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terça-feira, 22 de julho de 2014

5ª carta: 3º Princípio: Efetivação da Igualdade de Oportunidades.


Prezados amigos, saudações a quem tem coragem;

A igualdade é sempre um tema filosófico e polêmico. E não existe igualdade onde não há parâmetros de respeito às diferenças. É por esta razão que não falamos aqui de igualdade, simplesmente, ou de equidade, falamos de igualdade de oportunidades. Acreditamos que todos nascem iguais, por esta razão todos devem ter oportunidades iguais para começar a vida. Por  si só, fica aqui implícito que concordamos que é papel do estado erradicar a fome, e admitimos os avanços que tem havido nas políticas sociais brasileiras nos últimos anos. Entretanto, não existe e não haverá igualdade de oportunidades enquanto houver uma escola pobre para os pobres e uma escola milionária para os milionários.
Daí por que é a EDUCAÇÃO,  o fundamento da nossa atuação política. Jamais haverá igualdade de oportunidades se não tivermos uma educação de qualidade para todos nos primeiros anos de vida. É, para nós, dever do Estado garantir uma escola onde o aluno tenha reais condições de aprendizagem e o professor tenha reais condição de promover, aliado a um programa Família/Escola as condições de uma formação humana e integral do aluno.
O respeito as diferenças também definirá o tratamento dado as minorias. Nos últimos anos, uma política de divisão da sociedade tem estimulado o “nós contra eles”, pobres contra ricos, negros contra brancos, mulheres contra homens, heterossexuais contra homossexuais. Não acreditamos que esta política de divisão possa ser boa pra sociedade brasileira em longo prazo. O respeito as minorias não pode se dar pela opressão da maioria. É preciso, pois rever, com profundidade e seriedade o tratamento quem tem sido dado a tais questões, sob o risco de que na busca da inclusão implantarmos um modelo injusto e que cerceia a liberdade de muitos.
E efetivação da igualdade é também a definição de limites entre os diferentes, limites estes que precisam ser respeitados e definidos a partir de uma discussão honesta e sincera, onde o diálogo seja o fundamento da construção de leis claras de convivência social. Não será pregando a intolerância e a agressividade que combateremos a violência e construiremos uma cultura de paz. É pela tolerância, o respeito, e a clareza de intenções.
Por fim, só haverá efetivação da igualdade se tivermos a coragem de valorizar o mérito e punir os vícios existentes no interior da sociedade. Um exemplo interessante me foi dado por um cidadão que me escreveu sugerindo que aquele aluno que venha a desistir de frequentar a escola em idade regular continuar a ter o direito de ter o auxilio do Estado, mas não nas mesmas condições dos demais. Terá sua educação financiada e terá que devolver aos cofres do Estado o gasto e o prejuízo causado ao estado pela sua desistência da escola em idade regular.
A luta pela efetivação da igualdade será uma das lutas mais árduas, por que não será a luta de alguns meses ou anos; mas se tivermos coragem para mudar, mudaremos. Se tivermos coragem de sermos honestos alcançaremos resultados notáveis em poucos anos e goiás poderá ser um exemplo para os demais estados Brasileiros.
É por tudo isso, que mais uma vez, eu te convido. Se leu esta carta até aqui, venha comigo, venha com novo sem medo de ser feliz. Vote Prof. Nelson. 23.345.

             

4ª Carta: 2º Princípio – Infraestrutura de qualidade.


Prezados amigos, permita me dirigir a você que vem lendo nossas cartas como um amigo e irmão.

