Pesquisar este blog

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Uma resposta ao Empresário Carlos Augustos Ramos Cachoeira.



Nelson Soares dos Santos[1]

Hoje de manhã, não li jornais. Levantei e fui caminhar pelas ruas, pedir votos, falar de educação. Estive com um grupo de moto-taxistas que depois de afirmar ver em minha pessoa honestidade e seriedade, instaram comigo para que eu deixasse a política, pois segundo um deles, se eu for eleito terei aberto a porta do inferno, e uma vez, lá, terei que lutar com demônios. Ao chegar em casa para o almoço, liguei para um companheiro de partido que pediu que eu lesse o artigo do Carlos Augusto Ramos Cachoeira, o vulgo Carlinhos Cachoeira, conhecido nacionalmente pela CPI do Jogo do Bicho, e que quase colocou em risco a governabilidade do Governo Marconi; e que não muito tempo atrás, escreveu artigo publicado nos jornais do Estado, onde o mesmo mandava o Governador calar a boca, ou ele iria usar as armas que tinha. Agora, o mesmo moço escreve e assina o artigo que leio, e, sem meias palavras, ou de forma bem clara, nas entrelinhas, acusa o Ex-Candidato a Governador Iris Rezende Machado de Corrupção, e manda-o calar a boca. Pelo visto, o moto-taxista estava errado. Parece que a luta contra demônios já começou e a porta do inferno já foi aberta.
Quando li o artigo no qual o Governador Marconi foi mandado calar a boca, senti nojo e tristeza. Com repulsa, fiquei em silêncio, por que ali já havia uma acusação a todos os políticos, como se detentor de um poder quase divino,  - o empresário que se tornou bem sucedido explorando atividades ilegais, como ele mesmo confessa nas entrelinhas dos artigos que escreve e são publicados, e por quais atividades consideradas ilegais já esteve detido pela polícia, - enxovalha os políticos, desafia a todos, e se comporta como se tivesse todos os políticos do Estado em suas mãos.  Hoje, eu faço um desafio público ao Carlos Cachoeira: apresente os nomes de todos os políticos, os quais você tem autoridade para fazê-los calar a boca, ou cale a sua boca para falar da vida de pessoas que você sequer conhece. Nem todos os políticos são ladrões, e nem todos os empresários são bandidos, Senhor Carlos Cachoeira.
No início do seu artigo, você afirma: “ Políticos são mesmo pilantras. Não há exceção.” Eu afirmo que você está errado. Existem sim políticos com ideais e que lutam pelo bem comum. Temos em Goiás 07 candidatos a governador,  07 candidatos a vice-governador, 07 candidatos a senador, 14 candidatos a suplentes de Senador, 172 candidatos a deputados federais, e 827 candidatos a deputados estaduais. Será mesmo que todos são corruptos e vossa Senhoria pode acusar a todos de corrupção, sem nenhuma exceção? Não me darei ao trabalho aqui de defender o Governador Marconi ou ao Ex-Governador Iris Rezende Machado, eles certamente não precisam do meu esforço. Outrossim, estas centenas de homens que sonham com uma sociedade justa e que lutam cotidianamente por melhorias não deve continuar ser vítima da língua ou da pena de um homem a quem os cárceres  da polícia já serviu de lar.
Apelo, ao Ministério Público Eleitoral que tome providências. Não é possível que um homem que já esteve no cárcere da polícia, enxovalhe a toda a classe política e a própria justiça não tome medidas de proteção a sociedade. Ao condenar toda a Classe Política, o empresário instiga a descrença no estado democrático, descredencia o próprio processo eleitoral e espalha na multidão a descrença para com o futuro da sociedade organizada. Ao afirmar, que todos os políticos são corruptos sem exceção, o empresário atinge também o próprio judiciário que é quem legitima o processo eleitoral.
Talvez seja a hora, Senhor Carlos Augusto, de Vossa Senhoria, que parece querer a aprovação da sociedade, explicar as acusações que rondaram os jornais envolvendo a Secretaria de Estado da Educação. Naquela época, alertei aos professores que a luta por educação de qualidade é maior do que simplesmente lutar por salários de professores, e que conhecer os bastidores de quem nomeia, indica, e manda em alguns órgãos públicos é tão importante quanto o aspecto ideológico. Já que tens o poder de mandar os dois homens mais poderosos da política do Estado calar a boca, diga para nós, qual é vosso quinhão no campo da Educação. Confessas publicamente estar envolvido no jogo do bicho, e, ameaça citando encontros com diretores do Delta. Ousa ainda ameaçar a qualquer um que se sentir ofendido, como se todo mundo que está na política lhe devesse favores.
Não, Senhor Carlos Augusto. Eu não lhe devo nenhum favor, e tenho certeza que existem muitos outros que como eu não lhe deve favores de campanha  e de nenhum tipo. Alegas tornar-te um lampião para defender a honra de tua família, mas enxovalha e chama de corruptos pais de famílias que sequer conhece. Lampião, como o Senhor a ele se compara, era um fora da Lei, por isso não posso dizer-lhe que como pai e chefe de família eu me igualaria ao senhor e a Lampião. Eu faço parte daqueles que lutam por fazer as leis do país, que luta pelo bem coletivo. Entretanto, não tenho nenhum medo de tornar-me um gladiador e,  lutar até a morte dentro das regras limpas em defesa da família, da ética e de uma sociedade onde as atividades legais, a justiça, sejam respeitadas por todos.
Sou candidato, Senhor Empresário, por que quero mudar a educação deste país. E vou participar da luta que vai mudar a educação deste país. E se para isso, for preciso lutar contra a corrupção, colocando em risco minha vida, para colocar na cadeia empresários corruptos que desviam o dinheiro da educação em tantos estados deste país, e que vez ou outra vê os escândalos nos jornais, terá tido sentido ter vivido e ter lutado. Retrate-se Senhor Carlos Augusto, ou prove que todos os políticos são corruptos sem exceção. Cale e lave a sua boca antes de se referir aos pais de família que como eu, estão entrando na política para colocar na cadeia corrutos e bandidos que desviam o dinheiro público para viver em putarias. Aproveite-se e se retrate, dê os nomes dos corruptos e durma em paz, por que se Vossa Senhoria vive em tormentos, digo-lhe que durmo todas as noites tranquilas e felizes, pois sei que Deus cuida daqueles que vivem e fazem o bem. E por fim, que os candidatos que nada devem ao referido Empresário se apresentem como alternativa, pois a sociedade quer mudança, a sociedade quer votar em homens que querem construir uma nova política.




