Pesquisar este blog

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O PPS em Goiás – A Caravana da Esperança.


 
Nelson Soares dos Santos[1]

Neste sábado, 23 de fevereiro, a maioria dos dirigentes do PPS goiano estarão reunidos na cidade de Caldas Novas. O Encontro Regional prevê reunir além de toda a Executiva Estadual os vereadores eleitos, presidentes de Diretórios Municipais, Vice-prefeitos, filiados e simpatizantes dos vinte munícipios circunvizinhos. O Encontro ocorrerá na Câmara Municipal da Cidade  com início previsto para as 10 horas da Manha. O Vice-prefeito da Cidade de Morrinhos, único vice-prefeito do partido na região, já confirmou presença. Na pauta do encontro temas como: Organização do PPS mulher, Juventude Popular Socialista, formação política e projeto de lançamento de chapas completas para deputado estadual e federal em 2014.

O PPS em Goiás hoje, conta com 62 vereadores distribuídos em mais de quarenta cidades, cinco vice-prefeitos (sendo três de cidades importantes – Rio Verde, Demilson Lima, Morrinhos com Tércio Menezes e Planaltina com Vilmar Popular), dois prefeitos ( Ivolândia com Doutor Fabio e Água Fria com João de Deus). Visto de perspectiva somos um partido pequeno, não temos deputados estaduais, tão pouco deputados federais. Apesar de tal visão, em perspectiva, podemos dizer que temos grandes coisas, propostas e valores a oferecer a Sociedade Goiana.

Um partido  Ficha Limpa.

Somos um partido Ficha Limpa. Não há em Goiás nenhum mandatário do PPS envolvido em escândalos e cuidaremos para que continue assim. O PPS goiano possui nos seus quadros o Secretário de Estado da Cultura Gilvane Felipe, recentemente considerado um dos mais influentes políticos da área cultural do Estado. Ex-presidente do partido no Estado, membro do Diretório Estadual e um exemplo  de quadro que o PPS valoriza, investe e acredita.

A ética para o PPS é mais que um discurso. É o próprio fundamento e razão do fazer política. Não se trata de puritanismo exagerado, mas de compreender que o verdadeiro humanismo passa pela evolução do ser humano, da busca da compreensão dos caminhos pelos quais o ser humano encontra formas de viver que traga felicidade, paz e crescimento integral. A ética é mais do palavras, é o fundamento das políticas que defendemos. Sustentabilidade, Educação, Segurança, saúde, urbanismo só tem sentido quando fundamentado em um humanismo libertário, nos valores da liberdade e da democracia.

Um partido que prega o desenvolvimento humanizado.

O PPS defende a Sustentabilidade. Aqui o PPS inova e se diferencia de tantos partidos que trazem um discurso sobre o meio ambiente que não se sustenta na prática por que cheio de contradições. Ao defender a sustentabilidade fundada na construção do Socialismo o PPS entende que não pode existir defesa do meio ambiente enquanto mantivermos milhares de pessoas na miséria. Mais do que isso, não se trata da miséria restrita ao estado nacional, o que defendemos é a luta contra a miséria em qualquer rincão do planeta. O filiado  do PPS que compreende o conceito de sustentabilidade que defendemos sabe que a vida acontece no local onde vive, que precisamos defender e valorizar nossas cidades, nosso estado e nosso País, mas que em essência somos cidadãos do Mundo. Isso explica e justifica a campanha já realizada pelo Partido para dar fim ao conceito de estrangeiro.

O PPS defende a Educação como Investimento. O PPS é o único partido na atual conjuntura da política brasileira a aprovar em um Congresso Nacional do Partido a defesa da Educação como fundamento do desenvolvimento do país, fazendo constar em Estatuto que as cidades administradas pelo PPS a partir de 2012 terão investimento real em Educação, valorização do professor com planos de carreiras e formação continuada e luta concreta pelo aumento da escolaridade real dos cidadãos. No congresso Nacional, nossos deputados Federais tem se destacado como defensores dos avanços no campo da Educação participando e liderando o processo de mudanças, apresentando emendas  e aperfeiçoando propostas referentes ao Plano Nacional de Educação. Para o PPS, a melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro e mesmo o crescimento e desenvolvimento econômico do futuro passa por urgente investimento no campo da educação.

