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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Argumentos que justificam a mudança dos rumos na Política Educacional



Nelson Soares dos Santos[1]

Desde 2010 venho insistindo que o PPS, ( Partido Popular Socialista), do qual sou militante e dirigente assuma um protagonismo na luta por uma educação de qualidade. Em 2010, aprovamos uma resolução pela qual os parlamentares do partido passariam a luta e apoiar as causas da educação. Desde então, o partido participou ativamente das lutas para aprovar o Plano Nacional de Educação e toda as medidas, as quais acreditamos contribui para avançar a valorização da educação como política pública. Em 2013, aprovamos uma moção na qual a luta pela educação de qualidade se tornou um dos eixos de luta prioritários do partido.
Embrenhamo-nos nesta luta não apenas por ser educador e sensível ao sofrimento que vive os profissionais da Educação do país, e ao processo de desvalorização que vem se dando ao campo educacional; mas, sobretudo, por acreditar que pensando um modelo de educação é na essência pensar um modelo de sociedade. E se nós queremos um modelo de sociedade fundada no humanismo, na democracia e na busca da igualdade como eixos fundamentais, é pela valorização da Educação e definição de rumos da mesma que devemos começar. Entendemos que o Partido dos Trabalhadores fez uma leitura equivocada do conceito de Educação Democrática e Socialista a partir das leituras de Marx e Gramsci, e mesmo  das propostas de gestão democrática da Educação presentes nos estudos e pesquisas dos estudiosos brasileiros.
O respeito a liberdade e a diversidade vem sendo confundindo com a imposição de uma concepção de minorias sobre a maioria, na tentativa de impor uma “moral das minorias” por meio da imposição de didáticas e conteúdos nos processos educativos e de desenvolvimento das novas gerações. O respeito à gestão democrática e a participação popular vem sendo confundido com algum tipo de libertinagem, e, sobretudo de um nivelamento por baixo, onde nenhum aluno é reprovado, todo mundo se forma em alguma coisa e o mérito vai sendo abandonado como um cachorro sarnento em algum canto da sala, sujo e sem cuidados. Os conselhos e sindicatos vão se transformando em instrumentos de luta pelo poder, em vez de cumprirem o  papel de espaços de discussão de descobertas de novos caminhos que valorizem o mérito e a evolução da sociedade.
A expansão do acesso ao Ensino Superior e a Pós-Graduação vem sendo acompanhado de uma queda vertiginosa da qualidade do ensino. E é natural hoje, no Ensino Superior encontrar estudantes que não sabem ler, interpretar, ou realizar as quatro operações. E  o que é pior, a burocracia do MEC, ( Ministério da Educação) impede as Universidades de realizar experiências inovadoras no campo da formação de novos educadores, e ou mesmo, experiências formativas nas mais diversas áreas. Há uma confusão entre o papel dos Institutos Federais de Ensino Superior e das próprias Universidades, e no final, nem um e nem outro consegue realizar a contento o papel do qual a sociedade precisa que é formação de qualidade, pesquisa básica e aplicada de forma suficiente para o avanço do desenvolvimento do país.
Há  um crescente déficit de  profissionais na área, contribuindo ainda mais para a queda da qualidade. E isso, provocado pelos baixos salários e a desvalorização do educador do nível básico ao superior. Na Educação Básica e Ensino Médio, acrescenta-se o equívoco de concentrar as verbas financeiras no poder central, quando o mais correto seria valorizar o poder local e o investimento em cidadania de qualidade. Entretanto, o mais grave é a utilização da educação e dos livros didáticos como instrumentos de propagação ideológica, quase sempre desrespeitando direitos de minorias, ou, de maiorias, o que gera a intolerância, o ódio, e a divisão no seio da sociedade.
Junte-se a tudo isso, a dificuldade que tem o governo de regulamentação do Ensino Privado. De um lado um ensino público de péssima qualidade, do outro temos um ensino privado com um preço esdrúxulo, considerando que todos nós já pagamos impostos para sustentar a educação de nossos filhos. O ensino privado se transformou em um mercado rentável e instrumento de lobby poderoso, tendo assentos dos mais diversos, nos conselhos, e, com a presença de grandes empresários que estão preocupados apenas com o lucro que advém da atividade educacional.
É hora de se debruçar sobre a questão da Educação Nacional. Não podemos mais adiar. A discussão sobre as políticas públicas educacionais é, neste momento, a definição de que tipos de sociedade e de país querem ter nos anos vindouros. Aceitar que tudo continue como está é sutilmente admitir que não queira mudar. E, por mais que muitos queiram comemorar a aprovação recente do PNE – Plano Nacional de Educação, mesmo que todas as metas nele presentes venham a ser alcançadas ( o que é quase  impossível); existem pontos que precisam ser mudados pois não representam os verdadeiros anseios da sociedade Brasileira. Em uma educação humanista o que está em jogo é a formação e elevação da consciência do cidadão, e isso, se faz valorizando o mérito e o desenvolvimento pessoal, e não por decreto.




