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sábado, 2 de março de 2013

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.

O papel dos pequenos partidos no desenvolvimento da democracia em Goiás

O papel dos pequenos partidos no desenvolvimento da democracia em Goiás

Escrito e publico em maio de 2005 no Link abaixo, vale a pena ler de novo. 

http://amigosdosabor.blogspot.com.br/2011/05/o-papel-dos-pequenos-partidos-no.html


Que a política em Goiás é marcada pelo coronelismo, fisiologismo e corrupção é senso comum para todas as pessoas. No entanto, nos últimos anos um fenômeno está se desenvolvendo de forma alarmante. Os pequenos partidos se tornaram um instrumento de compra de votos nas eleições e a engenharia de como isso é feito é dar inveja a célebres antropólogos que teriam em Goiás um fecundo campo de estudo.
Parece que tudo começou quando com o processo de democratização nos anos 80, deputados que sequer eram conhecidos em algumas regiões resolveram “negociar” apoio de pequenas lideranças locais para “invadir” a base eleitoral dos adversários. Para conseguir tal intento, ofereciam pequenas vantagens e “estrutura” para as pequenas lideranças realizar a campanha de divulgação do seu nome. Logo, tal estratégia evoluiu para “negociação” de apoio de prefeitos e vereadores que viram nas pequenas lideranças uma ameaça á sua hegemonia local. Com isso, nos municípios, os prefeitos aprenderam a “liberar” as bases. Assim, criava-se uma confusão onde na atualidade ninguém sabe direito quem apóia quem, e favorece a manutenção das hegemonias locais.
Quando apertou o cerco na questão da fidelidade partidária, a saída de algumas lideranças foi então “pegar” siglas partidárias, organizar comissões provisórias municipais para em seguida “negociar” com candidatos a prefeito ou nas eleições majoritárias deputados estaduais e federais o “apoio”, que sempre vem acompanhado de despesas, despesas, despesas. Cada pequena liderança sai então, no desespero em busca de uma sigla que lhe dê garantia que ele vá depois morder um pedaço do bolo. Isso criou outro fenômeno: as disputas internas por poder dentro dos partidos sem nenhum componente ideológico.
Creio que quando o Deputado Vilmar Rocha e seus companheiros afirmam que no Brasil não existe mais direita ou esquerda, na verdade, eles estão querendo dizer que os Partidos Políticos no Brasil perderam suas identidades ideológicas e passaram a ser um agrupamento de pessoas, cujo motivo que os une e a conquista e a repartição do poder ou da perspectiva do poder. O exemplo do PSD, em Goiás, é claro, um ajuntamento descontentes que não acreditam ter perspectiva de poder nos partidos onde estavam. Neste sentido, os pequenos partidos que poderiam se tornar instrumentos do desenvolvimento de uma democracia radical, acabam sendo instrumentos apenas de luta pelo poder, sem embasamento de nenhum projeto de sociedade.
Deste fenômeno padece tanto a coligação do Governo no Estado de Goiás, quanto a coligação que está na Oposição. Ambas são vítimas de um fisiologismo desenfreado, que muitas vezes, é alimentado pelas lideranças intermediárias, que vê nesta situação uma maneira de se manter no poder e no círculo de influência do Poder. Em Goiás, eu desafio que me seja mostrado pequenas lideranças que vieram a ocupar espaço político e prestar serviços ao estado sem se aliar incondicionalmente a fulano ou ciclano. Alguns chamam isso de ter grupo, eu chamo de estranho fisiologismo, por que simplesmente tira a possibilidade de pensarmos de forma independente, exercer o pensamento crítico, e pior, retira mesmo a liberdade de expressão. Caso houvesse nos partidos uma discussão de idéias, e se aproveitasse os melhores quadros para prestar serviço à sociedade, concordaria que é preciso respeitar a idéia de grupo, mas não é esta a questão e por isso desafio que me seja mostrado algum grupo político em Goiás, cujo mecanismo de crescimento dos quadros é o mérito de serem quadros qualificados e não aliados incondicionais do principal líder do grupo.
Desta forma, os pequenos partidos se tornam cada vez mais caros para as coligações e os governantes, uma vez que estes são obrigados a “negociar” no varejo, pessoa por pessoa, quando na verdade, seria o papel destes pequenos partidos aproximarem os governantes da população, dos grupos minoritários para que pudesse levar o atendimento do estado às demandas requeridas pelo povo. Perdidos em suas próprias lutas por migalhas de poder, os pequenos partidos deixam de atender e representar uma grande parcela da sociedade que confia a eles o papel de representá-los e não de vendê-los, como gado, seja na estrutura do estado em troca de cargos, ou na estrutura interna dos partidos em troca de espaço para futuras negociações. Macktub.

