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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Nem homofobia, nem apologia: quando o bom senso vai "sair do armário" nessa polêmica sobre os gays?


Do Blog, PPS Sampa. 
O termo "armário", para quem não sabe, surgiu no longínquo século IX, dentro do exército, e significava ao pé-da-letra exatamente um local para guardar armas.

Mais tarde o nome se generalizou para móveis com portas, prateleiras e gavetas onde se guarda todo tipo de roupas e objetos.

Até surgir, mais recentemente, a expressão "sair do armário" para descrever o ato - voluntário ou não - de revelação da orientação sexual de um gay ou uma lésbica.

Agora, por incrível que pareça, o "armário" domina a pauta da campanha presidencial de 2014: a homofobia e o preconceito são usados como armas; por outro lado, como antídoto ou escudo, existe toda uma glamourização dos gays. 

Enquanto isso, exageros à parte de um extremo a outro, do pastor da fé-ostentação Silas Malafaia ao deputado-celebridade Jean Wyllys, a verdadeira opinião dos candidatos segue oculta e o bom senso permanece enrustido.

O assunto ganhou as manchetes em dois momentos distintos: quando foi anunciado oPrograma de Governo de Marina Silva com avançosextraordinários e surpreendentes até mesmo para os militantes da causa gay e, menos de 24 horas depois, quando a campanha da candidata divulgou uma"errata" sobre o tema.

Foi o bastante para municiar o passatempo da moda: o jogo de vale-tudo "Destruindo Marina", que une de petistas a tucanos, dos pólos conservadores aos progressistas, de pastores homofóbicos a militantes extremistas gays.

Tudo foi bem explicado, mas de pouco adiantou. É mais fácil rotular Marina, de um extremo a outro.

Até um "cientista" mequetrefe entrou na parada contra Marina, endossado pela Folha de S. Paulo, para dar seu veredito: quem acredita em Deus tem um distúrbio mental. Uma doença. Leia em Desafio eleitoral: um balde de ofensas e mentiras. É o preconceito oposto ao sofrido por FHC há quase 30 anos, quando perdeu votos e não foi eleito Prefeito de São Paulo, em 1985, porque se declarou ateu.

Mas voltemos à polêmica sobre os gays. Entre a 1ª versão do Plano de Marina e a 2ª versão, corrigida, mudaram alguns termos, mas foi mantido absolutamente irretocável o espírito da coisa, que é a ampla defesa da igualdade de direitos, sem preconceito ou distinção de sexo, classe, idade, etnia, orientação sexual e identidade de gênero.

Compare as duas versões:


Mais que isso: compare com as propostas de todos os demais candidatos a presidente, deLuciana Genro (PSOL) ao Pastor Everaldo (PSC), passando por Dilma (PT), Aécio (PSDB) eEduardo Jorge (PV). Não existe nenhum Programa de Governo que avance mais e tenha maior reconhecimento sobre os direitos de gays, lésbicas e trans.


Desesperada pelo favoritismo de Marina, a presidente Dilma tenta uma última cartada oportunista ou, como se diz popularmente, "dá uma no cravo, outra na ferradura": passou a se manifestar a favor da criminalização da homofobia enquanto anuncia um "pacote de bondades" para as igrejas evangélicas. Quer dizer, Dilma oferece com uma mão aos"procuradores" de Deus na Terra e com a outra aos pecadores "varões de Sodoma". Vai é acabar dando com os burros n´água.

Uma coisa é certa: falamos com conhecimento de causa. O PPS foi o primeiro e único partido a se posicionar institucionalmente, por meio de ação no STF do presidente nacionalRoberto Freire, pela criminalização da homofobia. Enquanto Dilma sempre cedeu às pressões de preconceito e intolerância da bancada evangélica.

Além disso, quer saber o que Marina Silva pensa realmente sobre o Estado Laico e opreconceito contra gays? Veja o que ela disse em entrevista na madrugada desta terça-feira ao Jornal da Globo.

sábado, 30 de agosto de 2014

Sobre os direitos das minorias e o plano de Governo da Coligação "Unidos pelo Brasil"



Nelson Soares dos Santos[1]