[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário, membro da Executiva do Diretório Metropolitano do PPS, - Goiânia, membro do Diretório Regional e membro suplente do Diretório Nacional do PPS.

Três princípios básicos para uma Política Educacional


Nelson Soares dos Santos[1]

No ano de 2010, coloquei-me o desafio de trabalhar na discussão de uma nova política educacional para o nosso país. Naquela época entendia que, o primeiro passo, para que pudéssemos ter uma discussão verdadeira sobre Educação era ter um partido político onde seus dirigentes se comprometessem a discutir a questão com seriedade. Sendo assim, propus como delegado, no Congresso Nacional do Partido Popular Socialista que fosse aprovado uma moção na qual todos os dirigentes, militantes, parlamentares e gestores do Partido deveriam encarar a educação como elemento prioritário da política do partido.
Os resultados foram bons. No nível federal, os parlamentares passaram a participar efetivamente da discussão da política educacional, o partido assumiu uma cadeira na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e participamos ativamente da aprovação do Novo Plano Nacional de Educação. Internamente, a questão educacional foi discutida em Conferência Nacional do Partido com militantes, dirigentes e simpatizantes, com a presença do Senador Cristovam Buarque, um ícone na luta por uma educação de qualidade para o país.
No congresso de 2103, propusemos que a questão educacional passasse a ser alvo de discussão nos processos internos do partido, buscando envolver as bases municipais e estaduais. Desde então, como membro do Diretório Nacional do Partido estamos buscando travar esta discussão dentro e fora do partido, por entender que a sociedade não pode esperar mais. No artigo anterior, analisamos alguns argumentos que nos levam a crer que a sociedade está exausta deste modelo de educação que está vigente: um modelo que tem contribui para aprofundar as desigualdades e destruir o que resta de qualidade na educação que o estado coloca a disposição para a maioria do nosso povo.
Três Princípios.
Neste sentido, que revelamos agora os três princípios que nos levam a crer ser possível um novo modelo de política educacional capaz de contribuir para elevar a consciência do nosso povo, uma educação fundada no humanismo e no que tem de melhor nas conquistas da humanidade.
Primeiro: Leis claras e eficientes. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação nacional sempre foi considerada pelos educadores uma lei ambígua mas a situação que se encontra atualmente é ainda pior. A tentativa de regulamentar a lei por decretos, emendas, etc., tornou-a um  monstro  de muitas cabeças que mais  prejudica do o que contribui para o surgimento de iniciativas criativas que promovam um ensino de qualidade. Precisa-se reformular completamente a  Lei Nacional de Educação, desta vez, construindo-a sob o marco da participação efetiva da sociedade por meio das instituições organizadas já existentes.
Segundo: Infraestrutura de qualidade. A educação pública carece, mais do que nunca na história deste país, de uma infraestrutura de qualidade. Por onde se anda o que se vê são colégios públicos caindo aos pedaços. Os munícipios não tem conseguido cumprir o papel a eles destinados na consecução dos objetivos educacionais e tão pouco os estados. É claro que há muita corrupção, mas há também uma desorganização na gestão do processo de organização do Sistema Educacional que precisa ser corrigido com urgência.
Terceiro – Investimento em Pesquisa e formação de professores que crie uma superestrutura de qualidade. Na atualidade quando se fala em discutir educação corre-se o risco de cair em uma rinha onde de um lado estão os petistas, e de outro os anti-petistas. Ambos os lados esquecem que a construção de uma proposta educacional não se dá pela paixão ideológica exacerbada e sim com investimento pesado em pesquisas na área das ciências humanas, na antropologia e sociologia da sociedade Brasileira. Enquanto os contendedores se matam na rinha, o déficit de professores aumenta na rede básica e, já atinge até mesmo a Universidade, o número de pesquisas de qualidade caem, e, qualidade da educação cai a olhos vistos. Precisamos de uma discussão que parta do que se tem melhor dos resultados de pesquisas na área, esquecendo as paixões ideológicas e com o único objetivo de reformular o sistema Educacional Brasileiro para dar as novas gerações capacidade de participação no sistema mundo ao qual estão expostos.
Destes três princípios podemos retirar todos os fundamentos de uma proposta humanista de Educação, uma proposta avançada que nos leve a um modelo de educação que de  fato possa elevar o desenvolvimento moral e intelectual da sociedade, dando assim uma grande parcela de contribuição para que o país alcance a  condição de  desenvolvido nas próximas décadas. Muitos dirão que é uma utopia. Nós acreditamos que poderá ser apenas uma utopia se não estivermos dispostos a construir, mas não o será, na medida em cada cidadão se dispuser a compreender que não existe desenvolvimento humano ou democracia sem que o país ofereça ao seu povo uma educação de qualidade que a todos, no mínimo, oportunidades iguais no ponto de partida.





