Senhor
Presidente do Diretório Nacional, Senhores e Senhoras dirigentes Nacionais;
Senhores deputados federais e deputados estaduais; Senhoras deputadas federais
e estaduais; Senhores e Senhoras Dirigentes Estaduais, Senhores e Senhoras
Dirigentes Municipais; Digníssimos delegados dos Congressos Nacionais de 2011 e
2013; Senhores e Senhoras, filiados e simpatizantes do Partido Popular
Socialista;
No
lançamento do Plano Real, nosso Saudoso Itamar Franco, fez um longo pronunciamento sobre a importância
da força de vontade coletiva. Ele disse:
“Os
homens são construídos pela vontade, e esta mesma vontade reunida pela
esperança levanta as nações e as projeta no tempo, em sua necessária aspiração
a eternidade. A vontade, mais do que o vento, mas do que as volúveis correntes
marinhas, trouxe as caravelas a esta terra para em seguida abrir o caminho aos
sertões, empurrar a linha de Tordesilhas, até a muralha ocidental da
cordilheira e edificar a mais importante sociedade ao sul do Equador. A esta
vontade tão poderosa, tem faltado ao longo dos séculos, e mais ainda, ao longo
deste século, outra e indispensável virtude. A virtude da Justiça. Desprovido
do espírito de Justiça os homens podem ser individualmente prósperos mas não
fazem ricas as nações, desprovido de justiça, que deve ser o instrumento
prático ao dar equidade de valor ao trabalho e aos bens, a moeda perde o
respeito dos homens e longe de servir aos povos, corrompe a sociedade, desfaz os
valores morais, destroça a esperança e enfraquece a vontade”
Desde
2007, o ano que tive minha ficha abonada e tornei-me um filiado ao PPS, estas
palavras forjaram meu desejo de viver e lutar , e por meio da política servir
ao meu Estado e ao meu país. Foi esta vontade que me fez entre tantas
dificuldades financeiras pessoais, deslocar-me até São Paulo no ano de 2011, para
o Congresso Nacional do PPS; onde vi, delegados conscientes, um partido vivo,
cheio de vontade de construir um partido com um programa nacional, com ideias,
um partido unido em torno de um ideal de transformar este país, de instaurar um
governo de desenvolvimento humano e justiça social. Vi com orgulho e cheio de
fé o partido tornar-se humanista e socialista, um humanismo onde a igualdade é
buscada com um respeito profundo as diferenças tendo a paz como objetivo
permanente a ser perseguido entre os povos.
Naquele
Congresso apresentei uma Moção em defesa da Educação Pública, moção esta que se
transformou em resolução, que deu origem a realização da Primeira Conferência
Nacional realizada pelo partido; e, que colocou o partido pela primeira vez no
centro das discussões sobre a educação de nosso país. Feliz com o respeito que
os parlamentares tiveram para com as decisões do Congresso partidário, redobrei
esforços para estar no Congresso de 2013, e no tempo entre um e outro fui
presença constante nos jornais, blogs e redes sociais sempre travando o debate
da necessidade de se colocar a Educação como Pauta Política de nosso país.
Em
Goiás, estive envolvido nas lutas dos professores estando desde o malfadado “Pacto
da Educação”, implantado pelo Governo Marconi Perillo (PSDB) que retirou direitos adquiridos dos
professores e em nada melhorou a Educação Pública; até a invasão da Câmara
Municipal levada a termo devido a falta de respeito do Prefeito Paulo Garcia (
PT) para com os trabalhadores em Educação do Munícipio. Tornei-me articulista
constante nos jornais buscando sempre fazer o bom debate em defesa da Educação
e da Igualdade racial, combatendo as injustiças, seja nos jornais, nas redes
sociais e em Blogs.
Em
2013, coloquei meu nome a disposição do Partido como Pré-candidato a Governador
do Estado, por que entendi que o partido precisava se posicionar de forma
independente, ter seu próprio programa político a propor ao povo Goiano.
Infelizmente, o partido não entendeu a minha proposta, se o tivesse feito,
possivelmente estaríamos até melhor posicionados e com mais coerência do que
estando atrelado ao mesmo governo que fez tudo ao contrário das ideias que
defendemos. Participei ativamente do congresso Municipal do Partido, do
Congresso Estadual e do Congresso Nacional. Em todos eles, busquei ajudar a
fazer um debate propositivo, buscando ouvir as vozes das ruas, os anseios do
povo por um desenvolvimento humano e com justiça social.