O PPS apoia e luta contra Miséria e a melhoria da qualidade de vida. Para o PPS o fim da miséria não virá apenas com políticas compensatórias como Bolsa Família, Bolsa universitária etc. Ao reconhecer a importância destas políticas lembramos a transitoriedade das mesmas, e que aliado a elas, um grande programa de qualificação profissional, criação de condições para o crescimento econômico, aumento do emprego, melhoria das políticas públicas de Saúde, Segurança, habitação e urbanismo são elementos tão importantes quanto retirar da pobreza extrema nossos cidadãos. O combate a miséria que não provê ao homem condições de produzir o próprio sustento, não só permitirá que este homem volte a miséria como empobrecerá o país.

O PPS que quer e pode ser Grande.

Temos todos os motivos para acreditar que em 2014 a população de Goiás nos recompensará pela nossa firmeza, pela nossa luta em defesa dos servidores públicos, da cultura, da saúde pública de qualidade e da educação. Somos pequenos, mas juntos podemos nos tornar grande. Somos mais de 100 vozes em mais de 100 munícipios Goianos. É nosso dever levar a cada cidadão goiano o pensamento do PPS, a forma como o PPS defende o povo e o compromisso que o nosso partido tem com o futuro de todos nós. Para isso, é dever de cada dirigente do PPS, cada vereador eleito participar da vida da sociedade. Cuidando da educação dos filhos, indo aos conselhos escolares; cuidando da saúde do seu município acompanhando o cotidiano do Conselho Municipal de Saúde; e assim em todas as áreas. Vamos levar o pensamento do PPS para todos os lares do Estado de Goiás. É no poder loca, é na vida cotidiana que temos e devemos exercitar nossa cidadania. Toda mudança começa no poder local.

Nossos valores são: a democracia, a liberdade para além do direito de comprar e vender, a liberdade para ser cidadão, para viver, sentir, se expressar. A liberdade que ajuda o homem a tornar-se melhor; a sustentabilidade, para além dos discursos hipócritas, fundado no zelo das próprias relações humanas; e, a ética; não ética dos discursos vazios, do faz o que digo e não faça o que faço, mas a ética que sabe ser o homem o sujeito de sua história, mas que ao fazer sua história, está subjugado,  por forças que na maioria das vezes lhe são estranhas. Afivelemos nossos valores em nossos corações e escrevamos em nossas mentes e sigamos juntos e de mãos unidas na caminhada da esperança que nos levará a conquista de dias melhores.



[1] Nelson Soares dos Santos é Mestre em Educação pela Universidade Federal de Goiás, Secretário Geral do PPS Metropolitano, Diretora da  Fundação Astrogildo Pereira em Goiás e membro da Executiva Estadual do PPS em Goiás.
 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PPS - A caravana do Desenvolvimento Humano


Nelson Soares dos Santos

 

Auspiciosas são as notícias que estampa os jornais nas páginas de politica pelo país a fora e em Goiás. Digo, auspiciosas por que é sempre bom quando os políticos resolvem descer dos seus pedestais e andar pelo meio do povo buscando ouvir os anseios e atender reivindicações.  Nacionalmente, a presidente candidata apressa-se a ouvir os correligionários; alguns deles, como Eduardo Campos, Governador do Pernambuco e Presidente Nacional do PSB, estão dispostos a andar pelo país, ele está convicto de que o Lulo-petismo está se esgotando; de outro lado, o próprio Lula avisa que retomará o que ele chamou de Caravana da Cidadania. Aécio Neves, por outro lado, começa suas ações por Brasília, em um seminário do Instituto Teotônio Vilela, com uma tentativa de colocar em discussão a fragilidade vivida e não assumida pelo governo, da economia Brasileira. Marina Silva, retomando a agenda que lhe deu 20% dos votos na última eleição presidencial, mobiliza-se para criar o partido com o qual disputará as eleições de 2014.

