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domingo, 31 de março de 2013

Democratas de Goiás, uni-vos!!



Nelson Soares dos Santos

Precisamos observar mais as ondas do mar. Observar como elas se formam, se avoluma e se quebram  nas praias. Uma onda sempre se forma de modo sutil. Distante, lá quase no meio do oceano parece pequena, mas eis que se aproxima cada vez das praias, fortalece, cresce e se avoluma. Para um observador na praia quando ela está distante quase nada significa na imensidão distante do mar. O surfista, esportista que dedica sua vida a descobrir ondas sobre as quais pode se fazer belas e radicais manobras fica ali, deitado em sua prancha, olhar distante, sentindo a direção do vento, pensando nos movimentos das marés. Ele sabe que existem momentos das “boas ondas”, momentos da ressaca, e momentos perigosos, os quais devem remar de volta a praia e respeitar a violência do Oceano.
Todos os dias se formam ondas na vida de um país, de um povo, de uma nação. E precisamos cada vez de mais sabedoria para identificar qual momento vivemos e quais ondas estão se formando, de que forma elas vão crescer, se avolumar e arrebentar nas praias da nossa existência material. Eis que uma onda de conservadorismo reacionário parece de longe se formar em nosso país. Conseguiremos surfar e fazer boas manobras ou seremos engolidos pelas águas e até morrermos afogados?
Muitos são os fatos e movimentos que nos indica que uma longa, grande e poderosa onda conservadora estão se formando. As mais recentes podem ser vistas no projeto de Lei do Deputado João Campos que dá o direito as Entidades religiosas a contestar a constitucionalidade das leis votadas pela maioria dos representantes legítimos do povo brasileiro. Ora, não se trata de intolerância religiosa, trata-se de reafirmar a importância do conceito de Estado Laico. Os cidadãos podem ter religião, os cidadãos podem ter dogmas, os cidadãos podem ouvir os religiosos, o Estado, jamais. E é simples, o Estado deve representar a totalidade das vontades dos seus cidadãos.
Sintoma de número 2. Outro sintoma é o caso “Pastor Feliciano”.  O problema do Pastor Feliciano não é apenas do Pastor Feliciano e da Bancada Evangélica. O problema do Pastor Feliciano diz respeito a um jogo político que envolve todos os partidos que tem representação no Congresso Nacional. E se o Pastor Feliciano tornou-se presidente de uma comissão tão importante, e para o qual, todos afirmam, agora, que ele não tem o perfil adequado, este é um problema de todos, e agora de todo povo brasileiro. Isso mostra que algo pode estar errado no crescimento e desenvolvimento de nossa democracia. Que o pastor Feliciano seja racista, não me preocupa, pois em uma democracia ele representa todos os racistas desta democracia e eles tem direito a serem representado por alguém; que ele seja homofóbico, machista, e tantos outros mais; não me importa. Em uma democracia homofóbicos, racistas, machistas, feministas, multirracialistas, igualitaristas, todos, todos possuem o direito de serem representados. O que assusta é ver que o coletivo responsável pelo equilíbrio destas representações permite que a democracia seja maltratada, o decoro seja quebrado, as minorias derespeitadas, a constituição rasgada por pessoas que estão ali para zelar pelas conquistas desta mesma constituição. O que assusta é não ver vozes surgir em defesa da constituição e da democracia.
Sintoma de número 03 – O Supremo Tribunal Federal condena os envolvidos no caso mensalão ou ação penal 470. O Presidente da Câmara Federal, entidade que deveria ser a guardiã da nossa constituição, brada aos quatro cantos que não vai respeitar as decisões do STF. Os condenados assumem, na mesma eleição que elegeu o Pastor Feliciano Presidente da Comissão de Direitos Humanos, a Comissão de Constituição e Justiça. Vejam, condenados em uma ação Penal tornam-se membros da Comissão de Constituição e Justiça da Entidade que deveria zelar pelo respeito a constituição, pela Justiça, pela liberdade, e por todas as conquistas da nossa democracia.
Sintoma de número 04 – Faltando quase dois anos para as eleições a presidente da República se lança candidata a reeleição. Atrás de si todas as principais lideranças se lançam na discussão da sucessão. Enquanto isso ninguém parece estar preocupados com a situação da Educação no país. Professores sendo esmurrados por alunos, professores adoecendo, escolas caindo aos pedaços de norte a sul do país, e os principais líderes preocupados com a reeleição. Deveríamos todos estar discutindo as reformas de que o país precisa para continuar avançando. Deveríamos estar discutindo uma reforma profunda no modelo educacional que temos, a reforma tributária, a reforma urbana, a reforma agrária, a sustentabilidade, o meio ambiente. Não... nada disso parece importar.  Uma onda parece se formar sutilmente, e vai envolvendo a todos, e crescendo parece indicar que uma onda conservadora se forma para em breve, em poucos anos, arrebentar-se nas praias da existência material, matando a liberdade afogando a nossa pequena e frágil democracia.
É possível que muitos outros sintomas possam ser identificados. Em Goiás, um sintoma que muito angustia um observador em sua prancha é a luta solitária dos homens defensores da democracia, da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Apesar de que muitos não conseguem ver, existe em Goiás um grande número de homens defensores da democracia, da liberdade e da justiça social. Eu conheço pessoalmente uma centena deles. É verdade que muitos deles estão quietos, se recusam a entrar “no jogo” da política. E lutam silenciosamente, cada um a sua maneira. Uma pena que suas vozes pouco são ouvidas nos nossos dias. Em um passado mais recente, quando ainda começava minha vida na militância política ouvi muitos deles a gritar. Pinheiro Sales, Niraldo, Osmar Magalhães, Niso Prego, Iran Saraiva, Henrique Santillo. Tive a honra de conviver com alguns deles: Aldo Arantes, Marcos Araújo, Denise Carvalho, Edwirges Carvalho, João Pires, Goiás do Araguaia Jr, Anselmo Pessoa, Romualdo Pessoa, Eline Jonas, Lúcia Ríncon, Silvio Costa,  Adalberto Monteiro. Este último, o grande responsável por hoje eu ainda estar na luta quando convidou-me para fazer parte da Direção Estadual do PC do B de Goiás, no ano de 1998.
Estes homens que nunca concordaram com a  corrupção. Homens que se espalharam na lonjura de suas vidas como indivíduos é que agora vejo uma necessidade de que voltem a se unir. Homens democratas, homens defensores da liberdade e que sabem perceber quando uma onda conservadora parece aproximar para nos engolir.  Cada um destes homens formou ao redor de si uma multidão de centenas de outros homens e eis que agora é o momento de uma nova união. Uma união agora pode evitar o retrocesso na construção de nossa democracia. A história os conclama a voltar a luta, ajudar a formar novas gerações com os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade nos corações. Estes homens que em Goiás lutaram contra a Ditadura Militar, fizeram parte do chamado “Bloco Popular”, no primeiro Governo de Iris Rezende Machado; que estiveram ao lado de Henrique Santillo, e que praticamente estivera todos juntos apoiando o primeiro Governo de Marconi Perillo; são destes homens que goiás agora precisa.
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<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]--> Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, professor Universitário, Secretário Geral do PPS da Cidade de Goiânia, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás e Membro da Executiva Estadual do PPS de Goiás.

