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domingo, 5 de maio de 2013

Jornal Opção publica matéria esclarecendo dúvidas sofre Fusão PPS-PMN

04/05/13
Nova Legenda
Professor Nelson esclarece dúvidas sobre o partido Mobilização Democrática
Soares destaca intenções da nova sigla e comenta como será a formação do diretório estadual do MD em Goiás
Marcello Dantas / Jornal Opção
Professor acredita que em Goiás a Mobilização Democrática vá nascer mais forte que o PMN e o PPS
Marcello Dantas

O professor universitário Nelson Soares dos Santos esteve no Jornal Opção para esclarecer algumas dúvidas sobre a fusão entre o Partido Popular Socialista (PPS, de número 23) e o Partido da Mobilização Nacional (PMN, de número 33), que resultou na criação de uma nova legenda: Mobilização Democrática (MD, ainda sem número). Ele também falou sobre a confusão que paira sobre a formação do diretório estadual do novo partido em Goiás.

Ele lembra que há uma nota oficial no site do PPS e do PMN definindo os critérios de como serão organizados os diretórios estaduais da Mobilização Democrática – ditados pela executiva nacional da nova sigla durante conferência de três dias realizada em Brasília antes do lançamento da nova legenda – e que pode ser aplicado em todos os Estados. O critério é que a presidência do diretório estadual da MD fique com o deputado federal do PMN que tenha sido mais votado nas eleições de 2010 e o restante do diretório e da executiva ficaria com o PPS.

Porém, Goiás não tem representante nem pelo PMN nem pelo PPS na Câmara dos Deputados. Assim, o cargo fica ao partido que tenha cadeira na Assembleia Legislativa – seguindo os mesmos critérios de votação. Neste caso, o PMN conta com o parlamentar Elias Junior, que passaria a comandar então o diretório estadual da Mobilização Democrática. De acordo com Darlan Braz, presidente do PPS Municipal de Goiânia, na formação das agremiações será considerado também outro aspecto. Onde um membro oriúndo do PPS ocupar a direção, por exemplo, um partidário do PMN poderá contar com um cadeira a mais na executiva e no diretório, proporcionando maior dinamização nas deliberações.
Seguindo a hierarquia nacional, Nelson Soares justifica que o diretório em Goiás seria formado por um quantitativo de 40% de membros do PPS, 40% de autoridades do PMN e os outros 20% seriam ocupados por deputados, vereadores, prefeitos e outros políticos interessados em realizar a filiação na MD durante a chamada janela. Esse período tem o prazo de um mês e começa a valer a partir do momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizar o registro do partido.

“Está retardado o registro da MD no TSE. Foi um golpe desesperado e tiraram proveito da situação”, comenta o professor. Para ele, a manobra feita pela bancada do PMDB e PT na Câmara dos Deputados, onde foi aprovado rapidamente o projeto de lei que proíbe que novas legendas transfiram o tempo de televisão e de rádio, além dos recursos financeiros, dos outros partidos para o novo partido.

A tendência é que nos próximos meses o partido da Mobilização Democrática se fortaleça. Nelson Soares acredita que em Goiás o MD vá nascer mais forte que o PMN e o PPS. Ele adianta que coordenações que o PMN não têm atualmente, como o PPS Mulher, serão aperfeiçoadas com a formação da executiva estadual, como é o caso da Juventude Democrática.

A princípio, a intenção da MD é ouvir a sociedade antes de chegar às eleições de 2014. Para isso, o professor Nelson Soares afirma que a Fundação Astrogildo Pereira – que atua em âmbito nacional – em Goiás vai realizar seminários para saber das demandas apontadas pelos goianos, fazendo com que a nova sigla surja de maneira representativa e democrática.

Um seminário já foi realizado e teve como tema a reforma tributária. O palestrante foi o deputado federal por São Paulo, Arnaldo Jardim. Outra maneira de fortalecer uma possível alternativa política no Estado seria o maior diálogo entre MD, a Rede Sustentabilidade – partido criado pela ex-senadora Marina Silva –, e o PSB, que tem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como o maior líder. O objetivo é quebrar a hegemonia nacional entre o PT e o PMDB. 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Educação no Estado de Goiás


Nota do autor do blog : Pode-se até discordar de alguns aspectos, mas leia. Vale a pena ler.

