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terça-feira, 16 de setembro de 2014
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
12ª Carta Política - Marconi Perillo e a Educação.
Nelson Soares dos Santos
Muitos tem questionado se
minha posição de votar contra Marconi pode prejudicar-me na
política. A resposta é sim, claro que pode. Principalmente se Marconi for
eleito e eu não. Embora o Partido nacionalmente se aliou ao PSB, aqui em Goiás
é da coligação que apoia Marconi e não será fácil justificar minha posição nem
tão pouco enfrentar os interesses de grupos que existem na política. O que
levou-me, no entanto, a tal posição foi o fato de não conseguir ser ouvido nem
pelo novo presidente do meu partido, Marcos Abrão, na questão da educação, e nem
pela Coordenação da Campanha do Governador e, tão pouco, pelo Próprio Governador, que nunca apertei a
mão dele mais gordo ou mais magro. Eu tinha esperanças que O Governador
reconhecesse que o Pacto pela Educação foi um grande erro, que retirar a
titularidade dos professores foi uma aberração, que não cumprir com piso
nacional tenha sido inaceitável.
Durante quatro anos posicionei
contra o pacto pela educação, escrevi artigos, alertei, conversei com professores
e educadores sobre a questão. E mesmo que o PPS, tenha sempre estado na base do
Governo nunca me omiti. E o fiz, consciente de que a nossa posição é de
auxiliar a sociedade a compreender quais são os melhores caminhos que se deve
escolher. Lutei para tirar o PPS da base do Governador, infelizmente, fui
minoria no partido. Este é o problema da escolha daqueles que querem o melhor
para a sociedade se negarem a se filiarem em um partido político. As decisões
de plano de governo e coligação são feitas por dirigentes partidários
escolhidos pelos filiados e enquanto nos partidos estiverem uma maioria que
fazem política pensando no próprio umbigo a preocupação com o bem coletivo
sempre estará em segundo plano.
Quando vi a comemoração
estapafúrdia de um resultado que embora seja, de fato, a melhor posição não
alcançou sequer a nota mínima esperada, é como se um aluno comemorasse ter tirado a
melhor nota da sala, em uma turma onde todos foram reprovados; percebi
que não dava mais para continuar, e era preciso correr o risco de dizer a sociedade:
Não, este não é o melhor plano educacional. É preciso que no mínimo se faça a
alternância de poder em Goiás. Não fiz nenhuma negociata, não estou apoiando nenhum
candidato da oposição, até por que todos são frágeis na questão educacional e
ainda não se apresentou um plano ou projeto consistente. Mas tenho segurança de
que a alternância de poder pode ajudar a estabelecer o diálogo, com o que ai
está, é impossível de acontecer.
Durante quatro anos eu insisti, escrevi artigos, falei, e não fui ouvido.
Foram mais de 80 mil professores que viram seus salários serem diminuídos,
perderam a titularidade e, tenho certeza, fez faltar o alimento aos filhos, o
conforto , o lazer, pois imagine você, perder 300, 400, e até 700 reais em uma
categoria que os melhores salários não passam de 04 mil reais. Posso imaginar o
sofrimento destas famílias, dos filhos destes professores, que por trabalharem
mais de 60 horas, muitas vezes veem os filhos se transformarem em marginais por
que não possuem tempo para educar os próprio filhos. Eu me lembro da época da
greve, lágrimas no rosto de diversos professores. Não, não se pode esquecer
tamanho sofrimento. Não se pode aceitar tudo isso e continuar dizendo: Sou
humanista.
Eu apelo a cada professor que faça valer agora o poder que nós educadores
temos. Converse com seus alunos, com os pais, e todos aqueles que passaram por
vocês. A alternância de poder em Goiás é de máxima importância, e sobretudo, os
professores assumirem uma posição ativa neste processo. Agora é a hora de fazer
a mudança. E aproveito para pedir o voto de todos vocês. Eu contando com o voto
de cada um, a educação terá um interlocutor na defesa de uma sociedade
diferente do que ai está, um defensor da valorização do professor, de
oportunidades iguais de educação para todos. Vamos mudar agora. Vamos para
urna, vamos valorizar a democracia, a gestão democrática nas escolas. Vem
comigo: Dê um voto pela educação. Deputado Estadual: Prof. Nelson 23.345.