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA

Artigo escrito e publicado em http://amigosdosabor.blogspot.com.br/2009/09/um-projeto-para-goias-i-investir-no-ser.html, vale a pena ser relido.

UM PROJETO PARA GOIÁS (I) – INVESTIR NO SER HUMANO E APROFUNDAR A DEMOCRACIA
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – IBGE, publicados nesta última semana nos mostra que de fato existe uma área que necessita de investimento no Estado de Goiás, é o investimento no ser humano. Diferente das demais regiões do país onde a desigualdade diminui sensivelmente em Goiás a desigualdade resiste. Isso em um momento alvissareiro de chegada de novas indústrias e do aumento da oferta de emprego. Mas é justamente neste ponto que se encontra a armadilha. O aumento da oferta de emprego e desenvolvimento em Goiás não tem sido acompanhado de maior distribuição de renda porque vem acompanhado do aumento da população por meio da imigração.
Longe de ser um defensor bairrista, mas a questão é que se não investirmos no ser humano os imigrantes de outros Estados e por que não de outros países irão ocupar os espaços do povo goiano na perspectiva de melhoria de qualidade de vida. Em decorrência disso acreditamos que para Goiás o melhor projeto político é aquele que vier a propor investimento no ser humano e a aprofundar a democracia. É preciso atentar para o discurso dos políticos para perceber quem de fato pode ajudar Goiás e o povo goiano.
Aqueles que defendem o fim das cotas podem ajudar Goiás? Dados do IBGE mostraram que em um ano diminui o número de brancos e aumentou o número de pardos. As análises dos especialistas afirmam que uma das razões que explica tal mudança foi a existências das políticas afirmativas que combatem o preconceito, e, portanto as pessoas estão se sentindo confiantes para se dizerem negras ou pardas. Dentre outros dados do IBGE, podemos afirmar que o discurso do fim das cotas não serve ao aprofundamento da democracia em Goiás, ao contrário, se seguirmos nesta linha aumentará ainda mais a distância entre ricos e pobres. Concentrando riqueza nas mãos da minoria não é o caminho para aprofundar a democracia.
O discurso do baixo investimento em educação, a diminuição do atendimento às crianças e adolescentes, a desativação de programas de atendimento a juventude, e a diminuição do investimento na rede de proteção social pode ajudar Goiás? Um outro dado do IBGE nos ajuda a responder. Dentre tantos vamos utilizar os dados sobre Educação. Em Goiás a maioria absoluta dos estudantes estão na rede particular, e, são esses que sofrerão com a duvidosa qualidade pois com menor poder aquisitivo foram os que estudando a vida inteira na rede pública, onde os salários dos professores é ruim, e, que os governantes insistem em não fazer sequer o plano de carreira e pagar o piso nacional acabam por se tornar os alunos do ensino privado. O percentual é 71,3% dos estudantes goianos estudando na rede particular, e o restante na rede pública. Nestas condições como diminuir a bolsa universitária? A quem serve este discurso de diminuição da bolsa universitária? Ou mesmo a quem serve esta idéia de diminuir os investimentos na UEG? A Julgar pelos dados deveríamos urgentemente começar a defender a criação de uma terceira Universidade Pública nos Estados e investimentos agressivos na Educação Básica.