[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira pela UFG ( Universidade Federal de Goiás), Professor Universitário é membro da Direção Estadual e Nacional do Partido Popular Socialista, Candidato a Deputado Estadual, e não conhece o Empresário. 

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Uma parceria em defesa de um novo modelo de Educação.



11ª Carta Política – Uma parceria em defesa da Educação, do humanismo e da Democracia em Goiás.



Prezados amigos,
Apresento a vocês hoje a parceria que fizemos em defesa do Humanismo, da democracia e da defesa de um novo modelo educacional em Goiás e no Brasil. Na primeira reunião que participei e na qual o Marcos Abrão se apresentou para se filiar ao partido eu fui contra. E fui contra por diversos motivos que aqueles que me acompanham podem imaginar bem. Eu estava tentando sair de um Governo que na minha opinião errou profundamente com os professores de nosso estado e com a Educação, e a  chegada dele ao partido significaria eu continuar na base deste mesmo governo.
Em um partido, no entanto, não se faz política sozinho. E em uma democracia é preciso aprender, em alguns momentos, ser minoria. Entretanto, Marcos Abrão se apresentou afirmando que veio para o PPS – Partido Popular Socialista com o intuito de somar forças na defesa dos compromissos que o PPS tem com a População goiana e  Brasileira. Na câmara federal, como todos os deputados federais do PPS, já fazem, Marcos Abrão assume o compromisso de lutar por um novo modelo educacional, pela valorização dos educadores, mudanças no pacto federativo que dê condições de criar oportunidades iguais de educação neste país.