A Educação no Estado de Goiás

Lucas Pedro do Nascimento

Parabenizo imensamente o secretário da Educação do Estado de Goiás, Thiago Peixoto, por seu empenho, se assim posso dizer, em prol do processo de ensino aprendizagem nas escolas goianas. Mas acompanhando suas atitudes e decisões, principalmente como representante de sala e participante ativo da vida escolar do Colégio Estadual Salim Afiune, pergunto-me: estará ele tomando o rumo certo? O principal agente da reforma seria o professor? E os alunos desmotivados, desinteressados, sempre preocupados com futilidades, absortos em seu mundo irreal de tecnologia e descaso? Os professores figurarão como herois e heroínas, salvando a pátria brasileira da ignorância? Claro, eles possuem sim esta capacidade, mas interligados a família, a sociedade como um todo. Em momento algum vi menção a esta realidade no Pacto Todos pela Educação. Parece que ninguém ainda pensou no que fazer com os alunos indisciplinados, que depois da ruptura com o tradicionalismo, podem tudo.
Falo com propriedade como aluno do 3º ano do Ensino Médio, que sempre estudou em escola pública. A questão é bem mais grave do que se pensa. Tenho colegas que não sabem diferenciar um verbo e um substantivo, mas lembro-me de ter estudado junto a eles estas classes gramaticais, de maneira bem ilustrada pela professora de Língua Portuguesa. Seria neste caso culpa do professor? A aprendizagem foi ineficiente por que ele em si foi ineficiente em seu papel? Como eu aprendi e meus colegas não? A culpa seria do aluno que simplesmente “esqueceu-se” deste conteúdo ou não teve um melhor acompanhamento pedagógico? Ou eu que sou um gênio (que cá entre nós é mentira)? Como um professor pode auxiliar trinta alunos ou mais em aulas de cinquenta ou quarenta e cinco minutos? Já contabilizou quanto gastaria com cada aluno direcionando a ele apenas um minuto? São entraves como este que me incita o pensamento e faz-me crer que a culpa não é do professor, como muitos acreditam e dizem. Não negarei que o Estado possui professores com metodologias e didáticas ultrapassadas que precisam ser reformuladas ou que simplesmente, como se diz na linguagem popular, “empurram com a barriga.”
Se hoje escrevo estas palavras, devo aos meus professores de escola pública que são obrigados a fazerem paralisações por melhores salários, por valorização do plano de carreira e, sobretudo reconhecimento. Nada me tira da cabeça que estes críticos da Educação deveriam fazer o teste de dar aula em uma sala com trinta alunos, de diferentes temperamentos, que falam ao mesmo tempo e não possuem nenhuma perspectiva de vida. Repito o que disse aos meus queridos professores no Trabalho Coletivo do último dia 12 de outubro: “Não se pode enfiar o conteúdo goela abaixo do aluno. É preciso que ele queira aprender.” E acrescento agora: eles não são mágicos, mas seres humanos. Como ensinar algo a quem não quer aprender? Haveria maior frustração para um professor do que ouvir de seu aluno: “Isso aqui não me importa. Quero só o meu diploma.”
Senhor secretário, peço-vos em nome dos alunos que represento: vá devagar com o andor que o santo é de barro. Estude primeiro o terreno, constate que não se trata de areia movediça, para que não se afunde. Valorizar os professores não significa simplesmente compensá-los financeiramente, mas dar-lhes a devida atenção, não os culpando unicamente pelo desastre da Educação. Dividamos o bolo entre nós. Isto aí: eu, o senhor, os pais, meus colegas de sala que não entendem o quanto estão perdendo, o sistema educacional, os planos educacionais infundados e utópicos, a sociedade em si.
Outra coisa que precisamos é cassar (destruir, para os que não sabem) a ideia de que leitura, interpretação de texto, lógica e raciocínio são competências cognitivas exclusivas de Língua Portuguesa e Matemática. A primeira solução seria estendê-las a todas as outras disciplinas, pois da maneira que se dá a entender os professores de Língua Portuguesa e Matemática são os “bodes expiatórios” da Educação. A propósito a imagem que a Avaliação Diagnóstica nos passa é que estas duas disciplinas são as duas únicas importantes no Currículo, como se a Química, a História, a Geografia e ademais, não tivessem a mesma significância.
Não pensem que meus professores me pediram para escrever este texto, pelo contrário, nem imaginam. Eu mesmo quis escrevê-lo para retribuir o muito que me deram nestes doze anos de Educação e para mostrar que alunos do Estado também saber dissertar, escrever, desde que queiram e se empenhem. Agradeço a minhas professoras de Língua Portuguesa que me incitaram na alma o gosto pela leitura e me deram toda a noção de sintaxe, morfologia e produção de texto.
Que o ano que vem, no próximo dia dos professores, eu possa estar escrevendo para parabenizar realmente o senhor secretário pelo sucesso de seu, ou melhor, nosso pacto pela educação.
Quanto a mim, já estou em clima de despedida do colégio que tanto amo. É como brinco com meus professores “é como se estivesse me preparando para uma amputação.” Sei que sou uma exceção a regra em todos os termos. Mesmo vendo o quanto meus queridos educadores sofrem, deixando de lado suas vidas, em razão da vida de outrem, tornando-se frustrados, depressivos, quero enveredar-me pelo mesmo caminho que anos antes eles enveredaram, acreditando que estariam fazendo um bem para a humanidade e a juventude em si.
Obrigado queridos professores goianos por ainda acreditarem no poder da Educação, mesmo com todos os percalços e dissabores que enfrentam!!!