Em Goiás, tudo parece ainda embaralhado. E, até o momento, e se as eleições fossem hoje, tudo indica que seria, novamente, polarizado entre Marconi e a turma de Iris Rezende. Vanderlan Cardoso, ainda sem partido ( pode ir para o PSC), timidamente começa visitar os munícipios do interior; os deputados do PT e PMDB, avisam que farão uma caravana pelo interior e aparece nos jornais como “caravana da Oposição”; Ronaldo Caiado, Deputado Federal que se consolidou como representante da direita pura e conservadora em Goiás, ameaça sair da base do Governador e tentar voo solo rumo ao palácio das Esmeraldas. Júnior do Friboi, o empresário não tão neófito em política, ensaia os primeiros passos mais ousados e pode contar futuramente com a força que pode significar a candidatura de Eduardo Campos a Presidência. Enquanto tudo isso acontece, o Governador Marconi tenta chamar para si a responsabilidade, reorganizar o Governo e mostrar a população de Goiás que o seu projeto ainda está longe de terminar.

No meio desta Babel Política estamos nós, o Partido Popular Socialista. Um partido que ficou de fora do Governo Alcides Rodrigues e foi o primeiro a defender o retorno de Marconi ao Palácio das Esmeraldas. Nas eleições de 2012, tivemos candidatos próprios em Anápolis e lançamos o candidato a vice-prefeito na chapa Elias Júnior/Darlan Braz para a prefeitura de Goiânia. Desde o início do Governo Marconi, temos defendido um retorno do Governador a uma prática política que vise a valorização servidor público, o investimento em Educação, segurança, fortalecimento dos direitos humanos e aumento das políticas de Inclusão Social. É claro, que nem tudo aquilo que um partido pequeno em um espectro de mais de dez partidos aliados que forma um governo  defende se tornam políticas públicas, mas temos consciência que temos toda a autoridade necessária para também correr o Estado e levar até o Eleitor uma mensagem – a mensagem da necessidade de fortalecer o desenvolvimento humano no Estado. É por isso que o PPS, também visitará por meio de suas lideranças, a maioria dos munícipios do Estado, e defenderemos um desenvolvimento focado no ser humano e em uma ecologia da Sustentabilidade. A nossa caravana será a Caravana do Desenvolvimento Humano.

Começaremos por Caldas Novas, no dia 23 de fevereiro. E não teremos nenhum temor de debater com a Oposição os rumos do nosso estado. Ainda fica curioso como a oposição fará a defesa dos governos fracassados que não investiram em desenvolvimento humano nos munícipios onde governaram. Em Goiatuba, por exemplo, o que dirá o PMDB e o PT, depois de ter governado a cidade por oito anos, deixando-a em frangalhos, com servidores sem receber nos últimos meses, para justificar ao eleitor o que tem a oferecer? O que dirão aos eleitores de Buriti Alegre? O que dirão aos eleitores de Catalão? O que dirão aos eleitores de Morrinhos? Não tendo muito a dizer, a “Caravana da Oposição” pode se transformar em um bloco fracassado de carnaval fora de época.

O PPS, com tudo que somos e representamos na história de Goiás e do Brasil, estaremos de cabeça erguida. Defenderemos o desenvolvimento humano. Hoje, somos cinco vice-prefeitos, dois prefeitos, mais de 60 vereadores, estando presentes em mais de 50 munícipios. Nossa voz será ouvida, não por que somos grandes, mas por que entre o barulho ensurdecedor daqueles que não buscam senão o poder para a satisfação dos interesses particulares, a sociedade nos verá com alternativa de futuro, um futuro que tornará o estado de Goiás mais humano, e, ajudará nosso povo a dar um salto de evolução. Quiçá a Caravana do Desenvolvimento humano cresça, e espalhados por todo este Estado, encontremos juntos o caminho que tornará a vida de todos melhor e mais satisfatória de ser vivida.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O “novo” partido de Marina e as lições que o PPS precisa aprender