E, assim, depois de muitas dificuldades, e de estar consolidada a nossa candidatura a Deputado Estadual, eis então, o material pelo qual divulgaremos esta nova parceria em defesa da Educação de Goiás e do Brasil. Para Dep. Federal, vote Marcos Abrão 23.45 , e para Dep. Estadual, vote Prof. Nelson, 23.345 – Um voto pela Educação.









domingo, 10 de agosto de 2014

10 ª Carta Política – Aos Pais - Por que precisamos mudar a Educação



Prezado Pais.
Sou o Professor Nelson, candidato a Dep. Estadual, nº 23.345, pai  de duas filhas de nove e 13 anos, e estou preocupado com o futuro de minhas duas filhas queridas. Creio que todos vocês são assaltados pelas mesmas preocupações.  Os valores em nossa sociedade estão deteriorados, a falta de respeito é generalizada. As escolas públicas estão caindo aos pedaços, a segurança pública é quase inexistente e a saúde é precária.

Hoje é um bom dia pra refletir sobre tudo isso. Trabalhamos de sol a sol para tentar dar um futuro melhor do que tivemos aos nossos filhos, entregamos ao estado 30% do suor do nosso rosto todos os anos e em troca o que recebemos é esta realidade caótica, e até mesmo uma cidade que nem o lixo tem um recolhimento regular.
Prezados pais, muitos de vocês não gostam de política e com razão. Os políticos não tem feito muito por merecer confiança nos últimos anos, mas eu vos digo, precisamos de bons políticos para mudar esta situação. Eu vos peço que nesta eleição não votem em político que estão buscando reeleição, eles já tiveram oportunidade e nada fizeram para ser diferente. Votem em nomes novos.
Vocês tem ouvido que foi feito muito pela educação em Goiás. Eu vos digo: não é verdade. Vocês acreditam mesmo que existe escola boa com professores insatisfeitos? E vocês acreditam que um professor pode estar satisfeito quando lhe tiram parte do salário que recebiam todo mês? Os professores de Goiás tiveram perda de direitos na implantação do chamado “Pacto Pela Educação”, portanto, pais, não existe escola boa com professores mal pagos.


Neste domingo, ao pensarem no futuro de vossos filhos, pensem em caminhos para mudar a educação. Eu vos afirmo: Se não mudarmos a educação, se não provermos oportunidades educacionais iguais para todos, nada neste país vai mudar. Eu sou o Prof. Nelson, meu numero é 23.345. Sou candidato para mudar esta realidade, sou candidato para mudar a Educação. Eu lhes desejo um feliz dia dos pais, mas se querem que os nossos filhos tenham mesmo um futuro com saúde, segurança, justiça e Educação, dê um voto pela Educação.

9ª Carta Política – Em Defesa do Futuro, ou Carta a Juventude. Prezada Juventude, Moços e Moças.



Eu sou o Prof. Nelson, Candidato a Deputado Estadual, com o número 23.345. Eu me dirijo a vocês pelo dever indeclinável de não me omitir perante o risco que hoje corre o futuro do Brasil e de nosso Estado. Estamos em processo eleitoral, e muitas mentiras estão sendo contadas a vocês. Muitos de vocês ainda não votaram, ou tem o direito de votar pela primeira vez. Lembrem-se: O voto é uma arma que pode salvar ou comprometer o futuro de vocês. O voto pode comprometer vossos sonhos de ter uma família melhor do que seus pais, uma profissão melhor e uma vida mais digna. Não deixem de prestar atenção em quem votar.

Vivemos um momento difícil no Brasil e em Goiás. Ninguém acredita na política e nos políticos e isso abre ainda mais espaço para aqueles que só tem compromisso com eles mesmos. Os endinheirados e endireitados que jamais pensam no bem comum. Aliás, vocês devem ouvir o tempo todo uma história de que já não existe mais esquerda ou direita. Tal história mentirosa é contada por alguns de vossos professores e muitos políticos. Dizem que não existem mais lutas de classes, que isso é coisa do passado e discursos de loucos e idealistas. Estes mesmos colocam os filhos nas melhores escolas particulares, viajam para o exterior, tem amplo programa cultural de férias, e tudo que o dinheiro pode comprar.
Eu vos digo meus amados: Esta é a forma mais pérfida que a luta de classe já se manifestou. Temos no país uma escola pobre para os pobres que os exclui de qualquer possibilidade de ascensão social, e uma escola rica para os ricos que faz os mesmos insensíveis aos problemas de quem quer que seja, e serviçais de um sistema depauperado, degenerado e degradante. Estes ricos e milionários controlam tudo, todas as instituições, os partidos políticos, os jornais, a televisão, a mídia e por meio da manipulação de vossas consciências e do vosso voto controlam a máquina do Estado, único ente que poderia trabalhar a vosso serviço.
Tenho ouvido falar de candidatos que defendem a educação, que fizeram revolução educacional, mas massacraram os professores, retiraram direitos adquiridos, e dizem que a educação em Goiás está boa. A educação não está boa, nem em Goiás, nem em lugar nenhum do Brasil. Dizer que a educação está boa é atentar contra a inteligência de vocês que estão nas escolas públicas, ou que estudam em centenas de escolas particulares com professores mal preparados.

