Pesquisar este blog
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Fusão PPS /PMN = Mobilização Democrática ou MD 33
Em nota divulgada nesta quinta-feira (18), o presidente nacional da Mobilização Democrática (MD), deputado federal Roberto Freire (SP), e a vice-presidente executiva do partido, Telma Ribeiro, conclamam todos os diretórios da legenda espalhados pelo país a iniciarem um trabalho de diálogo para o fortalecimento do partido, formação de direções e atração de novos filiados. "Vamos reproduzir nos estados e nos municípios a mesma relação fraterna e paritária das duas forças fundantes da MD 33 que fizemos no Diretório Nacional, paridade essa consolidada nos estatutos que irão reger a vida partidária", diz trecho da nota. Confira íntegra abaixo.
MD – Mobilização Democrática - 33
NOTA OFICIAL
A FUSÃO DO PARTIDO POPULAR SOCIALISTA – PPS COM O PARTIDO DA MOBILIZAÇÃO NACIONAL – PMN, CRIANDO A MOBILIZAÇÃO DEMOCRÁTICA MD 33, - REPRESENTA UM PASSO DECISIVO, NO SENTIDO DE ROMPER A INÉRCIA DE UM SISTEMA POLÍTICO-PARTIDÁRIO, PRESA DOS INTERESSES CLIENTELISTAS E PATRIMONIALISTAS DO PT E SUA BASE ALIADA.
O SURGIMENTO DA MD 33 NO CENÁRIO POLÍTICO DO PAÍS, AO MESMO TEMPO EM QUE É UM DESAFIO PARA ENFRENTARMOS AS PRETENSÕES HEGEMÔNICAS DO GOVERNO FEDERAL, É UM INSTRUMENTO DE ARTICULAÇÃO DAS FORÇAS COMPROMETIDAS COM A DEMOCRACIA E OS IDEAIS REPUBLICANOS, ABERTO ÀS LIDERANÇAS QUE QUEIRAM INTEGRAR UM NOVO BLOCO POLÍTICO QUE APONTA PARA A SUPERAÇÃO DAS MAZELAS QUE ATORMENTAM NOSSO POVO.
QUANTO MAIS ABERTO À PARTICIPAÇÃO DAS LIDERANÇAS POLÍTICAS QUE QUEIRAM CONSTRUIR UMA NOVA ALTERNATIVA POLÍTICA AO QUE AÍ ESTÁ, E ÀS FORÇAS SOCIAIS, EM SUA LUTA COTIDIANA POR MAIS DEMOCRACIA E MAIS JUSTIÇA NA REPARTIÇÃO DA RIQUEZA SOCIALMENTE PRODUZIDA, MAIS FORTE A MD 33 SERÁ.
NESSE SENTIDO, NOS DIRIGIMOS ÀS LIDERANÇAS ESTADUAIS E MUNICIPAIS DOS PPS E PMN QUE CONSTRUÍRAM A MD 33, QUE A HORA É DE CONSTRUÇÃO E DIÁLOGO. VAMOS REPRODUZIR NOS ESTADOS E NOS MUNICÍPIOS A MESMA RELAÇÃO FRATERNA E PARITÁRIA DAS DUAS FORÇAS FUNDANTES DA MD 33 QUE FIZEMOS NO DIRETÓRIO NACIONAL, PARIDADE ESSA CONSOLIDADA NOS ESTATUTOS QUE IRÃO REGER A VIDA PARTIDÁRIA: ESTADOS ENCABEÇADOS POR QUADROS POLITICOS ORIUNDOS DO PMN OU DO PPS, DIVISÃO ESSA ACORDADA NO PROCESSO QUE ANTECEDEU A FUSÃO.
É FUNDAMENTAL QUE NOSSA CAPACIDADE DE DIÁLOGO E ARTICULAÇÃO SEJA A BASE DA RECONSTRUÇÃO PARTIDÁRIA. A HORA, PORTANTO, É DE ARTICULAÇÃO, CONVERSA E, SOBRETUDO, MATURIDADE PARA ENTENDER QUE O MOMENTO É PROPÍCIO PARA UMA MD 33 FORTE, COM ENORMES POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO E INFLUENCIA NO PROCESSO POLÍTICO EM CURSO, SOBRETUDO PARA AS ELEIÇÕES GERAIS DE 2014, QUANDO PODEREMOS SER UM IMPORTANTE PROTAGONISTA NA DEFINIÇÃO DOS RUMOS DO PAÍS.
ESTÁ EM NOSSAS MÃOS A POSSIBILIDADE DE SERMOS CONSTRUTORES DE UMA NOVA ORGANIZAÇÃO POLÍTICA, FORTE E VIGOROSA, COM REPRESENTAÇÃO EM TODO PAÍS E CAPAZ DE SUPERAR OS DESAFIOS QUE A CONJUNTURA NOS COLOCA.
