Pesquisar este blog

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As mulheres e a Política – A sutileza e sensibilidade da vida.


Nelson Soares dos Santos[1]

Aproximando o fim da data de filiação aos partidos políticos para a disputa de mandatos eletivos no ano de 2014, o PPS, enfrenta as mesmas dificuldades dos demais partidos políticos do Estado em cumprir a lei que exige uma cota de 20% de mulheres  nas chapas proporcionais.
 No nosso caso, além de preenchermos a cota nas chapas proporcionais também somos obrigados pelo estatuto do partido a preencher nas direções municipais, e no diretório Estadual a mesma cota de no mínimo 20% de mulheres em cargos dirigentes.
 Para além do cumprimento de uma exigência legal, o PPS busca a participação da mulher na política por que acreditar que a presença do sexo feminino aumenta a riqueza e a diversidade de idéias, ajudando a captar a sutileza e a sensibilidade da vida e a dando ao poder de governar a capacidade de  se aproximar da vida cotidiana das pessoas. Não se trata de um feminismo radical, mas de valorização da democracia, do respeito ás diferenças e da busca de uma tolerância para o enriquecimento dos valores morais da sociedade brasileira.
Garantir a participação da mulher na política é contribuir para o aumento da perspicácia, da sensibilidade para a lide com as questões sociais e no manejo das relações de classe no interior da estrutura do estado. O PPS luta pelo aumento da participação política da mulher por que acredita na existência das múltiplas vozes, da conjunção das diferenças, no aprofundamento da democracia e que estes elementos são os ingredientes para a construção de uma nova agenda para o país onde o desenvolvimento humano por meio do investimento na Educação, Saúde, Segurança e Sustentabilidade serão  os fundamentos da estrutura que permitirá ao país avançar ainda mais.



[1] Nelson Soares dos Santos é Pedagogo, Mestre em Educação Brasileira, Secretário Geral do PPS Metropolitano e Membro do Diretório Regional do PPS em Goiás.

Estado, Governo e Democracia: E dane-se o povo?



Nelson Soares dos Santos[1]

Causou-me, no mínimo, estranheza a pequena nota no Diário da Manhã, na qual agentes do PMDB reclamam com a presidente Dilma o tratamento republicano que a mesma tem dado ao Estado e Goiás e ao Governo Marconi Perillo. Caso seja verdade, mostra falta de comportamento estadista e pouca preocupação com o bem estar dos cidadãos goianos. Esquecem que o Estado de Goiás, como membro da federação, tem o direito de receber as verbas que, enfim, são tributos pagos pelos seus cidadãos.
O conceito de Estado Moderno teve origem, provavelmente nas cidades-estados gregas e consolidou-se na Idade Média para definir como de concentração territorial por meio da racionalidade da gestão do poder e da própria organização política mediante o processo evolutivo das condições históricas e materiais. O Estado Moderno é fortalecido pela cosmovisão liberal de mundo e construção do modelo de Governo Liberal Democrata.
A revolução Francesa foi a responsável pela consolidação desta forma de governo que tem na democracia e na liberdade individual seus mais fortes princípios. Já a revolução Americana e a independência dos Estados Unidos apresentou ao mundo um modelo de Democracia e de Governo Democrata e republicano comum Governo Central, e inclusive, autonomia dos Estados Federados.
O Brasil, mesmo durante o império, já apresentava sua vocação de um país democrata e republicano, seja pelos movimentos revolucionários, dos quais se destacaram a Inconfidência Mineira em Minas Gerais, a Revolução dos Farrapos no Rio Grande do Sul e a Confederação do Equador, dentre outras. Em 1889, esta vocação republicana torna-se realidade com a proclamação da república transformando-o em uma república Federativa. Desde então, somos uma república federativa, mesmo que com um forte processo de centralização no Governo Central, uma vez que, a forma de recolhimento e redistribuição dos tributos depende, no mais das vezes, dos humores do Governo Central.
Com isso, as unidades federativas ficam dependentes das verbas do Governo Central para investimento em infraestrutura, repasse de verbas para o sustento das áreas mais prementes como saúde, segurança e Educação. É por este motivo que a população precisa ficar atenta, pois já não é possível  formas tão atrasadas de se fazer política.