A minha candidatura tem  o propósito fundamental de colocar a educação na pauta política, por isso, mesmo que você julgue ter um suposto candidato que mereça o seu voto, discuta a educação. Pergunte-o o que pensa sobre a educação, por que, meus amigos, ou se muda a educação, ou nãos e muda nada. É por isso, que eu vos peço, leiam todas as cartas políticas do nosso blog, discutam o futuro deste país, votem pela educação, vote Prof. Nelson 23. 345, Deputado Estadual.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

8ª Carta Política - Sobre Educação, Segurança público e discurso de campanha eleitoral

Prezados amigos e leitores deste Blog. e todos aqueles que estão acompanhando a nossa luta em prol de uma Educação de qualidade; 

Quando tentei ser candidato a Governador pelo meu partido, colocando-me como pré-candidato a governador foi por muitos incompreendido. E quando vejo os discursos falaciosos que se estabelece na questão da Segurança Pública vejo que cumprir um dever indeclinável de todo cidadão que decide servir a sociedade por meio da política. Os planos de governo apresentados até agora, parece um atentado a inteligência do cidadão eleitor, pois nenhum deles coloca o caos na educação como sendo uma das principais razões da existência de tamanha violência na nossa sociedade. Nenhum dos planos apresentados coloca uma perspectiva de sociedade, e o que se tem são propostas mirabolantes em torno de palavras vazias e discursos imediatistas. A questão da segurança pública só será resolvida a partir de três princípios básicos: 1. Reformulação da formação dos policias e da ação policial; 2. Investimento em Educação para prevenir a violência; 3. Reformulação do código penal ou da ação punitiva e reintegradora a sociedade.
1.   A democratização da Ação Policial.

Já faz mais de vinte anos que começamos a transição da ditadura civil-militar para a democracia ou para o Estado Democrático de Direito, e, no entanto, não conseguimos desmilitarizar as nossas polícias. Este é um tema difícil de ser tratado, por que sempre que se toca no assunto o desespero por simplificar a questão leva a um reducionismo absurdo. Desmilitarizar a polícia não é tirar a arma das mãos do policial, como pensam alguns apressados. É muito mais que isso, é uma forma de ação e vida tanto envolvendo a formação dos policiais como a criação de instrumentos de relacionamento entre a polícia e a sociedade.
Para que isso possa acontecer é preciso de um plano de longo prazo de segurança pública envolvendo uma reformulação do Próprio Pacto Federativo. Colocar armas nas mãos de guardas metropolitanos é quase que uma decisão estúpida tomada por alguns prefeitos no desespero por coibir a violência. Não é o município ou o Estado agindo de forma isolada que vai se conseguir diminuir a violência. Isso só será possível por meio de uma ação articulada, um projeto que envolva todos os entes governantes do Pacto Federativo e a própria sociedade civil.
Embora se diga que vivemos em uma democracia, muita gente, mas muita gente mesmo ainda vive uma cultura militarizada dentro do próprio seio familiar. Temos um ranço autoritário, aquilo que faz as pessoas repetirem com garbo no peito: “Você sabe com quem você está falando”? Este ranço autoritário impede o avanço da democratização da ação policial, corrompe os costumes e degrada a formação do caráter das novas gerações. Democratizar a ação policial significa enfrentar todas estas questões para criar as próprias condições de se mudar a ação policial.
2.   Investimento em Educação Pública de qualidade.