Lucas Pedro do Nascimento
Representante de sala
Aluno do 3º ano do Ensino Médio
Colégio Estadual Salim Afiune
Subsecretaria de Educação de Silvânia
Secretaria de Estado da Educação de Goiás

terça-feira, 30 de abril de 2013

O Baixo Rendimento dos alunos cotistas e mais uma vez a questão de Classe


 
Pouco se comentou sobre o baixo rendimento dos alunos cotistas nas Universidades. O Senador Cyro  Miranda do PSDB de Goiás fez o seguinte comentário: “Leio hoje na imprensa que o desempenho de alunos de graduação beneficiados pelas políticas de cotas e bônus deixa muito a desejar.Segundo pesquisa envolvendo mais de 100 mil alunos,eles tiveram um aproveitamento pífio se comparado aos demais estudantes nas universidades públicas do país.A diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas.” Cyro Miranda no Facebook.

Incontinenti eu fu lá e comentei: Pois é Senador, Cyro Miranda, espero que isso não seja motivo para deixarmos de lutar pela igualdade de acesso. Aliás, mais um motivo pra lutarmos por uma educação de qualidade. O problema não é questão de falta de inteligência, e falta de condições mesmo. O problema é econômico, é de classe, não de raça...

Nesta manha, retornei ao post para ver quantas pessoas teriam comentado. Então havia os comentários transcritos abaixo:

o    Adriano Santos Ah dificuldade não está nos estudantes em aprender, porque temos muita facilidade de aprendizado. Agora diferencia quando temos que trabalhar e estudar , e conciliar esses dois com o tanto de trabalhos e pesquisas que temos que fazer, é que nosso rendimento se difere dos demais. Demais que na sua grande maioria são financiados pelos pais.


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Felipe Yamin Poderiamos esperar outra coisa? Não provaram que tem capacidade ou vontade de aprender no ensino fundamental como provaram agora? Veja o exemplo do Ministro Joaquim Barbosa, toda vida trabalhou e estudou e nem por isso precisou de cotas para entrar na universidade.


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Adriano Santos Sr. Felipe . Quer prova maior de ter capacidade e vontade de aprender, do que por mais cota que tenhamos. Ter conseguido passar por um ensino fundamental/médio, que todos sabemos de sua precariedade. E conseguir uma nota que possa concorrer com os demais. E ainda sim, o senhor dizer que não vale como avaliação própria??? Bem sabemos como anda nosso ensino médio.


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Felipe Yamin Adriano Santos, A materia ministrada na escola sem o esforço do aluno em estudar em casa e a vontade de aprender e de vencer, nem com cota ele alcança sucesso e ainda pode se tornar um mau profissional, Diploma não quer dizer competencia. Ja vi nos meus 67 anos, engenheiro civil sair da universidade e levar um banho do pedreiro e do mestre de obras. A teoria na pratica é outra como diz o ditado popular.