Um papel importante do parlamentar é fiscalizar a construção de obras públicas, agindo em defesa do patrimônio público, acompanhando com atenção todas as atividades do executivo. O parlamentar que não possui independência do Governante pode fazer pouco pelo seu povo, torna-se capacho do executivo e mero despachante dos interesses de grupos privados e pessoais de quem está no poder.
A questão é: Como o parlamentar pode ser independente do executivo? É possível a existência de um parlamentar ou político cuja preocupação seja o bem comum? Eu digo que sim. Em todas as épocas da história da humanidade houveram homens corruptos, degradados, aproveitadores da fé alheia, calhordas; como também em todas as épocas houveram aqueles que se propuseram a se sacrificar em defesa dos mais fracos, na luta pela liberdade, pelo combate a fome, a opressão. Então se já houve em algum lugar do mundo, se foi possível ser honesto, lutar pela liberdade, em defesa dos mais fracos e oprimidos, pode ser possível agora, se estivermos disposto escolher o caminho da justiça.
O primeiro passo, para um parlamentar poder trabalhar pelo bem comum nos nossos dias, se dá pelo processo da campanha política. São noventa dias que definem o mal e o bem que acontecerá nos quatro anos seguintes. Não vou me delongar aqui sobre a necessidade dos cidadãos se filiarem nos partidos políticos para definirem nas convenções os candidatos que melhor representam os anseios da sociedade. Deixemos isso para outra ocasião, uma vez que para este momento já está ultrapassado o tempo da mensagem. Basta dizer que são nos partidos e nas convenções que as cartas são marcadas, os vitoriosos e os derrotados já saem praticamente definidos e só um milagre pode mudar os rumos determinados pelos que detém o controle, o poder e o dinheiro.
O deputado que gasta milhões em uma campanha está condenado a ser corrupto. E as condições antecipadas de se conseguir o financiamento é aceitar que será corrupto, de onde se pode concluir que não existe corrupto inocente. Estamos vendo deputados gastando milhões na atual  campanha, e eu afirmo: serão todos corruptos. Podem até ser que muitos não apareçam nas páginas policiais, pode ser que escapem de aparecer envolvidos em escândalos na mídia, mas serão corruptos, ainda que corruptos espertos o suficiente para não serem pegos. A única forma de se financiar uma campanha sem se aliar a corrupção é o financiamento público de campanha, uma campanha simples e barata, e a contribuição direta de milhares de eleitores. Se não houver uma participação decisiva dos eleitores não haverá mudança na política brasileira de tão suja, podre e infectada que está.
Trabalharemos já durante a campanha para nos manter longe desta miséria moral, e assim, poder fiscalizar cada obra, cada destino do dinheiro público, sem medo de prestar contas à sociedade das nossas ações, sem medo de denunciar o erro e a corrupção. Abriremos ouvidoria em nosso gabinete para receber denúncias de todas as obras inacabadas do estado, de todas as obras cuja aparência não tem o sentido de melhorar a qualidade de vida do povo. E faremos isso, por que sabemos da necessidade de boas estradas, prédios de qualidades para nossas escolas, e tudo mais que se precisa para garantir o futuro dos nossos filhos.

Por estas razões peço o seu voto. Prof. Nelson 23. 345.

3 ªCarta Política ao povo: Os três princípios Fundamentais


Prezados amigos.

Os três princípios que fundamentará nossa ação política como parlamentar serão: 1. A busca de elaboração de leis claras, 2. a defesa do patrimônio público incentivando a construção de uma infra-estrutura de qualidade; e 3.  A efetivação da igualdade de oportunidades

Principio primeiro: Leis Claras.

Hoje, um dos maiores problemas no nosso país é a falta de leis claras. A Confusão das leis contribui para o aumento das injustiças, a lentidão do judiciário, e, até mesmo contribui para o aumento da corrupção e inépcia do serviço público. Um dos papéis mais importantes do parlamentar na atualidade é contribuir para tornar as leis mais claras, enxutas, e com condições efetivas de serem aplicadas.
Exemplos de leis que precisam da atenção dos parlamentares podem ser citadas: O Estatuto da Criança e do Adolescente, O Estatuto do Idoso, A Lei Maria da Penha, As Leis ambientais, as leis que se propõe a regulamentar o setor urbano dentre outras. Em Goiás, muitas destas leis sequer estão regulamentadas no nível estadual. Embora tenha sido criado conselhos estaduais nas mais referidas áreas citadas, muitos deles funcionam precariamente e são, muitas vezes, instrumentos políticos e não de uso efetivo para servir a população.
Um exemplo típico é o Conselho Estadual dos Direitos Humanos. Embora em pleno funcionamento pouco é feito no estado na luta contra o trabalho escravo, o tráfico humano, e tantos outros males que assolam o nosso estado e faz aumentar a violência e a degradação do ser humano. Outro exemplo, é o Conselho Estadual de Educação, que viu sua autonomia ser dilapidada, e praticamente, chegou a ter dificuldade de se posicionar durante o processo do malfadado “Pacto da Educação”. Carece de um parlamentar que atue com serenidade e firmeza na defesa destas instituições do Estado; carece da existência de uma atuação sólida, trazendo propostas e caminhos que conduza a sociedade a novos rumos.

