiás, os demais estão todos vendidos as estruturas arcaicas de poder, cuja lógica é retirar lucro financeiro do setor público para enriquecer as expensas privadas.
É por acreditar, Senhores Dirigentes, que o PPS é um Partido Livre, de homens e mulheres que não se vendem e que lutam por uns pais com desenvolvimento humano, com democracia e justiça social que lhes peço a oportunidade de me colocar como pré Candidato a Governador do Estado de Goiás. Vamos dar ao povo uma chance de votar realmente no novo. Vamos dar ao povo uma chance de mudar os rumos deste estado e acreditar que é possível colocar o ser humano em primeiro lugar. 
Sincera e Fraternalmente,

Sou Nelson Soares dos Santos, Secretário Geral do PPS Metropolitano, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, e membro da Direção Estadual do PPS do Estado de Goiás.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

14 de setembro – Dia Nacional da Alfabetização


A alfabetização ainda é um desafio para o Brasil. Na atualidade temos 9,1 % de pessoas analfabetas, o que equivale a mais de 14 milhões de pessoas com 15 anos ou mais. As ações desencadeadas pelo governo federal desde as décadas de 1970, têm contribuído para reduzir o analfabetismo, mas não foram capazes de erradicá-lo.
Das regiões, o Norte e o Nordeste são as mais castigadas tendo os maiores índices de analfabetismo. E as regiões onde o analfabetismo é menos são as regiões Sul e Sudeste. O centro-oeste está no meio do caminho sendo que Goiás tem oscilado, nas últimas décadas, entre o 7% e 8% lugar dentre os estados com maior percentual de analfabetos.
Acresce ao problema a questão da alfabetização funcional, qual seja a capacidade daqueles que sabem ler e escrever, de conseguir retirar informações em um texto erudito. Neste caso, o percentual é ainda mais alarmante: apenas 35 % dos estudantes que concluem curso superior no Brasil, podem ser considerados, deste ponto de vista, alfabetizados
Em Goiás, são mais de 8 mil alunos no programa “Mais Educação” da rede Estadual.

Outras formas que o Governo Goiano tem enfrentado o problema são por meio do investimento na formação profissional por meio do Pronatec, e na Cultura, buscando estimular o contato com arte e o desenvolvimento da necessidade de leitura de mundo por parte da população.  O desafio de enfrentar o analfabetismo tanto inicial quanto funcional é um desafio de todos nós e essencial para que o estado deslanche no processo de desenvolvimento econômico e social.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As mulheres e a Política – A sutileza e sensibilidade da vida.


Nelson Soares dos Santos[1]

Aproximando o fim da data de filiação aos partidos políticos para a disputa de mandatos eletivos no ano de 2014, o PPS, enfrenta as mesmas dificuldades dos demais partidos políticos do Estado em cumprir a lei que exige uma cota de 20% de mulheres  nas chapas proporcionais.
 No nosso caso, além de preenchermos a cota nas chapas proporcionais também somos obrigados pelo estatuto do partido a preencher nas direções municipais, e no diretório Estadual a mesma cota de no mínimo 20% de mulheres em cargos dirigentes.
 Para além do cumprimento de uma exigência legal, o PPS busca a participação da mulher na política por que acreditar que a presença do sexo feminino aumenta a riqueza e a diversidade de idéias, ajudando a captar a sutileza e a sensibilidade da vida e a dando ao poder de governar a capacidade de  se aproximar da vida cotidiana das pessoas. Não se trata de um feminismo radical, mas de valorização da democracia, do respeito ás diferenças e da busca de uma tolerância para o enriquecimento dos valores morais da sociedade brasileira.
Garantir a participação da mulher na política é contribuir para o aumento da perspicácia, da sensibilidade para a lide com as questões sociais e no manejo das relações de classe no interior da estrutura do estado. O PPS luta pelo aumento da participação política da mulher por que acredita na existência das múltiplas vozes, da conjunção das diferenças, no aprofundamento da democracia e que estes elementos são os ingredientes para a construção de uma nova agenda para o país onde o desenvolvimento humano por meio do investimento na Educação, Saúde, Segurança e Sustentabilidade serão  os fundamentos da estrutura que permitirá ao país avançar ainda mais.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Secretário Geral do PPS Metropolitano e Membro do Diretório Regional do PPS em Goiás.

Estado, Governo e Democracia: E dane-se o povo?