Em Goiás temos ainda uma alta taxa de analfabetismo, e o que é pior, uma taxa de 20% de analfabetos funcionais com curso superior, o que somado aos analfabetos funcionais com ensino médio e fundamental, e os analfabetos de fato, temos uma parcela de quase 30% da população que não dão conta de escrever um bom texto, ler e interpretar. Se quisermos enfrentar a situação e transformar Goiás em um estado desenvolvido, temos de investir em ciência e tecnologia, aumentar as vagas nas universidades públicas, criar mais universidades públicas em Goiás investir em pesquisa básica e aplicada senão não deixaremos de ser colônia de São Paulo e Minas Gerais.
Temos em Goiás apenas duas Universidades Públicas com ensino gratuito, ( a Universidade Federal de Goiás, e Universidade Estadual de Goiás), a Fundação Universidade de Rio verde que é Pública e Municipal, porém cobra mensalidades, e na mesma condição da FESURV outras três fundações municipais ( Fundação de Ensino Superior de Goiatuba, Fundação de Ensino Superior de Mineiros, Anicuns,) – tais fundações o preço das mensalidades é diferenciado da rede particular de ensino e possuem uma política de bolsas que permite o acesso de um número considerável de estudantes ao ensino superior. No entanto, na questão da pesquisa, praticamente apenas a Universidade de Rio Verde, UFG, e UEG já possuem uma política de pesquisa e pós-graduação consolidadas, ainda assim, são poucos as opções de doutorado e mestrado, levando em consideração a demanda que o estado precisa.
Outra questão que não pode esperar é o fortalecimento da pesquisa básica em Goiás. Hoje os estados que estão crescendo são justamente aqueles que estão investindo em ciência e tecnologia. As fundações de amparo a pesquisa são instrumentos importante nesta política. Embora tenha havido avanços com criação da UEG e da FAPEG, Goiás tem feito muito pouco para formar recursos humanos para pesquisa básica e aplicada; hoje, a FAPEG em Goiás não tem recursos específicos e nem autonomia para desenvolver uma política de investimentos de que o estado precisa; a cada edital é preciso ficar esperando a boa vontade do governante. É preciso que a FAPEG tenha orçamento próprio, definido no plano plurianual e com autonomia para execução, do contrário ficaremos ainda por muito tempo, mas muito tempo, como um estado conhecido pela produção agropecuarista com alta concentração de renda, desigualdade social e muita pobreza. Um projeto de desenvolvimento para Goiás na atualidade passa por uma política de investimento na Educação, na rede de proteção social, na ciência e na tecnologia que faça destas áreas a locomotiva do desenvolvimento do estado. Como escreveu Antônio Ermirio de Moraes: “Educação, minha gente, educação pelo amor de Deus”.