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Luiz Augusto Chein Sem querer entrar na (saudável) discussão, mas já entrando, concordo com o Felipe. Nos meus quase 70 anos de idade e nos 45 como médico, digo que tem muito coleguinha que não sabe responder qual é a fórmula do Buscopan Composto. E aí eu concordo com Meu Senador Predileto, Cyro Miranda, que é a favor do Exame de Proficiência para médicos, nos moldes do Exame de Ordem da OAB. Os que são contra é porque não são proficientes.


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Adriano Santos Quem mais sabe do quanto é importante correr atrás do aprendizado, esse alguém sou eu. E se hj faço minha universidade com a bolsa que consegui, foi por mérito meu, e não que o governo tenha me ajudado em nada. Eu tb não sou contra a realização de prova de proficiências para determinadas áreas, mas a questão aqui discutida foi em relação quanto ao desempenho dos alunos de cotas, dei minha explicação. Mas vejo onde eu estudo que a vontade de aprendizado dos cotistas é enorme. Mas as dificuldades e esforços que fazem fora são muito maiores. E não quer isso seja motivo pro rendimento ser menor, mas é um dos fatores.

Eu ainda não estudei por cotas. Entretanto, os argumentos que tenho visto, inclusive estes, deixam implícitos mais do que uma questão de raça, uma questão de classe. O Racismo no Brasil é um racismo que quer manter os negros na pobreza. Justificar o baixo redimento na Unviersidade dos negros que estudaram em escola pública a vida inteira usando como argumento que os mesmos não possuem vontade de estudar é no mínimo canalhice. Não sei como conseguem negar a grande injustiça que é existência da escola pública no Brasil de hoje. Estudar em escola pública e entrar na Universidade Pública por cotas, e ainda assim, conseguirem terminar o curso já é uma demonstração de uma extrema vontade de estudar.

Ontem fui matricular minha filha em uma escola de goiânia. Não é uma escola top de linha mais aprova alunos para Universidade Federais e para cursos como medicina. Há duas turmas da séria em que ela está, cada uma com 35 alunos. Nenhum aluno negro. Ou seja, o negro no Brasil é pobre e toda injustiça feita a um pobre é uma injustiça feita a um negro. O racismo brasileiro é um racismo de classe. A nossa luta tem de ser contra todo tipo de desigualdade, e neste quesito, capitalistas costumazes não estão  aptos a opinar. São eles que agem em busca dos lucros desmedidos, que transformam tudo em mercadoria. Outrora, o negro era mercadoria, libertou –se os negros, evitou que os mesmos tivessem oportunidade e os manteve como mercadorias. A verdadeira emancipação dos negros no Brasil ainda não aconteceu.

Ademais, a política de Cotas foi desvirtuada pelo PSDB, e depois pelo PT.O que se tem no momento não é uma política de emancipação, é uma política enganosa de assistencialismo barato que mantém a todos que dela necessitam presos nas armadilhas de ideologias estapafúrdias. O conforto é que não é apenas a política de cotas que foi desvirtuada. Tudo neste Governo do PT tem sido desvirtuado. O que se tem é uma luta maluca para manter-se no Poder não importa qual o preço a pagar.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O "Adevogado" que não consegue resolver um problema de IPTU.




Eu estava no ônibus hoje, do transporte Coletivo de Goiânia, que aliás, está pra lá de ruim; quando um homem começou a conversar com outro sobre a Educação dos Filhos. Um relatava que dois filhos formaram para serem "ADEVOGADOS". Um até estudou na federal e outro na Católica e, nenhum dos dois passou na prova da OAB, e o pior, um deles não conseguiu resolver um problema de IPTU. Ele, o pai, teve de tomar o problema nas mãos e ir resolver. Então ele questionava o outro, - o que estão fazendo com a educação deste país, gastei todo meu dinheiro pra estes meninos estudarem, agora eles terminam a faculdade e não conseguem resolver nada, não sabem viver, deve ser este troço desta lei que impede professor de reprovar aluno. O outro, relatava que o filho fez contabilidade e não dá conta nem de fazer o próprio imposto de renda. Eu ouvi tudo triste, triste por saber que aqueles dois pais tem uma certa razão. A escola e a Universidade está devolvendo para a sociedade sujeitos analfabetos que não sabem como viver, conviver, sobreviver. É por isso que temos de mudar. Mudar as políticas, os políticos e as formas de se fazer política e administrar este país.