Hoje fui surpreendido com as notícias sobre as mudanças feitas no plano de Governo de Marina Silva, presidente. Antes de qualquer coisa, vou colocar aqui, minhas posições pessoais sobre as conquistas de direitos das minorias nos últimos anos, o que não representa, necessariamente, a posição coletiva do partido; esta, quando emitida o será feita pela Direção Nacional, no momento ao qual os dirigentes coletivamente acharem oportuno. A posição oficial do PPS, Partido Popular Socialista pode ser observada no Estatuto do Partido e nas resoluções aprovadas no seu último Congresso, quando inclusive foi aprovado o apoio a candidatura de Eduardo e Marina para Presidente.
Todos em Goiás conhecem minha posição em defesa dos direitos das minorias, seja indígenas, mulheres, negros, homossexuais, entre outros. Todas as minorias merecem ter os direitos humanos respeitados, e sobretudo a proteção a vida, o direito mais caro a um humanista. Desta forma, minha posição pessoal é continuar lutando em defesa do respeito ao direito de todas as minorias e preservação das conquistas alcançadas. Desta forma é que afirmo:
1.           Precisamos lutar em defesa do aprofundamento da democracia, defesa do Estado Laico, e sobretudo em defesa da construção de uma cidadania com força para transformar nosso país, por isso, mesmo, é que vejo nas oportunidades iguais de educação para todos o caminho para que possamos aprofundar todas estas conquistas.
2.           Nos últimos anos tenho visto diversos conflitos envolvendo os militantes da defesa das causas dos homossexuais ou de gênero e determinada religiões. De um lado, as religiões se radicalizam na defesa do modelo de família tradicional, e de outro, militantes se radicalizam, muitas vezes, invadindo locais de culto, quebrando objetos religiosos e outros atos chocantes. Neste caso, minha posição é clara: de um lado defendo a continuidade dos avanços das liberdades dos homossexuais, como casamento civil, ( uma vez que o estado laico é pressuposto da democracia); e de outro, defendo o total respeito aos locais de culto e objetos religiosos, em uma defesa intransigente da tolerância as religiões e as formas de cultos, inclusive, incluindo aí, a defesa dos cultos afros serem reconhecidos como religiões pela sociedade e pelo Estado.
3.           A modificação no plano de Governo da Marina, mesmo que ela seja eleita presidente, não mudará minha posição atual, como também, não é suficiente para mudar meu apoio e trabalho em prol da eleição de Marina para presidente. A democracia é feita de contradições. E buscar tornar-se um estadista competente para compreender os conflitos de nossa sociedade encontrando o caminho do equilíbrio, da diplomacia, da tolerância e da convivência pacífica entre os diversos grupos sociais será o desafio de todos aqueles que aceitarem o desafio de serem homens públicos no Brasil nos próximos anos. Desta forma, minha posição como militante partidário será sempre para que O PPS, que sempre apoiou os avanços das conquistas das minorias continue buscando o caminho do equilíbrio e da preservação das conquistas das minorias no Brasil.
4.           Condeno todas as formas de fundamentalismo que leva a divisão da sociedade, e o mais grave, coloca vidas humanas em risco, por promover o ódio entre os diferentes grupos e classes sociais. As lutas por direitos nunca deve ser motivo para um desejo salvacionista de excluir o outro.

A minha luta tem sido, e sempre será para que o Partido Popular Socialista, seja um partido de luta em defesa de uma sociedade justa e igualitária. São por estas razões que propus e foi aprovada a questão da Educação como prioridade do partido, bem como a criação de Coordenações de Política de Igualdade Racial; aliada a esta discussão foi criada a Coordenação Nacional da Diversidade no Partido cujo objetivo é discutir a questão da diversidade sexual. No Governo Marina, eu serei um defensor ativo da preservação dos direitos conquistados e do avanço na busca do equilibro e da convivência com tolerância e de forma pacífica entre a diversidade social que existem no nosso Brasil.
Nelson Soares dos Santos – Candidato a Deputado Estadual – 23.345 – Partido Popular Socialista.








[1] Nelson Soares dos Santos é dirigente metropolitano, estadual e suplente da direção nacional do PPS, e candidato a deputado estadual em Goiás, Prof. Nelson 23.345.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Balanço de campanha.



Faltam agora pouco mais de trinta dias para terminar o período de campanha eleitoral. Então, acho oportuno fazer um balanço para que aqueles que acreditam que nossa candidatura cumpre um papel no processo de construção de uma nova política possam estar a par de como se dá o processo de campanha eleitoral.

Os Objetivos da Candidatura.