Uma agenda positiva para o Governo dos sonhos

Uma agenda positiva para o Governo dos sonhos

Nelson Soares dos Santos
 
(Este artigo está publicado no blog www.amigosdosabor.blogspot.com,  http://amigosdosabor.blogspot.com.br/2011/05/uma-agenda-positiva-para-o-governo-dos.html
e vale a pena ser relido.


Quando Marconi estava em campanha prometeu aos goianos um governo dos sonhos – o melhor governo da vida dos goianos em toda a história. Eu não duvido de que isso seja possível, mas passado alguns meses de governo é necessário que o Governo ajuste as velas do navio, defina papéis, observe os ventos sobe o risco do navio não velejar na velocidade que se deseja. Colocado esta questão é preciso ler os sinais, compreender as estações, compreender o tempo, respeitar a natureza das coisas.
A primeira coisa que tem de se fazer compreender é que a responsabilidade para que Goiás avance é de todos os goianos, e, sendo assim, a responsabilidade por liderar este avanço é do Governador e seus partidos aliados. Isto significa que os principais partidos Aliados – PSDB, DEM, PTB, PPS, - compreenda o papel de cada um e aprenda a se tratar como aliados. E, mais ainda, cada partido trabalhe para manter a unidade interna em torno do projeto de fazer Goiás avançar.
Não é a realidade do momento. Alguns partidos com fortes divisões internas não percebem que divididos internamente não enfraquecem apenas a própria legenda, mas todo projeto dos aliados do Governador. Dividido, aqueles que estão a sair não compreendem que fazem parte do mesmo projeto, e que trocar farpas, com os futuros ex-companheiros acabam atingindo também o projeto de grupo – realizar o melhor governo da vida dos goianos.
Outros, parece querer antecipar o debate eleitoral. É claro que compreendemos que todos precisam se movimentar e se fortalecer, no entanto, movimentos agressivos, por vezes bruscos, podem comprometer alianças futuras e, que na verdade, o ideal seria o grupo aliado manter um discurso de projeto, e, aliar as vitórias municipais, a idéia de se realizar o melhor governo da vida de todos os goianos. O momento para se discutir 2012, ainda não chegou e antecipar o debate produz disputas acirradas por espaços, desnecessários em um momento de dificuldade e de início de governo.
E não se pode negar que existam os fisiológicos. Discutir política para alguns, parece ser apenas discutir cargos. É claro que reconhecemos que a repartição de espaços de poder é necessária em um governo de coalizão, mas fazer disso o motivo da existência e da vida política é apequenar os sonhos, e abandonar totalmente os ideais. É tornarem-se mercenários e piratas do poder.
Por tudo isso, falar de uma agenda positiva é antes de tudo definir o papel e as responsabilidades daqueles que compõe o governo. Neste sentido, embora sempre tenha valorizado o que se chama de meritocracia, preocupa-me a forma como se tem implantado o processo em nosso estado. Parece que corremos o riscos de constituir uma forte burocracia estatal com servidores efetivos e estáveis, fazendo-os adquirir direitos de chefia e em seguida o de definir as políticas estratégicas; o que pode levar o governo a perder totalmente o controle dos rumos da administração do ponto de vista das prioridades de realização.
Apesar disso podemos pensar uma agenda positiva onde:
1. Um forte projeto de melhoramento da gestão pública seja aplicado sem perder de vista a lógica de um governo democrático, onde seus representantes são eleitos pelo voto, e portanto, os partidos devem ter uma forte cota de responsabilidade para com a máquina pública, isso poderia significar, por exemplo, que o processo meritocrático poderia acontecer, pelo menos uma parte dele, na estrutura interna dos partidos aliados nos processos de indicação política e não ter todos os cargos de gerências e chefias ocupadas por servidores efetivos desvinculados da ação política partidária;
2. Investimento alto nas áreas de segurança, saúde, educação e na rede de proteção social. Um governo que se pretende ser progressista deve governar para todos, mas sobretudo para aqueles que mais precisam da proteção do estado. O ensino superior em Goiás, ainda há muito o que ser feito. O fortalecimento da UEG, com a realização de concursos para docentes, melhoria dos processos de gestão, plano de carreira, são apenas algumas das medidas urgentemente necessárias;
3. Realização de forte parceria com os municípios para fortalecer os sistemas municipais de educação, saúde, segurança, e defesa dos direitos humanos nas suas variantes ( Conselho Tutelar, Conselhos de Saúde, Educação, etc); procurando estabelecer forte diálogo com a sociedade civil organizada e dando voz aos diversos setores da sociedade;
4. Elevação dos gastos com educação, procurando aumentar o máximo possível o salário dos professores aliados a uma qualificação continuada que propicie o quanto antes efeito sobre o cotidiano da escola.
5. Por fim, estabelecer uma relação transparente com a oposição e sociedade em geral, combatendo o negativismos do quanto pior melhor, procurando fazer avançar as relações democráticas e o processo civilizatório.
Sabemos que algumas coisas em um processo democrático parecem mais um sonho. Mas o que faremos de nossas vidas se não continuarmos sonhando? Existem aqueles pragmáticos, os centralizadores que acreditam que tudo pode ser resolvido com uma decisão de cima para baixo, quase sempre, estes não conhecem as realidades diversas do nosso estado, e por isso, elaboram políticas que quase sempre não funcionam. Goiás possui um povo alegre, trabalhador e com coragem para sonhar e lutar por seus sonhos; possui ainda uma juventude que acredita no futuro e vive cheia de desejos de aprender o melhor da vida. Certamente os sonhos de união, harmonia, paz, progresso serão mais fortes que o negativismo egoísta que acredita ser o poder público uma coisa privada que pode ser usada para o prazer daqueles que o detém. São com estes sonhos e liderados pelo Governo Marconi a unir todos os goianos que teremos os melhores dias de nossa história.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Ainda há Tempo!!!