sábado, 27 de abril de 2013

MD 33 – Mobilização Democrática e a Política Goiana



Nelson Soares dos Santos[1]

O MD 33 – Mobilização Democrática surge no cenário nacional com objetivos claros, dentre eles, reunir opositores ao projeto político do PT, possibilitando criar condições para quebrar a velha polarização PT/PSDB; entretanto, sutilmente a sigla carrega em si inúmeras esperanças que tal atitude significa. Para entender o que significa a criação do MD 33 para os estados, e especificamente para o Estado de Goiás é preciso pensá-la a partir da sua gênese e as ideias que a anima.
1.          O MD 33 surge em oposição ao Governo Federal. Por bom senso, nos estados o MD 33 deverá caminhar em oposição aos partidos da base de apoio ao Governo do PT. No caso de Goiás, significa dizer que aqueles que vierem a compor o MD 33, ou aproveitar a janela que vai se abrir estarão fazendo a escolha de ser oposição ao PMDB e ao PT.
2.          O MD 33 surge para quebrar a polarização entre PMDB  e PT, criando as condições para uma terceira via com Eduardo Campos ou Marina Silva. Isso significa que em Goiás, aqueles que estiverem dispostos a seguir o caminho da Mobilização Democrática devem considerar a possibilidade de, pelo menos no primeiro turno, seguir uma candidatura ao Governo de Goiás que não seja do PSDB ou da base de apoio do Candidato Aécio Neves, ou outro candidato do PSDB e seus aliados.
3.          O MD 33 é um partido/movimento cujo principal fundamento é a defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito. Sendo assim, onde quer que houver um militante MD, ali estará um guerreiro contra os absurdos como a PEC 37, A PEC 33, e a mais recente tentativa dos mensaleiros de colocar o STF sobre Controle do Congresso, onde, há poucos anos o próprio Lula dizia haver ali mais de 300 picaretas. Quem melhor define o MD, sobre a questão democrática é Arnaldo Jardim, vice-líder da Bancada na Câmara dos Deputados:

Qualquer espaço orgânico que acolha democraticamente os brasileiros para o exercício da política é também uma oportunidade de fortalecer as oposições e os debates para a construção de um projeto plural para o País. E isso precisa ser feito agora, uma vez que o governo, com o comando da máquina do Estado, já iniciou o processo eleitoral para se manter no poder a partir de 2015, tentando neutralizar de qualquer forma as resistências que começam a surgir por causa do avanço da inflação, da insegurança pública com o crescimento da criminalidade e do tráfico de drogas e da falta de compromissos com os valores republicanos. 

A Mobilização Democrática surge, assim, para ser mais um instrumento da sociedade e de suas lideranças, e para mostrar que há outros caminhos de um desenvolvimento sustentável e inclusivo para os brasileiros de hoje e para os que virão depois de nós.

A democracia é a base sobre a qual se assenta todo nosso projeto. A construção da sociedade que se quer rechaça qualquer tipo de atalho ou de saídas salvacionistas. A democracia tem valor intrínseco e universal, embora se saiba que demanda avanços, ampliações e aperfeiçoamentos.

Para construir essa nova sociedade solidária impõe-se, de forma decisiva, a elaboração de um projeto de país expresso em um Plano Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico, que enfrente antigos e novos preconceitos e dogmas e, corajosamente, delineie alternativas que garantam, a um só tempo, a retomada do crescimento sustentado com melhor distribuição de renda, a eliminação das desigualdades, o fim da exclusão social, como a vivenciada pelas populações indígenas, a inserção cada vez maior do país, com soberania e competitividade, no processo de globalização.”


Desta forma, pode se concluir que em Goiás, há a necessidade de se construir uma esquerda democrática, um grupo de homens que defenda a sustentabilidade, o desenvolvimento econômico com desenvolvimento humano, alto investimento na Educação, mudanças profundas nas relações Estado/munícipios e, sobretudo, mudanças nas práticas políticas. O MD 33 poderá ser uma nova experiência de como fazer política, um espaço para gente honesta e preocupada com o bem estar coletivo.