FRATERNALMENTE,
BRASÍLIA, 18 DE ABRIL DE 2013
ROBERTO FREIRE
PRESIDENTE NACIONAL
TELMA RIBEIRO
VICE-PRESIDENTE EXECUTIVA
Diretório Nacional da Mobilização Democrática – MD 33
SCS – Quadra 7 – bloco A – Ed. Executive Tower – Salas 826 e 828 – Pátio Brasil Shopping - CEP: 70307-901 – Brasília-DF
Fone: (61) 3218-4123 Fax: (61) 3218-4112
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Pastor Feliciano e a democracia vilipendiada: De novo , “No caminho com Maikóvski”
Nelson
Soares dos Santos[1]
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
A
geração da qual faço parte conhece bem esta parte da poesia que cito acima. Ela
animou muitos corações a luta pela liberdade e contra o regime de exceção que
se instalou no Brasil para durar 04 anos e acabou durando mais de vinte anos,
ceifando milhares de vidas e exilando outras centenas. Para ironia do destino
muitos dos corruptos de hoje estavam no meio dos torturados, vilipendiados e
exilados. Sempre achei uma grande ironia o fato de Zé Dirceu ter sido condenado
pelo Regime Militar e agora condenado pela democracia. Este é um fato sobre o
qual muito tenho refletido e buscado bater nas portas que tal chave pode fazer
abrir. A verdade, é que fora as ironias e as peças do destino, este poema volta
a ser atual, mas agora não apenas esta parte, mas o poema inteiro. Os últimos
acontecimentos tem nos desafiado a compreender a dimensão do momento em que
estamos vivendo, não de forma apaixonada
e piegas, mas com a responsabilidade de nos perguntar: o que se dirá de hoje,
daqui a vinte anos? Como seremos julgados pela história por termos falado ou
termos nos calado, e sobretudo como falamos e como nos calamos.
Ah sim. Todos conhecem e sabem melhor do que
eu quando a velha história se repete. No
primeiro dia o PT afagou-nos com o
discurso de que acabaria com a miséria, e nós como crianças os transformamos em
heróis. Então eles nos roubaram uma flor do nosso jardim. Há algo mais belo do
que a moral e as virtudes? Eles nos fizeram acreditar que todos são iguais, de
que todo partido faz caixa dois e nos roubaram a esperança de que podíamos ser
melhores do que somos. Ele nos roubaram a Rosa e colocaram em nossos ombros
apenas a cruz e uma coroa de espinhos. O mensalão tirou-nos a fé de que pode
existir homens públicos comprometidos com o bem estar coletivo e nos fez
acreditar que todos chafurdam na mesma lama. E tudo isso foi feito, e nós – uns
por que tinha bolsa alguma coisa, outros por que eram aliados, - nós não
dizemos nada.
Desde
então, eles não se esconderam mais. Na segunda noite pisaram em nossas flores. Pisotearam
todos os nossos valores, compraram a mídia, chantagearam adversários, compraram
dossiês, criaram programas eleitoreiros, desvirtuaram nossas políticas públicas
mais caras, como o financiamento da Educação, a estabilidade econômica; e,
mataram o nosso cão. Tiraram o que nos restava de coragem nos incentivando ao
consumo desenfreado, peitaram o Supremo Tribunal Federal para proteger homens
condenados pela Justiça, colocaram nas casas que governam o país homens
corruptos – E nós? Nós não dissemos nada.
Eis
que agora nos aparece o Feliciano , o mais frágil deles, tornou-se presidente
da Comissão de Constituição e Justiça, chamou os negros de raça amaldiçoada,
afirmou que Deus matou Jonh Lenon e os Mamonas Assassinas, Caetano Veloso tem
pacto com o Diabo, e tudo que o caracterizou como racista, homofóbico,
preconceituoso e reacionário. Ao quebrar a tradição brasileira do Estado Laico,
Feliciano arranca-nos a voz da garganta, faz-nos sentir medo, por que prega o ódio, a intolerância e o
medo. E o faz, afirmando defender os valores da família, da religião. Não é
simbólico que ele tem a defesa entusiasmada de Jair Bolsonaro, uma vez que o
que o move são as mesmas razões pelas quais se instalou o regime militar no
Brasil. E por fim, ele chantageia aqueles que outrora lutaram pela liberdade,
por que estes agora estão coma cerviz abaixada, envergonhados de terem-se
misturados na lama da corrupção, das falcatruas, da roubalheira e da pura falta
de respeito a vida e ao ser humano.
A
pergunta que fica é: E nós? E nós que não temos pacto nenhum com os senhores
deste mundo diabólico e servil? Podemos escolher entre ficar no silêncio do
nosso quarto, deixar esta paixão tomar conta de nós, calar os nossos lábios
diante e tudo que acontece. Ou podemos parar, pensar, refletir e conhecer as
verdadeiras razões que movem estas ratazanas do dinheiro público. Os cristãos
devem se perguntar seriamente se querem um homem que faz chantagem, se iguala a
ladrões para representá-los. Deve pensar se o respeito a família é superior ao
respeito a vida e se é divino a irresponsabilidade do escândalo
premeditado. E nós? Quando tomaremos
consciência que esta mídia manipulada que se transformou em uma indústria de
lucro e ganho fácil da vida para alguns, de que esta mesma mídia, rouba-nos o
direito de pensar, de tomar consciência e encontrar nossas próprias conclusões.
Ficamos calados por que temos medo de perder o emprego, a bolsa não sei do que,
e vamos nos tornando falsos democratas. Por que embora passemos a repetir a
briga maniqueísta entre o bem e o mal nas redes sociais, nossos dedos digitam,
nossos lábios repetem, mas o nosso coração estão gritando, milhões de corações
estão gritando: É TUDO MENTIRA. É mentira que o Feliciano está defendendo a
família e os valores morais da religião. É mentira que o PT ainda tem algum
traço de preocupação com o bem comum. Tem muita mentira.