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Sobre Aécio, Marina, Marimar, Marconi e a Educação.
Vi hoje no DM, o Presidente Estadual do PPS, afirmar que ele e o PPS de Goiás apoia a candidatura de Aécio Neves. Todos tem visto que eu apoio e tenho feito campanha para Marina Silva Presidente. Devo informar que no campo nacional o PPS está coligado com o PSB, que o Congresso Nacional do Partido ( Instância máxima), decidiu que o partido apoiara para presidente a candidatura do PSB. Tal posição foi reafirmada após a morte de Eduardo Campos. Eu, particularmente, e acredito, a maioria do PPS que durante 04 anos trabalhou por mudanças políticas em Goiás apoiam a posição Nacional do Partido de apoio a candidatura de Marina Presidente. Tanto é verdade que alguns destes dirigentes partidários estão envolvidos no chamado Movimento MariMar.
É também verdade que a direção nacional deixou os partidos livres nos estados para apoiar candidatos da oposição ao lulo-petismo, e que portanto, a decisão do Presidente Estadual do Partido Marcos Abrão não fere as decisões congressuais do partido, entretanto, não representa o pensamento daqueles que trabalham por anos na construção do partido em goiás, e sim, reflete os compromissos do Deputado com o Governador Marconi, uma vez que este se filiou ao partido nos últimos minutos dos prazos eleitorais e com o objetivo de disputar as eleições. É até natural que não tenha incorporado os sonhos e ideais do partido.
Eu reafirmo todo discurso e prática política que tive nos últimos 04 anos. Apoiar mudanças que faça avançar a educação, a valorização do professor, a busca por oportunidades iguais de educação para todos. E aproveito para dizer a todos aqueles que me seguem que minha voz não foi ouvida pelo atual Governador na questão da Educação. Eles acreditam que a educação está bem, está ótima. Eu não acredito. Acredito que a Educação em Goiás, como mostram os números, está um décimo abaixo da média mínima esperada, e por isso está liderando a ruindade da educação brasileira. Se quisermos mudar a educação temos que valorizar de verdade os professores, reformar as escolas, alterar o currículo, democratizar o processo de ensino-aprendizagem.
Independente das consequências políticas que esta declaração possa ter, quero dizer publicamente que não acredito que o caminho seguido pelo Governador Marconi para Educação em Goiás seja o melhor caminho. Pelo contrário, nega a gestão democrática, suprime direitos dos professores, não valoriza a carreira do magistério e ainda cria uma falsa ilusão na Cabeça dos nossos jovens.
Com esta posição, espero que tenha ficado claro, que doravante estarei trabalhando no campo da oposição ao atual governador, pois este não representa o que defendo para a sociedade e especialmente para a educação.
Continuarei minha luta por conscientizar a sociedade de que devemos e precisamos de oportunidades iguais de educação para todos e que não é possível fazer isso sem que tenhamos um projeto real de valorização da carreira do magistério, de respeito ao educador, um projeto de educação humanista. Quem portanto votar em mim em 05 de outubro estará de fato dando um voto pela educação. Nelson Soares dos Santos.. Deputado Estadual, 23.345.
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Nem homofobia, nem apologia: quando o bom senso vai "sair do armário" nessa polêmica sobre os gays?
Do Blog, PPS Sampa.
O termo "armário", para quem não sabe, surgiu no longínquo século IX, dentro do exército, e significava ao pé-da-letra exatamente um local para guardar armas.
Foi o bastante para municiar o passatempo da moda: o jogo de vale-tudo "Destruindo Marina", que une de petistas a tucanos, dos pólos conservadores aos progressistas, de pastores homofóbicos a militantes extremistas gays.
Mais tarde o nome se generalizou para móveis com portas, prateleiras e gavetas onde se guarda todo tipo de roupas e objetos.
Até surgir, mais recentemente, a expressão "sair do armário" para descrever o ato - voluntário ou não - de revelação da orientação sexual de um gay ou uma lésbica.
Agora, por incrível que pareça, o "armário" domina a pauta da campanha presidencial de 2014: a homofobia e o preconceito são usados como armas; por outro lado, como antídoto ou escudo, existe toda uma glamourização dos gays.