Nelson Soares dos Santos

Marina Silva anunciou a criação de um novo partido. Com o Movimento “Nova política” o que se diz é que buscam reinventar a forma de se fazer política. Eu sou Tomé neste assunto, e espero ver para crer. Simplesmente pelo fato que que Marina Silva não soube se reinventar como liderança dentro do PT, como está fazendo Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque, que embora estejam na base do Lulismo mantém diferenças importantes na forma de se relacionar com a sociedade. O PPS, deu muita atenção a Marina Silva, perdeu tempo, energias, como agora está fazendo com o José Serra. Possivelmente o PPS perderá quadros para o Partido de Marina Silva, e isso ocorrerá por que se aproximou demais de algo, que tinha pouco significado para o modo de pensar o país, do PPS.

Não é a primeira vez que o PPS faz este tipo de movimento em direção a uma grande liderança que se encontra perdida e procura uma sigla para suas ideias. No passado, tivemos o exemplo de Ciro Gomes. Candidato a presidente, foi derrotado; e derrotado, deixou o PPS. São movimentos equivocados dos quais é preciso tirar lições. O processo de busca de quadros já formados não construirá a identidade partidária que queremos. O que vais nos proporcionar refundar o PPS é o investimento na formação das nossas próprias lideranças e, investir mais ainda, no fortalecimento das lideranças que já temos.

O que precisamos é construir uma ideário a ser defendido. Realizar seminários com a própria militância, discutir políticas públicas, sobretudo o esgotamento do modelo de políticas públicas aplicado pelo Lulo-petismo. Saúde, segurança, educação, meio ambiente são áreas que não podem esperar. Precisamos discutir propostas exequíveis em todas estas áreas, e, praticá-las nos munícipios onde somos governo. É necessário agregar um grupo de intelectuais comprometidos em discutir diuturnamente os rumos do país e possam assim, dar subsídios para os líderes partidários defender os nossos princípios.

Se a Marina Silva não soube se reinventar, O PPS já se reinventou. Ao se declarar como um partido humanista, democrata, defensor da sustentabilidade e da ética o partido vem se reinventando. Não deixou de ser socialista, não deixou de defender a igualdade social, mas procura se reinventar, no sentido de que não basta políticas sociais é preciso que as mesmas ajude os indivíduos a modificar a forma de viver, cuidar melhor deles mesmos e da sociedade na qual vivem. É uma tarefa árdua e difícil, mas assumi-la é uma tarefa dos líderes do nosso tempo. A tentativa de Marina de criar um novo partido mostra que a mesma não compreendeu os desafios da liderança moderna. Criar um novo partido não vai mudar as pessoas. Criar um novo partido não vai mudar os velhos problemas, pelo contrário, será mais um partido no jogo cruel da velha política brasileira.

Finalmente, não é só quanto a Marina que precisamos aprender a lição. Não tem sentido buscar filiações de quadros “rodados” por outros partidos, com ideias já formadas e que chegam ao PPS tentando mudar quase tudo no partido. Em goiás, a filiação do deputado Joaquim de Castro só como aluguel de legenda para o mesmo se eleger. Quando saiu do partido o deputado não ajudou em nada a cosntrução do partido, simplesmente usou o partido para se eleger.  Precisamos formar nossas lideranças, buscar líderes na sociedade, nos munícipios e permitir que estas lideranças cresçam e ocupem espaços nos Governos locais, na sociedade e na vida. Estamos agora em um processo de busca de formação de chapas para 2014, que estas lições sejam aprendidas e que possamos construir um partido com núcleos dirigentes fortes nos estados, pois assim teremos condições de ter um projeto nacional com viabilidade.

