Uma agenda positiva para o Governo dos sonhos
Nelson Soares dos Santos
(Este artigo está publicado no blog www.amigosdosabor.blogspot.com, http://amigosdosabor.blogspot.com.br/2011/05/uma-agenda-positiva-para-o-governo-dos.html
e vale a pena ser relido.
Quando
Marconi estava em campanha prometeu aos goianos um governo dos sonhos – o
melhor governo da vida dos goianos em toda a história. Eu não duvido de que isso
seja possível, mas passado alguns meses de governo é necessário que o Governo
ajuste as velas do navio, defina papéis, observe os ventos sobe o risco do navio
não velejar na velocidade que se deseja. Colocado esta questão é preciso ler os
sinais, compreender as estações, compreender o tempo, respeitar a natureza das
coisas.
A
primeira coisa que tem de se fazer compreender é que a responsabilidade para que
Goiás avance é de todos os goianos, e, sendo assim, a responsabilidade por
liderar este avanço é do Governador e seus partidos aliados. Isto significa que
os principais partidos Aliados – PSDB, DEM, PTB, PPS, - compreenda o papel de
cada um e aprenda a se tratar como aliados. E, mais ainda, cada partido trabalhe
para manter a unidade interna em torno do projeto de fazer Goiás
avançar.
Não
é a realidade do momento. Alguns partidos com fortes divisões internas não
percebem que divididos internamente não enfraquecem apenas a própria legenda,
mas todo projeto dos aliados do Governador. Dividido, aqueles que estão a sair
não compreendem que fazem parte do mesmo projeto, e que trocar farpas, com os
futuros ex-companheiros acabam atingindo também o projeto de grupo – realizar o
melhor governo da vida dos goianos.
Outros,
parece querer antecipar o debate eleitoral. É claro que compreendemos que todos
precisam se movimentar e se fortalecer, no entanto, movimentos agressivos, por
vezes bruscos, podem comprometer alianças futuras e, que na verdade, o ideal
seria o grupo aliado manter um discurso de projeto, e, aliar as vitórias
municipais, a idéia de se realizar o melhor governo da vida de todos os goianos.
O momento para se discutir 2012, ainda não chegou e antecipar o debate produz
disputas acirradas por espaços, desnecessários em um momento de dificuldade e
de início de governo.
E não
se pode negar que existam os fisiológicos. Discutir política para alguns, parece
ser apenas discutir cargos. É claro que reconhecemos que a repartição de espaços
de poder é necessária em um governo de coalizão, mas fazer disso o motivo da
existência e da vida política é apequenar os sonhos, e abandonar totalmente os
ideais. É tornarem-se mercenários e piratas do
poder.
Por
tudo isso, falar de uma agenda positiva é antes de tudo definir o papel e as
responsabilidades daqueles que compõe o governo. Neste sentido, embora sempre
tenha valorizado o que se chama de meritocracia, preocupa-me a forma como se tem
implantado o processo em nosso estado. Parece que corremos o riscos de
constituir uma forte burocracia estatal com servidores efetivos e estáveis,
fazendo-os adquirir direitos de chefia e em seguida o de definir as políticas
estratégicas; o que pode levar o governo a perder totalmente o controle dos
rumos da administração do ponto de vista das prioridades de
realização.
Apesar
disso podemos pensar uma agenda positiva onde:
1. Um
forte projeto de melhoramento da gestão pública seja aplicado sem perder de
vista a lógica de um governo democrático, onde seus representantes são eleitos
pelo voto, e portanto, os partidos devem ter uma forte cota de responsabilidade
para com a máquina pública, isso poderia significar, por exemplo, que o processo
meritocrático poderia acontecer, pelo menos uma parte dele, na estrutura interna
dos partidos aliados nos processos de indicação política e não ter todos os
cargos de gerências e chefias ocupadas por servidores efetivos desvinculados da
ação política partidária;
2. Investimento
alto nas áreas de segurança, saúde, educação e na rede de proteção social. Um
governo que se pretende ser progressista deve governar para todos, mas sobretudo
para aqueles que mais precisam da proteção do estado. O ensino superior em
Goiás, ainda há muito o que ser feito. O fortalecimento da UEG, com a realização
de concursos para docentes, melhoria dos processos de gestão, plano de carreira,
são apenas algumas das medidas urgentemente necessárias;
3. Realização
de forte parceria com os municípios para fortalecer os sistemas municipais de
educação, saúde, segurança, e defesa dos direitos humanos nas suas variantes (
Conselho Tutelar, Conselhos de Saúde, Educação, etc); procurando estabelecer
forte diálogo com a sociedade civil organizada e dando voz aos diversos setores
da sociedade;
4. Elevação
dos gastos com educação, procurando aumentar o máximo possível o salário dos
professores aliados a uma qualificação continuada que propicie o quanto antes
efeito sobre o cotidiano da escola.
5. Por
fim, estabelecer uma relação transparente com a oposição e sociedade em geral,
combatendo o negativismos do quanto pior melhor, procurando fazer avançar as
relações democráticas e o processo civilizatório.
Sabemos
que algumas coisas em um processo democrático parecem mais um sonho. Mas o que
faremos de nossas vidas se não continuarmos sonhando? Existem aqueles
pragmáticos, os centralizadores que acreditam que tudo pode ser resolvido com
uma decisão de cima para baixo, quase sempre, estes não conhecem as realidades
diversas do nosso estado, e por isso, elaboram políticas que quase sempre não
funcionam. Goiás possui um povo alegre, trabalhador e com coragem para sonhar e
lutar por seus sonhos; possui ainda uma juventude que acredita no futuro e vive
cheia de desejos de aprender o melhor da vida. Certamente os sonhos de união,
harmonia, paz, progresso serão mais fortes que o negativismo egoísta que
acredita ser o poder público uma coisa privada que pode ser usada para o prazer
daqueles que o detém. São com estes sonhos e liderados pelo Governo Marconi a
unir todos os goianos que teremos os melhores dias de nossa história.
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