Nelson
Soares dos Santos[1]
Nesta
sexta feira 01 de Fevereiro o Governador Marconi Perillo se propôs a receber os
dirigentes do PPS para discutir a relação do Partido com o Governador e com o
Governo, bem como a participação nos rumos do Governo doravante. Entendi o
gesto do Governador como um momento do Partido se posicionar politicamente,
dizer quais políticas nós dirigentes, militantes e simpatizantes gostariam de
ver o Governo dar maior atenção. Infelizmente foi vetada minha participação
pelo Presidente Demilson Lima eu não pude dizer ao Governador o que gostaria
como pessoa, cidadão e dirigente partidário. Entendo que a política não pode
ser feita apenas de fisiologismo, disputa de cargos e picuinhas. Em uma
audiência como esta, penso que Governador gostaria de ouvir é o que o Partido
pode fazer para ajudar a servir melhor a sociedade.
Como
foi vetada de forma grosseira pelo Presidente Demilson Lima ( como ele mesmo
disse, vou ser curto e grosso, você não vai); exponho aqui o que diria ao
Governador.
A questão da Educação.
A
primeira coisa que eu diria era para o Governador ter mais sensibilidade com os
educadores do Estado. Existe uma insatisfação muito grande entre os professores
com as políticas adotadas e que isso não é bom para a sociedade, não é bom para
o Estado, não é bom para o Governo, não é bom para os partidos das base, tão
pouco para ele enquanto Governante. Medidas como a correção do Piso Salarial,
algumas mudanças pontuais na política atual, maior arrojo no processo de melhor
da infraestrutura das escolas, poderia algumas das medidas a melhor a educação
e a satisfação dos educadores, educandos e a sociedade em Geral. Diria ainda
que o PPS aprovou em Congresso Nacional um zelo especial para com a educação no
sentido de tratar a educação como investimento e toma medidas para que cada
governante do PPS trate a educação com carinho especial.
A questão da Segurança Pública.
Eu
diria que o PPS tem uma proposta de Segurança fundamentada no Poder Local que
pode ser resumida em dez pontos: 1. Agir preventivamente na frente social; 2.
Reformar as Polícias; 3. Reformar o método de capacitação dos futuros
policiais; 4. Reformar a estrutura organizacional; 5. Fortalecer a área de
perícia e serviço de Inteligência; 6. Estabelecimento de parcerias para o
Fortalecimento das Guardas Civis Metropolitanas e nas maiores cidades do
Estado; 7. Reforma do Sistema Penitenciário e Sócio-educativo; 8. Criação da
Polícia Comunitária; 9. Fortalecimento do Conselho de Direitos Humanos e
congêneres; 10. Fortalecimento de programas que combata tipos de violências
específicas como a) contra a mulher, b) a criança e o adolescente, c) Moradores
de rua.
Especificamente,
podemos citar uma triste realidade de que Goiás é um dos Estados onde existe
uma estatística alarmante de violência contra a Mulher. Somos o nono estado
mais violento. Não podemos continuar com tais estatísticas. Outras questões
como a questão dos moradores de rua, trabalho escravo, etc, devem merecer uma
atenção especial.
A questão da Saúde.
Eu
diria ao Governador que vejo com desconfiança o processo de terceirização da
gestão para OS. Embora esta seja uma tendência mundial precisamos garantir o
atendimento ao cidadão com qualidade e ao mesmo tempo prover segurança e
tranquilidade ao que ali trabalham. As questões vistas dos jornais são preocupantes
e que é preciso acompanhar de muito perto o processo para a garantia do
Sucesso. Outrossim, precisamos de ação arrojada como foi no primeiro governo no
sentido de construir os hospitais prometidos na campanha, aumento do número de
leitos etc. É verdade que temos visto nos últimos meses um Governador
totalmente diferente dos dois primeiros anos, que já se admitiu ter sido
difícil e tumultuado seja por questões políticas ou dificuldades financeiras.
Entretanto, em questão de saúde, segurança e Educação o povo não pode esperar.
A sustentabilidade.