 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PPS realizará primeiro Encontro Regional na cidade de Caldas Nova

Nelson Soares dos Santos

 O desafio de fazer política de um jeito novo. Creio que este é o desafio colocado ao PPS em Goiás. Como fazer política de um jeito novo no meio  de tantas velhas práticas e velhos costumes? Este blog está aberto a receber sugestões e ouvir filiados e simpatizantes do Partido. O compromisso da representação da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás é buscar compreender melhor o nosso estado, a história do partido, e sobretudo, pensar novos caminhos e  novas formas de fazer política. O desafio é encontrar caminhos de promover melhorias na vida do povo.
O primeiro grande desafio é ir até o povo. E para vencer este desafio o PPS goiano realizará encontros regionais com o objetivo de estar mais perto das lideranças municipais, conhecendo as demandas de cada região e ouvirndo a população. O primeiro encontro de 2013, será realizado na cidade de Caldas Novas, no dia 23 de Fevereiro, (sábado), a partir das 10 horas no Paço Legislativo Martinho Palmerston (Câmara dos Vereadores).
É possível,  que por ser um encontro festivo não teremos nenhuma profundidade na questão da formação política; porém, se pensarmos que o processo organizativo do partido é parte integrante da Formação Política, então,  poderemos dizer que haverá sim formação política. E, mais ainda, a Fundação Astrogildo Pereira estará presente e discutindo com todos os munícipios, as possibilidades de realizarmos os cursos de Formação Política de 2013.
É preciso que todas as lideranças políticas do partido compreenda que o desafio da organização partidária e da formação Política não é um problema dos diretores da Fundação e do Secretário de Formação Política, e sim, de todos. Não existe partido sem programa, sem discurso, sem rumo definido. O nosso desafio é pensar o estado de uma maneira nova, inédita, sincera e verdadeira. Todos nós estamos convocados a pensar o partido no Estado, e pensando, construir as alternativas necessárias  para a construção de um partido forte e voltado para anteder os anseios da nossa sociedade.
Além do Encontro Regional de Caldas Nova, deverá ser realizado diversos outros encontros. Penso que em todos, a questão da organização partidária e da formação política deve estar como pauta na mente de todos. Afinal, precisamos ter claro que tipo de programa e de política pública desejamos oferecer a sociedade? Que rumos vamos propor para o meio ambiente, educação, saúde, segurança e tantoso outros temas dos quais a sociedade está em busca de resposta?  Tais encontros serão salutares para que as lideranças discutam, conversem e sobretudo se lembrem que a verdadeira razão da existência do nosso partido é servir a sociedade.

 

domingo, 20 de janeiro de 2013

A dengue, a internação involuntária e os Políticos


Esta semana, dois assuntos chamaram minha atenção: o primeiro, a epidemia de dengue a vista se espalhando pelo país; a segunda, a questão da internação involuntária de usuários de drogas. Tais questões tem sido tratadas como problema dos políticos quando na verdade é um problema de toda a sociedade.

É bem verdade que um sistema de saúde eficaz diminuiria ambos os  males, no entanto, é preciso ponderar que o cuidado das pessoas com os seus,  e os espaços nos quais vivem é também, se não a melhor, uma boa forma de exercício da cidadania.

No caso da dengue é preciso reconhecer que se cada cidadão cuidasse dos seus espaços ( casas, lotes, etc), ficaria mais fácil o controle das pragas. A dengue para ser vencida precisa de ampla conscientização da sociedade. O trabalho dos político é importante; o trabalho dos servidores públicos da área da saúde é importante, mas a participação cidadã é imprescindível.

Na questão da internação involuntária o mesmo se repete. Se cada família conseguisse cuidar dos seus sobraria bem pouco serviço para o Estado. Em um país onde se tem bolsa para quase tudo é hora de cobrar de cada cidadão a responsabilidade pela própria vida. Acostumamos muito a falar de liberdade e pouco de responsabilidade. Falamos muito de direitos e falamos pouco de deveres.  Tudo isso tem levado a uma busca desenfreada por justiça que na verdade não passa de desejo de torcer a lei para justificas interesses que contradizem a vida em sociedade.

Ainda é tempo de cada um fazer uma boa reflexão sobre o que estamos vivendo. No caso da dengue, basta comprar um bom repelente para usar na sua casa ou em seu lote baldio, destruir tudo que possa juntar água parada e se tornar criadouro do mosquito, se, conscientizar o teu vizinho de fazer o mesmo. No caso das drogas, o começo é uma boa reflexão sobre o sentido da vida. Depois, dedicar a observar e cuidar daqueles que amamos para não deixa-los ter motivos para afundar no mundo sem volta das drogas.