Nelson Soares dos Santos[1]

Causou-me, no mínimo, estranheza a pequena nota no Diário da Manhã, na qual agentes do PMDB reclamam com a presidente Dilma o tratamento republicano que a mesma tem dado ao Estado e Goiás e ao Governo Marconi Perillo. Caso seja verdade, mostra falta de comportamento estadista e pouca preocupação com o bem estar dos cidadãos goianos. Esquecem que o Estado de Goiás, como membro da federação, tem o direito de receber as verbas que, enfim, são tributos pagos pelos seus cidadãos.
O conceito de Estado Moderno teve origem, provavelmente nas cidades-estados gregas e consolidou-se na Idade Média para definir como de concentração territorial por meio da racionalidade da gestão do poder e da própria organização política mediante o processo evolutivo das condições históricas e materiais. O Estado Moderno é fortalecido pela cosmovisão liberal de mundo e construção do modelo de Governo Liberal Democrata.
A revolução Francesa foi a responsável pela consolidação desta forma de governo que tem na democracia e na liberdade individual seus mais fortes princípios. Já a revolução Americana e a independência dos Estados Unidos apresentou ao mundo um modelo de Democracia e de Governo Democrata e republicano comum Governo Central, e inclusive, autonomia dos Estados Federados.
O Brasil, mesmo durante o império, já apresentava sua vocação de um país democrata e republicano, seja pelos movimentos revolucionários, dos quais se destacaram a Inconfidência Mineira em Minas Gerais, a Revolução dos Farrapos no Rio Grande do Sul e a Confederação do Equador, dentre outras. Em 1889, esta vocação republicana torna-se realidade com a proclamação da república transformando-o em uma república Federativa. Desde então, somos uma república federativa, mesmo que com um forte processo de centralização no Governo Central, uma vez que, a forma de recolhimento e redistribuição dos tributos depende, no mais das vezes, dos humores do Governo Central.
Com isso, as unidades federativas ficam dependentes das verbas do Governo Central para investimento em infraestrutura, repasse de verbas para o sustento das áreas mais prementes como saúde, segurança e Educação. É por este motivo que a população precisa ficar atenta, pois já não é possível  formas tão atrasadas de se fazer política.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, Secretário Geral do PPS Metropolitano membro da Executiva Estadual do PPS Goiás

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Friboi e o desrespeito a Democracia: O dinheiro Compra tudo?


Nelson Soares dos Santos[1]

Nos últimos dias tem tomado as páginas dos jornais notícias da crise que envolve o PMDB e a  sua disputa interna que parece estar estabelecida entre Friboi e Iris Resende. A pergunta que gritou em minha mente ao ler um artigo após outro foi: até que ponto esta crise do PMDB pode afetar o avanço da democracia em nosso Estado?
A democracia só é construída pela ação contínua e consciente de todos os cidadãos de uma comunidade, um estado, ou um país. No caso citado, muitos dirão que o problema é interno do PMDB, mas cabe a pergunta: sendo o PMDB um partido tão grande, aquilo que desrespeita a história do PMDB e do seu maior líder não é também uma afronta ao avanço da democracia e do desenvolvimento  humano no Estado? E afina, caso seja verdade que Friboi está conseguindo apoios entre prefeitos e candidatos a deputados utilizando do discurso de extrema ajuda financeira, não será isso por si só uma afronta a democracia?
A verdade que grita da realidade é que Friboi não tem história política, não há registros da preocupação do mesmo com a sociedade, com a coletividade ou com os seres humanos. E se um dos papéis primordiais do Estado hoje é prestar serviços de qualidade que propicie o avanço do desenvolvimento humano, com que autoridade pode Friboi avançar tão destemidamente sobre a história de um dos homens que mais fez por este Estado? Hoje, os últimos movimentos do Friboi demonstra uma total falta de respeito ao avanço do desenvolvimento humano e da democracia em nosso Estado. E se o mesmo tiver sucesso e se emplacar como candidato do PMDB, temo que um grande partido terá faltado com sua honra e sua história perante os cidadãos deste Estado.
Quando recursos financeiros começam a gritar muito alto, tanto tempo antes de uma eleição já não é possível falar mais de democracia. Homens que são capazes de mudar de lado pela quantidade e  ou promessa de ajuda financeira não serão jamais bons representantes dos sonhos de uma sociedade melhor. Uma democracia só será uma democracia verdadeira quando homens conscientes dialogarem e argumentarem com consciência de si, mais conscientes ainda de que “ o que é meu é meu, e o que é teu é teu”. E se alguém aceita algo de outro para que concorde, perde a própria consciência, deixa de ser dono de si, e assim, é que nasce a vida de Gado. Sendo, assim, logo todos terão de perguntar: “esta carne é Friboi?”



[1]

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Serra Para Presidente ?


Nelson Soares dos Santos[1]

