Um
papel importante do parlamentar é fiscalizar a construção de obras públicas,
agindo em defesa do patrimônio público, acompanhando com atenção todas as
atividades do executivo. O parlamentar que não possui independência do
Governante pode fazer pouco pelo seu povo, torna-se capacho do executivo e mero
despachante dos interesses de grupos privados e pessoais de quem está no poder.
A
questão é: Como o parlamentar pode ser independente do executivo? É possível a
existência de um parlamentar ou político cuja preocupação seja o bem comum? Eu
digo que sim. Em todas as épocas da história da humanidade houveram homens
corruptos, degradados, aproveitadores da fé alheia, calhordas; como também em
todas as épocas houveram aqueles que se propuseram a se sacrificar em defesa
dos mais fracos, na luta pela liberdade, pelo combate a fome, a opressão. Então
se já houve em algum lugar do mundo, se foi possível ser honesto, lutar pela
liberdade, em defesa dos mais fracos e oprimidos, pode ser possível agora, se
estivermos disposto escolher o caminho da justiça.
O
primeiro passo, para um parlamentar poder trabalhar pelo bem comum nos nossos
dias, se dá pelo processo da campanha política. São noventa dias que definem o
mal e o bem que acontecerá nos quatro anos seguintes. Não vou me delongar aqui
sobre a necessidade dos cidadãos se filiarem nos partidos políticos para
definirem nas convenções os candidatos que melhor representam os anseios da
sociedade. Deixemos isso para outra ocasião, uma vez que para este momento já
está ultrapassado o tempo da mensagem. Basta dizer que são nos partidos e nas
convenções que as cartas são marcadas, os vitoriosos e os derrotados já saem
praticamente definidos e só um milagre pode mudar os rumos determinados pelos
que detém o controle, o poder e o dinheiro.
O
deputado que gasta milhões em uma campanha está condenado a ser corrupto. E as
condições antecipadas de se conseguir o financiamento é aceitar que será
corrupto, de onde se pode concluir que não existe corrupto inocente. Estamos
vendo deputados gastando milhões na atual
campanha, e eu afirmo: serão todos corruptos. Podem até ser que muitos
não apareçam nas páginas policiais, pode ser que escapem de aparecer envolvidos
em escândalos na mídia, mas serão corruptos, ainda que corruptos espertos o
suficiente para não serem pegos. A única forma de se financiar uma campanha sem
se aliar a corrupção é o financiamento público de campanha, uma campanha
simples e barata, e a contribuição direta de milhares de eleitores. Se não
houver uma participação decisiva dos eleitores não haverá mudança na política
brasileira de tão suja, podre e infectada que está.
Trabalharemos
já durante a campanha para nos manter longe desta miséria moral, e assim, poder
fiscalizar cada obra, cada destino do dinheiro público, sem medo de prestar
contas à sociedade das nossas ações, sem medo de denunciar o erro e a
corrupção. Abriremos ouvidoria em nosso gabinete para receber denúncias de todas
as obras inacabadas do estado, de todas as obras cuja aparência não tem o
sentido de melhorar a qualidade de vida do povo. E faremos isso, por que
sabemos da necessidade de boas estradas, prédios de qualidades para nossas
escolas, e tudo mais que se precisa para garantir o futuro dos nossos filhos.
Por
estas razões peço o seu voto. Prof. Nelson 23. 345.

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