É por esta razão mais que sou candidato. Nós podemos mudar o que está ai. Então venha comigo. Vote por leis claras que governem a sociedade com justiça. Vote Prof. Nelson. 23.345.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

2ª Carta ao Povo - Proposta de Atuação Parlamentar Prof. Nelson 23.345.


Caros amigos, amigas, irmãos, familiares e todo povo Goiano.
A elaboração de propostas de campanha de um candidato deve levar em consideração o papel do cargo ao qual se propõe, e, no caso do candidato ao parlamento estadual há severas limitações. Caso fique isolado, o deputado estadual pode ter todo seu mandato limitado a fazer denúncias e, na tentativa de envolver a sociedade no debate político. Há notícias de que em Goiás, os deputados estaduais se transformaram em meros despachantes de luxo do governo, verdadeiros “entregadores”, que fazem exatamente aquilo que o Governador manda fazer.
Romper com esta situação requer coragem de qualquer um que ousar tentar. Coragem no sentido de ter sua esquadrinhada, de ser perseguido, e sofrer todos os tipos de maledicência. Entretanto é preciso reequilibrar a balança. A sociedade precisa de um parlamentar que tenha coragem para “parlamentar” e não apenas para obedecer.  Um parlamentar que tenha coragem de propor, de fiscalizar, de denunciar, de ouvir a sociedade e defender o equilíbrio da mesma. São por estas razões que me proponho ser um destes novos parlamentares.
Não se pode esperar de um parlamentar, vereador, deputado estadual, ou senador que construa casas, tampe buracos, etc. Isso é papel do Executivo ( Prefeito, Governador, e Presidente da República). O que se pode esperar é que o parlamentar seja um cidadão de bem, e qualificado para compreender a sociedade e propor medidas que ajude a torna-la mais justa. O papel do Parlamentar é Parlar, falar, ouvir, dialogar – não somente com os governantes, mas com toda a estrutura social, as instituições, os movimentos sociais organizados, etc.  A existência do parlamento tem sentido quando as diferenças existentes no seio da sociedade são respeitadas e o parlamentar se torna o diplomata que ora dialoga, ora defende certos segmentos, ora critica, ora propõe rumos a serem seguidos, sempre disposto a ouvir a maioria e as minorias.

A minha atuação como parlamentar será pautada por três princípios fundamentais e sete eixos práticos. Com isso todo cidadão saberá acompanhar minhas atividades nos próximos quatros anos e compreender que existe um espaço na política para aqueles que querem servir ao bem comum e não se servir do bem comum. Na próxima carta, nós exporemos os três princípios fundamentais, e a razão de cada um deles, e nos textos seguintes, que publicaremos durante a campanha, explicitarão os eixos práticos que norteará nossas ações.

1ª Carta ao Povo: Prof. Nelson, 23.345 - Quem sou Eu.




Sou professor Nelson Soares dos Santos, Professor Universitário, Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia pela Universidade do Tocantins, Mestre em Educação Pela Universidade Federal de Goiás e com Doutorado Incompleto pela Pontíficia Universidade Católica de Goiás em Educação.  Nasci no Povoado de Ouro Minas, Nova Roma, cidade do Nordeste Goiano, Sou pai de duas filhas, e, Sou Candidato a Deputado Estadual e meu número é 23.345.
Sou candidato por que acredito que a vida que queremos ter nós a podemos construir. Durante toda minha vida trabalhei diuturnamente em diversas áreas da sociedade como voluntário, mas foi na política que dediquei grande parte do meu tempo. Aos 12 anos de idade eu já militava pela em defesa da Educação Pública e embrenhava pela luta em favor de melhores condições para os educadores. Na época, liderados pelo então Presidente do Sintego Niso Prego e Osmar Magalhães. Participei ativamente das discussões da primeira LDB, e de todas as discussões que deram origem ao sistema Educacional Pós-ditadura militar. Fui Presidente do Grêmio Cívico Escolar no Colégio Estadual Germana Gomes, quando em 1986, fui um dos líderes estudantis a participar da Grande Conferência Educacional Estadual ocorrida no Colégio Hugo Carvalho Ramos.

Estudei no Instituto Adventista Brasil Central, órgão do Sistema Educacional da Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde recebi sólida formação Cristã, fundada na tolerância religiosa e na cultura clássica em Geral. Em seguida, iniciei a vida profissional como professor na Rede Estadual de Ensino no ano de 1993, quando cursei o Técnico Magistério, e, a Licenciatura Plena em Pedagogia, que conclui no ano de 1999. Durante o curso de Pedagogia fui militante do Movimento Estudantil, tendo participado ativamente do Movimento SOS Unitins que contribui para com a Instalação da Universidade Federal do Tocantins e a manutenção do Campus Universitário de Arraias.