Em 2010, três candidatos se apresentaram ao eleitorado como opções viáveis e relevantes na disputa pelo cargo de presidente da república: Dilma, a eleita, e sucessora de Lula; José Serra, do PSDB, e Marina Silva, ex quadro do PT, concorreu pelo PV e teve mais de vinte milhões de votos. No final, Dilma venceu Serra e hoje governa um país em dificuldades em um cenário que na época poucos previam acontecer. Naquela época, José Serra perdeu muitos votos ao lidar com questões caras ao cidadão e controversas como a questão do aborto, a questão do meio ambiente, o papel do Estado e a questão da privatização, dentre outros.
Enquanto se aproxima 2014, temos um cenário ainda nebuloso, mas aqueles que se consideram jogadores movimentam-se de forma, as vezes desordenada e titubeante, em um cenário pantanoso ou quando não, cheio de areias movediças. As crises da economia, o barulho que vem das ruas são alguns dos elementos que torna o embate do ano seguinte incerto e perigoso para quem ousa se movimentar demais agora.
É neste cenário que aparece, pelo menos, cinco candidatos que possa vir a ser considerados relevantes na disputa. Eduardo Campos ( PSB), Dilma ( PT), Marina Silva ( Rede), Aécio Neves ( PSDB), e José Serra ( ainda no PSDB, mas que pode concorrer pelo PPS). Os mais prováveis de se confirmar é Aécio Neves (PSDB), e Dilma Roussef ( PT). O primeiro pela tradição do PSDB, desde o Governo FHC, apresentar candidato majoritário; segunda, pela lógica do processo da reeleição. Marina Silva Ainda enfrenta as incertezas da formação do seu “novo” partido novo, e José Serra, vendo-se sem apoio no PSDB, resta-lhe a opção de deixar o partido para tentar viabilizar-se por outra sigla, e o que está disponível é o PPS.

Serra como Político.

A questão é: tendo disputado a eleição por três vezes, estaria o eleitor disposto a votar em Serra novamente e dar-lhe o papel de se contrapor a situação vigente como fez nas últimas eleições, tornando-o o segundo mais votado?
As eleições de 2014 podem se tornar o ano da reinvenção da política nos processos eleitorais do Brasil, e assim, será viável para concorrer, o político que souber se reinventar. A biografia de José Serra tem elementos que permite vê-lo como um quadro digno de participar deste momento histórico, mas para isso, o mesmo terá que recuperar um aspecto de sua jornada política já quase não lembrada – o tempo da militância estudantil.
O  tempo de hoje é do diálogo com as multidões em todas as suas formas. As redes sociais virtuais precisam tornar-se reais para que todas as redes de sociabilidade se interliguem e a sociedade possa se impor por sobre os grupos que a par de defender os próprios interesses se apresentam como defensores dos interesses de toda a sociedade. Contra a filosofia do consumismo e do volátil, sobreviverão aqueles que conseguirem incorporar a ideia da durabilidade nas relações e nos projetos que serão apresentados.
Errará quem vier a considerar que as manifestações que estão nas ruas são tudo o que a sociedade reivindica e até perigoso pensar assim. O silêncio daqueles que nada dizem deve ser ouvido tanto quanto os gritos multifacetados e estridentes, por vezes agressivos e violentos. Errará quem considerar que nos processos vividos de convulsão social os mecanismos de controle postos em disputas são apenas internos e locais. O processo de globalização já espalhou seus últimos males e as disputas locais estão atreladas a interesses globais em disputa, em um momento em que as riquezas mais promissoras vêm da existência de fartos recursos humanos e naturais.
O quadro pede profunda preocupação com a construção de infraestrutura para o país, mas não a infraestrutura faraônica, e sim, aquela regida por intensa preocupação com o desenvolvimento humano e a democracia. É o desenvolvimento humano que regerá os movimentos oscilatórios da vontade da coletividade. E pensar o desenvolvimento humano significa pensar em meios de melhorar com rapidez a situação da saúde, da Segurança, da Educação, da mobilidade urbana e da sustentabilidade.
José Serra poderá vir a representar todas estas demandas com legitimidade, se assumir posições progressistas naquilo que a nossa democracia tem avançado, para que se tenha  a oportunidade de diálogo com as classes que mais exercitam a cidadania política no país. Temas como aborto, estado laico e direitos humanos devem ser discutidos com franqueza, sinceridade, veracidade e prudência, sobretudo para que se passe a mensagem correta sem desvios e ou contradições.

Serra e o Patrimônio do PPS.

A coluna dorsal que sustenta o PPS ainda é a tradição Pcebeista. No PPS Serra deverá ter claro que, apesar de pequeno, o partido possui uma grande tradição e um valor perante a sociedade que precisa ser respeita, sob o risco de sua organicidade não digerir movimentos bruscos e estonteantes. O partido possui quadros altamente preparados, como Rubens Bueno, Roberto Freire, Raul Jugmam, e muitos outros em ascensão no Estado do Espirito Santo, Amazonas, Maranhão, etc.
Construir um diálogo fundado na valorização desta tradição, significa respeitar o processo da democracia interna, o processo congressual e o modus operandis de construção de projetos necessários ao desenvolvimento do país. A valorização do poder local é hoje um elemento importante na mentalidade ppsista e seu principal instrumento de crescimento. A sustentabilidade, o diálogo em rede, a abertura a todas as formas de participação cidadã, e, mais do que isso , um profundo compromisso com o futuro das novas gerações.
Observado estes quesitos, tenho certeza que a chegada de Serra ao PPS, e sua candidatura a presidente do Brasil pela quarta vez, será uma contribuição para a construção de um país mais justo, com desenvolvimento humano  e avanço constante da democracia. As novas gerações lembrará deste momento e muitos o observarão com o orgulho de dele terem participado.




[1] Nelson Soares  dos Santos é Técnico em Magistério, Pedagogo, Mestre em Educação, filiado e dirigente do PPS em Goiás.