[1]
Nelson Soares dos Santos é Educador, Licenciado em Pedagogia pela Universidade
Federal do Tocantins, Mestre em Educação ( UFG), membro da Executiva Estadual
do PPS, Secretário Geral do PPS Metropolitano e Diretor Geral da Fundação
Astrogildo Pereira em Goiás.
sábado, 6 de abril de 2013
Um projeto de Desenvolvimento Humano e sustentável para o Brasil: Dez motivos para candidatura Própria.
Nelson Soares dos Santos[1]
Itamar Franco, o homem
que teve a serenidade para encontrar novos rumos para o Brasil, no dia do
lançamento do Plano Real iniciou sua fala com as seguintes palavras:
“Os homens são
construídos pela vontade, e esta mesma vontade reunida pela esperança levanta
as nações e as projeta no tempo em sua necessária aspiração a eternidade. A
vontade, mais do que o vento, mais que as volúpias correntes marinhas trouxe as
caravelas a esta terra, para em seguida abrir o caminho aos sertões empurrar a
linha da Tordesilhas até a muralha ocidental das cordilheiras e edificar a mais
importante das sociedades ao Sul do Equador. A esta vontade tão poderosa tem
faltado ao longo dos séculos, e mais ainda, ao longo deste século outra e
indispensável virtude, a virtude da Justiça. Desprovido do Espírito da Justiça
os homens podem ser individualmente prósperos, mas não fazem ricas as nações,
desprovidos de justiça que deve ser o instrumento prático ao dar equidade de
valor ao trabalho e aos bens, a moeda perde o respeito dos homens, e longe de
servir aos povos, corrompe a sociedade, desfaz os valores morais, destroça a
esperança e enfraquece a vontade. Itamar Franco.
Nestes dias 11, 12 e 13 de Abril estaremos em Brasília. O Objetivo
é nos unir aos companheiros de luta do Brasil inteiro para discutirmos os rumos
do PPS para 2014. Fiquei muito feliz que a enquete colocada no portal do
Partido foi concedida a possibilidade de se votar pela candidatura própria, e
foi nela que eu votei; e aqui, meio que de chofre, de repente apresento algumas
razões, pelas quais, penso, devemos todos lutar por uma candidatura própria do
PPS para Presidente da República. A razão
principal é simples: O PPS é hoje um partido de esquerda, democrata,
republicano e tem um projeto de desenvolvimento humano e sustentável que o
torna diferente de todos os demais.
1. Valorizar o que já foi
feito pelo Brasil pelo nosso Partido: Para perceber tal verdade basta analisar
as ações e posições dos deputados federais do PPS nos últimos quatro anos. Basta
ler as notícias sobre como o PPS se posicionou na questão da Educação, Código
Florestal, Reforma do SUS, A questão da Segurança, o Combate a Corrupção; e
mais recentemente, a questão do Tráfico humano, a PEC das domésticas, a
Indústria e o Comércio e a política de Comércio Exterior.
2. Na questão da Educação
O PPS tem votado e lutado de forma coesa por uma reforma do Modelo da Política
Educacional. Foi o único partido da oposição a defender e a lutar pelos 10 % do
PIB para a Educação, pela alteração da Idade Escolar para 04 anos, por mudanças
na forma de financiamento da Educação; e, o mais importante, o único partido no
Brasil, no momento a tratar a Educação com um problema de todo partido e não de
uma liderança isolada. No último congresso foi aprovado Resolução na qual todos
os prefeitos eleitos pelo partido tratariam a Educação como campo imprescindível
da construção dos instrumentos necessários a um novo modelo de desenvolvimento.
3. Na saúde, O PPS tem
defendido com todas as suas forças o Sistema único de Saúde, para não permitir
que de um lado o Governo o Sucatei, e de outro seja transformado em um espaço
de busca do lucro desenfreado por parte dos empresários do Setor
4. Na questão do Tráfico
Humano, brilhantemente, nossos deputados tem atuado e mostrado que a questão
não é apenas uma questão menor, mas que
envolve uma falta de estrutura social adequada que dê aos nossos jovens
esperanças de exercer a cidadania, e portanto, o combate ao tráfico humano é
muito mais do que medidas policiais; mostra uma necessidade de fortalecer nossa
rede de proteção social com construindo políticos menos patrimonialistas e que
dê aos indivíduos a possibilidade de construírem sua própria história. O combate
ao tráfico só terá sentido com um investimento em políticas públicas de
seguridade social, Saúde pública de qualidade, Segurança e Educação.
5. A sustentabilidade.
Quem não se lembra da atuação dos líderes do nosso partido na questão do Código
Florestal. Que Marina que nada, O PPS é o verdadeiro e legítimo defensor da
Sustentabilidade no Brasil. Para manter-se coerente o partido até perdeu
membros da bancada federal. A luta for árdua, mas deu orgulho ver os nossos
representantes defender o futuro do nosso planeta, lutar em defesa da própria
humanidade com uma mentalidade internacionalista e não apenas pensando em
soluções eleitoreiras.