Um país melhor, uma sociedade justa tem de ser construída, tijolo por tijolo. E é juntos que podemos construir, todos juntos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Executiva define calendário 2013

 








Foto:
Executiva define calendário 2013


Por: Assessoria PPS

A Executiva Nacional do PPS aprovou resolução que estabelece o calendário de Congressos e Conferências do partido para 2013. Os encontros permitirão a construção do planejamento estratégico do partido para as eleições de 2014 e um amplo debate entre os seus Núcleos e Órgãos de Cooperação. Confira abaixo a íntegra do documento e o calendário de 2013.



Resolução Orgânica nº 002/2013

Considerando a reunião da Executiva Nacional do PPS nos próximos dias 09, 10 e 11 de janeiro, em São Paulo;
Considerando definir o planejamento estratégico do partido para 2013 visando 2014, quando acontece a eleição presidencial;
Considerando a importância dos Núcleos Temáticos, Setoriais e Órgãos de Cooperação no desempenho orgânico do partido;
Considerando a definição do tema e calendário do XVIII Congresso Nacional do partido.
A Comissão Executiva Nacional, em reunião, RESOLVE:

I. ENCONTRO NACIONAL COM OS PREFEITOS, VICE-PREFEITOS E VEREADORES DO PPS, ELEITOS NO PLEITO DE 2012.
i. Data: 01 de março de 2013 (sexta-feira);
ii. Local: Brasília;
iii. Palestra: Planejamento, gestão e fiscalização pública;
iv. Objetivo: promover uma maior integração entre os membros do partido eleitos como legítimos representantes dos executivos e legislativos municipais.

II. CONFERÊNCIA NACIONAL DAS MULHERES.
i. Data: mês de setembro
ii. Local: Brasília
iii. Objetivo: Apoiar a consolidação das organizações de mulheres no PPS; Estimular, promover, acompanhar e divulgar a participação das mulheres nas instancias partidárias; Promover as articulações entre filiadas, dirigentes e representantes do PPS; Fortalecer e incentivar as filiadas para a disputa eleitoral no pleito de 2014;
iv. Proposta de participação: cada Estado poderá enviar uma participante a expensas do cofre partidário nacional, caso um Estado deseje enviar mais participantes, poderá, contudo arcando com as despesas dessa decisão.

III. CONFERÊNCIA NACIONAL DA JUVENTUDE.
i. Data: 25 de março de 2013 (Aniversário do Partido)
ii. Local: Brasília
iii. Objetivo: Estimular, promover, acompanhar e divulgar a participação da Juventude nas instancias partidárias; Promover as articulações entre a Juventude Popular Socialista, dirigentes e representantes do PPS; Avaliação e consolidação da Campanha Nacional: Onde tem PPS, tem JPS;
iv. Proposta de participação: cada Estado poderá enviar um participante a expensas do cofre partidário nacional, caso um Estado deseje enviar mais participantes, poderá, contudo arcando com as despesas dessa decisão.

IV. CONGRESSOS MUNICIPAIS E ZONAIS
i. Período: de 01 de julho a 31 de agosto de 2013;
ii. Local: Municípios organizados com Diretórios ou Comissões Provisórias Municipais;

V. CONGRESSOS ESTADUAIS
i. Período: de 20 de setembro a 31 de outubro;
ii. Local: Unidades Federativas;

VI. XVIII CONGRESSO NACIONAL DO PPS
i. Data: 29 e 30 de novembro a 01 de dezembro 2013;
ii. Local: São Paulo/SP ou Curitiba/PR;

São Paulo, 09 de janeiro de 2013.



Roberto Freire
Presidente Nacional

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A democracia e a Esfera da Sociedade Civil. – Sobre o Paciente Morrendo no Hospital.