sábado, 16 de março de 2013

A gestão da Cultura em Goiás: É possível avançar mais?



Nelson Soares dos Santos[1]

É quase lugar comum quando se conversa com criadores, atores, artistas, músicos e produtores culturais do Estado que a área de cultura é complexa e de alta sensibilidade para qualquer gestor. Argumenta-se também, que é preciso que seja artista de alguma área da cultura para se conseguir gerir com sucesso a pasta da Cultura. Exemplos recentes de sucesso e outros não tanto, parece corroborar que  o sucesso depende de estar na área. Uma análise mais profunda da questão leva-nos a pensar que tais argumentos escondem falácias fáceis de serem desconstruídas.

Não resta dúvida de as duas primeiras gestões do Governo Marconi Perillo foi de um sucesso estrondoso na área da gestão cultura. Com a AGEPEL – gerida por um Professor Universitário consagrado, compositor de mais de uma centena de músicas e pesquisador, produziu o que de mais alto já se pode produzir na cultura Goiana. Criou-se o Festival de Cinema Ambiental da Cidade de Goiás – O FICA; Festival de Teatro de Porangatu – TENPO; Canto da Primavera em Pirenópolis; Instituição da Lei Goiazes; tombamento de mais de  uma dezena de Igrejas como patrimônio Cultura; o titulo de Cidade de Goiás como patrimônio histórico da humanidade e diversas outras grandes realizações.

Na gestão de Alcides Rodrigues a Cultura sofreu uma estagnação, ou quase senão um retrocesso. Gerida por uma empresária que presidia um Partido Político, passou-se a ideia de que a inércia na área, bem como a falta de criatividade estivesse inerente a partidarização da área, quando na verdade todo governo foi um governo inerte e sem criatividade. No atual Governo de Marconi a cultura continuou com o ex-presidente do mesmo partido da ex-gestora da cultura, e, então, pareceu consolidar a ideia de que as dificuldades de gestão na área estão ligadas as questões políticas e partidárias ou ao fato do gestor não ser  “da área”.

O argumento que não se sustenta.

Ao analisar o perfil e currículo dos três mais recentes gestores da área logo se percebe que o sucesso do primeiro, o fracasso do segundo, e as dificuldades do terceiro estão muito mais ligados aos perfis dos próprios gestores e das circunstâncias vividas pelo governo das respectivas gestões do que de fato a questões políticas e partidárias.  No primeiro Governo Marconi tivemos uma revolução em todas as áreas e não apenas na cultura; um governador cheio de espírito de Justiça e uma vontade férrea por transformar o Estado em um celeiro de desenvolvimento humano; aliado a isso uma população cheia de esperança, de compreensão e sobretudo de vontade e força para colaborar com o Governo. O perfil do primeiro gestor certamente contribuiu. De verve democrática teve a sensibilidade de ouvir as mais diversas correntes da produção cultural do estado; percebeu a complexidade de uma cultura que mescla o campo com a cidade, o interior com o metropolitano, o religioso e o profano, o arcaico e o moderno. O que permitiu tal compreensão foram sua sólida formação histórico-antropológica, suas vivências, como pesquisador da área e, sobretudo a segurança de que afinal, a cultura é o produto das complexidades das relações humanas.