No
Congresso Nacional em 2013, duas propostas minhas foram aprovadas: a primeira,
mais uma moção em defesa de que o partido se esforce para que todos os nossos
parlamentares defendam oportunidades iguais de educação; vi o debate sobre
educação avançar no congresso com um aumento enorme de intervenções
apresentando dados sobre a importância de o Partido defender um novo modelo
educacional para o país;, a segunda; propus a criação de uma Coordenação
Nacional de Igualdade Racial com o objetivo de se criar no partido uma
discussão profunda sobre as propostas existentes que tem na sua maioria, contribuído
para criar o ódio mais do que incluir, entre os diversos e diferentes grupos
sociais.
Tornando-me
membro da direção nacional retornei ao Estado de Goiás com ânimo redobrado,
feliz pelo reconhecimento dos dirigentes e dos delegados ao Congresso Nacional.
Foi então, que mesmo não satisfeito com os rumos que o Partido em Goiás estava
tomando quanto as coligações locais, decidi-me ser candidato a Deputado Estadual.
Entretanto, uma surpresa frustrou os meus sonhos construídos ao longo dos anos,
o sonho de por meio desta candidatura, intensificar o trabalho feito em defesa
da educação, da igualdade racial e mesmo a luta pela construção de um partido
forte em defesa da democracia e do desenvolvimento humano.
Tive
plena confiança no meu partido e em meus
dirigentes e jamais imaginei que meu nome pudesse não constar na lista oficial
daqueles que poderiam ser candidatos pelo partido. Jamais poderia imaginar que
sendo dirigente municipal ( secretário), dirigente estadual, (membro da
executiva), e suplente da direção nacional pudesse estar em condição irregular
perante o T.R.E. Diante da frustração de
agora encontrar com minha candidatura inviabilizada por não estar filiado ao
partido, enviei carta ao Presidente Estadual do Partido, Senhor Marcos Abrão
pedindo que seja apurado as razões pelas quais os responsáveis não conferiram,
ou não enviaram, o meu nome para o T.R.E, na lista oficial do Partido. Eu
confio na força de vontade coletiva deste partido, mas como Itamar Franco,
estou convicto também, de que a força de vontade sem o espírito de justiça, os
homens podem ser individualmente prósperos, mas não fazem rica as nações. Sem o
Espírito de Justiça, eu parafraseio, o partido pode ter alguns líderes fortes
que podem até prosperar individualmente, mas não construiremos um partido
Nacional, com ideias forjadas na luta, um partido rico, criativo e vivo. Caso
não respeitemos a história construída por cada um não teremos um partido coeso
e capaz de enfrentar as intempéries que tem levado nosso país a fazer degenerar
sua democracia e transformar o que seria um desenvolvimento humano em uma
fábrica de loucos e fanáticos.
Aproveito
para fazer um apelo. Não se trata de agir com rancor, ressentimento, vingança
ou qualquer outro sentimento negativo, mas de perceber que quando valorizamos
demais os talentos individuais em detrimento da luta coletivamente construída o
partido se degenera, a democracia se degrada em populismo e pessoas ou grupos
se sentem donos do partido e das histórias alheias. Precisamos ter mais clareza
em nossas ações, coerência em nossos atos e práticas, para que o espírito de
justiça não se perca.
Reitero
minha confiança de que o Diretório Estadual de Goiás não deixará minha luta por
democracia e desenvolvimento humano, por oportunidades iguais de educação e
igualdade racial, ser morta por uma omissão ou ato inconsequente; mas que será
esclarecido totalmente a razão de meu nome não ter sido enviado a Justiça
Eleitoral no ano passado e que todas as medidas necessárias e legais serão
tomadas para que acontecimentos deste tipo não prejudique a construção do
partido humanista que tanto sonhamos.
Professor
Nelson Soares dos Santos, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação
Brasileira, membro de todas as instâncias do Partido Popular Socialista. ( 1º
Secretário do PPS Metropolitano, membro do Diretório Estadual e membro Suplente
do Diretório Nacional); teve seu nome notificado pelo T.R.E, como não estando
listado oficialmente como filiado do partido.