[1] Nelson Soares dos Santos é professor Universitário, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira,  membro do Diretório Nacional do PPS.

Balanço e Propostas de campanha.


Nesta Sexta -Feira, avançamos um pouco mais no nosso trabalho. Além das questões burocráticas, ouvimos, pessoalmente, ou por meio das redes virtuais, diversas propostas que podem ser incorporadas no nosso trabalho político doravante. Vejam as propostas mais interessantes:
1> Campanha Propositiva. - A maioria das pessoas que nos incentiva nesta luta acreditam que o melhor mé fazermos uma campanha propositiva. Nada de que ficar falando de A ou de B. apenas buscar compreender as necessidades do povo e sintonizar com elas.
2. > Fim das Cotas e efetivação da igualdade de oportunidades aliadas ao mérito. Uma proposta interessante, embora possa ser polêmica. Hoje, as cotas são uma forma de inclusão, embora já saibamos que elas possuem uma série de inconvenientes. A proposta de se lutar por uma escola igual para todos na base, e diferenciar pelo mérito intelectual de cada um já é adotado em alguns países. Creio que é uma questão que merece discussão.
3. > Projeto de lei que deduza os impostos das Universidades particulares e ou empresas que investirem em pesquisa e desenvolvimento. Esta também já é uma proposta que existe em outros país, e creio que pode ser viável no Brasil, no entanto, é de alçada federal e teria de ser discutido com o candidato a deputado federal do PPS. É uma proposta que pode sim, alavancar a pesquisa no país.
4. Defesa da definição de um piso digno para os Professores. Hoje, dizem muitos, os talentos estão fugindo da Educação. O setor Educacional não consegue atrair pessoas com alta qualificação por que paga mal, seja na Instituição Pública ou privada. A definição de um piso digno, ( muitos sugerem seis mil reais líquidos), poderia ajudar a atrair pessoas com qualificação e talento para educar, e evitar o déficit enorme que existe de professores no país, sobretudo na Educação básica.
5. > Titularidade e Mérito: Muitos professores com quem tenho conversado tem dito que é imperioso que se respeite os direitos adquiridos e que se lute para que se recupere a titularidade perdida pelos professores goianos. Creio pacificamente que é possível lutar e vencer a luta para recuperar cada centavo perdido pelos professores de Goiás. Desde o início me posicione contra o " Pacto pela Educação" e a forma como o mesmo foi feito, Tenho total disposição de ouvir todos os educadores sobre a questão. E acredito que é preciso aliar o mérito a titularidade.

Por fim, semana que vem estaremos finalizando as propostas e definindo os caminhos por onde trilharemos nossa luta nos próximos quatro anos. Estamos abertos a ouvir mais propostas, nosso desejo é nos colocar a servição da sociedade. Aqueles que quiserem nos dar mais sugestão podem usar este espaço para fazê-lo ou comentar as propostas aqui colocadas. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O Mal do Personalismo e a necessidade de um projeto.


Nelson Soares dos Santos
Não são poucos os exemplos da história que comprovam ser difícil a arte de Governar. Compêndios foram escritos, descrições efetivas de momentos cruciais da história da humanidade mostra o governo uma das atividades mais difíceis de realizar. Por isso, aquele que consegue conquistar o poder, manter e perpetuar-se no poder é digno de honras e glórias. Para nós, goianos, três referências imagéticas permeiam nossa mente quando falamos do poder: Lula, Iris e Marconi. O primeiro por sua proeza de ter sido o primeiro operário a se tornar presidente da república; o segundo pela inconteste contribuição já dada ao desenvolvimento do nosso estado; e o terceiro por ser o presente daquilo que se pode considerar a honra de ser um vencedor.  Com todas as críticas que podem ser feitas ( e existem críticas justas que devem ser feitas), na política Goiana Marconi é o nome que representa o poder e a honra da difícil arte de Governar.
Governar para o Povo.
Marconi representa tal fato por diversas razões, a maior delas por ter sido aquele que derrotou o Irismo depois de 16 anos de poder, e outras não menores, como por exemplo, ter contribuído para um arejamento democrático nos seus dois primeiros governos. Quiçá, seja um vencendor, Marconi vive diversos dilemas da difícil arte de governar depois de perpetuar-se no poder e tornar-se vítima das armadilhas impostas pelo poder. Há um livro, que li e não gostei, que mostra de uma forma clara tais armadilhas. O titulo é “48 Leis do Poder”. Segundo tal livro toda vez que se constrói um império ou um governo com o tempo o governante vê se cercado de pessoas que estão mais preocupadas em acercar-se das vantagens do poder do que se preocupar com os destinos do Governo ou o bem estar coletivo, e que, portanto, as intrigas, as disputas,  tornam-se constantes, por vezes colocando em risco os destinos do governo.
As recentes manchetes de jornais mostram um alerta ao governador. As disputas internas entre os grupos estão chegando ao paroxismo. Dos bastidores extravasaram-se para os jornais e muitos resolveram até dialogar por notas oficiais publicadas em jornais e na internet. Quando um dos nomes mais fortes do Governo resolve desabafar na imprensa afirmando que existe bandidos no Governo alguma coisa já passou do limite. É como se já se soubesse mais quem de fato manda no Governo, segundo o Greene, aquele das “48 Leis do Poder”. A receita seria então uns choques de autoridade, demitindo aqueles que se acham intocáveis, valorizando novos quadros, vindo do meio do povo e quebrando o isolamento entre o povo e o Governo.  O desabafo do secretário mostra que existem sinais dos tempos que precisam ser lidos sobre os rumos do poder em goiás, ou do contrário seremos vítimas de aventureiros.