6. A democracia. Muitos
insistem em não perceber o aspecto profundamente democrático do PPS. A própria
ideia de Rede nasceu no seio do PPS, e muito antes de surgir um partido com o
nome “REDE”, o PPS já havia criado a Rede 23 com Instrumento de estabelecer uma
conexão mais profunda entre o partido, os movimentos sociais e a Sociedade
Civil Organizada. Talvez não tenhamos trabalhado com afinco, planejamento e de
forma estratégica para se concretizar tal trabalho, mas isso não diminui a
importância da iniciativa. Ter um partido Político o nome de “REDE”, não vai torna-lo
diferente dos outros, o que nos torna diferentes é a prática dos nossos parlamentares
e lideranças no dia a dia da política e da luta em defesa dos nossos valores
republicanos.
7. O modelo de
Desenvolvimento. Uma breve olhadela é suficiente para se ver a luta que tem
travado os nossos principais líderes para mostrar ao Brasil os furos do modelo
de desenvolvimento que o PT aplica ao nosso país. O retorno da Inflação vem
sendo alertados há anos, e de forma intensa foi feita por Itamar Franco, o
homem que mudou o Brasil e escolheu o PPS para concluir sua carreira política; o
endividamento das famílias, a especulação imobiliária, a necessidade da reforma
urbana, o fortalecimento do poder local e a discussão premente sobre o Pacto
Federativo têm sido enfrentados cotidianamente e sem subterfúgios.
8. O combate a Corrupção.
Qual partido tem sido mais coerente no combate a corrupção? Sempre tivemos a
coragem de colocar os interesses do país acima dos interesses de crescimento do
próprio partido, foi assim no Governo FHC, foi assim no Governo Lula ( tendo
sido o primeiro partido a denunciar corrupção no Governo Lula), foi assim recentemente
nos últimos episódios, sobretudo no episódio Cachoeira no qual o partido não
poupou esforços para dar uma contribuição a uma investigação verdadeira e
profunda que mostrasse os verdadeiros laços de corrupção e sua profundidade.
9. Os movimentos Sociais.
O PPS tem hoje as melhores propostas para os movimentos sociais no Brasil. Seja
no campo da Juventude, de mulheres, do movimento negro, agrário e na defesa dos
trabalhadores sindicalizados o PPS propugna sempre pelo equilíbrio, pelo
diálogo, pela busca de relações justas que propicie condições para construção de um modelo social onde todos
tenham oportunidades de crescer, desenvolver e tornar-se sujeito de sua
história.
10. O combate à miséria.
Para o PPS o combate à miséria é muito mais que doar uma bolsa alguma coisa
para os cidadãos que precisam. Para o PPS o combate a miséria se faz aliando
uma forte infra-estrtura social com mudanças profundas em todas as políticas
públicas ( Assistência Social, Segurança, Saúde e Educação), dando aos
indivíduos não apenas condição de matar a fome, mas dando-lhes consciência da
própria existência. O PPS, não combate apenas a miséria que mata o corpo mas, e
muito mais, a miséria que escraviza as mentes e mata a própria alma. O PPS quer
que o Brasil tenha cidadãos e não apenas eleitores.
Estes são dez motivos
pelos quais votei na enquete pela candidatura própria do PPS. Não é um desejo
extemporâneo, não pensado. É uma forma de respeitar o trabalho feito pelos
nossos representantes parlamentares nos últimos quatros anos, nos quais
acompanhei diuturnamente as ações e o trabalho feito. Não levar até a sociedade
este projeto agora, não mostrar a nossa cara, seria não apenas falta de
coragem; seria mesmo uma contradição diante de tantas perdas para se mantiver a
coerência e o respeito pelos valores democráticos e republicanos de nosso país.
Um partido grande não se faz sempre pelo seu tamanho, mas também por suas
ideias, força de vontade e espírito de Justiça. Itamar Franco apoiaria esta
ideia.
[1]
Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Professor Universitário, Mestre em
Educação Brasileira, Diretor Geral do Fundação Astrogildo Pereira - ( Regional Goiás), Secretário Geral do PPS
de Goiânia e Membro da Executiva da Direção Estadual do PPS Goiás.
domingo, 31 de março de 2013
Democratas de Goiás, uni-vos!!
Nelson
Soares dos Santos
Precisamos
observar mais as ondas do mar. Observar como elas se formam, se avoluma e se
quebram nas praias. Uma onda sempre se
forma de modo sutil. Distante, lá quase no meio do oceano parece pequena, mas
eis que se aproxima cada vez das praias, fortalece, cresce e se avoluma. Para
um observador na praia quando ela está distante quase nada significa na
imensidão distante do mar. O surfista, esportista que dedica sua vida a
descobrir ondas sobre as quais pode se fazer belas e radicais manobras fica
ali, deitado em sua prancha, olhar distante, sentindo a direção do vento,
pensando nos movimentos das marés. Ele sabe que existem momentos das “boas
ondas”, momentos da ressaca, e momentos perigosos, os quais devem remar de
volta a praia e respeitar a violência do Oceano.
Todos
os dias se formam ondas na vida de um país, de um povo, de uma nação. E
precisamos cada vez de mais sabedoria para identificar qual momento vivemos e
quais ondas estão se formando, de que forma elas vão crescer, se avolumar e
arrebentar nas praias da nossa existência material. Eis que uma onda de
conservadorismo reacionário parece de longe se formar em nosso país.
Conseguiremos surfar e fazer boas manobras ou seremos engolidos pelas águas e
até morrermos afogados?