No Governo atual as dificuldades do primeiro ano afetaram todas as áreas e não me parece ser diferente na área cultural. Entretanto, a falta de sensibilidade para ouvir as múltiplas vozes, respeitar as diferenças, a falta de vontade e espírito de justiça agravaram o momento crucial vivido nos anos de 2011 e 2012. Mesmo assim, não se pode dizer que não houve nenhum avanço. A transformação da Agência em Secretaria, a criação do Fundo Estadual de Cultura, as mudanças que vem dando maior autonomia ao Conselho Estadual de Cultura, são alguns dos avanços perceptíveis. Salta aos olhos, no entanto, as dificuldades que teve o atual gestor da área para estabelecer um relacionamento produtivo com os criadores e produtores culturais, fruto não do fato de fazer parte de um partido político, mas da pouca sensibilidade ou compreensão que a cultura é o produto das múltiplas manifestações da vida humana e que é preciso dar voz a todos os tipos de manifestação cultural.

A cultura pode avançar ainda mais.

Ao falar de cultura a primeira coisa que é preciso compreender é que mesmo os avanços do primeiro governo Marconi estão inseridos em um contexto histórico de preocupação do Estado com o acesso aos bens culturais, após o desmonte feito por Collor de Melo nas Universidades Federais, o Governo reassumiu o incentivo a Cultura aprovando em 1991 a Lei Rouanet. Na verdade a própria Lei Rouanet foi uma forma de restabelecimento do PRONAC época do Sarney,  do ano de 1986. Desta forma o primeiro Governo Marconi (1998/2006), conviveu com um espaço de incentivo a cultura e que em 2005 foi acrescentado o  Programa Cultura Viva ou “Pontos de Cultura”, que certamente auxiliou na criação de um ambiente propício as manifestações culturais e a criatividade.

Outro fator que cobra o preço no atual Governo é o fato de que foi feito um mareketing no qual se dizia que teríamos o melhor Governo da Vida dos Goianos, e tal promessa cobra seu preço. Mas para não ficar no saudosismo o que de fato pode ser feito e onde podemos avançar?

O papel do Estado.

A primeira coisa que precisa ser redefinida é o papel do Estado no processo de intervenção no campo da produção cultura do estado. Neste sentido é preciso que sejam adotadas políticas de democratização cultural promovendo o acesso igualitário  a cultura, incluindo a prática da democracia participativa, do fortalecimento do poder local, promoção das formas culturais de todos os grupos sociais, participação popular na elaboração das políticas culturais e tomada de consciência de que é preciso criar as condições de que cada grupo da sociedade possa viver sua cultura e ao mesmo tempo ter acesso as atualidades.

Neste momento creio que cabe ao Estado além de: 1. Preservar o patrimônio Artístico e cultural; 2. Estabelecimento de parcerias; 3. Incentivos Culturais; 4. Preservação dos costumes e tradições; 5. Formação Artística; 6. Estudo e Pesquisa; 7. Investimento no Potencial cultural; é preciso democratizar o acesso aos bens culturais levando bibliotecas públicas, acesso a teatro e a formação artísticas a todos as regionais polos do Estado possibilitando a descoberta de novos valores e preservando a cultura Goiana tradicional. A grande marca do atual governo deverá ser o processo de democratização do acesso aos bens culturais feito com uma política de parceria entre Secretaria Estadual de Educação, Secretaria de Ciência e Tecnologia, Universidade Estadual de Goiás e Secretaria Estadual de Cultura. Outro avanço no qual o Estado muito pode contribuir é a democratização do processo de estudos, pesquisas e formação cultural que propicie condições no aumento da profissionalização dos produtores e gestores culturais. Tal medida aumentaria as parcerias, a captação de recursos por parte dos produtores culturais do Estado.

Conclusão.

Visto de tal forma, logo se vê que os argumentos iniciais não são conclusivos e definidores do sucesso e do fracasso na gestão cultural. O primeiro Governo Marconi teve a feliz coincidência de ter um gestor da área, mas que preocupava com o planejamento estratégico, a capacidade se situar no tempo e espaço dos avanços culturais daquele momento histórico, a compreensão de que a cultura mais que uma ou outra manifestação é algo inerente a existência humana e uma vontade de crescimento que envolvia toda a sociedade goiana.  A capacidade de “ouvir as múltiplas vozes”, interiorizar e descentralizar a cultura e resgate das raízes históricas foram tão ou mais decisivas que o fato de ser “alguém da área”.