Oposição e Situação  - vítimas  do Mesmo mal.

Para uma leitura dos sinais dos tempos é preciso, antes, compreender o tempo que vivemos, e para se compreender o tempo no qual vivemos é preciso aceitar sua complexidade. Na política em Goiás, não é diferente. Se base de Marconi Perillo peca-se pelo personalismo exagerado fazendo tudo girar em torno de nomes e deixando os projetos, as ideias e os partidos em segundo plano; na oposição não é diferente.
Na verdade, sequer existe oposição em Goiás. O que existe são nomes que se digladiam dentro dos partidos ditos de oposição, sempre em busca de holofotes, de forma personalista e longe de estabelecer um diálogo com o povo com os votos dos quais querem se eleger. Os chamados “novos nomes” estão longe de ter um diálogo frutífero com o povo, e por isso, as pesquisas mostram Iris e Marconi como aqueles melhores posicionados nas pesquisas, fruto do diálogo que estes mantiveram com o povo em eleições anteriores. Friboi, não é político, é um empresário que ser político e o povo já há muito desconfia das razões pelas quais o mesmo é motivado. Afinal, ninguém em Goiás conhece alguma atitude ou ação do mega empresário que demonstrasse preocupação com o Bem estar coletivo.
Vanderlan Cardoso, no máximo repetirá 2010. O povo já teve oportunidade de conhecê-lo e a história política goiana mostra que dificilmente emplacará como candidato a ser levado a sério. Considerado um empresário Sério ( com bem mais credibilidade eleitoral do que o Friboi), não acredito que o povo daria a ele a oportunidade de Governar o Estado. Os exemplos históricos, aos quais ele deveria observar vêm das candidaturas de Paulo Roberto Cunha, Ronaldo Caiado e Otávio Lage. Tanto na situação quando na oposição, o personalismo só contribui para prejudicar as possibilidades de avanço dos processos democráticos no Estado, pois todos os nomes colocados tentam chegar até ao povo por meio das chamadas lideranças consolidadas ( deputados, vereadores e prefeitos), muitas delas tão velhas e desacreditadas que faz o povo ficar descrente de participar no sufrágio Eleitoral.


O Cavalo de Tróia.