Hoje as escolas públicas em nosso país, e em nosso estado, transformaram-se em depósitos de formação de bandidos. Escolas caindo aos pedaços, professores doentes por que não são valorizados e são obrigados a enfrentar uma sobrecarga desumana de trabalho, pais ausentes; recursos didáticos ultrapassados e ausência de uma relação didático-pedagógica do estado com as famílias. Nos Estados Unidos, quando uma criança nasce poucos dias depois a família recebe uma carta do Governo, esclarecendo a família os direitos que a criança possui como cidadã e a forma como o estado vai cumprir. Aqui, se os pais não forem registrar a criança, e muitos tem dificuldade de registrar, o estado corre o risco de não ficar sabendo que a criança nasceu.
Então é um absurdo que os candidatos falem de mudar a segurança pública sem falar de educação. É uma mentira, uma falácia, um engodo. Prevenir a violência só é possível transformando a educação em prioridade de investimento. Enquanto não se mudar a Educação deste país nada vai mudar. Até mesmo a economia sofre os efeitos de uma educação que parece ter como objetivo perpetuar a pobreza e a ignorância. Recomendo aos candidatos a Governador  ler nossa carta sobre educação.

3.   Reforma do Código Penal e da ação reintegradora do criminoso a sociedade.

Um dos problemas mais graves do nosso país é a forma como as pessoas lidam com as leis. Já ouvi mais de uma vez, pessoas que já foram presas afirmarem que estavam doidos pra fazer qualquer coisa, matar alguém para poder voltar pra cadeia, pois nela, a comida é boa e ainda tem o auxilio reclusão. É um absurdo que os presídios no Brasil se transformaram em um incentivo  a vida de criminoso. Absurdo que um auxilio reclusão seja superior ao salário base do professor de Educação Básica de alguns estados.
O que se precisa então, é que a sociedade eleja parlamentares comprometidos a servir a sociedade, a compreender meios de tornar melhor a convivência social. Enquanto os parlamentares, seja no nível municipal, estadual ou federal estiverem atrelados a grupos cujo intuito único é o lucro fácil, e o enriquecimento ganancioso e inescrupuloso não existe possibilidade de diminuição da violência, pois são os parlamentares, os responsáveis pela elaboração de leis claras que venham a resolver as questões relativas a convivência social.

Acrescente-se a isso a áurea de impunidade que vem tomando conta do imaginário popular. Um bandido é preso e solto trinta vezes ou mais e não se dá conta de que cometeu um erro contra a sociedade na qual vive. Aliado a este fato, o processo de reintegração a sociedade não tem funcionado no Brasil. O nível de reincidência é altíssimo e não se vê medidas concretas para mudar esta situação nem a curto, médio ou longo prazo.

Epílogo – OU Educação Pelo amor de Deus.


Educação, pelo Amor de Deus, é preciso gritar aos quatro cantos deste país. Ou investimento em educação ou veremos uma degeneração da sociedade a tal ponto que os níveis de violência se tornarão insuportável e o medo se alastrará por todos os lados. É preciso que todas as famílias se ocupem e compreendam a importância da Educação, todas as instituições, enfim, toda a sociedade. Ou compreendemos a importância de transformar a Educação em investimento prioritário, ou seremos uma nação em forma de caos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

7ª Carta Política - Carta aberta aos filiados e dirigentes do Partido Popular Socialistas – PPS