Agora, por incrível que pareça, o "armário" domina a pauta da campanha presidencial de 2014: a homofobia e o preconceito são usados como armas; por outro lado, como antídoto ou escudo, existe toda uma glamourização dos gays.
Enquanto isso, exageros à parte de um extremo a outro, do pastor da fé-ostentação Silas Malafaia ao deputado-celebridade Jean Wyllys, a verdadeira opinião dos candidatos segue oculta e o bom senso permanece enrustido.
O assunto ganhou as manchetes em dois momentos distintos: quando foi anunciado oPrograma de Governo de Marina Silva com avançosextraordinários e surpreendentes até mesmo para os militantes da causa gay e, menos de 24 horas depois, quando a campanha da candidata divulgou uma"errata" sobre o tema.
Foi o bastante para municiar o passatempo da moda: o jogo de vale-tudo "Destruindo Marina", que une de petistas a tucanos, dos pólos conservadores aos progressistas, de pastores homofóbicos a militantes extremistas gays.
Tudo foi bem explicado, mas de pouco adiantou. É mais fácil rotular Marina, de um extremo a outro.
Até um "cientista" mequetrefe entrou na parada contra Marina, endossado pela Folha de S. Paulo, para dar seu veredito: quem acredita em Deus tem um distúrbio mental. Uma doença. Leia em Desafio eleitoral: um balde de ofensas e mentiras. É o preconceito oposto ao sofrido por FHC há quase 30 anos, quando perdeu votos e não foi eleito Prefeito de São Paulo, em 1985, porque se declarou ateu.
Até um "cientista" mequetrefe entrou na parada contra Marina, endossado pela Folha de S. Paulo, para dar seu veredito: quem acredita em Deus tem um distúrbio mental. Uma doença. Leia em Desafio eleitoral: um balde de ofensas e mentiras. É o preconceito oposto ao sofrido por FHC há quase 30 anos, quando perdeu votos e não foi eleito Prefeito de São Paulo, em 1985, porque se declarou ateu.
Mas voltemos à polêmica sobre os gays. Entre a 1ª versão do Plano de Marina e a 2ª versão, corrigida, mudaram alguns termos, mas foi mantido absolutamente irretocável o espírito da coisa, que é a ampla defesa da igualdade de direitos, sem preconceito ou distinção de sexo, classe, idade, etnia, orientação sexual e identidade de gênero.
Compare as duas versões:
Mais que isso: compare com as propostas de todos os demais candidatos a presidente, deLuciana Genro (PSOL) ao Pastor Everaldo (PSC), passando por Dilma (PT), Aécio (PSDB) eEduardo Jorge (PV). Não existe nenhum Programa de Governo que avance mais e tenha maior reconhecimento sobre os direitos de gays, lésbicas e trans.
Desesperada pelo favoritismo de Marina, a presidente Dilma tenta uma última cartada oportunista ou, como se diz popularmente, "dá uma no cravo, outra na ferradura": passou a se manifestar a favor da criminalização da homofobia enquanto anuncia um "pacote de bondades" para as igrejas evangélicas. Quer dizer, Dilma oferece com uma mão aos"procuradores" de Deus na Terra e com a outra aos pecadores "varões de Sodoma". Vai é acabar dando com os burros n´água.
Uma coisa é certa: falamos com conhecimento de causa. O PPS foi o primeiro e único partido a se posicionar institucionalmente, por meio de ação no STF do presidente nacionalRoberto Freire, pela criminalização da homofobia. Enquanto Dilma sempre cedeu às pressões de preconceito e intolerância da bancada evangélica.
Além disso, quer saber o que Marina Silva pensa realmente sobre o Estado Laico e opreconceito contra gays? Veja o que ela disse em entrevista na madrugada desta terça-feira ao Jornal da Globo.
sábado, 30 de agosto de 2014
Sobre os direitos das minorias e o plano de Governo da Coligação "Unidos pelo Brasil"
Nelson
Soares dos Santos[1]
Hoje
fui surpreendido com as notícias sobre as mudanças feitas no plano de Governo
de Marina Silva, presidente. Antes de qualquer coisa, vou colocar aqui, minhas
posições pessoais sobre as conquistas de direitos das minorias nos últimos
anos, o que não representa, necessariamente, a posição coletiva do partido;
esta, quando emitida o será feita pela Direção Nacional, no momento ao qual os
dirigentes coletivamente acharem oportuno. A posição oficial do PPS, Partido
Popular Socialista pode ser observada no Estatuto do Partido e nas resoluções
aprovadas no seu último Congresso, quando inclusive foi aprovado o apoio a
candidatura de Eduardo e Marina para Presidente.