A contradição do Governo Marconi é não ter oposição forte e ao mesmo tempo sentir-se sitiado. O que parece é que na verdade os adversários estão espalhados. Isso me faz lembrar-se de umas leituras feitas sobre Confúcio. Diz-se que certa vez Confúcio chegou a um Reino e logo foi chamado para aconselhar o Rei. Pediu ao Rei um prazo para que tivesse um conselho que refletisse a realidade.  Chegando lá, ficou o tempo todo em silêncio, ouviu o Rei, ouviu os conselheiros do Rei, e a esposa do Rei. Depois de a todos ouvir, e antes que terminasse o prazo dado pelo Rei, Confúcio reuniu os seus discípulos que o seguiam e disse que aqueles que quisessem continuar com ele deveriam partir na madrugada e em segredo. Inquirido sobre a razão de tal atitude Confúcio respondeu mais ou menos assim: Em um Reino onde quem manda não tem a segurança de que manda, e quem pensa que manda, na verdade não tem poder de mando o destino é o sangue e carnificina. Pouco tempo depois, aquele reino caiu em meio a traições, mortes, assassinatos e cruel carnificina.
Em artigo anterior, neste blog já havia escrito que é difícil analisar quem realmente tem influência política majoritária em Goiás. Na linguagem Confuciana, quem tem o TAO. E, dentro do governo, os últimos acontecimentos parecem mostrar o mesmo. A direita em Goiás tornou-se pluripartidária e a esquerda democrática apequenou-se. A realidade é que neste vazio surgiram diversos aventureiros servindo-se de ideias frágeis e já  superadas para ocupar um espaço da carência dos sentimentos humanos e transformá-los em objetos do fazer política, poder e de governar. No futebol, tais jogadores são chamados de “Pernas de Pau”, que entram em campo por falta de bons jogadores ou por que os bons jogadores se recusaram a jogar por falta de um bom juiz. O resultado da falta dos bons jogadores é a bola sendo jogada de qualquer jeito e os times sem aquele jogador meio campista que organiza o jogo e o torna um espetáculo belo de ser assistido.  A pancadaria que se vê na imprensa, tanto de oposição contra oposição, situação contra situação e oposição contra situação reflete a fata que faz bons jogadores em campo. Neste sentido, muito das adesões recebidas pelo Governador nos últimos anos revelou-se jogadores “pernas de pau”, quando pior, verdadeiros cavalos de troia.

Governar com Projetos e Ideias

Continuando com a metáfora futebolística o Governador Marconi está condenado a renovar o seu time e colocar maior atenção nas capacidades dos jogadores de produzirem boas jogadas, passar e movimentar bem a bola do que na história de fama dos jogadores. Neste sentido, o Governador precisa começar a repensar o projeto de desenvolvimento do Estado colocando o desenvolvimento humano a frente do desenvolvimento econômico; reforçando o aspecto progressista do Governo e a preocupação com o futuro das novas gerações. As ideias de sustentabilidade, poder local, combate a corrupção, defesa dos direitos humanos, combate a violência, ao tráfico humano, dentre outros deve tomar o lugar dos discursos centrado em pessoas e nas suas pretensas habilidades de bem governar. Não serão pessoas que irão fazer de Goiás um estado melhor para se viver, serão ideias progressistas transformadas em ações por pessoas que tem a capacidade de fazê-lo coletivamente.

Goiás carece de um projeto de Governo, mas, sobretudo, padece também de um projeto de reestruturação do estado que estabeleça novas relações entre o Estado e a Sociedade Goiana. Os velhos coronéis precisam entender que os tempos são outros, que a globalização exige a evolução do local, e que o desenvolvimento humano precisa acompanhar o desenvolvimento econômico. Preservação do meio ambiente não pode ser mais uma preocupação de um grupo de idealistas isolados, mas de todo homem público que queira bem governar. A reestruturação do estado deve ser pensada a partir da complexidade existente entre os aspectos globais e locais da existência humana para que se possa pensar um projeto que de fato faça avançar as conquistas por uma sociedade mais e justa e democrática.  Não se trata de negar os avanços, mas de compreender a necessidade de se continuar avançando.

sábado, 12 de outubro de 2013

Por um projeto de Governo Popular que faça avançar a democracia e o desenvolvimento humano.



Nelson Soares dos Santos[1]

Esteve nos jornais nas últimas duas semanas, que eu me coloquei a disposição do meu partido para disputar o Governo de Goiás, e na última sexta feira, apresentei ao partido as explicações e os motivos pelos quais desejo ser o Governador de Goiás a partir de 2105. A questão que me intriga é que o Estado não tem dado conta de mediar as relações entre  a Sociedade Civil Organizada e o Mercado, e este fato tem transformado os seres humanos em escravos. Ricos e pobres, tem se transformado em escravos de um mercado capitalista desumano e degradante.

Então, a principal razão que me coloco a disposição para ser pré-candidato pelo partido é contribuir com a discussão de como promover o desenvolvimento humano e a democracia. A minha preocupação é com toda a sociedade. Precisamos todos, encontrar um caminho que auxilie em uma nova forma de equilíbrio, que promova a justiça social e faça diminuir a degradação que se tem tratado a vida humana e até mesmo dos animais. Nosso desejo é trazer ao palco o valor da vida em contraposição ao valor do dinheiro e dos bens materiais.

O plano de Governo que estamos trabalhando trata destas questões. No centro de tudo está o ser humano, a vida, a nossa própria existência de homos-sapiens. Todo o resto estará subordinado a esta tese, que para nós é o princípio da busca da paz na sociedade, da valorização da vida, da liberdade, da democracia e da justiça social.

Muitos pré-candidatos tem feito muitos tipos de movimento, mas nenhum deles ousaram dizer que vão governar valorizando a vida e tudo que existe de mais caro para o ser humano. Ao contrário, todos estão preocupados com estrutura de campanha, dinheiro e muito dinheiro para o processo. Nós, queremos que o ser humano seja o centro de todas as nossas ações e a estrutura de todas as estruturas.