Senhor Presidente do Diretório Nacional, Senhores e Senhoras dirigentes Nacionais; Senhores deputados federais e deputados estaduais; Senhoras deputadas federais e estaduais; Senhores e Senhoras Dirigentes Estaduais, Senhores e Senhoras Dirigentes Municipais; Digníssimos  delegados dos Congressos Nacionais de 2011 e 2013; Senhores e Senhoras, filiados e simpatizantes do Partido Popular Socialista;
No lançamento do Plano Real, nosso Saudoso Itamar Franco, fez  um longo pronunciamento sobre a importância da força de vontade coletiva. Ele disse:
“Os homens são construídos pela vontade, e esta mesma vontade reunida pela esperança levanta as nações e as projeta no tempo, em sua necessária aspiração a eternidade. A vontade, mais do que o vento, mas do que as volúveis correntes marinhas, trouxe as caravelas a esta terra para em seguida abrir o caminho aos sertões, empurrar a linha de Tordesilhas, até a muralha ocidental da cordilheira e edificar a mais importante sociedade ao sul do Equador. A esta vontade tão poderosa, tem faltado ao longo dos séculos, e mais ainda, ao longo deste século, outra e indispensável virtude. A virtude da Justiça. Desprovido do espírito de Justiça os homens podem ser individualmente prósperos mas não fazem ricas as nações, desprovido de justiça, que deve ser o instrumento prático ao dar equidade de valor ao trabalho e aos bens, a moeda perde o respeito dos homens e longe de servir aos povos, corrompe a sociedade, desfaz os valores morais, destroça a esperança e enfraquece a vontade”
Desde 2007, o ano que tive minha ficha abonada e tornei-me um filiado ao PPS, estas palavras forjaram meu desejo de viver e lutar , e por meio da política servir ao meu Estado e ao meu país. Foi esta vontade que me fez entre tantas dificuldades financeiras pessoais, deslocar-me até São Paulo no ano de 2011, para o Congresso Nacional do PPS; onde vi, delegados conscientes, um partido vivo, cheio de vontade de construir um partido com um programa nacional, com ideias, um partido unido em torno de um ideal de transformar este país, de instaurar um governo de desenvolvimento humano e justiça social. Vi com orgulho e cheio de fé o partido tornar-se humanista e socialista, um humanismo onde a igualdade é buscada com um respeito profundo as diferenças tendo a paz como objetivo permanente a ser perseguido entre os povos.
Naquele Congresso apresentei uma Moção em defesa da Educação Pública, moção esta que se transformou em resolução, que deu origem a realização da Primeira Conferência Nacional realizada pelo partido; e, que colocou o partido pela primeira vez no centro das discussões sobre a educação de nosso país. Feliz com o respeito que os parlamentares tiveram para com as decisões do Congresso partidário, redobrei esforços para estar no Congresso de 2013, e no tempo entre um e outro fui presença constante nos jornais, blogs e redes sociais sempre travando o debate da necessidade de se colocar a Educação como Pauta Política de nosso país.
Em Goiás, estive envolvido nas lutas dos professores estando desde o malfadado “Pacto da Educação”, implantado pelo Governo Marconi Perillo (PSDB)  que retirou direitos adquiridos dos professores e em nada melhorou a Educação Pública; até a invasão da Câmara Municipal levada a termo devido a falta de respeito do Prefeito Paulo Garcia ( PT) para com os trabalhadores em Educação do Munícipio. Tornei-me articulista constante nos jornais buscando sempre fazer o bom debate em defesa da Educação e da Igualdade racial, combatendo as injustiças, seja nos jornais, nas redes sociais e em Blogs.
Em 2013, coloquei meu nome a disposição do Partido como Pré-candidato a Governador do Estado, por que entendi que o partido precisava se posicionar de forma independente, ter seu próprio programa político a propor ao povo Goiano. Infelizmente, o partido não entendeu a minha proposta, se o tivesse feito, possivelmente estaríamos até melhor posicionados e com mais coerência do que estando atrelado ao mesmo governo que fez tudo ao contrário das ideias que defendemos. Participei ativamente do congresso Municipal do Partido, do Congresso Estadual e do Congresso Nacional. Em todos eles, busquei ajudar a fazer um debate propositivo, buscando ouvir as vozes das ruas, os anseios do povo por um desenvolvimento humano e com justiça social.
No Congresso Nacional em 2013, duas propostas minhas foram aprovadas: a primeira, mais uma moção em defesa de que o partido se esforce para que todos os nossos parlamentares defendam oportunidades iguais de educação; vi o debate sobre educação avançar no congresso com um aumento enorme de intervenções apresentando dados sobre a importância de o Partido defender um novo modelo educacional para o país;, a segunda; propus a criação de uma Coordenação Nacional de Igualdade Racial com o objetivo de se criar no partido uma discussão profunda sobre as propostas existentes que tem na sua maioria, contribuído para criar o ódio mais do que incluir, entre os diversos e diferentes grupos sociais.
Tornando-me membro da direção nacional retornei ao Estado de Goiás com ânimo redobrado, feliz pelo reconhecimento dos dirigentes e dos delegados ao Congresso Nacional. Foi então, que mesmo não satisfeito com os rumos que o Partido em Goiás estava tomando quanto as coligações locais, decidi-me ser candidato a Deputado Estadual. Entretanto, uma surpresa frustrou os meus sonhos construídos ao longo dos anos, o sonho de por meio desta candidatura, intensificar o trabalho feito em defesa da educação, da igualdade racial e mesmo a luta pela construção de um partido forte em defesa da democracia e do desenvolvimento humano.
Tive plena confiança no meu partido e em  meus dirigentes e jamais imaginei que meu nome pudesse não constar na lista oficial daqueles que poderiam ser candidatos pelo partido. Jamais poderia imaginar que sendo dirigente municipal ( secretário), dirigente estadual, (membro da executiva), e suplente da direção nacional pudesse estar em condição irregular perante o T.R.E.  Diante da frustração de agora encontrar com minha candidatura inviabilizada por não estar filiado ao partido, enviei carta ao Presidente Estadual do Partido, Senhor Marcos Abrão pedindo que seja apurado as razões pelas quais os responsáveis não conferiram, ou não enviaram, o meu nome para o T.R.E, na lista oficial do Partido. Eu confio na força de vontade coletiva deste partido, mas como Itamar Franco, estou convicto também, de que a força de vontade sem o espírito de justiça, os homens podem ser individualmente prósperos, mas não fazem rica as nações. Sem o Espírito de Justiça, eu parafraseio, o partido pode ter alguns líderes fortes que podem até prosperar individualmente, mas não construiremos um partido Nacional, com ideias forjadas na luta, um partido rico, criativo e vivo. Caso não respeitemos a história construída por cada um não teremos um partido coeso e capaz de enfrentar as intempéries que tem levado nosso país a fazer degenerar sua democracia e transformar o que seria um desenvolvimento humano em uma fábrica de loucos e fanáticos.
Aproveito para fazer um apelo. Não se trata de agir com rancor, ressentimento, vingança ou qualquer outro sentimento negativo, mas de perceber que quando valorizamos demais os talentos individuais em detrimento da luta coletivamente construída o partido se degenera, a democracia se degrada em populismo e pessoas ou grupos se sentem donos do partido e das histórias alheias. Precisamos ter mais clareza em nossas ações, coerência em nossos atos e práticas, para que o espírito de justiça não se perca.
Reitero minha confiança de que o Diretório Estadual de Goiás não deixará minha luta por democracia e desenvolvimento humano, por oportunidades iguais de educação e igualdade racial, ser morta por uma omissão ou ato inconsequente; mas que será esclarecido totalmente a razão de meu nome não ter sido enviado a Justiça Eleitoral no ano passado e que todas as medidas necessárias e legais serão tomadas para que acontecimentos deste tipo não prejudique a construção do partido humanista que tanto sonhamos.
Professor Nelson Soares dos Santos, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira, membro de todas as instâncias do Partido Popular Socialista. ( 1º Secretário do PPS Metropolitano, membro do Diretório Estadual e membro Suplente do Diretório Nacional); teve seu nome notificado pelo T.R.E, como não estando listado oficialmente como filiado do partido.