No ano de 1999, fui aprovado no Mestrado em Educação, e por que, a Secretária Raquel Teixeira, movida por perseguição política junto a sua equipe negou-me qualquer tipo de licença fui obrigado a escolher entre a demissão de um concurso público onde era professor efetivo da Secretaria de Estado da Educação e o abandono do mestrado. Escolhi o Mestrado, mudei-me da cidade de Campos Belos para Goiânia e segui a luta pelo sonho de ser doutor em Educação e contribuir para a construção de oportunidades iguais na educação.
Entre os anos de 1998 e 2004, fui membro filiado, militante e dirigente do Partido Comunista do Brasil, onde tive a honra de conviver com grandes  homens como Aldo Arantes, João Amazonas, Adalberto Monteiro e Marcos Araújo; tendo sido eleito no ano 2000, membro do Secretariado do Comitê Estadual do Partido e delegado ao Congresso Nacional do mesmo. No PC do B, ainda fui Militante da Unegro quando participei ativamente da aprovação da Lei de Cotas em Goiás, e, participado de forma efetiva das lutas políticas no campo da Juventude e da Educação.

Em 2006, filiei-me ao PPS – Partido Popular Socialista, onde continuei a luta em favor das minorias e na defesa da uma educação de qualidade. No Ano de 2011, participei como Delegado ao Congresso Nacional do PPS, quando propus que o partido deveria reforçar sua concepção humanista de sociedade e adotar a defesa da educação de qualidade para todos como uma luta coletiva do partido. Ambas as propostas foram aprovadas como resoluções e podem ser consultadas no site do partido. Como resultado desta discussão o PPS passou a ser ator ativo nas discussões sobre política Educacional do País, tendo realizado uma conferência nacional sobre Educação para os seus militantes e dirigentes com a participação do Senador Cristovam Buarque; votado favoravelmente a maiores investimento na Educação, como a aprovação dos 10% do PIB, o investimento da receita advinda dos Royalties do Petróleo, e diversas outras discussões no campo da Economia Educacional. Temos defendido também a aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional, para garantir a boa gestão e aplicação dos recursos na educação.

Por meio do nosso Presidente Nacional,  Dep. Roberto Freire, e nosso líder da Bancada Federal Deputado Rubens Bueno, o partido procurou pautar pelo equilíbrio nas discussões envolvendo as minorias, sempre buscando a efetivação da igualdade de oportunidades, a construção de uma sociedade humanista e a qualidade de vida como um direito. Foi assim nos episódios envolvendo Marcos Feliciano e a Causa Homossexual. Tem sido assim em todas as discussões onde a pauta é a aquisição de direitos por minorias. Nossa luta é pela efetivação da igualdade de oportunidades e por garantir o direito de liberdade a todos, respeitando as diferenças existentes na pluralidade da sociedade brasileira.

Atuação em Goiás.

Em Goiás, participei de todas as lutas educacionais. Fui palestrante em diversas conferências Municipais de Educação, professor na Universidade Estadual de Goiás, Professor na UFT, Campus de Arraias, Professor Substituto na Universidade Federal de Goiás, Professor Efetivo na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Goiatuba ( FAFICH), sendo atualmente professor na Faculdade Delta. Sou defensor de uma Educação que propicie formação Humana, e não apenas intelectualize o aluno, e procurei sempre em minha atuação pautar por isso.
No Ano de 2010, mesmo fazendo parte da base do Governador Marconi Perillo e tenho apoiado o mesmo em todas as eleições para Governador desde o ano de 1998, me insurgi contra com “Pacto da Educação”,  por que considerei que era um crime contra os educadores de Goiás, e um falácia contada a sociedade o plano idealizado e levado adiante pelo então dep. Federal Thiago Peixoto. O plano retirou direitos adquiridos dos professores, pretendia implantar um modelo estranho no campo da educação, que só não foi adiante devido os escândalos de corrupção que estouraram, e a resistência do Movimento espontâneo dos professores, aos quais cerrei fileira desde os primeiros momentos. Tentei contribuir, em vão, para que o Governador ouvisse os educadores e propusesse um pacto verdadeiro que pudesse transformar a educação de Goiás em modelo para o Brasil. Mesmo com a mobilização da maioria dos especialistas da área do Estado, o Governador não ouviu a sociedade, o que me distanciou do Governo e trouxeram prejuízos políticos práticos a todo o partido do qual faço parte.


