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segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Estado, Governo e Democracia: E dane-se o povo?



Nelson Soares dos Santos[1]

Causou-me, no mínimo, estranheza a pequena nota no Diário da Manhã, na qual agentes do PMDB reclamam com a presidente Dilma o tratamento republicano que a mesma tem dado ao Estado e Goiás e ao Governo Marconi Perillo. Caso seja verdade, mostra falta de comportamento estadista e pouca preocupação com o bem estar dos cidadãos goianos. Esquecem que o Estado de Goiás, como membro da federação, tem o direito de receber as verbas que, enfim, são tributos pagos pelos seus cidadãos.
O conceito de Estado Moderno teve origem, provavelmente nas cidades-estados gregas e consolidou-se na Idade Média para definir como de concentração territorial por meio da racionalidade da gestão do poder e da própria organização política mediante o processo evolutivo das condições históricas e materiais. O Estado Moderno é fortalecido pela cosmovisão liberal de mundo e construção do modelo de Governo Liberal Democrata.
A revolução Francesa foi a responsável pela consolidação desta forma de governo que tem na democracia e na liberdade individual seus mais fortes princípios. Já a revolução Americana e a independência dos Estados Unidos apresentou ao mundo um modelo de Democracia e de Governo Democrata e republicano comum Governo Central, e inclusive, autonomia dos Estados Federados.
O Brasil, mesmo durante o império, já apresentava sua vocação de um país democrata e republicano, seja pelos movimentos revolucionários, dos quais se destacaram a Inconfidência Mineira em Minas Gerais, a Revolução dos Farrapos no Rio Grande do Sul e a Confederação do Equador, dentre outras. Em 1889, esta vocação republicana torna-se realidade com a proclamação da república transformando-o em uma república Federativa. Desde então, somos uma república federativa, mesmo que com um forte processo de centralização no Governo Central, uma vez que, a forma de recolhimento e redistribuição dos tributos depende, no mais das vezes, dos humores do Governo Central.
Com isso, as unidades federativas ficam dependentes das verbas do Governo Central para investimento em infraestrutura, repasse de verbas para o sustento das áreas mais prementes como saúde, segurança e Educação. É por este motivo que a população precisa ficar atenta, pois já não é possível  formas tão atrasadas de se fazer política.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, Secretário Geral do PPS Metropolitano membro da Executiva Estadual do PPS Goiás

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