O que importa mesmo é compreender a cultura como um  espaço do desenvolvimento e da evolução do espírito humano e que por isso todas as manifestações culturais de todos os grupos e classes sociais merecem respeito, estudo, pesquisa, incentivo e consideração. O momento agora é de compreender a cultura ou os processos de produção cultural como espaços de libertação. Mais que um produto a ser vendido e consumido a cultura precisa ser vista como espaços para serem vividos, onde se possa produzir vida cheido de sentido e significado. Para tanto, há que se fortalecer o poder local, os conselhos municipais de cultura, os pequenos grupos de produção cultural para que se possa ouvir e sentir a alma do povo que grita por dias melhores. Há que se olhar para o futuro e construir uma política cultura criativa e inovadora que atenda ao alto desenvolvimento econômico vivido pelo estado.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Professor Universitário, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira- Goiás; Secretário Geral do PPS Metropolitano e Membro da Executiva Estadual do Partido Popular Socialista em Goiás.

terça-feira, 5 de março de 2013

A hora chegou – PPS Discute participação no Governo Marconi.

Nelson Soares dos Santos[1]

Os homens se constroem pela vontade e é esta mesma  vontade que faz grande um Estado, uma nação ou um país. É a vontade a responsável por todos os atos grandiosos da história humana. Foi a  vontade que tornou Alexandre  “ O Grande”. Na guerra com Dario tinha um quinto dos homens, mas venceu, por que queria vencer. Foi a vontade de homens que fez os grandes impérios, as grandes descobertas, as grandes navegações. É preciso vontade e é preciso também Espírito de Justiça, pois a vontade sem espírito de Justiça torna os homens cruéis e os rebaixam a condição de animais.
Quem acompanha o nosso blog www.amigosdosabor.blogspot.com, ou www.fapgoias.blogspto.com  sabe da nossa vontade, de nossa luta por contribuir para construção de um desenvolvimento humano em Goiás. Temos consciência que crescimento econômico sem um alto desenvolvimento humano, faz perder as futuras geraçõs. Entretanto, também sabemos que a vontade sem o Espírito de Justiça faz os homens cruéis e desumanos. Crescimento Econômico sem desenvolvimento humano é o resultado do uso da vontade sem o Espírito de Justiça.

O PPS Goiano reune sua Executiva nesta quinta feira 07 de março para discutir os rumos do partido em Goiás. Na pauta, relação com o Governo Marconi Perillo. O PPS tem uma grande responsabilidade com a sociedade, seus filiados e simpatizantes; foi o primeiro partido a pedir o retorno de Marconi. Nestes dois primeiros anos, por problemas internos a maioria da Executiva acabou por não sentir-se representada no Governo.

Para o Partido, prevalecia uma verdade de que o Secretário tinha sido indicado por ser da cota pessoal do Governador e se reafirmava o pouco valor do partido para a Sociedade e para o Governo. Nós sempre acreditamos que o PPS tinha sim, valor para a Sociedade e o Governo. Entretanto, somente agora o partido foi recebido oficialmente pelo Governador e pode se desfazer o mal entendido. A Secretaria é confiada pelo Governador ao PPS. O que houve foi um erro do então presidente de pensar que sendo ele o presidente era ele o partido, e pior, que ele era maior que o partido, e que o Governador o tendo, não havia necessidade de se ouvir o partido.

Agora a Executiva debaterá e decidirá de forma soberana os caminhos a seguir, tentando construir um partido democrata. A Executiva, somos 17 homens com votos efetivos e cinco suplentes. Homens de várias profissões, diversas cidades. Na executiva temos vereadores, dois vice-prefeitos, representantes de diversas áeras da sociedade civil organizada.

São 17 homens: Darlan Braz – Secretário Geral e ex-candidato a vice-prefeito de Goiânia; Vilmar Popular, vice-prefeito de planaltina; André Almeida, presidente do Partido em Anápolis e Advogado; Fabiano Arantes, Professor do IF Goiano; Demilson Lima, Presidente do Partido e vice-prefeito de Rio Verde; Iron Cordeiro, presidente do Partido em Aparecidade de Goiânia; José Bueno, vereador releito em Nerópolis; Nenzão, ex-vereador em Nerópolis, Júlio Araújo, Secretário municipal em Formosa; Antônio Reis, Secretário Municipal em Valparaiso; Ricardo Tavares, Assessor Especial do Secretário Estadual de Cultura; João Dias, Tesoureiro do Partido e Assessor Especial do Secretário Estadual de Cultura; Professor Marcos, Ricardo Basílio, Ivam Marques; Werlon, ex –vereador em Jaraguá; Nelson Soares dos Santos o signitário deste Blog.

Fazer um partido democrata não é uma coisa fácil. É difícil. Mas é possível. Nós tentamos por que somos a voz do povo goiano. Somos um partido humanista, defensor da Sustentabilidade, libertário e sociliasta. Temos orgulho do nosso passado e acreditamos no futuro, por isso lutamos com todas as nossas forças para viver o presente. Estamos imbuídos na cosntrução de políticas públicas que leve O Brasil e nosso Goiás a uma era de desenvolvimento humanizado. Defendemos a equidade, o respeito a mulher, o respeito ao homossexual, a tolerància religiosa bem como o respeito as religiões; Acreditamos em nossos Jovens, em nosso povo. Sabemos e temos consciência de  que somos os feitores de nossa história.