Muitos
são os fatos e movimentos que nos indica que uma longa, grande e poderosa onda
conservadora estão se formando. As mais recentes podem ser vistas no projeto de
Lei do Deputado João Campos que dá o direito as Entidades religiosas a
contestar a constitucionalidade das leis votadas pela maioria dos representantes
legítimos do povo brasileiro. Ora, não se trata de intolerância religiosa,
trata-se de reafirmar a importância do conceito de Estado Laico. Os cidadãos
podem ter religião, os cidadãos podem ter dogmas, os cidadãos podem ouvir os
religiosos, o Estado, jamais. E é simples, o Estado deve representar a totalidade
das vontades dos seus cidadãos.
Sintoma
de número 2. Outro sintoma é o caso “Pastor Feliciano”. O problema do Pastor Feliciano não é apenas
do Pastor Feliciano e da Bancada Evangélica. O problema do Pastor Feliciano diz
respeito a um jogo político que envolve todos os partidos que tem representação
no Congresso Nacional. E se o Pastor Feliciano tornou-se presidente de uma
comissão tão importante, e para o qual, todos afirmam, agora, que ele não tem o
perfil adequado, este é um problema de todos, e agora de todo povo brasileiro.
Isso mostra que algo pode estar errado no crescimento e desenvolvimento de
nossa democracia. Que o pastor Feliciano seja racista, não me preocupa, pois em
uma democracia ele representa todos os racistas desta democracia e eles tem
direito a serem representado por alguém; que ele seja homofóbico, machista, e
tantos outros mais; não me importa. Em uma democracia homofóbicos, racistas,
machistas, feministas, multirracialistas, igualitaristas, todos, todos possuem
o direito de serem representados. O que assusta é ver que o coletivo
responsável pelo equilíbrio destas representações permite que a democracia seja
maltratada, o decoro seja quebrado, as minorias derespeitadas, a constituição
rasgada por pessoas que estão ali para zelar pelas conquistas desta mesma
constituição. O que assusta é não ver vozes surgir em defesa da constituição e
da democracia.
Sintoma
de número 03 – O Supremo Tribunal Federal condena os envolvidos no caso
mensalão ou ação penal 470. O Presidente da Câmara Federal, entidade que
deveria ser a guardiã da nossa constituição, brada aos quatro cantos que não
vai respeitar as decisões do STF. Os condenados assumem, na mesma eleição que
elegeu o Pastor Feliciano Presidente da Comissão de Direitos Humanos, a
Comissão de Constituição e Justiça. Vejam, condenados em uma ação Penal
tornam-se membros da Comissão de Constituição e Justiça da Entidade que deveria
zelar pelo respeito a constituição, pela Justiça, pela liberdade, e por todas
as conquistas da nossa democracia.
Sintoma
de número 04 – Faltando quase dois anos para as eleições a presidente da
República se lança candidata a reeleição. Atrás de si todas as principais
lideranças se lançam na discussão da sucessão. Enquanto isso ninguém parece
estar preocupados com a situação da Educação no país. Professores sendo
esmurrados por alunos, professores adoecendo, escolas caindo aos pedaços de
norte a sul do país, e os principais líderes preocupados com a reeleição.
Deveríamos todos estar discutindo as reformas de que o país precisa para
continuar avançando. Deveríamos estar discutindo uma reforma profunda no modelo
educacional que temos, a reforma tributária, a reforma urbana, a reforma
agrária, a sustentabilidade, o meio ambiente. Não... nada disso parece
importar. Uma onda parece se formar
sutilmente, e vai envolvendo a todos, e crescendo parece indicar que uma onda
conservadora se forma para em breve, em poucos anos, arrebentar-se nas praias
da existência material, matando a liberdade afogando a nossa pequena e frágil
democracia.
É
possível que muitos outros sintomas possam ser identificados. Em Goiás, um
sintoma que muito angustia um observador em sua prancha é a luta solitária dos
homens defensores da democracia, da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Apesar
de que muitos não conseguem ver, existe em Goiás um grande número de homens
defensores da democracia, da liberdade e da justiça social. Eu conheço pessoalmente
uma centena deles. É verdade que muitos deles estão quietos, se recusam a
entrar “no jogo” da política. E lutam silenciosamente, cada um a sua maneira. Uma
pena que suas vozes pouco são ouvidas nos nossos dias. Em um passado mais
recente, quando ainda começava minha vida na militância política ouvi muitos
deles a gritar. Pinheiro Sales, Niraldo, Osmar Magalhães, Niso Prego, Iran
Saraiva, Henrique Santillo. Tive a honra de conviver com alguns deles: Aldo
Arantes, Marcos Araújo, Denise Carvalho, Edwirges Carvalho, João Pires, Goiás
do Araguaia Jr, Anselmo Pessoa, Romualdo Pessoa, Eline Jonas, Lúcia Ríncon,
Silvio Costa, Adalberto Monteiro. Este
último, o grande responsável por hoje eu ainda estar na luta quando convidou-me
para fazer parte da Direção Estadual do PC do B de Goiás, no ano de 1998.
Estes
homens que nunca concordaram com a
corrupção. Homens que se espalharam na lonjura de suas vidas como indivíduos
é que agora vejo uma necessidade de que voltem a se unir. Homens democratas,
homens defensores da liberdade e que sabem perceber quando uma onda
conservadora parece aproximar para nos engolir.