[1] Nelson Soares dos Santos é Diretor Geral da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, Secretário Geral do PPS Metropolitano e membro da Executiva Estadual do PPS Goiano.

Arnaldo Jardim: O espaço para a Mobilização Democrática



A fusão do Partido da Mobilização Nacional (PMN) com o Partido Popular Progressista (PPS) oficializada em ato político conjunto, na quarta-feira 17/04/2013, em Brasília, abre opções para escaparmos da armadilha eleitoral em que o País se encontra, polarizado na hegemonia do partido majoritário do governo e no de seus aliados.

A Mobilização Democrática (MD) nasce na oposição ao governo federal e já se empenha na construção de um projeto alternativo para o Brasil em 2014. Juntas, as duas forças políticas somam 13 deputados federais, 58 estaduais, 147 prefeitos e 2.527 vereadores e 683.420 filiados em todo o país.

A criação da MD se dá após a Conferência Política Nacional do PPS, “A Esquerda Democrática pensa o Brasil”, realizada entre os dias 11 e 13 de abril. A Conferência reuniu políticos de prestígio da oposição, com comprovado poder de voto, como o Senador Aécio Neves, o ex-governador de São Paulo, José Serra – ambos do PSDB -, o jornalista e ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV/RJ) e representantes da ex-senadora Marina Silva (Rede) e do governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB).

A conferência comprovou a pobreza do debate político hoje existente, a fragilidade dos atuais partidos e a danosa consequência de um Executivo prepotente e de um Legislativo submisso. Evidenciou por outro a vontade do novo, a disposição da sociedade para a discussão de alternativas.

As tratativas da fusão, para a qual muito me empenhei, se desenvolviam há anos com o respeito e o cuidado político que a decisão exige, mas foram agora aceleradas em decorrência de manobra formulada pelo governo do Partido dos Trabalhadores (PT) em jogada de bastidor destinada a inibir o surgimento da Rede Sustentabilidade liderada por Marina Silva, a criação do Partido Solidariedade liderado por Paulo Pereira da Silva (PDT) e nossa iniciativa de criação de um novo Partido, a MD!

Esta tentativa de golpe patrocinada pelo Palácio do Planalto, viabilizou a aprovação de um projeto de lei cujo intuito mais evidente é inviabilizar a criação de novos partidos, alterando as regras vigentes.

Mas há alguns meses, segundo as regras que agora se alteram, a criação de um novo partido foi recebida com entusiasmo pelo governismo porque serviu para fragilizar as legendas oposicionistas. Agora a postura é outra!

Defendemos que as normas não podem ser mudadas ao longo do jogo. As regras eleitorais não podem ser mudadas de forma casuísta para inibir a criação de novas legendas. A interferência do governo no Legislativo, que estimula sua base neste sentido, submetendo o Congresso Nacional às vontades da Presidência da República, é um acinte contra a pluralidade democrática e a independência entre os Três Poderes. Além de violar a Constituição, que garante a todos os cidadãos brasileiros o direito de livre associação partidária, a tentativa de limitar o acesso de novas legendas tanto aos recursos do Fundo Partidário quanto ao tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão representa um golpe inaceitável na democracia.

Definitivamente, não é assim, de maneira autoritária (como infelizmente já experimentamos no passado) que se empreendem transformações. Nem é assim que se democratizam as instituições. Porisso impôs-se a iniciativa urgente pela fusão. Empreendida após mais um frustrada reforma política, reafirmamos nosso compromisso de chegarmos a uma profunda reforma do sistema eleitoral e partidário brasileiro.

Qualquer espaço orgânico que acolha democraticamente os brasileiros para o exercício da política é também uma oportunidade de fortalecer as oposições e os debates para a construção de um projeto plural para o País. E isso precisa ser feito agora, uma vez que o governo, com o comando da máquina do Estado, já iniciou o processo eleitoral para se manter no poder a partir de 2015, tentando neutralizar de qualquer forma as resistências que começam a surgir por causa do avanço da inflação, da insegurança pública com o crescimento da criminalidade e do tráfico de drogas e da falta de compromissos com os valores republicanos. 