Sabemos da responsabilidade que temos perante o povo goiano e estamos de ouvidos abertos para ouvir toda a sociedade, sobretudo a área cultural que é onde institucionalmente deveríamos estar atuando já desde o início do Governo. Estamos ouvindos todas as áreas da cultura. Quem conhece e acompanha o blog www.amigosdosabor.blogspot.com ou www.fapgoias.blogspot.com, sabe como defendemos um governo centrado no Desenvolvimento Humano, sabe do que queremos para o Nosso Estado, praticamente para todas as áreas, pois lá há o nosso posicionamento sobre os acontecimentos e políticas do nosso Estado.

E conclamos todos aqueles que querem construir uma sociedade justa, aqueles que têm vontade e espírito de justiça; venha e filiem-se ao PPS, vamos construir juntos, o Estado com Desenvolvimento humano que todos nós sonhamos. Os sonhos se realizam com a luta, a luta diária com intenção verdadeira de fazer de toda a terra nossa verdadeira pátria e de todos os humanos nossos irmãos. A luta feita pela vontade impregnada do Espírito de Justiça.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Secretário Geral do PPS Goiânia, Diretor Regional da Fundação Astrogildo Pereira – Goiás, Membro da Executiva Estadual do PPS Goiás.

sábado, 2 de março de 2013

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.

O papel dos pequenos partidos no desenvolvimento da democracia em Goiás

O papel dos pequenos partidos no desenvolvimento da democracia em Goiás

Escrito e publico em maio de 2005 no Link abaixo, vale a pena ler de novo. 

http://amigosdosabor.blogspot.com.br/2011/05/o-papel-dos-pequenos-partidos-no.html


Que a política em Goiás é marcada pelo coronelismo, fisiologismo e corrupção é senso comum para todas as pessoas. No entanto, nos últimos anos um fenômeno está se desenvolvendo de forma alarmante. Os pequenos partidos se tornaram um instrumento de compra de votos nas eleições e a engenharia de como isso é feito é dar inveja a célebres antropólogos que teriam em Goiás um fecundo campo de estudo.
Parece que tudo começou quando com o processo de democratização nos anos 80, deputados que sequer eram conhecidos em algumas regiões resolveram “negociar” apoio de pequenas lideranças locais para “invadir” a base eleitoral dos adversários. Para conseguir tal intento, ofereciam pequenas vantagens e “estrutura” para as pequenas lideranças realizar a campanha de divulgação do seu nome. Logo, tal estratégia evoluiu para “negociação” de apoio de prefeitos e vereadores que viram nas pequenas lideranças uma ameaça á sua hegemonia local. Com isso, nos municípios, os prefeitos aprenderam a “liberar” as bases. Assim, criava-se uma confusão onde na atualidade ninguém sabe direito quem apóia quem, e favorece a manutenção das hegemonias locais.
Quando apertou o cerco na questão da fidelidade partidária, a saída de algumas lideranças foi então “pegar” siglas partidárias, organizar comissões provisórias municipais para em seguida “negociar” com candidatos a prefeito ou nas eleições majoritárias deputados estaduais e federais o “apoio”, que sempre vem acompanhado de despesas, despesas, despesas. Cada pequena liderança sai então, no desespero em busca de uma sigla que lhe dê garantia que ele vá depois morder um pedaço do bolo. Isso criou outro fenômeno: as disputas internas por poder dentro dos partidos sem nenhum componente ideológico.
Creio que quando o Deputado Vilmar Rocha e seus companheiros afirmam que no Brasil não existe mais direita ou esquerda, na verdade, eles estão querendo dizer que os Partidos Políticos no Brasil perderam suas identidades ideológicas e passaram a ser um agrupamento de pessoas, cujo motivo que os une e a conquista e a repartição do poder ou da perspectiva do poder. O exemplo do PSD, em Goiás, é claro, um ajuntamento descontentes que não acreditam ter perspectiva de poder nos partidos onde estavam. Neste sentido, os pequenos partidos que poderiam se tornar instrumentos do desenvolvimento de uma democracia radical, acabam sendo instrumentos apenas de luta pelo poder, sem embasamento de nenhum projeto de sociedade.
Deste fenômeno padece tanto a coligação do Governo no Estado de Goiás, quanto a coligação que está na Oposição. Ambas são vítimas de um fisiologismo desenfreado, que muitas vezes, é alimentado pelas lideranças intermediárias, que vê nesta situação uma maneira de se manter no poder e no círculo de influência do Poder. Em Goiás, eu desafio que me seja mostrado pequenas lideranças que vieram a ocupar espaço político e prestar serviços ao estado sem se aliar incondicionalmente a fulano ou ciclano. Alguns chamam isso de ter grupo, eu chamo de estranho fisiologismo, por que simplesmente tira a possibilidade de pensarmos de forma independente, exercer o pensamento crítico, e pior, retira mesmo a liberdade de expressão. Caso houvesse nos partidos uma discussão de idéias, e se aproveitasse os melhores quadros para prestar serviço à sociedade, concordaria que é preciso respeitar a idéia de grupo, mas não é esta a questão e por isso desafio que me seja mostrado algum grupo político em Goiás, cujo mecanismo de crescimento dos quadros é o mérito de serem quadros qualificados e não aliados incondicionais do principal líder do grupo.
Desta forma, os pequenos partidos se tornam cada vez mais caros para as coligações e os governantes, uma vez que estes são obrigados a “negociar” no varejo, pessoa por pessoa, quando na verdade, seria o papel destes pequenos partidos aproximarem os governantes da população, dos grupos minoritários para que pudesse levar o atendimento do estado às demandas requeridas pelo povo. Perdidos em suas próprias lutas por migalhas de poder, os pequenos partidos deixam de atender e representar uma grande parcela da sociedade que confia a eles o papel de representá-los e não de vendê-los, como gado, seja na estrutura do estado em troca de cargos, ou na estrutura interna dos partidos em troca de espaço para futuras negociações. Macktub.