Primeiro, vou relembrar o que me levou a ser candidato a deputado estadual, uma vez que inicialmente me coloquei como pré-candidato a governador, e em seguida, com a entrada do Marcos Abrão no PPS de Goiás, pretendi ser candidato a deputado Federal.  Então, basicamente foram dois motivos: O primeiro, manter acesa a chama da luta em defesa da educação, buscando fazer um debate propositivo ( o que parece quase impossível em período eleitoral), e tentar fazer da Educação uma pauta política para outros candidatos, seja a governador, a senador, ou deputados estaduais e federais; o segundo objetivo, era para fortalecer o meu partido, O PPS, aumentando a votação do mesmo e a divulgação da legenda.


A parceria em defesa da Educação.

Com os objetivos definidos, coloquei como “regras” para minha candidatura que faria dobradinha apenas com o candidato a deputado federal pelo PPS, após uma conversa reservada com o mesmo, onde ficou acertado que eu teria um apoio mínimo, como carro, combustível, um motorista, material gráfico, alguns cabos eleitorais, o tempo de rádio e televisão e apoio no processo burocrático como registro da candidatura, prestação de contas e aspectos jurídicos.
Com isso comecei o processo e assumi a candidatura a deputado estadual. Dez dias após o registro da candidatura, pediram que eu devolvesse o carro. Então fiquei sem carro e  não recebi pelos 20 dias seguintes nenhuma ajuda financeira. Então, já no final de Julho, descobri que minha candidatura estava em diligência, pois meu nome não constava na lista de filiados do Partido. Foi então, que mediante participação direta da Direção Nacional, consegui auxilio de 3.000 mil reais para custear o processo de registro ( pagar advogado, juntar documentos, etc), e tive então a candidatura registrada mediante provas documentais solicitadas pelo T.R.E.
Continuei cobrando o combinado inicial pelo qual me tornei candidato. E, comecei a campanha com material impresso e xerocopiado, ganhei dez mil panfletos de doação de amigos, e recentemente, há poucos dias, o candidato que seria a dobradinha oficial mandou rodar 100 mil panfletos, entre citrus, adesivos e botons. Entretanto, sem motorista, carro, combustível o material vem fazendo pouco efeito, por que mesmo tendo diversas pessoas dispostas a distribuir o material de forma voluntária torna difícil leva-lo até estas pessoas, principalmente quando em cidades do interior. Hoje temos vinte cidades do interior onde há pessoas dispostas a tirar um pouco do tempo para divulgar a candidatura.

A candidatura e a campanha do Governador.

Nesta sexta feira, recebi telefonemas dizendo que o carro estaria sendo providenciado. Entretanto, confesso que minha fé está se esvaindo. Também recebi telefonemas do Comitê do Governador e do Comitê do Senado Vilmar Rocha, para os quais enviei a arte da minha campanha. Entretanto, já os avisei que sem estrutura para distribuir o material não tem nenhum sentido a produção do mesmo. Outrossim, há um complicador que minha posição clara em defesa do retorno da titularidade perdida pelos professores no pacto em 2010. Apoiar financeiramente minha campanha deve significar também um ato político, qual seja, o de que o Governo errou na execução do chamado Pacto Pela Educação em 2010, por que não pretendo arredar pé de que minha candidatura tem como objetivo central chamar a atenção da sociedade para o fato de que precisamos fazer uma revolução na educação do país, e neste, sentido, corrigir o tremendo erro cometido contra os professores de Goiás é essencial.
Devo dizer que nunca tive nenhum contato com o candidato a Governador Marconi Perillo e, portanto, não tive a oportunidade de entregar a ele a “Carta em Defesa da Educação” publicada em nosso blog e de amplo conhecimento. Entretanto, tive oportunidade de conversar diversas vezes com o candidato a Senador Vilmar Rocha sobre o Assunto e com o Secretário de Articulação Institucional Joaquim de Castro, e perceber, nos mesmos, uma sensibilidade no sentido de acompanhar a evolução do desejo da sociedade em realmente apoiar uma mudança na política educacional. A percepção que tenho é de que a maioria dos políticos, eles incluídos, não acreditam que educadores e a própria sociedade se importa com a questão educacional na hora de decidir o voto. E que portanto, tudo que tem sido feito pela Educação, sobretudo a pública, já está por demais satisfatório.

A atualidade da Candidatura.