 
Nelson Soares dos Santos[1]

Nesta sexta feira 01 de Fevereiro o Governador Marconi Perillo se propôs a receber os dirigentes do PPS para discutir a relação do Partido com o Governador e com o Governo, bem como a participação nos rumos do Governo doravante. Entendi o gesto do Governador como um momento do Partido se posicionar politicamente, dizer quais políticas nós dirigentes, militantes e simpatizantes gostariam de ver o Governo dar maior atenção. Infelizmente foi vetada minha participação pelo Presidente Demilson Lima eu não pude dizer ao Governador o que gostaria como pessoa, cidadão e dirigente partidário. Entendo que a política não pode ser feita apenas de fisiologismo, disputa de cargos e picuinhas. Em uma audiência como esta, penso  que  Governador gostaria de ouvir é o que o Partido pode fazer para ajudar a servir melhor a sociedade.

Como foi vetada de forma grosseira pelo Presidente Demilson Lima ( como ele mesmo disse, vou ser curto e grosso, você não vai); exponho aqui o que diria ao Governador.

A questão da Educação.

A primeira coisa que eu diria era para o Governador ter mais sensibilidade com os educadores do Estado. Existe uma insatisfação muito grande entre os professores com as políticas adotadas e que isso não é bom para a sociedade, não é bom para o Estado, não é bom para o Governo, não é bom para os partidos das base, tão pouco para ele enquanto Governante. Medidas como a correção do Piso Salarial, algumas mudanças pontuais na política atual, maior arrojo no processo de melhor da infraestrutura das escolas, poderia algumas das medidas a melhor a educação e a satisfação dos educadores, educandos e a sociedade em Geral. Diria ainda que o PPS aprovou em Congresso Nacional um zelo especial para com a educação no sentido de tratar a educação como investimento e toma medidas para que cada governante do PPS trate a educação com carinho especial.

A questão da Segurança Pública.

Eu diria que o PPS tem uma proposta de Segurança fundamentada no Poder Local que pode ser resumida em dez pontos: 1. Agir preventivamente na frente social; 2. Reformar as Polícias; 3. Reformar o método de capacitação dos futuros policiais; 4. Reformar a estrutura organizacional; 5. Fortalecer a área de perícia e serviço de Inteligência; 6. Estabelecimento de parcerias para o Fortalecimento das Guardas Civis Metropolitanas e nas maiores cidades do Estado; 7. Reforma do Sistema Penitenciário e Sócio-educativo; 8. Criação da Polícia Comunitária; 9. Fortalecimento do Conselho de Direitos Humanos e congêneres; 10. Fortalecimento de programas que combata tipos de violências específicas como a) contra a mulher, b) a criança e o adolescente, c) Moradores de rua.

Especificamente, podemos citar uma triste realidade de que Goiás é um dos Estados onde existe uma estatística alarmante de violência contra a Mulher. Somos o nono estado mais violento. Não podemos continuar com tais estatísticas. Outras questões como a questão dos moradores de rua, trabalho escravo, etc, devem merecer uma atenção especial.

A questão da Saúde.

Eu diria ao Governador que vejo com desconfiança o processo de terceirização da gestão para OS. Embora esta seja uma tendência mundial precisamos garantir o atendimento ao cidadão com qualidade e ao mesmo tempo prover segurança e tranquilidade ao que ali trabalham. As questões vistas dos jornais são preocupantes e que é preciso acompanhar de muito perto o processo para a garantia do Sucesso. Outrossim, precisamos de ação arrojada como foi no primeiro governo no sentido de construir os hospitais prometidos na campanha, aumento do número de leitos etc. É verdade que temos visto nos últimos meses um Governador totalmente diferente dos dois primeiros anos, que já se admitiu ter sido difícil e tumultuado seja por questões políticas ou dificuldades financeiras. Entretanto, em questão de saúde, segurança e Educação o povo não pode esperar.