[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário, Secretário Geral do PPS Metropolitano membro da Executiva Estadual do PPS Goiás

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Friboi e o desrespeito a Democracia: O dinheiro Compra tudo?


Nelson Soares dos Santos[1]

Nos últimos dias tem tomado as páginas dos jornais notícias da crise que envolve o PMDB e a  sua disputa interna que parece estar estabelecida entre Friboi e Iris Resende. A pergunta que gritou em minha mente ao ler um artigo após outro foi: até que ponto esta crise do PMDB pode afetar o avanço da democracia em nosso Estado?
A democracia só é construída pela ação contínua e consciente de todos os cidadãos de uma comunidade, um estado, ou um país. No caso citado, muitos dirão que o problema é interno do PMDB, mas cabe a pergunta: sendo o PMDB um partido tão grande, aquilo que desrespeita a história do PMDB e do seu maior líder não é também uma afronta ao avanço da democracia e do desenvolvimento  humano no Estado? E afina, caso seja verdade que Friboi está conseguindo apoios entre prefeitos e candidatos a deputados utilizando do discurso de extrema ajuda financeira, não será isso por si só uma afronta a democracia?
A verdade que grita da realidade é que Friboi não tem história política, não há registros da preocupação do mesmo com a sociedade, com a coletividade ou com os seres humanos. E se um dos papéis primordiais do Estado hoje é prestar serviços de qualidade que propicie o avanço do desenvolvimento humano, com que autoridade pode Friboi avançar tão destemidamente sobre a história de um dos homens que mais fez por este Estado? Hoje, os últimos movimentos do Friboi demonstra uma total falta de respeito ao avanço do desenvolvimento humano e da democracia em nosso Estado. E se o mesmo tiver sucesso e se emplacar como candidato do PMDB, temo que um grande partido terá faltado com sua honra e sua história perante os cidadãos deste Estado.
Quando recursos financeiros começam a gritar muito alto, tanto tempo antes de uma eleição já não é possível falar mais de democracia. Homens que são capazes de mudar de lado pela quantidade e  ou promessa de ajuda financeira não serão jamais bons representantes dos sonhos de uma sociedade melhor. Uma democracia só será uma democracia verdadeira quando homens conscientes dialogarem e argumentarem com consciência de si, mais conscientes ainda de que “ o que é meu é meu, e o que é teu é teu”. E se alguém aceita algo de outro para que concorde, perde a própria consciência, deixa de ser dono de si, e assim, é que nasce a vida de Gado. Sendo, assim, logo todos terão de perguntar: “esta carne é Friboi?”



[1]

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Serra Para Presidente ?


Nelson Soares dos Santos[1]

Em 2010, três candidatos se apresentaram ao eleitorado como opções viáveis e relevantes na disputa pelo cargo de presidente da república: Dilma, a eleita, e sucessora de Lula; José Serra, do PSDB, e Marina Silva, ex quadro do PT, concorreu pelo PV e teve mais de vinte milhões de votos. No final, Dilma venceu Serra e hoje governa um país em dificuldades em um cenário que na época poucos previam acontecer. Naquela época, José Serra perdeu muitos votos ao lidar com questões caras ao cidadão e controversas como a questão do aborto, a questão do meio ambiente, o papel do Estado e a questão da privatização, dentre outros.
Enquanto se aproxima 2014, temos um cenário ainda nebuloso, mas aqueles que se consideram jogadores movimentam-se de forma, as vezes desordenada e titubeante, em um cenário pantanoso ou quando não, cheio de areias movediças. As crises da economia, o barulho que vem das ruas são alguns dos elementos que torna o embate do ano seguinte incerto e perigoso para quem ousa se movimentar demais agora.
É neste cenário que aparece, pelo menos, cinco candidatos que possa vir a ser considerados relevantes na disputa. Eduardo Campos ( PSB), Dilma ( PT), Marina Silva ( Rede), Aécio Neves ( PSDB), e José Serra ( ainda no PSDB, mas que pode concorrer pelo PPS). Os mais prováveis de se confirmar é Aécio Neves (PSDB), e Dilma Roussef ( PT). O primeiro pela tradição do PSDB, desde o Governo FHC, apresentar candidato majoritário; segunda, pela lógica do processo da reeleição. Marina Silva Ainda enfrenta as incertezas da formação do seu “novo” partido novo, e José Serra, vendo-se sem apoio no PSDB, resta-lhe a opção de deixar o partido para tentar viabilizar-se por outra sigla, e o que está disponível é o PPS.