No ano de 2013, lancei-me pré-candidato a Governador, por acreditar que a sociedade anseia por uma nova forma de fazer política. Entretanto, devido as lutas internas, os bastidores dos partidos políticos, coligações, modelo de fazer política fundamentada no financiamento milionário das campanhas, o que consegui foi ser candidato a deputado estadual, e espero, com o apoio do povo ser eleito para continuar esta luta sem trégua, sem medo, sem titubeios e com a firme resolução de servir ao bem comum. Este sou Eu. Prof. Nelson Soares dos Santos e quero ser o seu deputado Estadual.

domingo, 20 de julho de 2014

Balanço Semanal da Campanha


Nelson Soares dos Santos

A Semana terminou com um saldo extremamente positivo. A nossa campanha nas redes sociais aumenta a olhos vistos. Nosso perfil saltou de 1700 amigos para 2000, amigos. A página Prof. Nelson 23.345, já está em quase 100 curtidas e Caravana da Esperança ultrapassou 200 curtidas. As propostas tem sido bem recebidas e outras propostas vão sendo acopladas. O mais interessante é que existe sim um compreensão do eleitor do papel do parlamentar. Na verdade, os políticos fingem que enganam e o povo finge que é engando. O resultado final é que estou feliz de saber que existe uma grande parcela da sociedade que deseja mudar a política, que gente honesta na política, e pessoas com o compromisso de trabalhar pelo bem comum.
Sobre as propostas tem sido sugerido aprofundar mais no debate. Eu concordo que algumas perguntas precisam ser respondidas. Muitos colegas do Mestrado, doutorado, professores tem me questionado se existem condições de realmente valorizar o professor no Brasil com um salário bem melhor do que está ai. Eu tenho certeza que sim. Primeiro por que precisamos é fazer com que a educação se torne uma pauta importante para toda a sociedade e não apenas para os professores na época da greve, ou quando já não suportam mais serem  humilhados; segundo precisamos aperfeiçoar o modelo de gestão democrática que temos hoje, e isso será possível gradativamente melhorando a qualificação dos professores, investindo em “Escola de Pais”, e criando mecanismos de interação Escola Família.
Recebi diversas declarações de voto de pessoas da área da saúde, e certamente com parlamentar trabalharei com atenção questões relativas a esta área. Vou me posicionar contra a ideia privatista das OS, na Saúde ou em qualquer outro organismo. Não vejo as OS, como solução para a questão do enxugamento da máquina do Estado ou por melhorar a responsabilidade dos gastos públicos. O que a mídia tem mostrado é que muitas OS, estão sendo mesmos são focos de corrupção. As OS, representam, na verdade, um discurso ideológico neoliberal, que sutilmente traz a ideia de responsabilidade quando na verdade se constitui em um meio de manter a estrutura social desigual que temos, e mais, ainda a desigualdade na disputa de espaços.
Defender a livre iniciativa sem defender a igualdade de oportunidades é uma falácia pregada por aqueles que não têm nenhum  compromisso com a luta por uma sociedade justa. A igualdade de oportunidades não pode ser um ato de compaixão social, tem de ser, ao contrário, um direito ao qual todos devem poder desfrutar. Não existe mérito, para nós, onde não existe igualdade de oportunidades.
Tiveram as coisas ruins estas semana que terminou. As coisas boas foram tão grande, e o povo goiano e brasileiro é um povo tão cheio de esperança, que me recuso a tratar destas “coisas ruins” no momento. Estou cheio de esperança, e, conto com todos vocês nesta caminhada. Juntos podemos fazer diferente e tornar nossa sociedade muito melhor. 

P.S. O nosso material para carros, santinhos e etc, devem ficar prontos esta semana. Muito obrigado a todos.; E venha com o novo... 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Comentários sobre as ações propositivas do candidato a deputado estadual Nelson Soares/PPS.