A sustentabilidade.

Esta é uma questão que o Governo tem merecido largos elogios. E não é para menos. O meio ambiente tem sido tratado com seriedade em goiás, pelo menos, é o que se vê, tanto na rapidez como se agiu diante dos escândalos que houveram como pelo intenso trabalho realizado pela secretaria.

O Crescimento, Desenvolvimento e comércio Exterior.

É claro que qualquer goiano está sentindo orgulho de ver que Goiás foi um dos Estados que mais cresceu 4.5 %, totalmente acima da pífia média nacional. Mas como explicar que este crescimento não resultou em maior desenvolvimento humano? Tivemos uma melhora pequena na Educação se comparada com tal índice, uma administração frágil da assistência social dentre outros fatores. A cultura não se tornou um aliado do processo de desenvolvimento humano e não encontrou seu espaço devido no projeto de ser este o melhor Governo da Vida dos Goianos.

O Crescimento Econômico precisa estar aliado ao processo de desenvolvimento humano e para isso o planejamento da área de Indústria e Comércio deve estar alinhada com as áreas que trabalham com o desenvolvimento humano, como saúde, segurança, Educação, Trânsito, cidadania e Trabalho e Cultura.  Por isso vejo com intenso entusiasmo a nova posição do Governador de coordenar pessoalmente o Governo indo em cada secretaria e se reunindo com a equipe toda, desde o Secretário até os Gerentes setoriais.

A relação  do Partido e Governo.

Já é conhecido de todo público que a maioria esmagadora do partido não se sentiu representada ou participando do Governo até o momento. Isso por que nenhum dirigente do partido foi ouvido em nenhuma questão quanto à cultura, e, pior, as políticas desenvolvidas não representam as propostas de Políticas Públicas que o Partido apresenta à Sociedade. A questão, no entanto, é mais séria. O que desejo para o PPS não é uma relação com o Governador ou mesmo com o Governo baseado quase que tão somente na ocupação de cargos, esta política podre e fisiológica que a sociedade não suporta mais. Queremos poder percorrer o Estado, fazendo seminários, defendendo o Governo, ouvindo a sociedade e acolhendo sugestões para que possamos Governar de fato com o povo e para o povo. O PPS, que eu defendo e do qual sou dirigente, quer ser um partido grande em Goiás, e diferente. Queremos dar voz aos cidadãos e trabalhar para construir uma nova política. O que tenho medo é que nesta reunião que houve com o Governador nada disso tenha sido sequer ventilado, e, toda conversa ter ficado apenas na história do pires na mão, pedindo cargos e alguma melhoria  para um ou outro município. Se isso tiver acontecido eu não fui representado na referida audiência.

Ainda há tempo.

Por fim, eu diria ao Governador que o sonho dele de fazer deste Governo o melhor Governo da vida dos goianos ainda não está perdido. Ainda há tempo. E por isso apoiamos todas as medidas que significa melhoria da máquina pública, fortalecimento de uma nova política, uma política menos fisiológica, mas centrada nos interesses e necessidades de nosso povo. Trabalhar com arrojo, ir até onde o cidadão está sem medo de olhar nos olhos de cada um e dizer: onde houver um aliado do governo de Goiás os cidadãos serão ouvidos e tudo será feito para se construir o melhor para o bem comum e para um desenvolvimento humano de nosso povo. É certo que muitas outras coisas poderiam ser ditas, como a questão da UEG, o acerto na anulação do concurso público como combate a qualquer indício de corrupção, a adoção da  lei da ficha limpa para a contratação de funcionários de qualquer espécie, etc.