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA

Artigo escrito e publicado em http://amigosdosabor.blogspot.com.br/2009/09/um-projeto-para-goias-i-investir-no-ser.html, vale a pena ser relido.

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.

Uma agenda positiva para o Governo dos sonhos

Uma agenda positiva para o Governo dos sonhos

Nelson Soares dos Santos
 
(Este artigo está publicado no blog www.amigosdosabor.blogspot.com,  http://amigosdosabor.blogspot.com.br/2011/05/uma-agenda-positiva-para-o-governo-dos.html
e vale a pena ser relido.


Quando Marconi estava em campanha prometeu aos goianos um governo dos sonhos – o melhor governo da vida dos goianos em toda a história. Eu não duvido de que isso seja possível, mas passado alguns meses de governo é necessário que o Governo ajuste as velas do navio, defina papéis, observe os ventos sobe o risco do navio não velejar na velocidade que se deseja. Colocado esta questão é preciso ler os sinais, compreender as estações, compreender o tempo, respeitar a natureza das coisas.
A primeira coisa que tem de se fazer compreender é que a responsabilidade para que Goiás avance é de todos os goianos, e, sendo assim, a responsabilidade por liderar este avanço é do Governador e seus partidos aliados. Isto significa que os principais partidos Aliados – PSDB, DEM, PTB, PPS, - compreenda o papel de cada um e aprenda a se tratar como aliados. E, mais ainda, cada partido trabalhe para manter a unidade interna em torno do projeto de fazer Goiás avançar.
Não é a realidade do momento. Alguns partidos com fortes divisões internas não percebem que divididos internamente não enfraquecem apenas a própria legenda, mas todo projeto dos aliados do Governador. Dividido, aqueles que estão a sair não compreendem que fazem parte do mesmo projeto, e que trocar farpas, com os futuros ex-companheiros acabam atingindo também o projeto de grupo – realizar o melhor governo da vida dos goianos.
Outros, parece querer antecipar o debate eleitoral. É claro que compreendemos que todos precisam se movimentar e se fortalecer, no entanto, movimentos agressivos, por vezes bruscos, podem comprometer alianças futuras e, que na verdade, o ideal seria o grupo aliado manter um discurso de projeto, e, aliar as vitórias municipais, a idéia de se realizar o melhor governo da vida de todos os goianos. O momento para se discutir 2012, ainda não chegou e antecipar o debate produz disputas acirradas por espaços, desnecessários em um momento de dificuldade e de início de governo.
E não se pode negar que existam os fisiológicos. Discutir política para alguns, parece ser apenas discutir cargos. É claro que reconhecemos que a repartição de espaços de poder é necessária em um governo de coalizão, mas fazer disso o motivo da existência e da vida política é apequenar os sonhos, e abandonar totalmente os ideais. É tornarem-se mercenários e piratas do poder.
Por tudo isso, falar de uma agenda positiva é antes de tudo definir o papel e as responsabilidades daqueles que compõe o governo. Neste sentido, embora sempre tenha valorizado o que se chama de meritocracia, preocupa-me a forma como se tem implantado o processo em nosso estado. Parece que corremos o riscos de constituir uma forte burocracia estatal com servidores efetivos e estáveis, fazendo-os adquirir direitos de chefia e em seguida o de definir as políticas estratégicas; o que pode levar o governo a perder totalmente o controle dos rumos da administração do ponto de vista das prioridades de realização.
Apesar disso podemos pensar uma agenda positiva onde:
1. Um forte projeto de melhoramento da gestão pública seja aplicado sem perder de vista a lógica de um governo democrático, onde seus representantes são eleitos pelo voto, e portanto, os partidos devem ter uma forte cota de responsabilidade para com a máquina pública, isso poderia significar, por exemplo, que o processo meritocrático poderia acontecer, pelo menos uma parte dele, na estrutura interna dos partidos aliados nos processos de indicação política e não ter todos os cargos de gerências e chefias ocupadas por servidores efetivos desvinculados da ação política partidária;
2. Investimento alto nas áreas de segurança, saúde, educação e na rede de proteção social. Um governo que se pretende ser progressista deve governar para todos, mas sobretudo para aqueles que mais precisam da proteção do estado. O ensino superior em Goiás, ainda há muito o que ser feito. O fortalecimento da UEG, com a realização de concursos para docentes, melhoria dos processos de gestão, plano de carreira, são apenas algumas das medidas urgentemente necessárias;
3. Realização de forte parceria com os municípios para fortalecer os sistemas municipais de educação, saúde, segurança, e defesa dos direitos humanos nas suas variantes ( Conselho Tutelar, Conselhos de Saúde, Educação, etc); procurando estabelecer forte diálogo com a sociedade civil organizada e dando voz aos diversos setores da sociedade;
4. Elevação dos gastos com educação, procurando aumentar o máximo possível o salário dos professores aliados a uma qualificação continuada que propicie o quanto antes efeito sobre o cotidiano da escola.
5. Por fim, estabelecer uma relação transparente com a oposição e sociedade em geral, combatendo o negativismos do quanto pior melhor, procurando fazer avançar as relações democráticas e o processo civilizatório.
Sabemos que algumas coisas em um processo democrático parecem mais um sonho. Mas o que faremos de nossas vidas se não continuarmos sonhando? Existem aqueles pragmáticos, os centralizadores que acreditam que tudo pode ser resolvido com uma decisão de cima para baixo, quase sempre, estes não conhecem as realidades diversas do nosso estado, e por isso, elaboram políticas que quase sempre não funcionam. Goiás possui um povo alegre, trabalhador e com coragem para sonhar e lutar por seus sonhos; possui ainda uma juventude que acredita no futuro e vive cheia de desejos de aprender o melhor da vida. Certamente os sonhos de união, harmonia, paz, progresso serão mais fortes que o negativismo egoísta que acredita ser o poder público uma coisa privada que pode ser usada para o prazer daqueles que o detém. São com estes sonhos e liderados pelo Governo Marconi a unir todos os goianos que teremos os melhores dias de nossa história.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Ainda há Tempo!!!