Fabrício Queiroz[1]
1.   Ações imediatas:
a)    Aplicação do Piso Nacional dos professores, aliado a um plano meritocrático que inclua a  gratificação por titularidade. A Titularidade e o desempenho serão os principais elementos da definição da meritocracia.
Uma grande maioria dos professores, e alguns pesquisadores, discordam de que o método meritocrático de gestão seja adequado, ou pelo menos o mais indicado, para resolver os problemas da educação, sejam de valorização profissional, sejam pedagógicos. Indicar como caminho a meritocracia, pelo menos para os professores da rede estadual, implica em continuidade com o que aí está neste governo, se não, soa negativamente para os professores. Entendo que é necessário pensar na formação continuada dos professores para atacar as demandas latentes do cenário educacional, especialmente as de resultados em programas de avaliação externa. Entretanto, ainda que ideologicamente, a escola enquanto instituição social não deve, em hipótese alguma, se limitar aos parâmetros de gestão meritocrática que são insensíveis à uma formação humanizada, especialmente em sua campanha, que assume contornos humanistas. Sugiro pensar a valorização profissional docente paralelamente à reforma educacional. Assim, valorizar a profissão docente implica em:
1) Respeitar a Lei do Piso e um Plano de Carreira digno:
- O Piso Salarial deve ser pago em Janeiro;
- O Plano de Carreira precisa ser reformado com ampla participação dos professores;
- Deve-se respeitar os níveis de graduação, para valorização profissional. Sugiro o retorno do escalonamento percentual de vencimentos, como no plano anterior às mudanças realizadas por Thiago Peixoto (candidato a deputado federal);
- A valorização mais sólida que os servidores podem ter é com aumento do vencimento base, e não com gratificações, que podem ser revogadas ao gosto do governo. Para pagar o Piso Nacional o Governo de Goiás operou uma incorporação que representou uma perda de pelo menos 30% dos vencimentos, neste caso, devolver a titularidade significa recuperar o compromisso de pagamento do Piso Nacional, contudo, o ponto de partida desta reparação viria com o pagamento de um piso salarial acrescido destes 30% e não em forma de gratificação, respeitado os níveis de graduação, o que significa recuperar o achatamento do Plano de Carreira.
Sugiro um plano de incorporação de gratificações ao vencimento tendo como horizonte um vencimento base equiparado a outros profissionais do Estado com nível de graduação semelhante, onde os professores venham a receber de R$5.000,00 a R$8.000,00 em seu vencimento base; É importante perceber que se há dinheiro para pagar gratificação e bônus, não há dificuldades financeiras plausíveis que justifiquem a dificuldade em pagar um vencimento base digno ao somar um piso salarial defasado aos valores previstos para pagamento de gratificações. Sugiro incorporar o valor do bônus do programa Reconhecer, e extingui-lo, ou pagá-lo mensalmente como na gratificação por regência do município de Goiânia.
- Em outros Estado são pagos aos professores alguns auxílios, tais como transporte e alimentação; Assim como aqui em Goiás há outras categorias contempladas com esses tipos de auxílios. Sugiro que sejam criados esses auxílios para atender as necessidades básicas dos trabalhadores;
2) Melhorias nas condições de trabalho:
É interessante notar que algumas das mudanças ansiadas pelos professores não demandam investimento financeiro, contam apenas com a sensibilidade da gestão que se materializada quando há respeito à autonomia dos professores e das unidades escolares, ou ao princípio de gestão democrática. Isto indica a criação de espaços e momentos de ampla participação, aproximação dos profissionais dos mais diversos setores da secretaria da educação ao “chão da sala de aula”, com a construção coletiva de projetos, programas e ações pedagógicos, respeitadas as particularidades das UEs, o tempo e à organização escolar.
- É comum a delegação de tarefas da secretaria da educação aos gestores das UEs de forma anacrônica, assíncrona, controversa, e principalmente desorganizadas, que se realizam na contramão do bom desenvolvimento do trabalho pedagógico escolar. Sugiro a otimização e o respeito ao calendário escolar;
- O Trabalho Coletivo deve voltar a ser um espaço pedagógico e não administrativo. A pauta não pode ser tomada pelas demandas da SEE. Tendo em vista o acúmulo de serviço dos professores, e principalmente respeito aos direitos trabalhistas, ou não se realizam TC aos sábados ou que se remunere por esse serviço extra;
- Todo trabalho realizado fora do contexto de sala de aula deve ser remunerado à parte, ou contratados e/ou designados profissionais para tal. Avaliações externa, e quaisquer outras atividades não são obrigações dos professores;
- Excesso de carga horária, serviço e burocracia. Professores com jornada em três turnos não se encontram em condições de trabalho dignas e qualitativas. Respeito ao horário de descanso e alimentação, com o novo horário de aulas de 50 minutos os professores estão contando com apenas 45 minutos de horário de almoço.
- Licença aos professores para participar de eventos acadêmicos e formações.
- Resolver a fragmentação da carga horária do professores em diversas unidades escolares. (No município de Goiânia há um sistema de carga horária que é elogiado pelos professores).
- Respeitar quantidade mínima de dias letivos do ano escolar, segundo a LDB são de 200 dias ou 800 horas;
b)   Defesa de plano de reforma das unidades escolares;