Valorizar o ser humano em detrimento dos bens materiais, do dinheiro, e da onda consumista que tomou conta da sociedade não é algo fácil. Alguns acham ingênuo, outros, excesso de idealismo. É por esta razão, que antes de qualquer coisa, e para valorizar a todo o ser humano que queira participar desta jornada, a jornada da recuperação do valor da vida diante do dinheiro, é que desejamos convidar a todos para participar, dar ideias, contribuir. Para isso, todos aqueles que quiserem contribuir com ideias sobretudo no campo da Economia focada no desenvolvimento humano, saúde, segurança, educação, sustentabilidade e assistência social escreva suas ideias para o e-mail : nelsonsoares33@gmail.com, e no campo assunto escreva: Plano de Governo 2014



[1] Nelson Soares dos Santos é Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia, Mestre em Educação Brasileira, Professor Universitário e Membro da Direção Estadual do PPS, em Goiás.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sou Prof. Nelson Soares dos Santos - Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás.

Quero ser Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás para Fazer Avançar o Desenvolvimento Humano e a Democracia.

Senhores Dirigentes Estaduais e Nacionais do Partido Popular Socialistas.

É uma prerrogativa de todo militante legalmente filiado a um partido politico, em dias com suas obrigações postular-se como pré-candidatos aos cargos eletivos. E é servindo-me deste direito que neste momento coloco o meu nome como pré-candidato a Governador do Estado de Goiás. Com mais de 15 anos de militância política radicado na capital do Estado sinto que não posso fugir da responsabilidade neste momento histórico em que minha alma ouve a voz do povo que grita por mudança na política em todos os cantos do país.
Sou um cidadão, nascido homem simples do povo no povoado de Ouro Minas, cidade de Nova Roma, no chamado Nordeste Goiano, conhecido como Corredor da Miséria do Estado de Goiás. Como tal, vivi e sofri todas as agruras que meus irmãos ainda vivem naqueles rincões espalhados por mais de vinte munícipios onde a fome é visita constante e a necessidade uma companheira inoportuna. Fui brindado pelos deuses por uma alma indomável e singrei os sertões em busca de esperança logo cedo na vida. Aos 12 anos fui presidente do Grêmio Escolar do Colégio Estadual Germana Gomes e como tal, tive a oportunidade de conviver com a luta pelo retorno da democracia no nosso país. No nosso estado, aliei as lutas do Centro dos professores de Goiás, comandado por homens que tinha colocado suas vidas em risco na luta por democracia e liberdade.
Foi neste clima que minha se expressou no mundo político e recebeu as impressões que marcam meu ser até os dias de hoje, e que certamente não vacilaram na luta pela consolidação de uma conquista nunca totalmente iniciada e levada a cabo em nosso Estado: A luta por desenvolvimento humano e democracia. Sim, a luta por desenvolvimento humano, liberdade e democracia foram esquecidas no Estado de Goiás. Nos anos seguintes, o Estado Governado pelo PMDB, e capitaneado por Iris Rezende Machado esqueceu-se do povo. Aliou-se as camadas mas retrogradas da sociedade, tornou-se perseguidor dos fracos e oprimidos, dando azo ao aumento da violência e do caos. Como se não bastasse tornaram-se corruptos e corruptores, quebraram o estado e fragilizaram as Instituições da Sociedade Civil Organizada.
