Nelson Soares dos Santos
Muitos tem questionado se
minha posição de votar contra Marconi pode prejudicar-me na
política. A resposta é sim, claro que pode. Principalmente se Marconi for
eleito e eu não. Embora o Partido nacionalmente se aliou ao PSB, aqui em Goiás
é da coligação que apoia Marconi e não será fácil justificar minha posição nem
tão pouco enfrentar os interesses de grupos que existem na política. O que
levou-me, no entanto, a tal posição foi o fato de não conseguir ser ouvido nem
pelo novo presidente do meu partido, Marcos Abrão, na questão da educação, e nem
pela Coordenação da Campanha do Governador e, tão pouco, pelo Próprio Governador, que nunca apertei a
mão dele mais gordo ou mais magro. Eu tinha esperanças que O Governador
reconhecesse que o Pacto pela Educação foi um grande erro, que retirar a
titularidade dos professores foi uma aberração, que não cumprir com piso
nacional tenha sido inaceitável.
Durante quatro anos posicionei
contra o pacto pela educação, escrevi artigos, alertei, conversei com professores
e educadores sobre a questão. E mesmo que o PPS, tenha sempre estado na base do
Governo nunca me omiti. E o fiz, consciente de que a nossa posição é de
auxiliar a sociedade a compreender quais são os melhores caminhos que se deve
escolher. Lutei para tirar o PPS da base do Governador, infelizmente, fui
minoria no partido. Este é o problema da escolha daqueles que querem o melhor
para a sociedade se negarem a se filiarem em um partido político. As decisões
de plano de governo e coligação são feitas por dirigentes partidários
escolhidos pelos filiados e enquanto nos partidos estiverem uma maioria que
fazem política pensando no próprio umbigo a preocupação com o bem coletivo
sempre estará em segundo plano.
Quando vi a comemoração
estapafúrdia de um resultado que embora seja, de fato, a melhor posição não
alcançou sequer a nota mínima esperada, é como se um aluno comemorasse ter tirado a
melhor nota da sala, em uma turma onde todos foram reprovados; percebi
que não dava mais para continuar, e era preciso correr o risco de dizer a sociedade:
Não, este não é o melhor plano educacional. É preciso que no mínimo se faça a
alternância de poder em Goiás. Não fiz nenhuma negociata, não estou apoiando nenhum
candidato da oposição, até por que todos são frágeis na questão educacional e
ainda não se apresentou um plano ou projeto consistente. Mas tenho segurança de
que a alternância de poder pode ajudar a estabelecer o diálogo, com o que ai
está, é impossível de acontecer.
Durante quatro anos eu insisti, escrevi artigos, falei, e não fui ouvido.
Foram mais de 80 mil professores que viram seus salários serem diminuídos,
perderam a titularidade e, tenho certeza, fez faltar o alimento aos filhos, o
conforto , o lazer, pois imagine você, perder 300, 400, e até 700 reais em uma
categoria que os melhores salários não passam de 04 mil reais. Posso imaginar o
sofrimento destas famílias, dos filhos destes professores, que por trabalharem
mais de 60 horas, muitas vezes veem os filhos se transformarem em marginais por
que não possuem tempo para educar os próprio filhos. Eu me lembro da época da
greve, lágrimas no rosto de diversos professores. Não, não se pode esquecer
tamanho sofrimento. Não se pode aceitar tudo isso e continuar dizendo: Sou
humanista.
Eu apelo a cada professor que faça valer agora o poder que nós educadores
temos. Converse com seus alunos, com os pais, e todos aqueles que passaram por
vocês. A alternância de poder em Goiás é de máxima importância, e sobretudo, os
professores assumirem uma posição ativa neste processo. Agora é a hora de fazer
a mudança. E aproveito para pedir o voto de todos vocês. Eu contando com o voto
de cada um, a educação terá um interlocutor na defesa de uma sociedade
diferente do que ai está, um defensor da valorização do professor, de
oportunidades iguais de educação para todos. Vamos mudar agora. Vamos para
urna, vamos valorizar a democracia, a gestão democrática nas escolas. Vem
comigo: Dê um voto pela educação. Deputado Estadual: Prof. Nelson 23.345.
Nenhum comentário:
Postar um comentário