Cada um destes homens formou ao redor de si uma multidão de centenas de
outros homens e eis que agora é o momento de uma nova união. Uma união agora
pode evitar o retrocesso na construção de nossa democracia. A história os
conclama a voltar a luta, ajudar a formar novas gerações com os valores da
liberdade, da igualdade e da fraternidade nos corações. Estes homens que em Goiás
lutaram contra a Ditadura Militar, fizeram parte do chamado “Bloco Popular”, no
primeiro Governo de Iris Rezende Machado; que estiveram ao lado de Henrique
Santillo, e que praticamente estivera todos juntos apoiando o primeiro Governo
de Marconi Perillo; são destes homens que goiás agora precisa.
<!--[if !supportFootnotes]-->
<!--[endif]-->
<!--[endif]-->
<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]-->
Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, professor
Universitário, Secretário Geral do PPS da Cidade de Goiânia, Diretor da
Fundação Astrogildo Pereira em Goiás e Membro da Executiva Estadual do PPS de
Goiás.
sábado, 16 de março de 2013
A gestão da Cultura em Goiás: É possível avançar mais?
Nelson
Soares dos Santos[1]
É
quase lugar comum quando se conversa com criadores, atores, artistas, músicos e
produtores culturais do Estado que a área de cultura é complexa e de alta
sensibilidade para qualquer gestor. Argumenta-se também, que é preciso que seja
artista de alguma área da cultura para se conseguir gerir com sucesso a pasta
da Cultura. Exemplos recentes de sucesso e outros não tanto, parece corroborar
que o sucesso depende de estar na área. Uma
análise mais profunda da questão leva-nos a pensar que tais argumentos escondem
falácias fáceis de serem desconstruídas.
Não
resta dúvida de as duas primeiras gestões do Governo Marconi Perillo foi de um
sucesso estrondoso na área da gestão cultura. Com a AGEPEL – gerida por um
Professor Universitário consagrado, compositor de mais de uma centena de
músicas e pesquisador, produziu o que de mais alto já se pode produzir na
cultura Goiana. Criou-se o Festival de Cinema Ambiental da Cidade de Goiás – O FICA;
Festival de Teatro de Porangatu – TENPO; Canto da Primavera em Pirenópolis; Instituição
da Lei Goiazes; tombamento de mais de
uma dezena de Igrejas como patrimônio Cultura; o titulo de Cidade de
Goiás como patrimônio histórico da humanidade e diversas outras grandes
realizações.
Na
gestão de Alcides Rodrigues a Cultura sofreu uma estagnação, ou quase senão um
retrocesso. Gerida por uma empresária que presidia um Partido Político, passou-se
a ideia de que a inércia na área, bem como a falta de criatividade estivesse
inerente a partidarização da área, quando na verdade todo governo foi um
governo inerte e sem criatividade. No atual Governo de Marconi a cultura
continuou com o ex-presidente do mesmo partido da ex-gestora da cultura, e,
então, pareceu consolidar a ideia de que as dificuldades de gestão na área
estão ligadas as questões políticas e partidárias ou ao fato do gestor não
ser “da área”.
O
argumento que não se sustenta.
Ao
analisar o perfil e currículo dos três mais recentes gestores da área logo se
percebe que o sucesso do primeiro, o fracasso do segundo, e as dificuldades do
terceiro estão muito mais ligados aos perfis dos próprios gestores e das
circunstâncias vividas pelo governo das respectivas gestões do que de fato a
questões políticas e partidárias. No
primeiro Governo Marconi tivemos uma revolução em todas as áreas e não apenas
na cultura; um governador cheio de espírito de Justiça e uma vontade férrea por
transformar o Estado em um celeiro de desenvolvimento humano; aliado a isso uma
população cheia de esperança, de compreensão e sobretudo de vontade e força
para colaborar com o Governo. O perfil do primeiro gestor certamente contribuiu.
De verve democrática teve a sensibilidade de ouvir as mais diversas correntes
da produção cultural do estado; percebeu a complexidade de uma cultura que
mescla o campo com a cidade, o interior com o metropolitano, o religioso e o
profano, o arcaico e o moderno. O que permitiu tal compreensão foram sua sólida
formação histórico-antropológica, suas vivências, como pesquisador da área e,
sobretudo a segurança de que afinal, a cultura é o produto das complexidades
das relações humanas.
No
Governo atual as dificuldades do primeiro ano afetaram todas as áreas e não me
parece ser diferente na área cultural. Entretanto, a falta de sensibilidade
para ouvir as múltiplas vozes, respeitar as diferenças, a falta de vontade e
espírito de justiça agravaram o momento crucial vivido nos anos de 2011 e 2012.
Mesmo assim, não se pode dizer que não houve nenhum avanço. A transformação da
Agência em Secretaria, a criação do Fundo Estadual de Cultura, as mudanças que
vem dando maior autonomia ao Conselho Estadual de Cultura, são alguns dos
avanços perceptíveis. Salta aos olhos, no entanto, as dificuldades que teve o
atual gestor da área para estabelecer um relacionamento produtivo com os
criadores e produtores culturais, fruto não do fato de fazer parte de um
partido político, mas da pouca sensibilidade ou compreensão que a cultura é o
produto das múltiplas manifestações da vida humana e que é preciso dar voz a
todos os tipos de manifestação cultural.