 
Nelson Soares dos Santos[1]

Nesta sexta feira 01 de Fevereiro o Governador Marconi Perillo se propôs a receber os dirigentes do PPS para discutir a relação do Partido com o Governador e com o Governo, bem como a participação nos rumos do Governo doravante. Entendi o gesto do Governador como um momento do Partido se posicionar politicamente, dizer quais políticas nós dirigentes, militantes e simpatizantes gostariam de ver o Governo dar maior atenção. Infelizmente foi vetada minha participação pelo Presidente Demilson Lima eu não pude dizer ao Governador o que gostaria como pessoa, cidadão e dirigente partidário. Entendo que a política não pode ser feita apenas de fisiologismo, disputa de cargos e picuinhas. Em uma audiência como esta, penso  que  Governador gostaria de ouvir é o que o Partido pode fazer para ajudar a servir melhor a sociedade.

Como foi vetada de forma grosseira pelo Presidente Demilson Lima ( como ele mesmo disse, vou ser curto e grosso, você não vai); exponho aqui o que diria ao Governador.

A questão da Educação.

A primeira coisa que eu diria era para o Governador ter mais sensibilidade com os educadores do Estado. Existe uma insatisfação muito grande entre os professores com as políticas adotadas e que isso não é bom para a sociedade, não é bom para o Estado, não é bom para o Governo, não é bom para os partidos das base, tão pouco para ele enquanto Governante. Medidas como a correção do Piso Salarial, algumas mudanças pontuais na política atual, maior arrojo no processo de melhor da infraestrutura das escolas, poderia algumas das medidas a melhor a educação e a satisfação dos educadores, educandos e a sociedade em Geral. Diria ainda que o PPS aprovou em Congresso Nacional um zelo especial para com a educação no sentido de tratar a educação como investimento e toma medidas para que cada governante do PPS trate a educação com carinho especial.

A questão da Segurança Pública.

Eu diria que o PPS tem uma proposta de Segurança fundamentada no Poder Local que pode ser resumida em dez pontos: 1. Agir preventivamente na frente social; 2. Reformar as Polícias; 3. Reformar o método de capacitação dos futuros policiais; 4. Reformar a estrutura organizacional; 5. Fortalecer a área de perícia e serviço de Inteligência; 6. Estabelecimento de parcerias para o Fortalecimento das Guardas Civis Metropolitanas e nas maiores cidades do Estado; 7. Reforma do Sistema Penitenciário e Sócio-educativo; 8. Criação da Polícia Comunitária; 9. Fortalecimento do Conselho de Direitos Humanos e congêneres; 10. Fortalecimento de programas que combata tipos de violências específicas como a) contra a mulher, b) a criança e o adolescente, c) Moradores de rua.