Serra como Político.

A questão é: tendo disputado a eleição por três vezes, estaria o eleitor disposto a votar em Serra novamente e dar-lhe o papel de se contrapor a situação vigente como fez nas últimas eleições, tornando-o o segundo mais votado?
As eleições de 2014 podem se tornar o ano da reinvenção da política nos processos eleitorais do Brasil, e assim, será viável para concorrer, o político que souber se reinventar. A biografia de José Serra tem elementos que permite vê-lo como um quadro digno de participar deste momento histórico, mas para isso, o mesmo terá que recuperar um aspecto de sua jornada política já quase não lembrada – o tempo da militância estudantil.
O  tempo de hoje é do diálogo com as multidões em todas as suas formas. As redes sociais virtuais precisam tornar-se reais para que todas as redes de sociabilidade se interliguem e a sociedade possa se impor por sobre os grupos que a par de defender os próprios interesses se apresentam como defensores dos interesses de toda a sociedade. Contra a filosofia do consumismo e do volátil, sobreviverão aqueles que conseguirem incorporar a ideia da durabilidade nas relações e nos projetos que serão apresentados.
Errará quem vier a considerar que as manifestações que estão nas ruas são tudo o que a sociedade reivindica e até perigoso pensar assim. O silêncio daqueles que nada dizem deve ser ouvido tanto quanto os gritos multifacetados e estridentes, por vezes agressivos e violentos. Errará quem considerar que nos processos vividos de convulsão social os mecanismos de controle postos em disputas são apenas internos e locais. O processo de globalização já espalhou seus últimos males e as disputas locais estão atreladas a interesses globais em disputa, em um momento em que as riquezas mais promissoras vêm da existência de fartos recursos humanos e naturais.
O quadro pede profunda preocupação com a construção de infraestrutura para o país, mas não a infraestrutura faraônica, e sim, aquela regida por intensa preocupação com o desenvolvimento humano e a democracia. É o desenvolvimento humano que regerá os movimentos oscilatórios da vontade da coletividade. E pensar o desenvolvimento humano significa pensar em meios de melhorar com rapidez a situação da saúde, da Segurança, da Educação, da mobilidade urbana e da sustentabilidade.
José Serra poderá vir a representar todas estas demandas com legitimidade, se assumir posições progressistas naquilo que a nossa democracia tem avançado, para que se tenha  a oportunidade de diálogo com as classes que mais exercitam a cidadania política no país. Temas como aborto, estado laico e direitos humanos devem ser discutidos com franqueza, sinceridade, veracidade e prudência, sobretudo para que se passe a mensagem correta sem desvios e ou contradições.

Serra e o Patrimônio do PPS.

A coluna dorsal que sustenta o PPS ainda é a tradição Pcebeista. No PPS Serra deverá ter claro que, apesar de pequeno, o partido possui uma grande tradição e um valor perante a sociedade que precisa ser respeita, sob o risco de sua organicidade não digerir movimentos bruscos e estonteantes. O partido possui quadros altamente preparados, como Rubens Bueno, Roberto Freire, Raul Jugmam, e muitos outros em ascensão no Estado do Espirito Santo, Amazonas, Maranhão, etc.
Construir um diálogo fundado na valorização desta tradição, significa respeitar o processo da democracia interna, o processo congressual e o modus operandis de construção de projetos necessários ao desenvolvimento do país. A valorização do poder local é hoje um elemento importante na mentalidade ppsista e seu principal instrumento de crescimento. A sustentabilidade, o diálogo em rede, a abertura a todas as formas de participação cidadã, e, mais do que isso , um profundo compromisso com o futuro das novas gerações.
Observado estes quesitos, tenho certeza que a chegada de Serra ao PPS, e sua candidatura a presidente do Brasil pela quarta vez, será uma contribuição para a construção de um país mais justo, com desenvolvimento humano  e avanço constante da democracia. As novas gerações lembrará deste momento e muitos o observarão com o orgulho de dele terem participado.