Finalmente, eu diria: Governador, existe um PPS que quer ajudá-lo a fazer “O melhor Governo da Vida dos Goianos” e este PPS percorrerá todo Estado em uma “Caravana da Esperança”,  devolvendo a todo cidadão goiano a fé na política e nos políticos e a esperança de dias melhores.  



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira pela UFG, Secretário Geral do PPS da cidade de Goiânia, Diretor da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás e Membro da Executiva Estadual do PPS Goiás.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O técnico e o político



Nelson Soares dos Santos[1]

Tenho lido e ouvido nos jornais de Goiás e do Brasil que no interior do Estado existem dois tipos de quadros que colaboram na gestão do Estado e do Espaço Público – O Técnico e o Político. Tal tese ganha força no momento de formar o quadro de primeiro, segundo e terceiro escalão no início dos mandatos governamentais e quando começa a se especular mudanças na equipe por um determinado Governante. Procurarei aqui elencar algumas reflexões que contrariam o discurso corrente na esperança de contribuir para a melhoria dos mandatos de governantes de qualquer partido.

O que é “Ser Técnico” e “Ser Político”

Primeiramente tornou-se senso comum de que existe pessoas que são apenas técnicos e outros que são políticos. O interessante  é que aqueles que são taxados como “políticos” carregam na testa a carta de “incompetentes”, pois, foram indicados por políticos e por isso julgados como não sendo capazes para ocupar o espaço por mérito.

Na verdade as coisas são definidas no imaginário de quem utiliza da tese da seguinte forma: O técnico é aquela pessoa com currículo, qualificação na área, experiência e capacidade para resolver de forma profissional os problemas da pasta; o político, em contraposição ao técnico, passa a ser aquela pessoa que não tem as qualificações que o técnico tem, mas por que indicado por uma grande força política passa ocupar o cargo ou função.

Diante desta definição ocorre o primeiro grande equívoco, o de criminalizar a política quando na verdade deveria criminalizar a ação de alguns políticos, pois ora, se um político indica alguém que não tem competência para realizar alguma coisa, por si só, já se cometeu um ato criminoso. O segundo equívoco é querer demonstrar que os “Técnicos” não são  “ Políticos” e portanto não são capazes de agir politicamente ou mesmo de forma politiqueira e com politicagem. Por estes equívocos muitos governos estão pagando um alto preço ao contratar pessoas supostamente “técnicas” e, no entanto vinculados a outros partidos políticos. Isso é feito quase sempre com o interesse de dividir o partido adversário ou no mínimo enfraquece-lo. Exemplos recentes são Henrique Meirelles no Governo Lula e Adriana Acorrsi no atual mandato de Marconi. No primeiro caso o PSDB perdeu um grande quadro que perdeu a si mesmo enquanto político, e, no segundo perdeu o governo Marconi que por pouco teve de administrar desgastes pelo retorno do quadro “técnico” ao ninho “político”.

Na verdade não é difícil demonstrar que não existe ninguém com competência técnica que não tenha vocação política por que por si só a competência técnica significa tomada de posição, escolha diante dos rumos que a sociedade deve seguir. Um individuo competente e  altamente qualificado é aquele que por conhecer a conjuntura na qual vive a humanidade e por ter ampla cultura fez uma escolha de um rumo a seguir e de como governar sua vida, sua carreira; e tomar decisões acertadas diante do curso da história. Sendo assim, o que sobra para o chamado “político” é tão somente o lado sombrio, do politiqueiro, da politicagem do campo da política que não é possível mais permitir estar presente em sociedades democráticas e civilizadas.

O Técnico, e o que deve se esperar de um gestor Público.

O caso de políticos que ocupam espaços na gestão pública na “cota pessoal” do governador ou mesmo aqueles que se julgam acima dos partidos políticos dos quais fazem parte por sua alta competência técnica devem se lembrar de que vivemos em uma democracia, e nas democracias modernas não há ninguém que não esteja obrigado a exercer as qualidades da democracia política. Saber ouvir, ser educado, agir com honestidade intelectual e agregar em torno de si os melhores para bem governar o Estado e cumprir junto ao eleitor o projeto empenhado é obrigação de todos.