Esta
é uma questão que o Governo tem merecido largos elogios. E não é para menos. O
meio ambiente tem sido tratado com seriedade em goiás, pelo menos, é o que se
vê, tanto na rapidez como se agiu diante dos escândalos que houveram como pelo
intenso trabalho realizado pela secretaria.
O Crescimento, Desenvolvimento e
comércio Exterior.
É
claro que qualquer goiano está sentindo orgulho de ver que Goiás foi um dos
Estados que mais cresceu 4.5 %, totalmente acima da pífia média nacional. Mas
como explicar que este crescimento não resultou em maior desenvolvimento
humano? Tivemos uma melhora pequena na Educação se comparada com tal índice,
uma administração frágil da assistência social dentre outros fatores. A cultura
não se tornou um aliado do processo de desenvolvimento humano e não encontrou
seu espaço devido no projeto de ser este o melhor Governo da Vida dos Goianos.
O
Crescimento Econômico precisa estar aliado ao processo de desenvolvimento
humano e para isso o planejamento da área de Indústria e Comércio deve estar
alinhada com as áreas que trabalham com o desenvolvimento humano, como saúde,
segurança, Educação, Trânsito, cidadania e Trabalho e Cultura. Por isso vejo com intenso entusiasmo a nova
posição do Governador de coordenar pessoalmente o Governo indo em cada
secretaria e se reunindo com a equipe toda, desde o Secretário até os Gerentes
setoriais.
A relação do Partido e Governo.
Já
é conhecido de todo público que a maioria esmagadora do partido não se sentiu
representada ou participando do Governo até o momento. Isso por que nenhum
dirigente do partido foi ouvido em nenhuma questão quanto à cultura, e, pior,
as políticas desenvolvidas não representam as propostas de Políticas Públicas
que o Partido apresenta à Sociedade. A questão, no entanto, é mais séria. O que
desejo para o PPS não é uma relação com o Governador ou mesmo com o Governo
baseado quase que tão somente na ocupação de cargos, esta política podre e
fisiológica que a sociedade não suporta mais. Queremos poder percorrer o
Estado, fazendo seminários, defendendo o Governo, ouvindo a sociedade e
acolhendo sugestões para que possamos Governar de fato com o povo e para o povo.
O PPS, que eu defendo e do qual sou dirigente, quer ser um partido grande em
Goiás, e diferente. Queremos dar voz aos cidadãos e trabalhar para construir
uma nova política. O que tenho medo é que nesta reunião que houve com o
Governador nada disso tenha sido sequer ventilado, e, toda conversa ter ficado
apenas na história do pires na mão, pedindo cargos e alguma melhoria para um ou outro município. Se isso tiver
acontecido eu não fui representado na referida audiência.
Ainda há tempo.
Por
fim, eu diria ao Governador que o sonho dele de fazer deste Governo o melhor
Governo da vida dos goianos ainda não está perdido. Ainda há tempo. E por isso
apoiamos todas as medidas que significa melhoria da máquina pública,
fortalecimento de uma nova política, uma política menos fisiológica, mas
centrada nos interesses e necessidades de nosso povo. Trabalhar com arrojo, ir
até onde o cidadão está sem medo de olhar nos olhos de cada um e dizer: onde
houver um aliado do governo de Goiás os cidadãos serão ouvidos e tudo será
feito para se construir o melhor para o bem comum e para um desenvolvimento
humano de nosso povo. É certo que muitas outras coisas poderiam ser ditas, como
a questão da UEG, o acerto na anulação do concurso público como combate a
qualquer indício de corrupção, a adoção da
lei da ficha limpa para a contratação de funcionários de qualquer
espécie, etc.
Finalmente,
eu diria: Governador, existe um PPS que quer ajudá-lo a fazer “O melhor Governo
da Vida dos Goianos” e este PPS percorrerá todo Estado em uma “Caravana da
Esperança”, devolvendo a todo cidadão
goiano a fé na política e nos políticos e a esperança de dias melhores.
[1]
Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira pela UFG,
Secretário Geral do PPS da cidade de Goiânia, Diretor da Fundação Astrogildo
Pereira em Goiás e Membro da Executiva Estadual do PPS Goiás.
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