Nesta semana recebi propostas de dobradinhas de dois outros candidatos a deputados federais. A um deles eu sequer atendi o chamado. Outro, fui ouvir e estudar os objetivos da propostas. Entretanto, percebo que aceitar a ajuda financeira de ambos os deputados feriria as “regras” iniciais que impus a candidatura, primeiro, por que neste sentido não estaria fortalecendo o PPS, partido que luta para transformá-lo em um trincheira em defesa de oportunidades iguais para educação; segundo, que não percebi real interesse político nos mesmos de defender a causa da educação com firmeza.
Foi ai que percebi, na verdade, estive diante de uma questão interessante: onde e quando nasce a corrupção na política? Não é quando, de fato, os novos políticos se corrompem, mas quando no afã de alcançar bons resultados eleitorais “esquece” os objetivos iniciais que os fizeram entrar na batalha. O pragmatismo absoluto não guiará minha consciência. Isso significa que estou aberto a todas as ajudas lícitas de financiamento de campanha desde que tenham como premissas: 1. Fortalecer o PPS; 2. Fortalecer a defesa de oportunidades iguais para educação. A ajuda vinda tanto do Governador Marconi, tanto quanto, do Senador Vilmar Rocha será bem vinda, desde que aliada ao compromisso que faz existir minha luta e faz estar na batalha.

Epílogo.

Infelizmente, tenho de dizer aqueles que estão aguardando o material que ainda continuo impossibilitado. Falta dinheiro, carro, combustível para levar o material até vocês. Alguns já vieram buscar aqui em casa, e todos aqueles que quiserem fazer o mesmo serão bem vindos. De outra forma, estou feliz e fico ainda mais radiante, com cada mensagem que recebo de pessoas que dizem: Olha, eu não ia votar em ninguém  mas vou votar em você. Continuando sem carro, sem combustível, sem dinheiro, talvez terei poucos votos, mas considerando que por meio das redes sociais já levamos nossa mensagem a mais de 100 mil pessoas, pode-se dizer que se houver um real interesse posso ter até a chance de ser eleito. Então, todos aqueles que têm compartilhado nossos posts, o blog, e nossas mensagens continuem fazendo.  O caminho da mudança é assim, difícil, íngreme e exige envolvimento de todos que acreditam que a justiça deve ser para todos.




terça-feira, 19 de agosto de 2014

Marina!! Educação, Pelo Amor de Deus.


Nelson Soares dos Santos[1]

Quando no congresso nacional do PPS no ano de 2011, apresentamos a proposta de que o partido deveria assumir como prioridade a luta pela educação, não imaginávamos que a situação da educação brasileira fosse tão desigual. Existe no Brasil uma desigualdade educacional gritante. A escola privada que recebe os filhos dos ricos é tão diferente das escolas públicas quanto a Zona Sul do Rio de Janeiro é diferente de um lixão. O PPS veio então assumindo um protagonismo na luta por educação igualitária e de qualidade. Nossos deputados federais fizeram bonito na luta por destinar a receita do pré-sal para a Educação, na luta pela destinação dos 10% do PIB para a educação, e na construção do Plano Nacional de Educação. Stepam Nercessiam, Goiano que se tornou deputado federal pelo Rio de Janeiro, representou brilhantemente o Partido na Comissão de Educação na Câmara. E os melhores Cabeças do Congresso – Roberto Freire, Rubens Bueno, E Arnaldo Jordy – emprestaram todo o brilho a defesa da Educação no Congresso Nacional.
No Congresso nacional de 2103, no qual foi aprovado o apoio do partido a candidatura de Eduardo Campos o partido foi mais longe. Aprovou moção pública e resolução interna para aumentar o protagonismo do partido na luta pela educação em todas as esferas de ação, quais sejam, nas câmaras municipais, nas Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional. Eduardo Campos mostrava pelas suas palavras que ficaram gravadas no inconsciente coletivo na da nação que tinha entendido a proposta do Nosso Partido quando disse: “ No dia em que o filho do pobre e do rico estudar na mesma escola, neste dia, teremos o pais que queremos”. Com exceção de Eduardo Campos que se mostrava sensível a proposta de fazer uma revolução na Educação Brasileira, todos os demais candidatos a presidência da República tem tratado a educação como fator de menos importância. A atual presidente e candidata a reeleição tem o disparate de dizer que o modelo que ai está é bom, que precisa apenas melhorar. Outros, alardeiam que fizeram muito pela educação, mas nos estados onde governaram os professores não ganham nem o piso determinado por lei.
Nesta quarta-Feira, quando a Executiva Estadual do PPS, se reúne para ratificar o nome de Marina como substituta do Eduardo Campos, não podemos esquecer de reforçar a luta por uma revolução da Educação Brasileira. Não se trata de melhorar a educação, não se trata de uma breve reforma. É preciso coragem para aceitar que a educação pública brasileira está um caos. A diferença entre as escolas públicas e privadas é tão gritante que é crime aos olhos de um humanista convicto. Não podemos deixar passar despercebido o sofrimento dos professores brasileiros, que mesmo nas escolas privadas ganham salários muito distantes da importância do trabalho que realizam pelo país
Precisamos enviar a Marina o nosso Grito, a nossa reivindicação enquanto partido. Marina deve assumir o mesmo compromisso de Eduardo, - o de lutar dia e noite incansavelmente e com coragem para que todos os brasileiros tenham as mesmas oportunidades educacionais desde a educação Infantil. Ter a coragem de discutir os grandes conglomerados que transformaram a educação em um negócio lucrativo e quem nem sempre propicia a formação adequada para que o nosso povo evolua nos campos do intelecto, da cultura e do espírito. Mudar o modelo de gestão dos recursos educacionais, combater os desvios de recursos, colocar a União para assumir as responsabilidade por ensino de qualidade nos municípios e estados que não possuem arrecadação suficiente para um salário digno aos educadores, escola integral para todos os estudantes da Educação Básica; eis alguns dos pontos que precisam ser discutidos e implementados com coragem.
Tenhamos consciência: Não existe nenhum país que se tornou desenvolvido sem que antes tenha investido de forma séria na educação do seu povo. Somente onde existe oportunidades iguais de educação é possível retirar do meio do povo as melhores mentes, os melhores recursos humanos e espirituais que tornam um país, uma grande nação. É por isso, que o nosso grito tem de ser alto, tem de ser forte, insistente. E como afirmei no Congresso do Partido, eu o repito agora: Educação, senhores!!! Educação, pelo Amor de Deus. É de Oportunidades educacionais iguais para todos de que este país precisa.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, é membro da Direção Nacional do Partido Popular Socialista e Candidato a Deputado Estadual em Goiás. Blog. www.profnelson23345.blogspot.com