E isso se diz por que a própria democracia moderna é definida por ser o espaço da gerência dos conflitos e das contradições, e, mais ainda, o poder, mesmo do governante eleito é temporário, só sendo definitivo o poder de escolher que está nas mãos do eleitor. Diante disso não é difícil concluir que não pode existir técnico que não seja político no sentido dado a palavra política pela democracia moderna. O técnico que não consegue ser um líder político em seu partido, que não consegue agregar em torno de si pessoas com compromisso político de definição dos rumos da sociedade é o caminho do fracasso para qualquer governante na atual etapa da história humana.

Competência Técnica e Compromisso Político.

A conclusão é que se queremos exercer mandatos nas democracias modernas para ajudar a dirimir conflitos, vencer as cries e proporcionar dias melhores para o nosso povo, todo  gestor público deve ter competência técnica e compromisso político.

A competência técnica deve ser aqui entendida como uma cultura geral e ampla, capacidade de liderar, tomar decisões, força de vontade e espírito de justiça aliada, se necessário, a uma sólida formação profissional na área a ser gerida. O compromisso político deve ser entendido como uma comunhão de crenças e ideais com o projeto apresentado ao eleitor pelo mandatário eleito. Compromisso político que deve significar um profundo esforço para compreender e agir com justiça diante de aliados e adversários. É por tudo isso que fico arrepiado quando ouço dizer que determinados quadros são técnicos e outros são políticos.

 



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Professor Universitário, Secretário Geral do PPS metropolitano, Diretor Geral da Fundação Astrogildo Pereira em Goiás, Membro da Executiva Estadual do PPS em Goiás e Secretário de Formação Política. Embora apoie o Governador Marconi desde seu primeiro mandato nunca ocupou cargo técnico ou político, pelo contrário foi forçado a pedir demissão da Secretária Estadual de Educação de Goiás por perseguição política na gestão de Raquel Teixeira.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

PPS Lançará Chapa completa de deputados estaduais e federais em 2014

 

PPS realiza EncontroRegional em Caldas Novas e decide lançar chapa completa para deputados estaduais e federais no Estado.

Ocorreu hoje o primeiro encontro regional do Partido Popular Socialista de Goiás. Reunidos na Câmara Municipal o partido discutiu as possibilidade de candidaturas majoritárias, a formação de chapa completa para deputado estadual e federal, a participação do partido no processo de Eleição da União dos Vereadores de Goiás e deu início ao processo de discussão para a Organização da Juventude Popular Socialista e da Coordenação Estadual de Mulheres.

Com 15, dos 17 membros da Executiva Estadual presentes, ficou deliberado que o Partido trabalhará para construir chapa completa para deputado estadual e federal. Alguns nomes da própria direção já se colocam como pré-candidatos:

1. Demilson Lima – Vice-prefeito de Rio Verde;

2. Bengala – Vereador e presidente de Itumbiara;

3. André Almeida – Presidente do Diretório Municipal e ex-vereador em Anápolis;

4. Tércio Menezes - Vice-prefeito de Morrinhos ou outro nome do partido na cidade;

5. Anázio – Vereador Eleito em Rio Verde;

6. Eliel – Vereador eleito da cidade Santa Helena,

7. Darlan Braz, ex-candidato a vice-prefeito de Goiânia e presidente da Comissão Provisória de Goiânia;

O próximo encontro Municipal será na cidade de Crixás no dia 06 de Abril. Na pauta, a articulação da participação dos vereadores do partido no processo sucessório da União dos Vereadores de Goiás, a continuidade da construção da chapa completa para deputado federal e estadual e a conjuntura política Estadual. E no dia 20 dia abril será encerrada a agenda do primeiro quadrimestre do ano com um Encontro Estadual de todos os vereadores, prefeitos e vices eleitos do Estado, que contará com a presença de lideranças nacionais do Partido. Na ocasião será debatida a conjuntura nacional, as candidaturas presidenciais já postas e o papel estratégico do PPS na sucessão Nacional e Estadual.