Especificamente, podemos citar uma triste realidade de que Goiás é um dos Estados onde existe uma estatística alarmante de violência contra a Mulher. Somos o nono estado mais violento. Não podemos continuar com tais estatísticas. Outras questões como a questão dos moradores de rua, trabalho escravo, etc, devem merecer uma atenção especial.

A questão da Saúde.

Eu diria ao Governador que vejo com desconfiança o processo de terceirização da gestão para OS. Embora esta seja uma tendência mundial precisamos garantir o atendimento ao cidadão com qualidade e ao mesmo tempo prover segurança e tranquilidade ao que ali trabalham. As questões vistas dos jornais são preocupantes e que é preciso acompanhar de muito perto o processo para a garantia do Sucesso. Outrossim, precisamos de ação arrojada como foi no primeiro governo no sentido de construir os hospitais prometidos na campanha, aumento do número de leitos etc. É verdade que temos visto nos últimos meses um Governador totalmente diferente dos dois primeiros anos, que já se admitiu ter sido difícil e tumultuado seja por questões políticas ou dificuldades financeiras. Entretanto, em questão de saúde, segurança e Educação o povo não pode esperar.

A sustentabilidade.

Esta é uma questão que o Governo tem merecido largos elogios. E não é para menos. O meio ambiente tem sido tratado com seriedade em goiás, pelo menos, é o que se vê, tanto na rapidez como se agiu diante dos escândalos que houveram como pelo intenso trabalho realizado pela secretaria.

O Crescimento, Desenvolvimento e comércio Exterior.

É claro que qualquer goiano está sentindo orgulho de ver que Goiás foi um dos Estados que mais cresceu 4.5 %, totalmente acima da pífia média nacional. Mas como explicar que este crescimento não resultou em maior desenvolvimento humano? Tivemos uma melhora pequena na Educação se comparada com tal índice, uma administração frágil da assistência social dentre outros fatores. A cultura não se tornou um aliado do processo de desenvolvimento humano e não encontrou seu espaço devido no projeto de ser este o melhor Governo da Vida dos Goianos.

O Crescimento Econômico precisa estar aliado ao processo de desenvolvimento humano e para isso o planejamento da área de Indústria e Comércio deve estar alinhada com as áreas que trabalham com o desenvolvimento humano, como saúde, segurança, Educação, Trânsito, cidadania e Trabalho e Cultura.  Por isso vejo com intenso entusiasmo a nova posição do Governador de coordenar pessoalmente o Governo indo em cada secretaria e se reunindo com a equipe toda, desde o Secretário até os Gerentes setoriais.

A relação  do Partido e Governo.

Já é conhecido de todo público que a maioria esmagadora do partido não se sentiu representada ou participando do Governo até o momento. Isso por que nenhum dirigente do partido foi ouvido em nenhuma questão quanto à cultura, e, pior, as políticas desenvolvidas não representam as propostas de Políticas Públicas que o Partido apresenta à Sociedade. A questão, no entanto, é mais séria. O que desejo para o PPS não é uma relação com o Governador ou mesmo com o Governo baseado quase que tão somente na ocupação de cargos, esta política podre e fisiológica que a sociedade não suporta mais. Queremos poder percorrer o Estado, fazendo seminários, defendendo o Governo, ouvindo a sociedade e acolhendo sugestões para que possamos Governar de fato com o povo e para o povo. O PPS, que eu defendo e do qual sou dirigente, quer ser um partido grande em Goiás, e diferente. Queremos dar voz aos cidadãos e trabalhar para construir uma nova política. O que tenho medo é que nesta reunião que houve com o Governador nada disso tenha sido sequer ventilado, e, toda conversa ter ficado apenas na história do pires na mão, pedindo cargos e alguma melhoria  para um ou outro município. Se isso tiver acontecido eu não fui representado na referida audiência.

Ainda há tempo.

Por fim, eu diria ao Governador que o sonho dele de fazer deste Governo o melhor Governo da vida dos goianos ainda não está perdido. Ainda há tempo. E por isso apoiamos todas as medidas que significa melhoria da máquina pública, fortalecimento de uma nova política, uma política menos fisiológica, mas centrada nos interesses e necessidades de nosso povo. Trabalhar com arrojo, ir até onde o cidadão está sem medo de olhar nos olhos de cada um e dizer: onde houver um aliado do governo de Goiás os cidadãos serão ouvidos e tudo será feito para se construir o melhor para o bem comum e para um desenvolvimento humano de nosso povo. É certo que muitas outras coisas poderiam ser ditas, como a questão da UEG, o acerto na anulação do concurso público como combate a qualquer indício de corrupção, a adoção da  lei da ficha limpa para a contratação de funcionários de qualquer espécie, etc.

Finalmente, eu diria: Governador, existe um PPS que quer ajudá-lo a fazer “O melhor Governo da Vida dos Goianos” e este PPS percorrerá todo Estado em uma “Caravana da Esperança”,  devolvendo a todo cidadão goiano a fé na política e nos políticos e a esperança de dias melhores.  



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira pela UFG, Secretário Geral do PPS da cidade de Goiânia, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás e Membro da Executiva Estadual do PPS Goiás.