 
Estive na cidade de Alto Paraiso de Goiás e ouvi atentamente as palavras de um candidato derrotado a Prefeitura. Na opinião dele, perdeu a eleição por que houve o que denominou “fraude de urna”. No caminho, ao retornar, encontramos uma família que sofreu acidente na rodovia. A primeira coisa que ousei conferir foi a razão do acidente. E para minha surpresa não foi por causa de buraco na pista, e sim, por que o motorista dormiu ao volante. Enquanto parte da família esperava chorando pela ambulância o motorista dorminhoco procurava partes do carro na beira da estrada. Ajudamos nos primeiros socorros, e ao seguir viagem fui pensando no ocorrido.

Chegando a Goiânia fiquei sabendo que o paciente que eu visitara no Hospital das Clínicas, tinha recebido tratamento adequado, estava bem instalado e estava sendo preparado para uma cirurgia que pode prolongar a vida dele. A esposa do paciente, havia me dito que em 11 dias que o mesmo estava no hospital nunca tinha recebido a visita de um médico. Quando lá chegamos, meia hora depois chegaram dois médicos plantonistas. Fiquei sabendo que tem médico plantonista o tempo todo no hospital e por especialidades, mas que, muitas vezes os médicos olham os pacientes apenas uma vez ao dia.

Escrevo tudo isso para mostrar que não podemos discutir a questão democrática no Brasil, sem também discutir a cultura e os costumes na Esfera da Sociedade Civil. Não se pode apenas culpar o Governo Estadual, Federal, ou municipal e ignorar que não é o Governador ou prefeito que atende ao paciente, e sim, o diretor do hospital, o médico, o enfermeiro, o técnico em Enfermagem. Os próprios servidores afirmaram que a saúde tem melhorado, mas, ninguém tem coragem de discutir as relações micros no seio da sociedade civil. Quando perguntei se tinha médico, o técnico em Enfermagem se recusou a responder; o enfermeiro, que estava em início de Estágio Probatório pediu que eu perguntasse a  Enfermeira chefe, e ao falar com a Enfermeira Chefe, depois de ser informado que não tinha médico plantonista que pudesse conversar e dar uma olhada no paciente, apareceram dois médicos, isso mesmo, dois médicos para tratar do problema.

Eis a questão. O avô motorista que vendo sua família machucada continua preocupado com a possibilidade de achar peças do carro, o candidato que acha que as urnas foram fraudadas, e os médicos plantonista que hão existiam e que por milagre apareceram. O que os ligam é a mesma questão – a lógica vivida pelos seres humanos na atualidade. Estamos perdendo  o contato com o nosso lado humano, a capacidade de compaixão, de perceber o sofrimento das pessoas como nosso  próprio sofrimento. Quando transformamos tudo em mercadoria, quando começamos a achar que a felicidade está na capacidade de consumir, quando os nossos semelhantes se tornam objetos com os quais podemos alcançar nossos objetivos, perdemos o nosso senso de humanidade. Nestas condições não é possível a democracia.

A democracia é um modelo de governo que só pode existir de fato se houver humanismo na esfera da política e na Esfera da Sociedade Civil. Um humanismo  que façam a todos perceber a que a liberdade própria não existe sem a liberdade do outro, que o cumprimento do dever é tão importante quanto a cobrança dos direitos e que a consciência da cidadania, ou em um trocadilho, a cidadania consciente é mais que um privilégio, deve ser um dever de todos. Há que se cobrar que o médico plantonista cumpra o seu dever, faça o seu trabalho com a mesma ênfase que se cobra dos políticos uma melhor gestão. Há que se buscar a compreensão de que o ser humano é belo e terrível, de que a traição, a inveja, etc, faz parte da natureza humana.

Buscar uma nova democracia, um novo modelo de organização e gestão da sociedade, um novo modelo de política torna-se hipócrita se não se discute os costumes e virtudes da sociedade civil. Precisamos voltar a discutir com seriedade o papel da família, da escola, dos espaço de lazer para compreendermos as possibilidades existentes de se construir um novo modo de viver e melhorar a qualidade de vida. A solução não está mais só na política, o problema como a solução está também espalhado por toda sociedade civil e em todos os homens. É tempo de transição.