A
cultura pode avançar ainda mais.
Ao
falar de cultura a primeira coisa que é preciso compreender é que mesmo os
avanços do primeiro governo Marconi estão inseridos em um contexto histórico de
preocupação do Estado com o acesso aos bens culturais, após o desmonte feito
por Collor de Melo nas Universidades Federais, o Governo reassumiu o incentivo
a Cultura aprovando em 1991 a Lei Rouanet. Na verdade a própria Lei Rouanet foi
uma forma de restabelecimento do PRONAC época do Sarney, do ano de 1986. Desta forma o primeiro
Governo Marconi (1998/2006), conviveu com um espaço de incentivo a cultura e
que em 2005 foi acrescentado o Programa
Cultura Viva ou “Pontos de Cultura”, que certamente auxiliou na criação de um
ambiente propício as manifestações culturais e a criatividade.
Outro
fator que cobra o preço no atual Governo é o fato de que foi feito um
mareketing no qual se dizia que teríamos o melhor Governo da Vida dos Goianos, e
tal promessa cobra seu preço. Mas para não ficar no saudosismo o que de fato
pode ser feito e onde podemos avançar?
O
papel do Estado.
A
primeira coisa que precisa ser redefinida é o papel do Estado no processo de
intervenção no campo da produção cultura do estado. Neste sentido é preciso que
sejam adotadas políticas de democratização cultural promovendo o acesso
igualitário a cultura, incluindo a
prática da democracia participativa, do fortalecimento do poder local, promoção
das formas culturais de todos os grupos sociais, participação popular na
elaboração das políticas culturais e tomada de consciência de que é preciso
criar as condições de que cada grupo da sociedade possa viver sua cultura e ao
mesmo tempo ter acesso as atualidades.
Neste
momento creio que cabe ao Estado além de: 1. Preservar o patrimônio Artístico e
cultural; 2. Estabelecimento de parcerias; 3. Incentivos Culturais; 4.
Preservação dos costumes e tradições; 5. Formação Artística; 6. Estudo e
Pesquisa; 7. Investimento no Potencial cultural; é preciso democratizar o
acesso aos bens culturais levando bibliotecas públicas, acesso a teatro e a
formação artísticas a todos as regionais polos do Estado possibilitando a
descoberta de novos valores e preservando a cultura Goiana tradicional. A
grande marca do atual governo deverá ser o processo de democratização do acesso
aos bens culturais feito com uma política de parceria entre Secretaria Estadual
de Educação, Secretaria de Ciência e Tecnologia, Universidade Estadual de Goiás
e Secretaria Estadual de Cultura. Outro avanço no qual o Estado muito pode
contribuir é a democratização do processo de estudos, pesquisas e formação
cultural que propicie condições no aumento da profissionalização dos produtores
e gestores culturais. Tal medida aumentaria as parcerias, a captação de
recursos por parte dos produtores culturais do Estado.
Conclusão.
Visto
de tal forma, logo se vê que os argumentos iniciais não são conclusivos e
definidores do sucesso e do fracasso na gestão cultural. O primeiro Governo
Marconi teve a feliz coincidência de ter um gestor da área, mas que preocupava
com o planejamento estratégico, a capacidade se situar no tempo e espaço dos
avanços culturais daquele momento histórico, a compreensão de que a cultura mais
que uma ou outra manifestação é algo inerente a existência humana e uma vontade
de crescimento que envolvia toda a sociedade goiana. A capacidade de “ouvir as múltiplas vozes”,
interiorizar e descentralizar a cultura e resgate das raízes históricas foram
tão ou mais decisivas que o fato de ser “alguém da área”.
O
que importa mesmo é compreender a cultura como um espaço do desenvolvimento e da evolução do
espírito humano e que por isso todas as manifestações culturais de todos os
grupos e classes sociais merecem respeito, estudo, pesquisa, incentivo e
consideração. O momento agora é de compreender a cultura ou os processos de
produção cultural como espaços de libertação. Mais que um produto a ser vendido
e consumido a cultura precisa ser vista como espaços para serem vividos, onde
se possa produzir vida cheido de sentido e significado. Para tanto, há que se
fortalecer o poder local, os conselhos municipais de cultura, os pequenos
grupos de produção cultural para que se possa ouvir e sentir a alma do povo que
grita por dias melhores. Há que se olhar para o futuro e construir uma política
cultura criativa e inovadora que atenda ao alto desenvolvimento econômico vivido
pelo estado.
[1]
Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Professor
Universitário, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira- Goiás; Secretário Geral
do PPS Metropolitano e Membro da Executiva Estadual do Partido Popular
Socialista em Goiás.
terça-feira, 5 de março de 2013
A hora chegou – PPS Discute participação no Governo Marconi.
Nelson Soares dos Santos[1]
Os homens se constroem pela vontade e é esta mesma vontade que faz grande um Estado, uma nação ou um país. É a
vontade a responsável por todos os atos grandiosos da história humana.
Foi a vontade que tornou Alexandre “ O Grande”. Na guerra com Dario
tinha um quinto dos homens, mas venceu, por que queria vencer. Foi a vontade de homens que fez os grandes impérios, as grandes descobertas, as grandes navegações. É preciso vontade e é preciso também Espírito de Justiça, pois a vontade sem espírito de Justiça torna os homens cruéis e os rebaixam a condição de animais.