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Uma resposta ao Empresário Carlos Augustos Ramos Cachoeira.



Nelson Soares dos Santos[1]

Hoje de manhã, não li jornais. Levantei e fui caminhar pelas ruas, pedir votos, falar de educação. Estive com um grupo de moto-taxistas que depois de afirmar ver em minha pessoa honestidade e seriedade, instaram comigo para que eu deixasse a política, pois segundo um deles, se eu for eleito terei aberto a porta do inferno, e uma vez, lá, terei que lutar com demônios. Ao chegar em casa para o almoço, liguei para um companheiro de partido que pediu que eu lesse o artigo do Carlos Augusto Ramos Cachoeira, o vulgo Carlinhos Cachoeira, conhecido nacionalmente pela CPI do Jogo do Bicho, e que quase colocou em risco a governabilidade do Governo Marconi; e que não muito tempo atrás, escreveu artigo publicado nos jornais do Estado, onde o mesmo mandava o Governador calar a boca, ou ele iria usar as armas que tinha. Agora, o mesmo moço escreve e assina o artigo que leio, e, sem meias palavras, ou de forma bem clara, nas entrelinhas, acusa o Ex-Candidato a Governador Iris Rezende Machado de Corrupção, e manda-o calar a boca. Pelo visto, o moto-taxista estava errado. Parece que a luta contra demônios já começou e a porta do inferno já foi aberta.
Quando li o artigo no qual o Governador Marconi foi mandado calar a boca, senti nojo e tristeza. Com repulsa, fiquei em silêncio, por que ali já havia uma acusação a todos os políticos, como se detentor de um poder quase divino,  - o empresário que se tornou bem sucedido explorando atividades ilegais, como ele mesmo confessa nas entrelinhas dos artigos que escreve e são publicados, e por quais atividades consideradas ilegais já esteve detido pela polícia, - enxovalha os políticos, desafia a todos, e se comporta como se tivesse todos os políticos do Estado em suas mãos.  Hoje, eu faço um desafio público ao Carlos Cachoeira: apresente os nomes de todos os políticos, os quais você tem autoridade para fazê-los calar a boca, ou cale a sua boca para falar da vida de pessoas que você sequer conhece. Nem todos os políticos são ladrões, e nem todos os empresários são bandidos, Senhor Carlos Cachoeira.
No início do seu artigo, você afirma: “ Políticos são mesmo pilantras. Não há exceção.” Eu afirmo que você está errado. Existem sim políticos com ideais e que lutam pelo bem comum. Temos em Goiás 07 candidatos a governador,  07 candidatos a vice-governador, 07 candidatos a senador, 14 candidatos a suplentes de Senador, 172 candidatos a deputados federais, e 827 candidatos a deputados estaduais. Será mesmo que todos são corruptos e vossa Senhoria pode acusar a todos de corrupção, sem nenhuma exceção? Não me darei ao trabalho aqui de defender o Governador Marconi ou ao Ex-Governador Iris Rezende Machado, eles certamente não precisam do meu esforço. Outrossim, estas centenas de homens que sonham com uma sociedade justa e que lutam cotidianamente por melhorias não deve continuar ser vítima da língua ou da pena de um homem a quem os cárceres  da polícia já serviu de lar.