Todos
em Goiás conhecem minha posição em defesa dos direitos das minorias, seja
indígenas, mulheres, negros, homossexuais, entre outros. Todas as minorias
merecem ter os direitos humanos respeitados, e sobretudo a proteção a vida, o
direito mais caro a um humanista. Desta forma, minha posição pessoal é
continuar lutando em defesa do respeito ao direito de todas as minorias e
preservação das conquistas alcançadas. Desta forma é que afirmo:
1.
Precisamos lutar em defesa do aprofundamento
da democracia, defesa do Estado Laico, e sobretudo em defesa da construção de
uma cidadania com força para transformar nosso país, por isso, mesmo, é que
vejo nas oportunidades iguais de educação para todos o caminho para que
possamos aprofundar todas estas conquistas.
2.
Nos últimos anos tenho visto diversos
conflitos envolvendo os militantes da defesa das causas dos homossexuais ou de
gênero e determinada religiões. De um lado, as religiões se radicalizam na
defesa do modelo de família tradicional, e de outro, militantes se radicalizam,
muitas vezes, invadindo locais de culto, quebrando objetos religiosos e outros
atos chocantes. Neste caso, minha posição é clara: de um lado defendo a
continuidade dos avanços das liberdades dos homossexuais, como casamento civil,
( uma vez que o estado laico é pressuposto da democracia); e de outro, defendo
o total respeito aos locais de culto e objetos religiosos, em uma defesa intransigente
da tolerância as religiões e as formas de cultos, inclusive, incluindo aí, a
defesa dos cultos afros serem reconhecidos como religiões pela sociedade e pelo
Estado.
3.
A modificação no plano de Governo da Marina,
mesmo que ela seja eleita presidente, não mudará minha posição atual, como
também, não é suficiente para mudar meu apoio e trabalho em prol da eleição de
Marina para presidente. A democracia é feita de contradições. E buscar
tornar-se um estadista competente para compreender os conflitos de nossa
sociedade encontrando o caminho do equilíbrio, da diplomacia, da tolerância e
da convivência pacífica entre os diversos grupos sociais será o desafio de
todos aqueles que aceitarem o desafio de serem homens públicos no Brasil nos
próximos anos. Desta forma, minha posição como militante partidário será sempre
para que O PPS, que sempre apoiou os avanços das conquistas das minorias
continue buscando o caminho do equilíbrio e da preservação das conquistas das
minorias no Brasil.
4.
Condeno todas as formas de fundamentalismo
que leva a divisão da sociedade, e o mais grave, coloca vidas humanas em risco,
por promover o ódio entre os diferentes grupos e classes sociais. As lutas por
direitos nunca deve ser motivo para um desejo salvacionista de excluir o outro.
A minha luta tem
sido, e sempre será para que o Partido Popular Socialista, seja um partido de
luta em defesa de uma sociedade justa e igualitária. São por estas razões que
propus e foi aprovada a questão da Educação como prioridade do partido, bem como
a criação de Coordenações de Política de Igualdade Racial; aliada a esta
discussão foi criada a Coordenação Nacional da Diversidade no Partido cujo
objetivo é discutir a questão da diversidade sexual. No Governo Marina, eu
serei um defensor ativo da preservação dos direitos conquistados e do avanço na
busca do equilibro e da convivência com tolerância e de forma pacífica entre a
diversidade social que existem no nosso Brasil.
Nelson Soares dos
Santos – Candidato a Deputado Estadual – 23.345 – Partido Popular Socialista.
[1]
Nelson Soares dos Santos é dirigente metropolitano, estadual e suplente da
direção nacional do PPS, e candidato a deputado estadual em Goiás, Prof. Nelson
23.345.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
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