No ano de 1998, chegou ao poder um Jovem que se apresentou a sociedade como o moço de Camisa Azul. Era herdeiro dos dissidentes do PMDB, considerados os maiores defensores da democracia. Entretanto, aquele jovem logo se aliou ao que de mais atrasado tinha na politica de nosso estado e esqueceu mais uma vez o ideal da liberdade, e igualdade para todos e entre todos, esqueceu de que era preciso investir no ser humano para se ter desenvolvimento e democracia. No início, houve sinais de que a esperança retornaria, mas logo a perseguição recomeçou, a mesma velha forma de fazer política do aliciamento, da corrupção, do mau uso da verba pública e do desvirtuamento dos ideais. Foi assim que até  as boas ideias que pautaram o inicio do Governo como a Bolsa Universitária e a criação da UEG, transformaram-se em problemas quase insolúveis.
Aprofundando o desgoverno da situação o sucessor fez o estado ficar estagnado por quatro anos, perdeu-se nas filigranas do poder, e sem nenhuma grandeza permitiu que a violência aumentasse na sociedade, a saúde se transformasse em um caos, a educação relegada a segundo plano e a  ordem social foi abandonada. Quatro anos depois, O PPS, e eu estávamos lá, defendeu a retorno do moço da camisa Azul, que agora já não era mais um moço, se sim um homem maduro já com mais de 50 anos. Todos acreditavam que seria o melhor governo da vida dos goianos, mas, logo que tomou posse os velhos métodos da disputa política se apresentaram o aliciamento, a traição, o conchavo e nenhuma preocupação com o bem estar da população. Eu dei o meu grito e não fui ouvido, pelo contrário, fui prosseguido e vilipendiado por aqueles que não tinham nenhuma outra preocupação do que conseguir um cargo na estrutura do estado para servir a satisfação dos interesses pessoais.
Foi com tristeza em meu coração que vi direitos dos trabalhadores sendo retirados, professores sendo perseguidos, servidores públicos de todos os tipos sendo tratado como bandidos. Lutei com todas as minhas forças para que o debate fosse mediado, para que houvesse democracia, a voz do povo fosse ouvida. E mesmo internamente em nosso partido, a democracia só pode ser garantida pela intervenção direta desta direção nacional, tamanha se tornou nos maus costumes em nosso estado.
Nós nunca desistimos do diálogo e nem tão pouco da defesa dos trabalhadores. Fomos humilhados, ultrajados pelo governo como se não tivéssemos o legítimo direito de lutar e defender os direitos daqueles que não conhecem o exercício e a prática da cidadania. Não nos calamos, não nos calamos jamais. Como se não bastasse nos últimos 04 anos houve um recorde de escândalos políticos no nosso estado. Da operação Monte Carlo do Senhor Carlos Cachoeira, as mais diversas atrocidades, assistimos de mãos atadas sem nada poder fazer. E eis que se aproxima o tempo de dar ao povo a oportunidade da mudança.
Agora os lacaios do pode todos querem se apresentar como a novidade que vai mudar a situação. Não vão, senhores dirigentes. Não irão. O novo neste momento somos nós que passamos o tempo todo ao lado do povo, sofrendo com o povo e ouvindo a voz do povo. O PPS é o único partido livre em Goiás, os demais estão todos vendidos as estruturas arcaicas de poder, cuja lógica é retirar lucro financeiro do setor público para enriquecer as expensas privadas.
É por acreditar, Senhores Dirigentes, que o PPS é um Partido Livre, de homens e mulheres que não se vendem e que lutam por uns pais com desenvolvimento humano, com democracia e justiça social que lhes peço a oportunidade de me colocar como pré Candidato a Governador do Estado de Goiás. Vamos dar ao povo uma chance de votar realmente no novo. Vamos dar ao povo uma chance de mudar os rumos deste estado e acreditar que é possível colocar o ser humano em primeiro lugar. 
Sincera e Fraternalmente,