Apelo, ao Ministério Público Eleitoral que tome providências. Não é possível que um homem que já esteve no cárcere da polícia, enxovalhe a toda a classe política e a própria justiça não tome medidas de proteção a sociedade. Ao condenar toda a Classe Política, o empresário instiga a descrença no estado democrático, descredencia o próprio processo eleitoral e espalha na multidão a descrença para com o futuro da sociedade organizada. Ao afirmar, que todos os políticos são corruptos sem exceção, o empresário atinge também o próprio judiciário que é quem legitima o processo eleitoral.
Talvez seja a hora, Senhor Carlos Augusto, de Vossa Senhoria, que parece querer a aprovação da sociedade, explicar as acusações que rondaram os jornais envolvendo a Secretaria de Estado da Educação. Naquela época, alertei aos professores que a luta por educação de qualidade é maior do que simplesmente lutar por salários de professores, e que conhecer os bastidores de quem nomeia, indica, e manda em alguns órgãos públicos é tão importante quanto o aspecto ideológico. Já que tens o poder de mandar os dois homens mais poderosos da política do Estado calar a boca, diga para nós, qual é vosso quinhão no campo da Educação. Confessas publicamente estar envolvido no jogo do bicho, e, ameaça citando encontros com diretores do Delta. Ousa ainda ameaçar a qualquer um que se sentir ofendido, como se todo mundo que está na política lhe devesse favores.
Não, Senhor Carlos Augusto. Eu não lhe devo nenhum favor, e tenho certeza que existem muitos outros que como eu não lhe deve favores de campanha  e de nenhum tipo. Alegas tornar-te um lampião para defender a honra de tua família, mas enxovalha e chama de corruptos pais de famílias que sequer conhece. Lampião, como o Senhor a ele se compara, era um fora da Lei, por isso não posso dizer-lhe que como pai e chefe de família eu me igualaria ao senhor e a Lampião. Eu faço parte daqueles que lutam por fazer as leis do país, que luta pelo bem coletivo. Entretanto, não tenho nenhum medo de tornar-me um gladiador e,  lutar até a morte dentro das regras limpas em defesa da família, da ética e de uma sociedade onde as atividades legais, a justiça, sejam respeitadas por todos.
Sou candidato, Senhor Empresário, por que quero mudar a educação deste país. E vou participar da luta que vai mudar a educação deste país. E se para isso, for preciso lutar contra a corrupção, colocando em risco minha vida, para colocar na cadeia empresários corruptos que desviam o dinheiro da educação em tantos estados deste país, e que vez ou outra vê os escândalos nos jornais, terá tido sentido ter vivido e ter lutado. Retrate-se Senhor Carlos Augusto, ou prove que todos os políticos são corruptos sem exceção. Cale e lave a sua boca antes de se referir aos pais de família que como eu, estão entrando na política para colocar na cadeia corrutos e bandidos que desviam o dinheiro público para viver em putarias. Aproveite-se e se retrate, dê os nomes dos corruptos e durma em paz, por que se Vossa Senhoria vive em tormentos, digo-lhe que durmo todas as noites tranquilas e felizes, pois sei que Deus cuida daqueles que vivem e fazem o bem. E por fim, que os candidatos que nada devem ao referido Empresário se apresentem como alternativa, pois a sociedade quer mudança, a sociedade quer votar em homens que querem construir uma nova política.




[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira pela UFG ( Universidade Federal de Goiás), Professor Universitário é membro da Direção Estadual e Nacional do Partido Popular Socialista, Candidato a Deputado Estadual, e não conhece o Empresário.