[1] Nelson Soares  dos Santos é Técnico em Magistério, Pedagogo, Mestre em Educação, filiado e dirigente do PPS em Goiás. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A reação de um Guerreiro.


Nelson Soares dos Santos

Muita gente faz política com uma profusão de sentimentos e esquece o fato fundamental: A política é arte da Guerra e a guerra é a tarefa essencial do estado, disse Sun Tzu muitos séculos antes de nós chegarmos a esta terra. Todos aqueles que ingressam na política deveriam saber que estão entrando em uma zona de guerra e o que mudas são as razões pelas quais cada um dos que se envolvem, travam suas batalhas. A grande maioria luta pelo poder, o poder do mando, o poder de serem admirados, respeitados, amados e ou temidos. São poucos, muitos poucos aqueles que entram nesta seara com o objetivo de utilizar o poder para servir, para fazer avançar a consciência humana e tornar o mundo melhor.
Depois de se torar quase incontestável por quase 16 anos foi desbancado nesta luta por Marconi Perillo, que em 1998 trouxe esperanças para um povo fatigado. Um povo que se cansou de ver os direitos humanos serem desrespeitados no Estado, que via uma obra física ter mais valor que um ser humano, que via a perseguição política crescer em todo o Estado. O primeiro Governo Marconi foi o momento em que o Estado reassumiu o seu papel de buscar o equilíbrio entre as classes, categorias e grupos da sociedade civil que compõe a sociedade Goiana.
Este papel começou a se fragilizar no segundo Governo, e já no Governo Alcides sofreu uma forte paralisia. Aliado a conjuntura nacional, os movimentos sociais foram totalmente manietados por discursos políticos conservadores e maniqueístas fazendo com que o Estado e  as cúpulas dos movimentos sociais e populares perdesse o contato com o povo, com a vida cotidiana e com aquilo que é mais importante para o cidadão : a busca por melhoria da qualidade de vida e da felicidade.
Foi  os desejos de retomar os caminhos trilhados a partir de 1998 que levou Marconi Perillo ao seu terceiro Governo em 2010. Entretanto, parte do eleitorado viu-se frustrado pelas primeiras manobras políticas realizadas logo no pós-eleição: o processo de cooptação, a forma de montagem do governo ( que leva muitas vezes a perseguições políticas de cunho pessoal), e os inúmeros escândalos nos quais políticos de todos os matizes ideológicos se viram envolvidos, turvou o sonho de que se poderia avançar em desenvolvimento humano, sustentabilidade e democracia. Foi diante deste quadro que muitos adversários e até mesmo certos aliados viram o Governador Marconi praticamente fora do páreo em 2014 ou com poucas chances de vencer novamente.
Para entretanto, contrariar seus adversários, Marconi Perillo vem fazendo algumas coisas que por serem sutis nem mesmo os aliados mais próximos estão percebendo. Primeiro, reaproximou-se do povo, visitando a maior parte dos municípios goianos em curtíssimo espaço de tempo. Nestas visitas vem reforçando o aspecto progressista do seu governo focado em desenvolvimento humano, respeito aos movimentos sociais e a democracia. Aliado a isso, constrói obras em todo o estado firmando a ideia de bom gestor. Esforça-se por enfrentar problemas graves com a questão da Autonomia e fortalecimento da UEG, ( vide mudança de reitor e estrutura de gestão), os problemas da segurança pública ( mudança de secretário, forma de atuação e criação de nova secretaria de gestão penitenciária), na saúde, esforça por apresentar resultados na construção de hospitais e de melhoria na gestão.
 O Grande problema do Governador ainda é a relação com os servidores públicos que patina na Educação, Saúde e Segurança Pública. O caso da data-base dos servidores, em pauta na Assembleia, é o sinal mais claro desta situação No caso da UEG, a questão da autonomia pode ajudar muito, mas ainda é pouco, para um problema que se tornou enorme, pois a Universidade possui uma forte ligação e funciona como ressonância dos protestos dos servidores da educação. No caso da Educação, os avanços foram poucos e não há mais tempo para resultados em curto prazo. Resta criatividade na Saúde e na Segurança Pública, pois nestas áreas é possível resultados mais rápidos.
Na política, cercou-se de aliados leais e bem articulado agiu para ter um controle de todos os partidos da base aliada e evitar deserções. As últimas movimentações mostram bem este fato com a ida de José Élinto para o PP, e de José Gomes da Rocha para o PTB. Vilmar Rocha e Thiago Peixoto no PSD. Roberto Balestra e José Éliton no PP, Jovair Arantes e José Gomes da Rocha no PTB garante uma coligação mínima de três grandes partidos mais o PSDB,  no projeto de reeleição. Nos pequenos partidos agiu para ter o PSL, PRB, PT do B, PV e outros, no sentido de esvaziar uma possível terceira via que pudesse surgir aliada a possibilidade de palanque nacional para Marina Santana ou outro candidato fora do eixo PT/PMDB.