Quem acompanha o
nosso blog www.amigosdosabor.blogspot.com,
ou www.fapgoias.blogspto.com sabe da nossa vontade, de nossa luta por
contribuir para construção de um desenvolvimento humano em Goiás. Temos
consciência que crescimento econômico sem um alto desenvolvimento humano, faz
perder as futuras geraçõs. Entretanto, também sabemos que a vontade sem o
Espírito de Justiça faz os homens cruéis e desumanos. Crescimento Econômico sem
desenvolvimento humano é o resultado do uso da vontade sem o Espírito de
Justiça.
O PPS Goiano reune sua Executiva nesta
quinta feira 07 de março para discutir os rumos do partido em Goiás. Na pauta,
relação com o Governo Marconi Perillo. O PPS tem uma grande responsabilidade
com a sociedade, seus filiados e simpatizantes; foi o primeiro partido a pedir
o retorno de Marconi. Nestes dois primeiros anos, por problemas internos a
maioria da Executiva acabou por não sentir-se representada no Governo.
Para o Partido, prevalecia uma verdade
de que o Secretário tinha sido indicado por ser da cota pessoal do Governador e
se reafirmava o pouco valor do partido para a Sociedade e para o Governo. Nós
sempre acreditamos que o PPS tinha sim, valor para a Sociedade e o Governo.
Entretanto, somente agora o partido foi recebido oficialmente pelo Governador e
pode se desfazer o mal entendido. A Secretaria é confiada pelo Governador ao PPS. O que houve foi
um erro do então presidente de pensar que sendo ele o presidente era ele o
partido, e pior, que ele era maior que o partido, e que o Governador o tendo, não havia necessidade de se ouvir o partido.
Agora a Executiva debaterá e decidirá de
forma soberana os caminhos a seguir, tentando construir um partido democrata. A
Executiva, somos 17 homens com votos efetivos e cinco suplentes. Homens de
várias profissões, diversas cidades. Na executiva temos vereadores, dois
vice-prefeitos, representantes de diversas áeras da sociedade civil organizada.
São 17 homens: Darlan Braz – Secretário Geral
e ex-candidato a vice-prefeito de Goiânia; Vilmar Popular, vice-prefeito de
planaltina; André Almeida, presidente do Partido em Anápolis e Advogado;
Fabiano Arantes, Professor do IF Goiano; Demilson Lima, Presidente do Partido e
vice-prefeito de Rio Verde; Iron Cordeiro, presidente do Partido em Aparecidade
de Goiânia; José Bueno, vereador releito em Nerópolis; Nenzão, ex-vereador em Nerópolis,
Júlio Araújo, Secretário municipal em Formosa; Antônio Reis, Secretário
Municipal em Valparaiso; Ricardo Tavares, Assessor Especial do Secretário Estadual
de Cultura; João Dias, Tesoureiro do Partido e Assessor Especial do Secretário
Estadual de Cultura; Professor Marcos, Ricardo Basílio, Ivam Marques; Werlon,
ex –vereador em Jaraguá; Nelson Soares dos Santos o signitário deste Blog.
Fazer um partido democrata não é uma
coisa fácil. É difícil. Mas é possível. Nós tentamos por que somos a voz do
povo goiano. Somos um partido humanista, defensor da Sustentabilidade,
libertário e sociliasta. Temos orgulho do nosso passado e acreditamos no futuro, por isso lutamos com todas as nossas forças para viver o presente.
Estamos imbuídos na cosntrução de políticas públicas que leve O Brasil e nosso
Goiás a uma era de desenvolvimento humanizado. Defendemos a equidade, o
respeito a mulher, o respeito ao homossexual, a tolerància religiosa bem como o
respeito as religiões; Acreditamos em nossos Jovens, em nosso povo. Sabemos e
temos consciência de que somos os feitores de nossa história.
Sabemos da responsabilidade que temos
perante o povo goiano e estamos de ouvidos abertos para ouvir toda a sociedade,
sobretudo a área cultural que é onde institucionalmente deveríamos estar
atuando já desde o início do Governo. Estamos ouvindos todas as áreas da
cultura. Quem conhece e acompanha o blog www.amigosdosabor.blogspot.com
ou www.fapgoias.blogspot.com,
sabe como defendemos um governo centrado no Desenvolvimento Humano, sabe do que
queremos para o Nosso Estado, praticamente para todas as áreas, pois lá há o
nosso posicionamento sobre os acontecimentos e políticas do nosso Estado.
E conclamos todos aqueles que querem
construir uma sociedade justa, aqueles que têm vontade e espírito de justiça;
venha e filiem-se ao PPS, vamos construir juntos, o Estado com Desenvolvimento
humano que todos nós sonhamos. Os sonhos se realizam com a luta, a luta diária
com intenção verdadeira de fazer de toda a terra nossa verdadeira pátria e de
todos os humanos nossos irmãos. A luta feita pela vontade impregnada do Espírito de Justiça.
[1]
Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Secretário
Geral do PPS Goiânia, Diretor Regional da Fundação Astrogildo Pereira – Goiás,
Membro da Executiva Estadual do PPS Goiás.
sábado, 2 de março de 2013
UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA
UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A
DEMOCRACIA
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.
Assinar:
Comentários (Atom)