Ampliar a autonomia da UE na gestão dos recursos.
c)    Esforço concentrado para manter todos os alunos em sala de aula.
Este é outro ponto polêmico entre os professores. A ideia de que aluno em sala de aula implica em qualidade e resultados positivos na educação é equivocada. Sugiro repensar a rotina escolar com atividades mescladas, em sala e extra-classe; Muitos professores reclamam do fim dos Praec’s, neste caso, dar aos professores a oportunidades de realizarem projetos pedagógicos remunerados no contraturno me parece uma boa sugestão; é preciso desconstruir a ideia de escola como depósito de filhos, escola é espaço de educação, para tanto precisa de estrutura e organização.
2.   Ações mediatas;
a)    Criação de uma comissão  Estado/Município e sociedade civil para propor e implantar mudanças no modelo de educação rumo a uma Educação Humanista com bases na igualdade de oportunidades.

Para ser mais claro e propositivo, creio ser importante propor um calendário fixo, dentro do próprio calendário escolar para os encontros dessa comissão. Poderiam ser semestrais e contar como dias letivos.
b)   Definição em lei de um vencimento básico para o professor no valor de ..... para garantir uma qualidade de vida mínima para o professor.
c)    Incentivo a formação e qualificação profissional continuada.

A parceria com universidades e centro de pesquisa é imprescindível, muitos professores criticam a precariedade do NTE.
d)   Criação de um Programa “Saúde do Professor”;

Importantíssimo. É interessante ir em busca de dados estatísticos a respeito desta demanda. Me parece que há uma quantidade considerável de professores que se afastam por questões de saúde, principalmente de ordem psicológica.
Sugestões de acréscimo nos pontos apresentados:
e)     Estimular a participação discente, familiar e comunitária; Criação e fomento aos grêmios estudantis e associação de pais e mestres;
f) Atualizar currículo escolar com temáticas latentes: Relações de gênero, orientação sexual, raça e etnia, religiosidade.
g) Criar ambiente virtual de aprendizagem disponível para todos os alunos no Estado (AVA);
- Na atualidade o espaço escolar representa apenas uma parcela do espaço de aprendizagem dos alunos, e necessário avançar e ocupar o espaço virtual para oferecer aos alunos uma formação ampla, presente e contínua; Sugiro criar um Núcleo Escolar Virtual;
h) Criar um fundo de emergência a ser usado pelas escolas para situações em que não há como esperar os processos regulares de aplicação de recursos; Sugiro um departamento plantonista na seduc e um plano de utilização destes recursos;
i) Criar um Núcleo de Excelência Esportiva;
Há uma demanda latente a respeito da formação de atletas, especialmente após a Copa do Mundo, há muito abandonada pelo Estado. É necessário retomar este trabalho.
j) Incluir serviços não pagáveis por recurso escolar nos itens financiáveis, tais como: internet, telefonia fixa e móvel, mão-de-obra (eletricistas, pintos, pedreiro, etc.). Sugiro criar departamento de manutenção por regionais (subsecretarias).
k) CONCURSO
- Faz 4 anos que não há concurso para a pasta da educação; É necessário conter a política de contratos temporários que contradiz a valorização profissional e a qualidade de ensino.
l) Valorização dos contratos;
- Equiparação salarial de efetivos e contratos conforme nível de formação; (Em outros estados, como no Tocantins não diferencial de tabela salarial)
- Garantias trabalhistas iguais a de efetivos, como férias e recessos;
m) Agilidade no pagamento de erros salariais; Sugiro um dispositivo legal para pagamento em folha complementar sempre que houver erro;
Há muitos outros assuntos que precisamos pensar e discutir a respeito, como: Lanche escolar (os alunos reclamam muito da qualidade), promoção automática (a reprovação não pode ser impedida); assinatura de progressão horizontal (o governador sempre demorar para assinar); violência na escola e ao redor; Etc.