Por tudo isso é que é preciso ver a política de forma menos sentimental, pois, aliado a estes fatos, se junta à desorganização do PMDB, maior partido da oposição, que em tempo de se fortalecer, digladia-se internamente com a presença de Júnior Friboi a desafiar o velho líder Iris Resende Machado. O PT, embora com nomes fortes, encontra-se acoplado ao PMDB diante da conjuntura nacional, e a famosa terceira via representada por Vanderlam Cardoso, perde força na medida em que se apresenta aliado a Ronaldo Caiado considerado no meio do povo como representante do que de mais atrasado existe na política goiana. O que se vê portanto, é um cenário, onde Marconi poderá chegar em 2014, sem grandes adversários, e com o mesmo desafio que em Iris em 1998 – Explicar-se para o povo por que não conseguiu atender as expectativas nele depositadas em 16 anos de governo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Os Psicopatas e o Poder: O caso do Legislador presidiário.


Nelson Soares dos Santos[1]

Estava pesquisando no Google o significado da palavra respeito, e, deparei-me com um tópico sobre a psicopatia e o poder. Chequei a tal tópico por que queria ter clareza do que leva um individuo a não respeitar as pessoas que estão a sua volta, não respeitar espaço e limites. Então, do nada estava lendo textos e mais textos sobre pessoas com transtorno de personalidade antissocial. Sim, a psicopatia é um transtorno de personalidade, segundo os estudiosos, mais presentes nas mulheres que nos homens. Entre aqueles que vivem em sociedade varia entre 0,3 a 0,6%, entre os presidiários a variação do transtorno vai de 40% a 66% aproximadamente.
O Psicopata não faz planos para o futuro, é, paradoxalmente calmo e ordeiro, sendo na verdade agressivo, não se conforma as normas, possui conduta sexual desregrada, mente o tempo todo, usa de agressividade contra animais domésticos, não apresenta remorso, despreza as normas de respeito ao outro no ambiente familiar ou social,  e, possui um ânsia de viver situações onde se sente poderoso. Há dois tipos de Psicopatas: os leves a moderados, ou de moderados a graves. Os primeiros vivem normalmente em sociedade e possui uma extrema facilidade na disputa pelo poder. Sua maioria são mulheres e podem ser encontrados nos esportes, na política e em situações nas quais podem exercer o poder sobre os outros.
O curioso é que, de acordo com as leituras, entre aqueles que chegam ao poder, ou as pessoas que conseguem rapidamente ter sucesso em suas carreiras o índice entre elas, é praticamente o mesmo encontrado nos presídios. Desta feita, não pode se dizer que foi surpresa a votação no Congresso Nacional que impediu a cassação do mandato do deputado presidiário. Em um congresso de Psicopatas, a lógica do presídio foi mais forte que a lógica das sociedades humanizadas.
Temos que tirar lições profundas do que aconteceu. Afinal, ano que vem estaremos novamente elegendo novos congressistas, e teremos oportunidade de eleger cidadãos ou novamente colocar ali Psicopatas que não são capazes de diferenciar o normal do ridículo. Outra reflexão que deve ser feita é: por que votamos em psicopatas? Por que votamos em pessoas que já sabemos que vai roubar o dinheiro que, também é nosso? Por que entramos neste jogo de loucura se estamos vendo as consequências destas formas de gerir a sociedade todos os dias, e sofremos junto com todas as consequências das mesmas?
O caso Legislador presidiário deve servir para a nossa reflexão, mas não apenas isso. Como explicar a falta de sensibilidade do Congresso para com as manifestações de ruas? Como explicar a aprovação de uma enxurrada de leis dúbias em vez de se ater as reivindicações do povo? Há algo de profundamente errado no Congresso Nacional. Antes os humoristas brincavam que se colocasse uma cerca de arame o Congresso viraria um presídio. Agora é fato. Ali existe  um mandato, um legislador que é um presidiário. Como disse um Ministro do STF: A papuda está homenageada.