Segunda Feira 04/ 08 - Balanço da Campanha

. Hoje, duas coisas ocuparam minha mente - uma a questão da violência em Goiânia - até sugiro que se pense em pedir socorro a polícia federal para tentar, por meio de serviço de inteligência elucidar os crimes que tem ocorrido, sobretudo a matança de mulheres. A segunda coisa, foi que passei mais um dia trabalhando na questão do registro da minha candidatura sobre a qual fui notificado na quinta-feira que meu nome não constava na lista oficial do Tribunal Regional Eleitora. Hoje, reuni-me com o Secretário Geral do Partido em Goiânia, Arthur Otto, depois reuni-me com Secretário Geral do Diretório Estadual Demilson Lima, a quem entreguei requerimento dirigido ao Presidente do Diretório Estadual, buscando esclarecimentos sobre as razões pelas quais meu nome não foi enviado para a lista oficial do Tribunal. Tive ainda uma série de conversas bilaterais por telefone e pessoalmente com diversos membros da Executiva Estadual, buscando mostrar a todos que precisamos estar todos juntos se quisermos construir um partido que lute por desenvolvimento humano e democracia, que defenda oportunidades iguais de educação e desenvolva uma nova política de sustentabilidade e de igualdade racial. Agradeço a todos que estão me acompanhando e assim que tiver um resultado final do processo de registro de candidatura ou das providências tomadas quanto a questão, comunicarei a todos. Enquanto isso, não deixemos de lado nossa campanha. Afinal, ou se muda a Educação ou nada muda...por isso eu peço, para cada um - Dê um voto pela educação. Prof. Nelson 23.345 Dep. Estadua