A Mobilização Democrática surge, assim, para ser mais um instrumento da sociedade e de suas lideranças, e para mostrar que há outros caminhos de um desenvolvimento sustentável e inclusivo para os brasileiros de hoje e para os que virão depois de nós.

A democracia é a base sobre a qual se assenta todo nosso projeto. A construção da sociedade que se quer rechaça qualquer tipo de atalho ou de saídas salvacionistas. A democracia tem valor intrínseco e universal, embora se saiba que demanda avanços, ampliações e aperfeiçoamentos.

Para construir essa nova sociedade solidária impõe-se, de forma decisiva, a elaboração de um projeto de país expresso em um Plano Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico, que enfrente antigos e novos preconceitos e dogmas e, corajosamente, delineie alternativas que garantam, a um só tempo, a retomada do crescimento sustentado com melhor distribuição de renda, a eliminação das desigualdades, o fim da exclusão social, como a vivenciada pelas populações indígenas, a inserção cada vez maior do país, com soberania e competitividade, no processo de globalização.

Arnaldo Jardim é deputado federal e vice-líder da bancada do PPS-SP, agora na Mobilização Democrática (MD33)

Um guia rápido e prático para entender a Mobilização Democrática (MD33)




Todo mundo já ouviu falar na fusão do PPS com o PMN para a criação da Mobilização Democrática (MD33), mas pouca gente percebeu a importância desse ato político - e muitas perguntas ficaram sem resposta. Vamos ressaltar alguns pontos, para reflexão:

- A MD33 surge para quebrar a polarização estabelecida entre PT e PSDB, permitindo a consolidação de uma via alternativa e transformadora para o país.

- A MD33 nasce na oposição ao governo do PT, abrindo uma "janela" para recepcionar lideranças, parlamentares e membros da sociedade objetivando atuar de maneira vigorosa nas próximas eleições presidencias. Nesse sentido, a MD33visa articular um bloco das forças políticas fundamentado no diálogo com todas as potenciais candidaturas presidenciais de oposição, notadamente Marina Silva(#REDE) e Eduardo Campos (PSB). 

- A "janela" aberta com a criação da MD33 deve ser a última oportunidade legal, devido à emenda constitucional que dificulta a criação de novos partidos, para a movimentação de deputados, senadores, prefeitos e vereadores descontentes nos seus atuais partidos, que podem trocar de legenda sem risco de perderem seus mandatos, e ainda levando consigo parcela do tempo de TV e do fundo partidário.

- Aos apoiadores da ex-senadora Marina Silva, a MD33 é uma segurança no caso da Rede Sustentabilidade não ser formalizada ou reconhecida pelo TSE a tempo de disputar a eleição de 2014. Nesse caso, tanto os parlamentares apoiadores deMarina quanto ela própria podem recorrer à MD33 para disputar a eleição em 2014, sem a urgência de oficializar o seu novo partido, a #REDE, até outubro de 2013 (um ano antes do pleito, como a legislação determina).

- Aos apoiadores do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, é também um pólo atrativo de parlamentares e detentores de mandato, principalmente dissidentes de partidos da base governista, que podem recorrer à janela aberta pela criação daMD33, num caminho idêntico (mas em sentido inverso), por exemplo, ao trilhado pelo PSD de Gilberto Kassab, fundado para enfraquecer as siglas de oposição. 

- Ao contrário de um novo partido iniciado do "zero", que necessita de mais de 500 mil assinaturas em pelo menos nove estados diferentes, entre outras exigências burocráticas para a sua formalização, um partido originado da fusão de dois outros reúne os filiados de ambos - e da mesma forma abre a "janela" para novas filiações.

- Na direção da MD33, além dos fundadores do PPS e do PMN, está garantido estatutariamente um espaço para as novas lideranças e detentores de mandato que se filiarem ao partido, em todas as instâncias (nacional, estadual e municipal), assegurando a participação integrada e democrática de todos.

- A "janela" que se abrirá para detentores de mandato oriundos de qualquer partido se filiarem à MD33 terá a duração de 30 dias a partir do reconhecimento oficial, pelo TSE, da fusão do PPS com o PMN, o que deve acontecer nos próximos dias.

- Aos demais interessados em disputar a eleição de 2014 e que não tenham mandato atualmente, vale o prazo de um ano antes da eleição: ou seja, podem se filiar à MD33 até outubro de 2013.