[1] Nelson Soares dos Santos é Professor Universitário.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Desenvolvimento Humano e Democracia: O que os Políticos podem fazer já.


Nelson Soares dos Santos[1]

Tenho repetido exaustivamente de que o Estado de Goiás, e o Brasil, precisam de ações que visem e estimulem o Desenvolvimento humano e a Democracia. Para darmos um passo nesta direção há algumas questões que são complexas, outras que de tão simples e óbvias não merecem a atenção dos políticos. Enumero neste artigo algumas ações que se realizadas poderia muito contribuir para fazer nosso país dar um novo passo.
A primeira questão que os políticos deveriam pensar seriamente é na mudança da lógica que move as negociações da política, sobretudo na corrida pré-eleitoral e da qual os eleitores em geral não participam. Tal processo começa imediatamente após o término de uma eleição e o início de um novo mandato. A costura da ocupação de cargos no executivo tem sido feita por duas lógicas: a força dos partidos no pós-eleitoral ( quantidade de parlamentares eleitos), e a construção de base para a eleição seguinte. Assim feito, o próprio debate político fica prejudicado pois não se leva em conta como os novos eleitos vão se comportar no exercício do poder. Muitos projetos políticos são completamente desvirtuados e modificados neste momento, pois o projeto escolhido pelo povo é modificado para “acolher” as contribuições dos novos aliados.
A segunda questão são as negociações para composição no processo eleitoral futuro, que, mormente, começa também um dia depois do eleitor fazer suas escolhas. Aqui a questão é mais danosa.  A lógica que a rege quase sempre é baseada na força. E a força é definida pela quantidade de dinheiro que cada pretendente possui para colocar em jogo, ou a capacidade de se “levantar” dinheiro  para gastar no processo eleitoral. Se todo dinheiro movimentado produzisse alguma coisa para o bem estar do eleitor, tudo bem, mas este dinheiro é a fonte na qual os políticos se enriquecem; e, pior, parece que nos últimos anos também a fonte de profunda corrupção e assassinatos. Em vez de a fonte ser o dinheiro de cada um, deveria ser as ideias, ou o que cada líder defende como sendo os rumos para os quais a sociedade deve-se dirigir. Neste sentido, após a eleição iniciar-se-ia um rico debate político sobre as questões mais prementes: aborto, Estado laico X Estado Religioso, Racismo, Relações Internacionais, Transporte Público, Sustentabilidade, Saúde, Segurança, Educação, para citar apenas aqueles que tem frequentado constantemente a mídia como anseios de que devem ser melhorados por parte do cidadão eleitor.
Pode parecer uma tamanha obviedade, mas se estas mudanças fossem assumidas muita coisa poderia ser modificada. Outro dia ouvi que nos dias atuais o maior patrimônio na política não é mais ideias ou mesmo dinheiro: é Ser “dono” de partido ou de uma igreja, uma vez que muito indivíduo tem negociado cargos tendo a chantagem como fundamento do tipo: olha, tenho tanto mil fiéis no estado ou você me atende ou falo mal de ti para todos; olha, tenho tantos no meu partido, tanto tempo de televisão, etc, ou me atende, ou tornarei adversário. A qualidade de vida das pessoas nunca é discutida, as possibilidades de se tornar melhor o lugar onde se vive nunca é lembrado.
Tornar este sistema de negociação mais barato significa as lideranças tentarem o diálogo direto com eleitor, e manter-se fiel ao desejo da população de dias melhores.  É claro que vejo um risco alto de se perder a vida e a reputação defendendo posições tais. Afinal, a lógica que rege a política é a do mercado e da empresa. E na lógica do mercado e da empresa o que vale não são os meios, são os fins, e os fins é constituído de apenas um – o lucro.



[1] Nelson Soares dos Santos é Técnico em Magistério, Licenciado em Pedagogia e Mestre em Educação Brasileira. É filiado ao PPS Goiás.