Sou Nelson Soares dos Santos, Secretário Geral do PPS Metropolitano, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, e membro da Direção Estadual do PPS do Estado de Goiás.

Sou Prof. Nelson Soares dos Santos - Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás.

Quero ser Pré-Candidato a Governador do Estado de Goiás para Fazer Avançar o Desenvolvimento Humano e a Democracia.

Senhores Dirigentes Estaduais e Nacionais do Partido Popular Socialistas.

É uma prerrogativa de todo militante legalmente filiado a um partido politico, em dias com suas obrigações postular-se como pré-candidatos aos cargos eletivos. E é servindo-me deste direito que neste momento coloco o meu nome como pré-candidato a Governador do Estado de Goiás. Com mais de 15 anos de militância política radicado na capital do Estado sinto que não posso fugir da responsabilidade neste momento histórico em que minha alma ouve a voz do povo que grita por mudança na política em todos os cantos do país.
Sou um cidadão, nascido homem simples do povo no povoado de Ouro Minas, cidade de Nova Roma, no chamado Nordeste Goiano, conhecido como Corredor da Miséria do Estado de Goiás. Como tal, vivi e sofri todas as agruras que meus irmãos ainda vivem naqueles rincões espalhados por mais de vinte munícipios onde a fome é visita constante e a necessidade uma companheira inoportuna. Fui brindado pelos deuses por uma alma indomável e singrei os sertões em busca de esperança logo cedo na vida. Aos 12 anos fui presidente do Grêmio Escolar do Colégio Estadual Germana Gomes e como tal, tive a oportunidade de conviver com a luta pelo retorno da democracia no nosso país. No nosso estado, aliei as lutas do Centro dos professores de Goiás, comandado por homens que tinha colocado suas vidas em risco na luta por democracia e liberdade.
Foi neste clima que minha se expressou no mundo político e recebeu as impressões que marcam meu ser até os dias de hoje, e que certamente não vacilaram na luta pela consolidação de uma conquista nunca totalmente iniciada e levada a cabo em nosso Estado: A luta por desenvolvimento humano e democracia. Sim, a luta por desenvolvimento humano, liberdade e democracia foram esquecidas no Estado de Goiás. Nos anos seguintes, o Estado Governado pelo PMDB, e capitaneado por Iris Rezende Machado esqueceu-se do povo. Aliou-se as camadas mas retrogradas da sociedade, tornou-se perseguidor dos fracos e oprimidos, dando azo ao aumento da violência e do caos. Como se não bastasse tornaram-se corruptos e corruptores, quebraram o estado e fragilizaram as Instituições da Sociedade Civil Organizada.
No ano de 1998, chegou ao poder um Jovem que se apresentou a sociedade como o moço de Camisa Azul. Era herdeiro dos dissidentes do PMDB, considerados os maiores defensores da democracia. Entretanto, aquele jovem logo se aliou ao que de mais atrasado tinha na politica de nosso estado e esqueceu mais uma vez o ideal da liberdade, e igualdade para todos e entre todos, esqueceu de que era preciso investir no ser humano para se ter desenvolvimento e democracia. No início, houve sinais de que a esperança retornaria, mas logo a perseguição recomeçou, a mesma velha forma de fazer política do aliciamento, da corrupção, do mau uso da verba pública e do desvirtuamento dos ideais. Foi assim que até  as boas ideias que pautaram o inicio do Governo como a Bolsa Universitária e a criação da UEG, transformaram-se em problemas quase insolúveis.
Aprofundando o desgoverno da situação o sucessor fez o estado ficar estagnado por quatro anos, perdeu-se nas filigranas do poder, e sem nenhuma grandeza permitiu que a violência aumentasse na sociedade, a saúde se transformasse em um caos, a educação relegada a segundo plano e a  ordem social foi abandonada. Quatro anos depois, O PPS, e eu estávamos lá, defendeu a retorno do moço da camisa Azul, que agora já não era mais um moço, se sim um homem maduro já com mais de 50 anos. Todos acreditavam que seria o melhor governo da vida dos goianos, mas, logo que tomou posse os velhos métodos da disputa política se apresentaram o aliciamento, a traição, o conchavo e nenhuma preocupação com o bem estar da população. Eu dei o meu grito e não fui ouvido, pelo contrário, fui prosseguido e vilipendiado por aqueles que não tinham nenhuma outra preocupação do que conseguir um cargo na estrutura do estado para servir a satisfação dos interesses pessoais.
Foi com tristeza em meu coração que vi direitos dos trabalhadores sendo retirados, professores sendo perseguidos, servidores públicos de todos os tipos sendo tratado como bandidos. Lutei com todas as minhas forças para que o debate fosse mediado, para que houvesse democracia, a voz do povo fosse ouvida. E mesmo internamente em nosso partido, a democracia só pode ser garantida pela intervenção direta desta direção nacional, tamanha se tornou nos maus costumes em nosso estado.
Nós nunca desistimos do diálogo e nem tão pouco da defesa dos trabalhadores. Fomos humilhados, ultrajados pelo governo como se não tivéssemos o legítimo direito de lutar e defender os direitos daqueles que não conhecem o exercício e a prática da cidadania. Não nos calamos, não nos calamos jamais. Como se não bastasse nos últimos 04 anos houve um recorde de escândalos políticos no nosso estado. Da operação Monte Carlo do Senhor Carlos Cachoeira, as mais diversas atrocidades, assistimos de mãos atadas sem nada poder fazer. E eis que se aproxima o tempo de dar ao povo a oportunidade da mudança.
Agora os lacaios do pode todos querem se apresentar como a novidade que vai mudar a situação. Não vão, senhores dirigentes. Não irão. O novo neste momento somos nós que passamos o tempo todo ao lado do povo, sofrendo com o povo e ouvindo a voz do povo. O PPS é o único partido livre em Goiás, os demais estão todos vendidos as estruturas arcaicas de poder, cuja lógica é retirar lucro financeiro do setor público para enriquecer as expensas privadas.
É por acreditar, Senhores Dirigentes, que o PPS é um Partido Livre, de homens e mulheres que não se vendem e que lutam por uns pais com desenvolvimento humano, com democracia e justiça social que lhes peço a oportunidade de me colocar como pré Candidato a Governador do Estado de Goiás. Vamos dar ao povo uma chance de votar realmente no novo. Vamos dar ao povo uma chance de mudar os rumos deste estado e acreditar que é possível colocar o ser humano em primeiro lugar. 
Sincera e Fraternalmente,

Sou Nelson Soares dos Santos, Secretário Geral do PPS Metropolitano, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, e membro da Direção Estadual do PPS do Estado de Goiás.